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Abstrações

ABSTRACOES-EM-NUMEROSMostra promove intercâmbio entre acervos das duas coleções e apresenta, no Espaço Cultural Unifor, obras nunca antes vistas pelo público brasileiro

A Fundação Edson Queiroz apresenta a exposição Abstrações – Coleção Fundação Edson Queiroz e Coleção Roberto Marinho. Com curadoria de Lauro Cavalcanti, a mostra inédita promove um intercâmbio entre os acervos das coleções da Fundação Edson Queiroz e Roberto Marinho (1904-2003).

Abstrações coloca em conversa 169 obras de artistas como Mira Schendel, Antônio Bandeira, Ubi Bava, Cícero Dias, Hércules Barsotti, Iberê Camargo, Abraham Palatnik e Tomie Ohtake. Entre as obras, 11 serão mostradas pela primeira vez ao público brasileiro: três esculturas de Bruno Giorgi, sete pinturas de Manabu Mabe e um desenho de Frans Krajcberg.

O conjunto de 62 obras reunidas pela Coleção Roberto Marinho é especialmente forte no que toca ao abstracionismo informal, enquanto a coleção apresentada pela Fundação Edson Queiroz, que conta com 107 obras, permite-nos acompanhar os caminhos trilhados pela abstração geométrica.

Em cartaz de 17 de julho de 2014 a 11 de janeiro de 2015, no Espaço Cultural Unifor, Abstrações segue-se à exposição Trajetórias, exibida em 2013 e curada por Paulo Herkenhoff, que trouxe uma excelente visão do percurso da arte brasileira a partir das peças da Coleção Fundação Edson Queiroz. A nova mostra examina um período mais restrito, porém importantíssimo, na definição dos caminhos da modernidade tardia e pós-modernidade precursora de nosso país.

A abstração, nos seus caminhos abstratos e geométricos, é matricial na formação da linguagem contemporânea brasileira que bebeu e misturou água das duas fontes. “Esta exposição mostra dois importantes fluxos que, se misturando com outros, formaram esse fascinante universo de águas profundas que chamamos de arte contemporânea”, refere Lauro Cavalcanti, que é diretor do Paço Imperial (RJ).

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Coleção Fundação Edson Queiroz
A Fundação Edson Queiroz possui um acervo de arte brasileira do século 20 como poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo. "Nesses termos, a Unifor contribui para o debate nacional da arte brasileira. Na verdade, trata-se de uma constelação de pequenas exposições autônomas ou núcleos organizados sob perspectivas menos comuns”, diz o curador da exposição Trajetórias, Paulo Herkenhoff.

O acervo destaca-se pelas obras de artistas do porte de Eliseu Visconti, Lasar Segall, Alfredo Volpi, Antonio Bandeira, entre outros tantos nomes que engrandecem as artes visuais. “Com traços de diferentes estilos e técnicas, as obras possibilitam uma viagem pelo tempo e pela história, remetendo a referências artísticas mundialmente conhecidas”, acrescenta Paulo Herkenhoff.

Entre as universidades, o acervo artístico da Unifor só é superado pelo Museu D. João VI da UFRJ e pelo extraordinário Museu de Arte Contemporânea da USP, cujo ponto de partida foi o legado do casal Ciccilo Matarazzo e Yolanda Penteado. São duas universidades públicas, fato que eleva a Unifor à posição de detentora da maior e melhor coleção de artes visuais de uma universidade privada do país.

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Coleção Roberto Marinho
A família do fundador da Rede Globo, Roberto Marinho, emprestou 62 obras de arte do seu acervo pessoal para Abstrações. A mostra reúne 19 pinturas de Manabu Mabe (1924-1997), entre as quais estão as três obras da década de 1950 que escaparam do desaparecimento do avião cargueiro da Varig no Oceano Pacífico em 1979. As obras permaneceram no acervo por não terem sido emprestadas para a exposição retrospectiva de Manabu Mabe, em Tóquio.

A coleção carioca tem, como uma de suas características principais, a reunião de conjuntos de trabalhos de artistas que entusiasmavam seu proprietário a ter exemplares de várias fases, de modo a acompanhar os desdobramentos de suas linguagens.

Antonio Bandeira (1922-1967), cearense e gigante da pintura brasileira, é representado por oito telas. O abstracionismo nele, assim como em Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992), parte de referências como o rastro de luzes na trama urbana ou o tecer de uma teia de aranha, para depois dissolvê-los num mundo exclusivo da própria pintura.

Franz Krajberg (1921) cobre com cor e adiciona peças a elementos da natureza, acentuando a beleza de suas formas, assim como denunciando a sua extinção. As pinturas acumulativas e matéricas de Jorge Guinle (1947-1987) figuram entre as últimas aquisições de Roberto Marinho.

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Serviço
Abstrações – Coleção Fundação Edson Queiroz e Coleção Roberto Marinho

Abertura: 17 de julho de 2014
Período de exibição: 18 de julho de 2014 a 11 de janeiro de 2015
Visitação de terça a sexta, das 9h às 19h; aos sábados, das 10h às 18h; e aos domingos, das 12h às 18h
Local: Espaço Cultural Unifor
Aberto ao público

Mais informações | 3477 3319