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Amor Perverso


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amor-perverso2Dirigidas por Luiz G. C. Valcazaras, com Claudia Ohana, Helena Ranaldi e Regiane Alves (dividindo pela primeira vez o mesmo palco), direção musical e trilha original de Alexandre Elias (contemplado com o Shell e o Bibi Ferreira de Melhor Direção Musical por ”Gonzagão ‐ A lenda”, de João Falcão), figurinos de Teca Fichinski, iluminação do próprio Valcarazas e a participação luxuosa de um violoncelo em cena aberta, "Amor Perverso" estreia no Teatro Celina Queiroz no próximo dia 28 de novembro.

De alta voltagem poética e contornos quase oníricos, "Amor Perverso" expõe os conflitos de uma personagem cindida pela dor de uma perda amorosa. Victoria (Claudia Ohana), Eva (Helena Ranaldi, voltando aos palcos depois de uma ausência de quatro anos) e Amapola (Regiane Alves, em sua primeira atuação depois de dar à luz o pequeno João Gabriel) são, no fundo, representações simbólicas dos diferentes estados de alma experimentados por uma mesma mulher em seu embate contra o luto que “congelou no desuso cada um de seus sorrisos”.

Escrito em processo colaborativo e levado à cena em 1990, quando o general Augusto Pinochet despedia‐se da Casa de La Moneda depois de 17 anos no poder, o texto de Inés Margarita Stranger joga com imagens e situações fragmentárias, e no mais das vezes dúbias, deixando entrever, sob o véu diáfano de um amor esfacelado, a sombra de uma das ditaduras mais brutais instauradas na América do Sul na segunda metade do século XX.

Em meio ao caudal de lembranças evocadas pela protagonista, ecoam vozes de desaparecidos, que, “sem perdão nem esquecimento”, atormentam e condenam seu parceiro a todo instante, interceptando com seu ruído sombrio e surdo a comunicação do casal.

Primeira obra dramática da autora chilena, "Cariño Malo" – traduzido aqui como "Amor Perverso", expressão extraída da letra de um bolero que se popularizou nos anos 1960 e empresta título à peça – integra a Antologia Bilíngue de Dramaturgia de Mulheres Latino‐americanas, estudo de gênero lançado em 1996 por Graciela Ravetti e Sara Rojo, que contempla ainda A Beata Maria do Egito, da nossa Raquel de Queiroz, e Del Sol Nasciente, da argentina Griselda Gambaro.

Montada uma única vez no Brasil, em âmbito estritamente universitário, a peça chega à Unifor pelas mãos do diretor Luiz G. C. Valcarazas e da produtora Lucia Regina Souza, da Caravana Produções, sua parceira na empreitada, preservando ainda o frescor próprio do ineditismo.

FICHA TÉCNICA
Texto: Inês Stranger
Direção: Luiz G. C. Valcazaras
Tradução: Rodrigo Vasconcelos Machado   
Coordenação de Tradução: Renato de Mello
Elenco: Claudia Ohana, Helena Ranaldi, Regiane Alves
Músico: Saulo Vignoli
Direção Musical e Trilha Original: Alexandre Elias
Figurinos: Teca Fichinski
Iluminação: Luiz G. C.  Valcazaras
Cenário: Paula Vilela
Visagismo: Pino Gomes
Direção de Movimento: Kika Freire
Direção de Produção: Lúcia Regina de Souza
Produção Local: Mário Alves - PROCULT
Produção Nacional: Caravana Produções

SERVIÇO
Amor Perverso
Dias: 28, 29 e 30 de novembro de 2014
Sessões: sexta e sábado, 21h; domingo, 19h
Ingressos: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia)
Vendas: Bilheteria do Teatro Celina Queiroz e Loja do Campus (Centro de Convivência - 1º andar)
Classificação indicativa: 14 anos
Mais informações: 3477-3033 ou 3477-3290