A excelência de ensino e pesquisa no topo dos rankings internacionais

seg, 19 outubro 2026 10:14

A excelência de ensino e pesquisa no topo dos rankings internacionais

Reconhecida como a melhor universidade privada do Norte e Nordeste nos rankings QS América Latina e Caribe 2027 e THE World University Rankings 2027, a Universidade de Fortaleza reúne resultados que refletem investimentos contínuos na qualidade do ensino, na produção científica e na internacionalização


Os resultados da Unifor evidenciam uma trajetória de investimentos na qualificação docente, no incentivo à pesquisa científica e na internacionalização (Foto: Ares Soares / Arte: Luiz Gonzaga)
Os resultados da Unifor evidenciam uma trajetória de investimentos na qualificação docente, no incentivo à pesquisa científica e na internacionalização (Foto: Ares Soares / Arte: Luiz Gonzaga)

A qualidade do ensino, a produção científica e as oportunidades de formação internacional têm contribuído para consolidar a Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição vinculada à Fundação Edson Queiroz, como referência no ensino superior brasileiro. Essa trajetória reúne investimentos na qualificação docente, no incentivo à pesquisa e à inovação e nas parcerias com instituições estrangeiras.

Em 2026, a Unifor foi reconhecida, pelo oitavo ano consecutivo, como a melhor instituição privada do Norte e Nordeste no QS América Latina e Caribe 2027. Também manteve a liderança entre as particulares das duas regiões no Times Higher Education (THE) World University Rankings 2027, alcançando a 11ª posição entre as 23 instituições privadas brasileiras classificadas, em um universo de 2.244 registradas no Censo da Educação Superior 2024.

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Esses resultados refletem iniciativas que aproximam estudantes e professores de redes internacionais de ensino e pesquisa. Entre elas, estão investigações sobre desafios contemporâneos, como a segurança digital e a saúde, desenvolvidas com a participação de alunos e publicadas em periódicos científicos internacionais. Trabalhos que levam o conhecimento produzido no Ceará a outros países e contribuem para a busca de soluções para problemas da sociedade.

Para Nise Sanford Fraga, coordenadora do Núcleo de Avaliação Institucional (NAI) da Unifor, a permanência em posições de destaque reflete a continuidade do trabalho acadêmico desenvolvido ao longo dos anos. “Esses resultados atestam a qualidade do ensino, o impacto da produção científica e o alto índice de empregabilidade dos egressos da Unifor”, afirma.

Elaborados pelas organizações internacionais Quacquarelli Symonds (QS) e Times Higher Education (THE), os rankings avaliam as universidades a partir de informações institucionais, indicadores de produção científica e pesquisas de reputação. Enquanto o QS América Latina e Caribe atribui maior peso à reputação acadêmica e à avaliação dos empregadores, o THE World University Rankings dedica parte expressiva da pontuação à qualidade e ao ambiente de pesquisa.

Na Unifor, cabe ao NAI reunir, sistematizar e validar os dados encaminhados às organizações responsáveis pelas avaliações. Nise destaca, entre os pontos fortes da instituição:

  • a qualificação dos professores;
  • a reputação entre empregadores;
  • as publicações em parceria com pesquisadores estrangeiros;
  • o crescimento das citações científicas.

Estas últimas ajudam a medir a repercussão dos estudos, ao indicar como seus resultados são utilizados por outros pesquisadores.

Ciência produzida no Ceará, reconhecida no mundo

Raimir Holanda Filho é professor do Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada (PPGIA) da Unifor e tem se dedicado a pesquisas que buscam compreender as relações entre grandes volumes de dados e desenvolver ferramentas capazes de identificar padrões, antecipar riscos e auxiliar na solução de problemas. 

Na prática, o docente vem reunindo conhecimentos de ciência de dados, inteligência artificial e segurança cibernética com aplicações que vão da prevenção de fraudes financeiras à identificação de ameaças digitais e à análise de contas públicas.

Em um de seus estudos, desenvolvido em parceria com Rener S. Menezes, então aluno do PPGIA, o pesquisador investigou como as mudanças nos padrões das transações financeiras podem comprometer a capacidade de sistemas de inteligência artificial de detectar fraudes ao longo do tempo. O resultado foi o artigo intitulado “Investigating the Robustness of Graph Neural Networks to Data Drift: A Case Study on Financial Transaction Data”.

Publicado em setembro de 2025 na revista científica internacional IEEE Access, o trabalho comparou três modelos de redes neurais em grafos, tecnologia que permite analisar não apenas operações isoladas, mas também as relações entre diferentes transações. Os pesquisadores utilizaram uma base de dados financeiros e acompanharam o desempenho dos modelos durante 50 períodos diários consecutivos. 

Os resultados mostraram que todos perderam capacidade de identificar fraudes à medida que os dados se modificaram, embora essa perda tenha ocorrido de maneiras diferentes. “Uma mensagem importante do trabalho é que a qualidade da detecção de fraudes precisa ser acompanhada ao longo do tempo: o bom resultado inicial deve ser complementado por monitoramento contínuo e estratégias de atualização”, explica Raimir.

A investigação oferece evidências que podem orientar a escolha de modelos de inteligência artificial e o desenvolvimento de estratégias para mantê-los atualizados diante de novos comportamentos. Embora não tenha medido diretamente a redução de prejuízos financeiros em situações reais, o estudo pode contribuir para tornar os sistemas de prevenção a fraudes mais confiáveis.

A pesquisa também passou a integrar discussões científicas internacionais. Segundo Raimir, o artigo registra seis citações e 1.393 visualizações do texto completo. Cinco dessas citações são de outros autores, em trabalhos que abordam desde a identificação de fraudes em cartões de crédito até a detecção de ransomware (um tipo de malware que sequestra dados confidenciais) em transações com Bitcoin. A sexta corresponde a uma nova publicação desenvolvida pelo próprio professor com Rener Menezes, dando continuidade à investigação.

Na Unifor desde 1995, Raimir reúne mais de 140 trabalhos publicados em periódicos e conferências nacionais e internacionais. Graduado e mestre em Ciência da Computação pela Universidade Federal do Ceará (UFC), concluiu o doutorado na Universitat Politècnica de Catalunya, na Espanha, e realizou pós-doutorado na Sorbonne Université, na França. 


 “A participação em pesquisas com repercussão internacional amplia minha responsabilidade com a qualidade e a relevância do conhecimento que produzo. Quando um trabalho passa a ser lido e citado por outros pesquisadores, seus resultados entram em diálogo com diferentes perspectivas e métodos. Isso me estimula a aperfeiçoar as investigações, reconhecer suas limitações e formular novas perguntas científicas.” — Raimir Holanda Filho, docente do Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada da Unifor

Ao longo dessa trajetória, tem conciliado a produção científica com a orientação de estudantes da graduação, do mestrado e do doutorado. Para o professor, o ambiente acadêmico da Unifor e os programas institucionais de incentivo à pesquisa têm contribuído para a continuidade das investigações e a divulgação de seus resultados.

Embora o estudo sobre fraudes financeiras tenha sido desenvolvido na Unifor, sem a participação de instituições estrangeiras, Raimir explica que a circulação internacional de sua produção científica tem favorecido a aproximação com pesquisadores de outros países. Uma dessas conexões resultou na articulação de uma proposta de pesquisa em inteligência artificial aplicada à saúde, envolvendo equipes do Brasil, da Índia, da China e da África do Sul. 

Submetido a uma chamada de cooperação científica do BRICS em 2026, o projeto propõe o desenvolvimento conjunto de modelos computacionais capazes de analisar dados de saúde sem reunir informações sensíveis em uma única base. A iniciativa contempla aplicações como previsão de surtos, avaliação de riscos de doenças crônicas e apoio ao diagnóstico, mas sua execução ainda depende de aprovação.

Para Raimir, a repercussão internacional das pesquisas também tem efeitos sobre a formação dos estudantes. Ao participar de uma investigação científica, o aluno aprende a formular perguntas, analisar dados, interpretar resultados e comunicar suas descobertas. Foi o que ocorreu com Rener Menezes, cuja participação no estudo sobre fraudes financeiras resultou em uma publicação internacional posteriormente citada por outros pesquisadores. 

“Ver uma pesquisa realizada na Unifor sendo referenciada em outras publicações ajuda a mostrar que eles também podem participar dessa construção do conhecimento”, afirma. Na avaliação do professor, essas experiências desenvolvem a autonomia e o rigor científico, além de ampliar as perspectivas acadêmicas e profissionais dos estudantes.

Da formação médica à pesquisa internacional

Foi durante a residência médica em Neurologia que Igor Bessa Santiago passou a olhar para a pesquisa científica com mais interesse. Ao aprofundar seus estudos em neuroimunologia, área dedicada às relações entre o sistema nervoso e o sistema imunológico, percebeu que compreender a origem das evidências científicas e aprender a questioná-las poderia fazer diferença na prática clínica.

Egresso do curso de Medicina da Unifor, ele decidiu retornar à instituição para cursar o Mestrado em Ciências Médicas, dando continuidade à formação em um ambiente acadêmico que já conhecia. “Percebi que a prática clínica melhora muito quando entendemos de onde vêm as evidências e como devemos questioná-las. Foi isso que me puxou para a pesquisa”, afirma.

Essa aproximação com a pesquisa resultou em um estudo sobre as alterações identificadas por exames de ressonância magnética do cérebro em pessoas com lúpus, doença autoimune que pode afetar diferentes órgãos, incluindo o sistema nervoso.

Desenvolvida sob orientação do professor Carlos Ewerton e coorientação da pesquisadora Milena Pitombeira, a investigação reuniu conhecimentos da neurologia e da reumatologia para compreender como os achados desses exames se relacionam com a atividade da doença e suas manifestações neuropsiquiátricas. O desafio está no fato de que, mesmo quando o paciente apresenta sintomas neurológicos, a ressonância magnética convencional pode não revelar alterações.

Para investigar essa questão, Igor realizou uma revisão sistemática da literatura científica, reunindo 188 estudos sobre o tema. Desse total, 37 utilizaram técnicas convencionais de ressonância magnética e 151 recorreram a métodos avançados de imagem.

A análise permitiu organizar o conhecimento disponível sobre alterações estruturais e funcionais do cérebro em pacientes com lúpus. Embora não tenha testado um novo método diagnóstico diretamente em pacientes, o trabalho aponta caminhos para futuras investigações sobre a identificação do comprometimento cerebral e, a longo prazo, pode contribuir para aprimorar o cuidado dessas pessoas.

O estudo foi aceito para publicação em uma revista científica internacional da área. “Foi uma verdadeira recompensa, considerando todo o esforço do grupo. Mostra que dá para fazer ciência de qualidade partindo de Fortaleza e ser lido por pesquisadores de outros países, o que valoriza muito os nossos profissionais”, acredita.

Para chegar à versão final do artigo, o pesquisador participou de todas as etapas da investigação, desde o registro do protocolo e a busca nas bases científicas até a seleção dos trabalhos, a análise dos dados e a redação do manuscrito. Um dos maiores desafios foi o processo de revisão por pares, que exigiu uma seleção criteriosa dos estudos e o aperfeiçoamento do texto. A experiência, segundo ele, reforçou a importância do rigor metodológico, da leitura crítica e da paciência na produção científica.

A familiaridade com a estrutura da Unifor e com seus professores foi determinante para a escolha do mestrado. Igor destaca o papel dos orientadores, tanto no acompanhamento metodológico quanto na confiança depositada nele para conduzir a investigação.

O acesso a bases de dados científicas, o incentivo à pesquisa e a participação em um grupo que aproxima diferentes especialidades também contribuíram para o desenvolvimento do trabalho. A publicação internacional, além de fortalecer sua formação como médico e pesquisador, abre possibilidades para novas investigações e colaborações na área da neuroimunologia.


 “Hoje, tanto o mercado quanto a academia olham para a produção científica. Estudar em uma instituição reconhecida e ter a chance de publicar em revistas internacionais dá visibilidade ao currículo e abre portas para várias parcerias. Isso conta bastante, principalmente para quem quer seguir carreira acadêmica. Produzir ciência com alcance internacional mostra que a pesquisa faz parte da prática profissional e que não é algo distante ou impossível.” — Igor Bessa Santiago, mestrando em Ciências Médicas na Pós-Unifor

Pesquisa que atravessa fronteiras

“O papel da nossa pesquisa é e continuará sendo o de buscar impacto”, afirma o vice-reitor de Pesquisa da Unifor, Afonso Lima. O docente dá exemplos, mencionando estudos voltados ao desenvolvimento de alternativas mais acessíveis para o saneamento básico, ao aperfeiçoamento de processos regulatórios e à criação de protocolos de reabilitação associados a novas tecnologias.

Para ele, as citações recebidas pelos trabalhos científicos e a colaboração com pesquisadores estrangeiros ajudam a demonstrar a influência das pesquisas e seu alcance internacional.

Na Unifor, essa produção abrange diferentes áreas do conhecimento. Na saúde, o grupo da professora Adriana Rolim utiliza o zebrafish para investigar substâncias com potencial ansiolítico e antidepressivo. Um dos estudos, desenvolvido pelo curso de Farmácia e pelo Núcleo de Biologia Experimental (Nubex), analisa o extrato de romã e recebeu reconhecimento internacional em 2025. Embora os resultados ainda sejam pré-clínicos, a investigação pode orientar novas pesquisas sobre alternativas para o tratamento da ansiedade e da depressão.

As parcerias também se estendem a projetos que aproximam diferentes áreas do conhecimento. A Unifor integra o Multipulm, iniciativa financiada pela União Europeia que busca melhorar o cuidado de pessoas com múltiplas doenças crônicas, especialmente respiratórias.

Já a colaboração entre o Núcleo de Ciência de Dados e Inteligência Artificial (NCDIA) e o Sony Computer Science Laboratories, de Roma, reuniu pesquisadores e artistas em torno de questões socioambientais no programa europeu S+T+ARTS Buen-TEK. As criações desenvolvidas a partir de temas relacionados ao território e ao meio ambiente foram apresentadas na Holanda e na Itália.

Para Afonso Lima, a cooperação internacional permite ampliar a circulação dos resultados e aperfeiçoar as investigações a partir do contato com cientistas de outros centros. Essas conexões podem surgir em congressos ou por meio de correspondências entre pesquisadores, abrindo possibilidades para novos trabalhos conjuntos.

“Produzimos bem, com qualidade, mas é importante comunicarmos isso ao mundo. Ao mesmo tempo, é claro que podemos aprender com cientistas de outros centros, o que ajuda a qualificar a nossa pesquisa”, afirma.


“A internacionalização funciona como um crivo de qualidade: revistas científicas de amplo alcance costumam ser muito exigentes quanto ao rigor e à relevância do que publicam. Quanto às colaborações, geralmente acontecem de maneira muito espontânea. Os contatos surgem em congressos científicos ou até por meio de correspondências. Quando esse movimento acontece de forma contínua e coletiva, conseguimos perceber o impacto da instituição. Os rankings, nesse sentido, avaliam essa capacidade ao longo do tempo.” — Afonso Lima, professor do Programa de Pós-Graduação em Administração e vice-reitor de Pesquisa da Unifor

O vice-reitor considera que a presença da Unifor nos rankings internacionais também favorece a aproximação com instituições estrangeiras, ao tornar a produção científica da Universidade mais conhecida. 

“Muita gente acompanha esses rankings: outras universidades, o governo e várias organizações. Então, quando aparecemos neles, entramos no radar dessas instituições, inclusive das que estão fora do país. Isso ajuda a tornar nosso trabalho mais conhecido e abre portas para novas parcerias”, destaca. Para ele, a permanência nessas avaliações depende de um trabalho contínuo e coletivo, que envolve pesquisadores, estudantes e diferentes setores da Universidade.

Experiências internacionais dentro e fora do campus

A diretora de Relações Internacionais da Unifor, Gina Pompeu, destaca que os resultados dos rankings QS e THE confirmam a consistência do trabalho institucional da Unifor e seu compromisso contínuo em alcançar padrões de excelência acadêmica.

“Essas conquistas refletem o compromisso da Unifor com a qualidade do ensino, a pesquisa científica, a inovação e a internacionalização. Os resultados também reconhecem um esforço coletivo de longo prazo, com a participação de diferentes setores da universidade”, considera.

Gina explica que a Unifor consolida sua atuação internacional por meio do intercâmbio acadêmico, do incentivo à pesquisa colaborativa, da promoção de experiências interculturais no próprio campus e do desenvolvimento de parcerias com instituições estrangeiras.

“Entre as principais iniciativas, destacam-se o intercâmbio de estudantes, os projetos e as publicações científicas internacionais, as atividades COIL (Collaborative Online International Learning), a Semana da Internacionalização, as Cátedras Globais, o Book Brunch e o fortalecimento do EducationUSA/Unifor”, exemplifica.

Ela salienta que as ações de internacionalização contribuem para o desempenho da Unifor nos rankings QS e THE ao fortalecer a reputação acadêmica, a produção científica, as citações, as coautorias internacionais e as redes de pesquisa. “A mobilidade docente e as parcerias com instituições estrangeiras também estimulam projetos conjuntos e ampliam o impacto da pesquisa”, aponta.

Na prática, a Diretoria de Relações Internacionais (DRI) exerce um papel estratégico na construção dessas conexões. O setor identifica oportunidades de cooperação, apoia a formalização de convênios e estimula o contato entre docentes, pesquisadores e instituições estrangeiras.

“Nosso Planejamento Estratégico de 2027 prevê ações específicas para ampliar as redes de pesquisa e identificar oportunidades para novos projetos de iniciativas acadêmicas conjuntas, como cotutelas e atividades COIL. O objetivo é transformar os contatos internacionais em relações institucionais duradouras e ampliar a contribuição da Unifor para a ciência e a inovação”, aponta Gina. 


“A presença da Unifor nos rankings internacionais representa o reconhecimento de uma trajetória coletiva, construída ao longo dos anos e pautada pelo compromisso com a excelência acadêmica e o fortalecimento de suas relações globais. Para a Diretoria de Relações Internacionais, esse resultado reforça a importância de consolidar parcerias estratégicas, diversificar as oportunidades acadêmicas e ampliar a participação de estudantes, docentes e pesquisadores em experiências internacionais.” — Gina Pompeu, diretora de Relações Internacionais da Unifor

Reconhecimento que aponta para novos caminhos

A presença da Unifor nos rankings internacionais também funciona como uma oportunidade de avaliar seu desempenho e identificar aspectos que podem ser aprimorados. Segundo Nise Sanford Fraga, coordenadora do Núcleo de Avaliação Institucional (NAI), a participação nessas avaliações permite comparar os resultados da Unifor com referências internacionais de qualidade acadêmica. Para a instituição, esse acompanhamento contribui para orientar decisões relacionadas ao ensino, à pesquisa e à internacionalização.

Esse trabalho envolve diferentes setores da Universidade. O NAI reúne informações fornecidas pela reitoria, vice-reitorias, diretorias e outras áreas administrativas, além de validar os dados de acordo com as exigências de cada ranking. Também participa do cadastramento de pesquisadores e empregadores para as pesquisas de reputação realizadas pelas organizações responsáveis pelas classificações. As informações são encaminhadas anualmente às plataformas do QS e do THE, seguindo critérios e prazos específicos.

Para Nise, o reconhecimento internacional também pode trazer benefícios à comunidade acadêmica. A visibilidade da Unifor contribui para a valorização dos diplomas e currículos de estudantes e egressos, além de favorecer a aproximação com instituições estrangeiras. Entre os possíveis desdobramentos estão oportunidades de cooperação científica, acordos acadêmicos e acesso a projetos de pesquisa com financiamento internacional.


 “A presença nos rankings se traduz em valor direto para a comunidade universitária. Para estudantes e egressos, há valorização do diploma no mercado de trabalho e maior aceitação do currículo acadêmico em processos seletivos de mestrado/doutorado no exterior ou em multinacionais. [Já aos] docentes e pesquisadores, [há] atração de bolsas de fomento, facilidade para aprovação de projetos com financiamento internacional e ampliação das redes formais de cooperação científica.” — Nise Sanford, coordenadora do Núcleo de Avaliação Institucional da Unifor
 

Nise destaca ainda a importância desse reconhecimento para Fortaleza e o Ceará. Na avaliação dela, a presença de uma universidade da região em rankings internacionais pode ajudar a atrair talentos, estimular investimentos em pesquisa aplicada e ampliar a divulgação de soluções científicas e tecnológicas voltadas aos desafios locais. É também uma forma de projetar a capacidade de produção de conhecimento do Nordeste para além do Brasil.

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