Orgulho Unifor: Egresso ganha prêmio de produção acadêmica sobre propriedade intelectual na Suécia

seg, 14 abril 2025 18:15

Orgulho Unifor: Egresso ganha prêmio de produção acadêmica sobre propriedade intelectual na Suécia

Especialista em Direito Internacional pela Unifor, Jorge Enrique de Azevedo é reconhecido por sua pesquisa sobre combate ao holdout em perspectiva comparada entre Brasil e Estados Unidos


O pesquisador Jorge Enrique, especialista em Direito Internacional pela Unifor, conquistou o primeiro lugar da categoria “Acadêmicos em PI” do prêmio Ericsson 2025 (Foto: Arquivo Pessoal)
O pesquisador Jorge Enrique, especialista em Direito Internacional pela Unifor, conquistou o primeiro lugar da categoria “Acadêmicos em PI” do prêmio Ericsson 2025 (Foto: Arquivo Pessoal)

O advogado Jorge Enrique de Azevedo, egresso da Especialização em Direito Internacional da Universidade de Fortaleza — instituição vinculada à Fundação Edson Queiroz —, conquistou o Prêmio Ericsson de Produção Acadêmica sobre Propriedade Intelectual. Em março, seu artigo foi vencedor da terceira edição do concurso na categoria “Acadêmicos em PI” pela excelência da pesquisa e relevância do tema abordado.

Promovido pela multinacional sueca Ericsson, a iniciativa visa incentivar e reconhecer pesquisas inovadoras no campo da propriedade intelectual, abrindo oportunidades para estudantes e profissionais do direito de todo o Brasil. Os vencedores são contemplados com um prêmio em dinheiro e a oportunidade de imersão no ambiente de inovação da empresa em Estocolmo, com visita prevista para maio de 2025.

No artigo “Danos punitivos como forma de combate ao holdout: uma perspectiva comparada entre Estados Unidos da América e Brasil”, Jorge Enrique aborda a prática do holdout, que ocorre quando empresas utilizam inovações patenteadas por terceiros sem a devida autorização, desrespeitando direitos de propriedade intelectual. Essa prática tem se tornado um desafio crescente no cenário comercial global, afetando negativamente empresas inovadoras e detentoras de patentes.

Sobre a pesquisa

A pesquisa realiza uma análise comparativa entre as abordagens adotadas pelos Estados Unidos e pelo Brasil no combate ao holdout, com foco na aplicação de danos punitivos. Nos Estados Unidos, os danos punitivos são amplamente utilizados como forma de desestimular infrações e punir infratores, servindo como um mecanismo eficaz de proteção aos detentores de patentes. Já no Brasil, a aplicação de danos punitivos é mais restrita e menos desenvolvida, especialmente no contexto da propriedade intelectual.

Ex-presidente do Observatório de Direito Internacional do Rio Grande do Norte (OBDI), Jorge Enrique destaca que a adoção mais efetiva de danos punitivos no Brasil poderia fortalecer a proteção às inovações e desestimular práticas ilícitas como o holdout. No artigo, ele sugere que a experiência norte-americana pode servir como referência para o aprimoramento das políticas brasileiras nesse âmbito, promovendo um ambiente mais seguro para a inovação e desenvolvimento tecnológico.

Unifor contribuindo para a formação 

Natural de Natal (RN), Jorge Enrique encontrou na Unifor o ambiente propício para aprofundar seus estudos em Direito Internacional. A modalidade EAD oferecida pela instituição foi determinante para que ele pudesse conciliar sua mudança para São Paulo, onde iniciou carreira em um escritório de advocacia, com a continuidade de sua formação acadêmica.

Essa flexibilidade permitiu que ele mantivesse seu compromisso com a educação, mesmo diante das exigências profissionais e geográficas. “Se não fosse o ensino a distância, eu não teria como dar continuidade aos meus estudos. Por isso, essa modalidade da Unifor foi fundamental para mim”, destaca o advogado.

A experiência adquirida na Universidade de Fortaleza foi fundamental para a aprovação de Jorge Enrique no mestrado em Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde atualmente é orientado pelo professor José Augusto Fontoura Costa

Planejando concluir o mestrado, ingressar no doutorado e continuar contribuindo academicamente para a sua área, o jurista consolida uma trajetória que teve passagem pela Unifor. Dessa forma, o egresso reconhece que a formação recebida na Universidade ampliou seus horizontes acadêmicos e proporcionou as bases necessárias para alcançar reconhecimento em nível nacional e internacional.


“Com certeza, ter o contato com professores excelentes, como os da Unifor, contribuiu para o meu avanço nos estudos da área, e, inclusive, conseguir ingressar na USP e continuar avançando nas pesquisas do campo de Direito Internacional”Jorge Enrique de Azevedo, advogado especialista em Direito Internacional pela Pós-Unifor


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A matriz curricular do curso está alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Medicina de 2025

Coordenação do curso de Medicina da Unifor integra Oficina Nordeste da ABEM do projeto “Rever: Formação Médica para o Brasil”

Momento da premiação para Rômulo Alexandre, cofundador e head de estratégia, e Rodrigo Avelino, cofundador e head de Tecnologia (Foto: Arquivo pessoal)

Startup KiteSafe vence edital de inovação azul da Unifor