Doe de Coração apoia campanha em busca de doador de medula óssea para Francisco Eduardo

sex, 25 setembro 2026 17:00

Doe de Coração apoia campanha em busca de doador de medula óssea para Francisco Eduardo

Para se cadastrar como doador voluntário de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos


No Ceará, o procedimento pode ser feito no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). (Foto: Divulgação)
No Ceará, o procedimento pode ser feito no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce). (Foto: Divulgação)

A Campanha Doe de Coração, iniciativa da Fundação Edson Queiroz que há 24 anos promove a conscientização sobre a importância da doação de órgãos e tecidos no Ceará, está apoiando a causa de Francisco Eduardo Lopes, de 8 anos, diagnosticado com aplasia medular severa — condição em que a medula óssea deixa de produzir células do sangue em quantidade suficiente.

Por causa da doença, Eduardo precisa receber transfusões de sangue semanalmente. Desde o diagnóstico, a família mobiliza amigos, parentes e a comunidade em busca de um doador compatível que possa possibilitar o tratamento.

Segundo Karina Lopes, enfermeira e tia de Eduardo, apesar dos desafios impostos pela doença, o menino mantém a alegria e a rotina de uma criança de 8 anos.

“Ele é uma criança muito alegre. Ama futebol, brincar com os amigos e ir para a escola. É muito estudioso e gosta de passar tempo na casa dos avós, brincar com os primos e viajar”, conta Karina.

Karina destaca ainda que a doação de sangue é diferente do cadastro para doação de medula óssea. O cadastro de potenciais doadores é realizado nos hemocentros. No Ceará, o procedimento pode ser feito no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), com registro no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Vale ressaltar que o cadastro pode ser feito no hemocentro de qualquer estado.


“Aqui no Ceará, o cadastro é feito no Hemoce. Lá, você vai doar apenas 5 ml de sangue. Esse material será analisado e, caso você seja compatível com o Francisco Eduardo ou com outras crianças e adultos que necessitem de um transplante de medula óssea, você poderá salvar uma vida” — Karina Lopes, enfermeira e Tia de Francisco Eduardo.

A amostra é analisada para verificar as características genéticas do potencial doador e identificar possíveis compatibilidades. Caso seja identificado como compatível, o voluntário poderá ser chamado para doar células-tronco hematopoéticas, que serão utilizadas no tratamento de um paciente que necessita do transplante.

Entenda o processo para ser doador 

Para se cadastrar como doador voluntário de medula óssea, é necessário ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde, apresentar um documento oficial com foto, preencher um termo de consentimento no hemocentro e realizar uma pequena coleta de sangue, de aproximadamente 5 ml, para o exame de tipagem HLA, que verifica as características genéticas utilizadas na busca por compatibilidade.

Para quem já está cadastrado, também é fundamental manter os dados pessoais atualizados. Mudanças no número de telefone, endereço ou e-mail devem ser informadas para garantir que o potencial doador possa ser localizado caso seja identificada uma compatibilidade. Dessa forma, o cadastro permanece ativo e a pessoa pode ser contatada quando houver necessidade de um possível transplante.

“É uma corrida contra o tempo, uma corrida para tocar todos os corações, principalmente dos jovens, por causa da faixa etária para o cadastro, que é limitada dos 18 aos 35 anos. Nossa esperança é que, amanhã, possamos continuar sorrindo junto com o Eduardo, na busca por esse doador”, enfatiza Karina. 

“Você pode, eventualmente, se tornar um doador de medula óssea para o Francisco Eduardo ou para outra pessoa que esteja precisando de um transplante. Você pode salvar uma vida”, conclui.

Informação ajuda a combater o medo de quem deseja ser doador

Karina também chama atenção para uma dúvida comum entre as pessoas que têm interesse em se cadastrar: o medo de que a doação envolva uma cirurgia na coluna. Segundo Karina, esse receio não corresponde ao procedimento realizado para a doação.

“É importante também dizer que, no transplante, não é feita coleta da coluna. Muita gente tem esse medo, de que seja feita uma cirurgia ou de que vá mexer na coluna. Não é assim”, afirma.

Quando há compatibilidade e o voluntário é convocado para a doação, o procedimento pode envolver a coleta das células-tronco hematopoéticas por meio do sangue, dependendo da indicação médica. As células coletadas são então encaminhadas para o paciente, que pode estar em outro estado ou até mesmo em outro país.

“Você doa na sua cidade e não precisa fazer uma cirurgia na coluna. É muito importante ressaltar isso porque as pessoas têm esse medo e acabam pensando: ‘Não vou doar porque não quero passar por uma cirurgia na coluna’. Não é assim”, reforça.

Karina ressalta ainda que a medula óssea do doador continua funcionando após a doação e produzindo novas células sanguíneas. “Quem tem a medula saudável pode doar, e ela vai produzir de novo”, completa.

Rede de solidariedade 

A mobilização da família de Francisco Eduardo tem alcançado cada vez mais pessoas. A família tem recebido ligações e ampliado a divulgação da campanha nas redes sociais para encontrar um doador compatível.“Estamos postando muitos vídeos, divulgando de todas as formas possíveis”. 

A família também criou um perfil no Instagram para ampliar a divulgação da campanha em busca de um doador compatível para Eduardo. Na página, são compartilhadas informações sobre o cadastro e a doação de medula óssea, além de atualizações sobre a mobilização em torno do menino. Os interessados em acompanhar de perto a campanha podem seguir @medulaparaeduardo. 

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