qua, 16 setembro 2026 14:45
Doutorando da Unifor amplia pesquisa sobre educação inclusiva em experiência internacional
Formação no programa contribui para trajetória acadêmica de estudante que realizará doutorado-sanduíche em Portugal

A formação acadêmica pode abrir caminhos para novas experiências, pesquisas e conexões além da universidade. Esse é o caso de Bruno Diniz, professor vinculado à Secretaria Municipal da Educação (SME) de Fortaleza e mestrando em Saúde Coletiva na Universidade de Fortaleza (Unifor) — instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz.
A trajetória no programa de pós-graduação da Unifor o levou à oportunidade de realizar um doutorado-sanduíche em Portugal, onde dará continuidade aos estudos sobre educação inclusiva e estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O interesse de Bruno pela educação especial, especialmente pelas questões relacionadas aos estudantes com TEA, encontrou na Saúde Coletiva um campo de diálogo com temas como inclusão, qualidade de vida, políticas públicas e promoção da equidade. Segundo ele, a formação no programa também ampliou sua percepção sobre os desafios da educação inclusiva.
“Essa experiência me permitiu perceber que os desafios da inclusão e da promoção da saúde exigem um olhar sensível para as experiências humanas, para os contextos sociais e para as políticas públicas, indo além da abordagem quantitativa."
Doutorado-sanduíche em Portugal
Ao longo das disciplinas e do desenvolvimento da pesquisa, surgiu a oportunidade de Bruno participar do processo seletivo para o doutorado-sanduíche da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A ideia foi compartilhada com a sua orientadora, a professora Christina Praça, que apoiou a iniciativa e estabeleceu contato com pesquisadores em Portugal, facilitando o processo de internacionalização.
Em seguida, Bruno conversou com a então coordenadora do programa, a professora Mirna Frota, que atuou na viabilização da etapa interna do edital, de responsabilidade da universidade brasileira. Posteriormente, realizou a inscrição na seleção da Capes.
O processo burocrático já foi finalizado, e Bruno embarca rumo a Portugal no dia 1º de outubro para vivenciar uma experiência acadêmica internacional e ampliar os conhecimentos sobre educação inclusiva e saúde coletiva. O objetivo é compreender como ocorre a educação de estudantes com autismo no ensino fundamental e estabelecer paralelos com as políticas e práticas desenvolvidas no Brasil.
Para isso, pretende conhecer diferentes estratégias pedagógicas, modelos de apoio e formas de organização dos serviços voltados à inclusão escolar. “Espero que essa experiência contribua para o fortalecimento das práticas inclusivas em nosso país e para a construção de uma educação verdadeiramente inclusiva”, afirma Bruno.
Por que Bruno decidiu fazer doutrado na Unifor?
Bruno realizou a graduação e o mestrado em instituições públicas cearenses e, atualmente, vivencia a experiência do doutorado na Unifor. Para ele, um dos pontos positivos do programa é o corpo docente, que considera comprometido e disposto a apoiar o desenvolvimento das pesquisas e das trajetórias acadêmicas dos estudantes.
No caso do doutorando, o interesse dele em participar do doutorado-sanduíche foi acompanhado de acolhimento e suporte institucional para viabilizar a oportunidade. Ele também destaca o contato com profissionais de diferentes áreas da saúde, que compartilham experiências práticas durante as disciplinas, aproximando teoria e realidade profissional.
Além disso, Bruno aponta a estrutura física da Unifor como um aspecto que favorece o aprendizado e a produção científica. Para quem pensa em ingressar no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, ele aconselha não ter receio de enfrentar os novos desafios, buscar oportunidades e manter a curiosidade intelectual. “A pós-graduação é um espaço de crescimento pessoal e profissional”, conclui.