Qui, 2 Agosto 2018 18:12

Fundação Edson Queiroz lança 16º edição do Movimento Doe de Coração

Realizado desde 2003 o projeto da FEQ contribui anualmente com avanços fundamentais para transplantes de órgãos e tecidos no Ceará


O artista plástico José Guedes reestilizou a marca do Movimento Doe de Coração para a 16ª edição da campanha
O artista plástico José Guedes reestilizou a marca do Movimento Doe de Coração para a 16ª edição da campanha

O tradicional movimento Doe de Coração, será lançado oficialmente pela presidente da Fundação Edson Queiroz, , e pelo médico cancerologista Drauzio Varella, em solenidade que acontecerá dia 5 de setembro, no Teatro Celina Queiroz, localizado no campus da Unifor.

Idealizada pelo chanceler Airton Queiroz, falecido no ano passado, a campanha Doe de Coração acontece desde 2003, sempre em setembro, mês já conhecido pelo estímulo à doação em todo o Brasil, com o objetivo de encorajar as doações de órgãos no estado do Ceará.

Sobre Drauzio Varella

Drauzio Varella é médico cancerologista formado pela USP. Foi um dos fundadores do Curso Objetivo, onde lecionou "uímica durante muitos anos. No início dos anos 1970, trabalhou com o professor Vicente Amato Neto, na área de moléstias infecciosas do Hospital do Servidor Público de São Paulo. Durante 20 anos, dirigiu o serviço de Imunologia do Hospital do Câncer (SP) e, de 1990 a 1992, o serviço de Câncer no Hospital do Ipiranga, na época pertencente ao INAMPS. Foi um dos  pioneiros no tratamento da aids, especialmente do sarcoma de Kaposi, no Brasil. Realizando ainda campanhas que visavam ao esclarecimento da população sobre a prevenção ao vírus HIV, primeiro pela rádio Jovem Pan AM e depois pela 89 FM de São Paulo.

Ficou nacionalmente conhecido pela sua constante participação em programas da Rede Globo, participando das séries sobre o corpo humano, primeiros socorros, gravidez, combate ao tabagismo, planejamento familiar, transplantes e diversas outras, exibidas no Fantástico.

Em 1989, iniciou um trabalho de pesquisa sobre a prevalência do vírus HIV na população carcerária da Casa de Detenção do Carandiru. Desse ano, até a desativação do presídio, em setembro de 2002, trabalhou como médico voluntário. Atualmente, faz o mesmo trabalho na Penitenciária Feminina de São Paulo. O trabalho realizado com a população carcerária lhe rendeu a publicação do seu primeiro livro, lançado em 1999, Estação Carandiru recebeu o prêmio Jabuti 200 de livro do ano e, desde então, já vendeu centenas de milhares de exemplares e foi transformado em filme em 2003, por Hector Babenco.

O médico realiza também um projeto de bioprospecção de plantas brasileiras com o intuito de obter extratos para testá-los experimentalmente em células tumorais malignas e bactérias resistentes aos antibióticos. Esse projeto, apoiado pela Fapesp, é realizado nos laboratórios da Unip (Universidade Paulista) em colaboração com o Hospital Sírio-Libanês, e acontece na Amazônia, região do baixo rio Negro.

Sobre a campanha

Por meio da parceria firmada com hospitais públicos e particulares, o movimento Doe de Coração envolve principalmente veiculação de anúncios em jornais, portais de notícias, rádios e emissoras de televisão, além de distribuição de fôlderes, cartazes e camisas para funcionários das empresas do Grupo Edson Queiroz, a fim de mobilizar e solidarizar os colaboradores para a campanha. O objetivo é alcançar e impactar o maior número de pessoas a fim de otimizar a doação de órgãos.

Assim como na edição de 2017, serão veiculados depoimentos de transplantados que foram beneficiados pela doação de órgãos e tecidos. Para aumentar a interatividade, os vídeos da campanha também serão divulgados nas mídias da Unifor e do Grupo Edson Queiroz.

Além disso, o Movimento Doe de Coração terá mais uma vez como diferencial a realização de campanhas de mobilização em espaços urbanos de grande fluxo da cidade, como avenidas, praças, parques públicos e hospitais públicos e privados.