ter, 3 novembro 2026 10:50
Gestão da TI: a formação voltada à transformação digital
Em um mercado cada vez mais orientado pela inovação, curso de Gestão da TI conecta conhecimentos tecnológicos, visão estratégica e liderança. Na Unifor, nova graduação acompanha essas transformações e prepara profissionais para diferentes possibilidades de atuação

A transformação digital das empresas, o avanço da inteligência artificial (IA) e a crescente utilização de dados e sistemas tecnológicos têm ampliado as oportunidades de atuação em Gestão da Tecnologia da Informação (TI). Antes concentrada em atividades de suporte, a tecnologia passou a ocupar um papel estratégico nas organizações, que dependem cada vez mais de soluções digitais para aprimorar processos e atender às demandas dos negócios.
Nesse cenário, o mercado busca profissionais com conhecimentos técnicos, capacidade de gestão e visão estratégica. Além de compreender sistemas, infraestrutura e segurança da informação, o gestor da TI precisa identificar necessidades, coordenar projetos e equipes e propor soluções alinhadas aos objetivos das organizações. Competências como liderança, comunicação, pensamento analítico e resolução de problemas também integram o perfil valorizado pelas empresas.
Para quem deseja ingressar na área ou avançar profissionalmente, a formação especializada contribui para o desenvolvimento dessas habilidades. Uma graduação em Gestão da TI permite compreender o funcionamento das tecnologias e também sua relação com os processos organizacionais e a tomada de decisões. Essa preparação é especialmente relevante para profissionais que pretendem ampliar suas responsabilidades e assumir funções de coordenação e liderança.
Atenta a esse cenário, a Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição vinculada à Fundação Edson Queiroz, oferece a graduação em Gestão de Tecnologia da Informação (TI) na modalidade de educação a distância (EaD). Com duração de dois anos e meio, o curso integra conhecimentos de computação, governança, gestão de projetos e inovação, além de oferecer flexibilidade para conciliar os estudos com a rotina profissional. A proposta contempla tanto quem busca ingressar no setor quanto aqueles que já atuam com tecnologia e desejam ampliar suas possibilidades de carreira.
Da experiência profissional à formação em Gestão da TI
É o caso de Karla Castro, gestora de projetos na empresa de tecnologia Kina Tech e estudante do primeiro semestre de Gestão da TI. Com formação anterior em Gestão Financeira e pós-graduação em Controladoria e Finanças, ela encontrou na tecnologia uma oportunidade de ampliar sua atuação profissional. Mesmo já trabalhando com o desenvolvimento de produtos e projetos tecnológicos, decidiu buscar a graduação para aprofundar conhecimentos em governança, segurança da informação e liderança estratégica.
“Durante muito tempo, minha rotina era planilha, análise de fluxo e diagnóstico de processos. Só que chegou um ponto em que percebi que a maior dificuldade de quase toda operação não era financeiro: era a falta de tecnologia eficiente para automatizar o que era manual e eu sempre gostei de estudar sobre tecnologia. Foi aí que decidi parar de só apontar o problema e comecei a aprender a construir a solução com código”, conta a aluna, que hoje atua na estratégia da Kina Tech.
A busca por uma universidade veio da necessidade de direcionamento estratégico para além da técnica. “Codar e subir aplicação é excelente, mas tecnologia sem um bom direcionamento estratégico de negócio vira custo desperdiçado. Como eu já vinha da área de finanças e negócios, queria conectar a engenharia de software com governança, segurança da informação e liderança estratégica de ponta a ponta", explica.
Karla conta que a Unifor sempre foi uma referência no ecossistema de tecnologia e inovação de Fortaleza, por isso escolheu a universidade para fazer a graduação. “O que me atraiu em Gestão de TI foi a grade muito orientada ao mercado , focando tanto em liderança ágil quanto em gestão de infraestrutura e serviços. Não queria apenas teoria clássica de administração; queria um espaço conectado à inovação e que respeitasse o tempo de quem já está no mercado”, conta.
Diante da necessidade de aproveitar ao máximo o tempo disponível, a modalidade EAD foi importante para encaixar as rotinas de trabalho e estudos. “Com a rotina intensa entre desenvolvimento, liderança de comunidade e produtos próprios, o EAD é o que me permite manter alta performance sem comprometer a qualidade do estudo”, afirma a aluna.
Segundo ela, o grande diferencial da Unifor é que o modelo digital não é distante ou engessado, mas conta com plataforma clara e conteúdo denso. “E você continua tendo o respaldo e o peso de uma instituição que investe em infraestrutura e inovação”, celebra.
Karla lembra que a relação com a Unifor começou antes mesmo dela se matricular na graduação, pois já participava de encontros de tecnologia e hackathons no campus. “Essa presença me mostrou que a Universidade não para na sala de aula: ela gera a oportunidade de conexões, projetos práticos e tem um ecossistema (como o Unifor Hub) que realmente movimenta a cena tech local. Vendo essa energia de perto, tive certeza de que estudar aqui me daria mais terreno para criar e validar projetos”, declara.
A aluna ainda está no início do curso, mas avalia que o que tem visto em sala de aula vem contribuindo para a sua atuação profissional. As discussões sobre arquitetura de sistemas e gestão de processos, por exemplo, a ajudaram a trazer mais maturidade estrutural para os projetos da empresa e em projetos pessoais.
“Um exemplo claro foi o aprimoramento do ciclo de vida das nossas entregas e alinhamento de escopo. Apliquei conceitos de gestão de riscos e métricas de processo para enxugar o retrabalho e acelerar a validação de novas features com os usuários”, exemplifica.
Um dos seus objetivos de Karla ao ingressar na Universidade era ampliar sua rede de contatos, participar de projetos acadêmicos e contribuir para o desenvolvimento de outras pessoas. Ela tem participado ativamente da organização de iniciativas como GitTogether e Coda.ce.
“Tenho convicção de que ninguém cresce sozinho em tecnologia. Na Unifor, pude vivenciar isso intensamente nos hackathons (como a maratona com a M. Dias Branco), em que troquei ideias com pessoas de áreas totalmente distintas, liderei estratégia de produto sob pressão e ajudei colegas a enxergarem como transformar código em solução comercial viável. Essa troca é o que mais gera valor”, avalia.
Olhando de uma forma geral para o mercado, a aluna analisa que praticamente não há mais espaço para perfis isolados em caixinhas. Hoje, acredita, o gestor de TI que se destaca é aquele que entende de regras de negócio, sabe dialogar com o time de engenharia e compreende o impacto prático de ferramentas como IA e automação nas operações da empresa. “Atualmente, as maiores oportunidades estão em Product Management, governança de dados e liderança técnica focada em eficiência operacional. O segredo é ter visão sistêmica e postura resolutiva”, analisa.
“Quero continuar conectando o aprendizado acadêmico com inovação aplicada, disputando editais, explorando pesquisas práticas e validando novos produtos no mercado. Meu foco para o futuro é consolidar as soluções da Kina Tech e atuar cada vez mais na liderança estratégica de produtos digitais escaláveis. A Unifor me dá a base de governança e a credibilidade institucional indispensáveis para transformar ideias audaciosas em operações sólidas” — Karla Castro, gestora de projetos na Kina Tech e aluna do curso de Gestão da TI
Oportunidades e competências em um mercado em transformação
Na prática, a Gestão da TI é a área responsável por planejar, organizar e administrar os recursos tecnológicos de uma organização, garantindo que a tecnologia esteja alinhada aos objetivos do negócio. O profissional dessa área atua como uma ponte entre a tecnologia e as necessidades da empresa.
“Suas responsabilidades envolvem gerenciar sistemas, infraestrutura, segurança da informação, projetos tecnológicos, equipes e fornecedores, além de identificar oportunidades de inovação e melhoria dos processos”, explica o professor do curso de Gestão da TI na Unifor e doutor em Informática Aplicada, Rafael Bomfim.
Segundo o docente, um dos maiores desafios dessa profissão é conseguir unir dois conhecimentos que nem sempre caminham juntos: compreender a tecnologia e conhecer profundamente o negócio em que ela está inserida. “Não basta dominar ferramentas e sistemas; é necessário entender como a empresa funciona, quais são seus problemas e de que maneira a tecnologia pode contribuir para solucioná-los. É essa combinação de competências que permite ao profissional tomar decisões mais estratégicas e gerar resultados concretos para a organização”, sinaliza.
Atualmente, o mercado de trabalho para profissionais de Gestão da TI apresenta oportunidades importantes, principalmente porque a tecnologia deixou de ser apenas uma área de suporte e passou a fazer parte da estratégia das organizações. Rafael destaca que empresas de praticamente todos os setores dependem de sistemas, dados e infraestrutura tecnológica para funcionar e competir no mercado.
Assim, o profissional da área pode trabalhar em empresas de tecnologia, mas também em bancos, hospitais, indústrias, redes de varejo, instituições de ensino, órgãos públicos e praticamente qualquer organização que utilize recursos tecnológicos. “A transformação digital, a popularização da inteligência artificial, a computação em nuvem e a crescente preocupação com a segurança da informação têm ampliado a necessidade de profissionais capazes de administrar esses recursos”, afirma o professor.
Ele pondera também que, em contrapartida, o mercado está mais exigente. “As empresas não procuram apenas pessoas que conheçam ferramentas tecnológicas, mas profissionais que consigam compreender os problemas do negócio, tomar decisões e transformar investimentos em tecnologia em resultados concretos”, salienta.
Do ponto de vista técnico, Rafael reforça a importância de o profissional da área compreender sistemas de informação, bancos de dados, computação em nuvem, segurança da informação e, cada vez mais, inteligência artificial e análise de dados. Entretanto, as competências comportamentais também são determinantes. “Comunicação, liderança, pensamento analítico, capacidade de resolver problemas e trabalho em equipe são habilidades muito valorizadas”, indica.
Como diretor de tecnologia da InfoMarket, empresa especializada em soluções tecnológicas e inteligência de mercado para o varejo e a indústria, o docente conta que vivencia diariamente a importância dessa combinação de habilidades.
“Muitas vezes, o maior desafio não está em desenvolver uma solução tecnológica, mas em compreender as necessidades do cliente, identificar o problema que realmente precisa ser resolvido e transformar a tecnologia em resultados para o negócio. Por isso, valorizo profissionais que, além do conhecimento técnico, tenham curiosidade, capacidade analítica e disposição para compreender o contexto em que estão atuando”, afirma.
“Na Universidade de Fortaleza, a proposta do curso é justamente integrar conhecimentos tecnológicos e competências de gestão, preparando o estudante para atuar tanto na operação quanto no planejamento estratégico da tecnologia nas organizações. Essa formação contribui para a empregabilidade ao desenvolver uma visão mais ampla do setor, complementando conhecimentos técnicos e preparando o profissional para assumir responsabilidades que vão além da execução de tarefas operacionais” — Rafael Bomfim, professor do curso de Gestão da TI e doutor em Informática Aplicada
Rafael lembra que muitos profissionais começam suas carreiras em funções técnicas, como suporte, infraestrutura ou desenvolvimento de sistemas. No entanto, à medida que avançam profissionalmente, passam a enfrentar desafios que exigem conhecimentos de gestão, planejamento e liderança.
“A graduação em Gestão da TI pode contribuir diretamente para essa transição, oferecendo conhecimentos sobre gerenciamento de projetos, governança, processos organizacionais e tomada de decisão. Um profissional que já possui experiência técnica e desenvolve uma visão estratégica passa a ter melhores condições de assumir posições de coordenação e liderança”, afirma.
Sobre as tendências e oportunidades que devem ganhar destaque no mercado de Gestão da TI nos próximos anos, o docente aposta que a inteligência artificial será uma das principais responsáveis pelas transformações. Para ele, as organizações precisarão não apenas adotar soluções de IA, mas também gerenciar sua utilização, avaliar os resultados, garantir a segurança dos dados e integrar essas tecnologias aos processos existentes.
“Outras áreas que devem ganhar destaque são a segurança da informação, a computação em nuvem, a governança de dados e a automação de processos. Um aspecto interessante é que, com o avanço da inteligência artificial, algumas atividades técnicas tendem a ser cada vez mais automatizadas. Isso aumenta a importância dos profissionais capazes de planejar, integrar, supervisionar e avaliar soluções tecnológicas”, avalia.
Para quem deseja ingressar na área, o docente orienta a construir uma base sólida de conhecimentos, buscar experiências práticas e desenvolver a capacidade de aprender continuamente. “Também considero fundamental compreender o funcionamento das organizações, porque a tecnologia não deve ser vista como um fim em si mesma, mas como uma ferramenta para solucionar problemas e gerar valor”, defende.
Formação conectada às demandas do mercado
Com o objetivo de preparar profissionais capazes de atender às demandas do setor tecnológico, a Unifor estruturou a graduação em Gestão da TI a partir de estudos sobre o mercado, tendências curriculares e contribuições de professores e especialistas. Ofertado na modalidade EaD, o curso também considera as necessidades do Ceará e do Nordeste, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento regional.
Segundo a professora Rafaela Ponte Lisboa, coordenadora dos cursos de tecnologia no formato EaD da Unifor, a proposta surgiu da necessidade de formar profissionais que saibam relacionar conhecimentos tecnológicos à estratégia das organizações. “Com a digitalização dos processos, a expansão dos serviços digitais e o uso crescente de dados, automação e inteligência artificial, as organizações precisam de profissionais que compreendam os recursos tecnológicos e saibam planejar investimentos, liderar equipes e avaliar soluções”, explica.
Com duração de dois anos e meio, distribuídos em cinco semestres, e carga horária de 2.016 horas, o curso superior de tecnologia reúne fundamentos da computação, gestão estratégica, governança de TI, gerenciamento de projetos e serviços, análise de dados e inovação. A matriz curricular contempla conteúdos como raciocínio lógico, redes de computadores, sistemas operacionais, segurança da informação, liderança, gestão de pessoas, avaliação financeira de projetos, computação em nuvem e proteção de dados.
“Um dos principais diferenciais é a integração entre tecnologia e gestão. A formação prepara o estudante para compreender a infraestrutura e os sistemas de uma organização e relacioná-los às necessidades das pessoas, aos processos e aos objetivos do negócio”, destaca a coordenadora.
Essa integração também orienta as atividades desenvolvidas ao longo da graduação. A proposta pedagógica inclui estudos de caso, resolução de problemas, simulações, trabalhos colaborativos e projetos aplicados, que estimulam os estudantes a analisar situações enfrentadas pelas organizações, justificar decisões e avaliar os resultados das soluções propostas.
Entre as iniciativas está uma trilha extensionista composta pelas disciplinas Ideação para Soluções Tecnológicas, Desenvolvimento de Projeto Aplicado e Transformação Digital. Segundo Rafaela, esse percurso permite que o estudante participe de diferentes etapas da construção de uma solução, desde a identificação de uma necessidade até o planejamento, o desenvolvimento e a avaliação do projeto, em interação com públicos e organizações da comunidade.
A graduação também prevê oficinas, palestras e outras atividades práticas voltadas à aproximação entre os conteúdos acadêmicos e os contextos profissionais. Além dos conhecimentos técnicos, essas experiências buscam desenvolver competências como:
- comunicação;
- trabalho em equipe;
- criatividade;
- responsabilidade;
- capacidade de identificar problemas e apresentar resultados.
Outro aspecto da formação é a flexibilidade proporcionada pela modalidade EaD, especialmente para estudantes que precisam conciliar a graduação com o trabalho, as responsabilidades familiares ou dificuldades de deslocamento. A organização acadêmica combina atividades realizadas em diferentes horários com encontros síncronos e atividades presenciais previstas no calendário.
Para acompanhar os estudos, os alunos contam com o Ambiente Virtual de Aprendizagem, que reúne materiais textuais e audiovisuais, videoaulas, fóruns, exercícios e questionários. Também estão disponíveis biblioteca digital e ferramentas para o desenvolvimento e o registro de projetos. O acompanhamento acadêmico envolve professores, mediadores pedagógicos, coordenação e equipes de apoio, além de ações de acolhimento, nivelamento e suporte psicopedagógico.
“A organização dos estudos combina atividades que podem ser realizadas em diferentes horários com encontros síncronos e atividades presenciais previstas no calendário acadêmico”, explica Rafaela, ao destacar que a proposta busca ampliar as possibilidades de acesso ao ensino superior para pessoas com diferentes rotinas.
A coordenadora ressalta ainda que a graduação foi planejada para atender a diferentes perfis de estudantes. Para quem pretende ingressar no setor, disciplinas relacionadas a sistemas computacionais, raciocínio lógico e infraestrutura oferecem uma base de conhecimentos sobre a área. Já para profissionais que possuem experiência em tecnologia, o curso permite aprofundar competências ligadas ao planejamento de recursos, à gestão de projetos e serviços e à tomada de decisões.
Essa formação abre possibilidades de atuação em empresas privadas, instituições públicas e organizações do terceiro setor, em atividades relacionadas à gestão de projetos, infraestrutura tecnológica, governança, inteligência de negócios e transformação digital. Consultoria e empreendedorismo em soluções tecnológicas também estão entre os caminhos profissionais apontados pela coordenadora.
Ao reunir conhecimentos operacionais, táticos e estratégicos, a proposta da Unifor busca preparar profissionais para lidar com diferentes responsabilidades na área de TI, desde a administração de recursos tecnológicos até a avaliação de soluções alinhadas aos objetivos das organizações.
“Ao longo do curso, os estudantes são estimulados a mobilizar suas experiências e desenvolver proatividade, comunicação, pensamento crítico e capacidade de aprender continuamente. Assim, a proposta favorece diferentes trajetórias profissionais, incluindo atuação técnica, gestão, consultoria e empreendedorismo” — Rafaela Ponte Lisboa, coordenadora dos cursos de TI no formato EaD da Unifor