seg, 9 março 2026 11:34
Conheça pesquisas inovadoras que salvam vidas
Da inteligência artificial ao diagnóstico molecular de doenças críticas, a Universidade de Fortaleza transforma pesquisa aplicada em soluções concretas para a saúde pública. Em laboratórios, núcleos e parcerias estratégicas, o conhecimento ganha forma e chega para quem mais precisa.

Uma plataforma web chamada Anni foi desenvolvida para modernizar o acompanhamento de processos psicoterápicos e apoiar o desenvolvimento de pesquisas em psicologia clínica. Um simulador amplia a capacitação profissional para o tratamento da incontinência urinária feminina. Um dataset foi concebido para servir como benchmark para o avanço da área de pesquisas em detecção de quedas humanas. Estudos embasam nova definição de lesão renal em neonatos, contribuindo para a atualização internacional dos critérios diagnósticos.
É longa a lista de exemplos que mostram como a pesquisa aplicada desenvolvida na Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz, contribui para melhorar e salvar a vida das pessoas. No campus repleto de laboratórios e ideias, alunos e docentes mergulham na inovação científica e encontram soluções que impactam a saúde pública e a sociedade.
“A Universidade de Fortaleza promove a inovação científica criando um ambiente que estimula a pesquisa aplicada e o desenvolvimento de soluções com impacto direto na sociedade”, declara a coordenadora de Pesquisa da Vice-Reitoria de Pesquisa (VRP), Adriana Rolim. Ela explica que isso acontece por meio de laboratórios avançados, grupos de pesquisa, programas de apoio a projetos e parcerias com outras instituições, empresas e órgãos públicos.
“Também existe o investimento em capacitação, incentivando os corpos discente e docente a transformarem ideias em protótipos, produtos e serviços que podem melhorar a qualidade de vida das pessoas. Muitos desses projetos estão ligados à saúde, à tecnologia assistiva, à sustentabilidade e às práticas que realmente fazem diferença no cotidiano das pessoas”, pontua a docente.
A seguir, pesquisadores da Universidade de Fortaleza contam como desenvolveram ou estão desenvolvendo pesquisas com potencial para transformar vidas.
Solução para capacitar profissionais de saúde na assistência às mulheres
Ao longo da vivência clínica e acadêmica, a fisioterapeuta Verlaine Alencar percebeu a dificuldade dos alunos em desenvolver segurança e sensibilidade na avaliação funcional do assoalho pélvico, especialmente por se tratar de uma avaliação íntima. “Havia uma lacuna entre teoria e prática”, afirma.
Foi daí que ela decidiu buscar respostas científicas e criar um ambiente seguro para treinamento técnico antes do contato com pacientes. Assim nasceu o Nazide Pressus, um simulador pélvico desenvolvido para o ensino da avaliação funcional do assoalho pélvico feminino. “Ele foi criado para permitir que estudantes e profissionais da saúde treinem habilidades clínicas com realismo, segurança e ética”, diz Verlaine.
Na prática, o dispositivo simula condições funcionais da musculatura do assoalho pélvico, possibilitando o desenvolvimento do raciocínio clínico e da percepção tátil. Em sua primeira fase, opera integrado a um aplicativo. Na segunda fase, integra realidade virtual e realidade mista, ampliando a experiência imersiva no processo de aprendizagem. “Ele não substitui a prática clínica, mas prepara o profissional para realizá-la com mais segurança e responsabilidade”, salienta Verlaine, que é mestre em Ciências Médicas pela Unifor e CEO da Nazide Tech.
Verlaine conta que o projeto foi estruturado inicialmente dentro da pesquisa acadêmica, mais precisamente consolidado durante o mestrado, e posteriormente submetido a editais de fomento. “Recebemos apoio da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) e da Funcap (Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico), o que possibilitou transformar a ideia em um protótipo validado tecnicamente. A estruturação empresarial ocorreu por meio da Nazide Tech, criada para desenvolver tecnologia aplicada ao ensino em saúde”, explica.
Para ela, a Unifor foi fundamental nesta jornada. O Nazide Pressus foi o primeiro projeto do Lapin Bio, laboratório que apoia novos negócios e pesquisas na área de biotecnologia, onde foi desenvolvido o simulador para o tratamento da incontinência urinária feminina.
Idealizado por Verlaine Alencar, egressa do Mestrado em Ciências Médicas da Unifor, o Nazide Pressus foi desenvolvido em parceria com o Lapin Bio (Foto: Arquivo pessoal)
“O suporte veio por meio da estrutura laboratorial, orientação acadêmica qualificada e incentivo à pesquisa aplicada. O ambiente científico da Universidade favoreceu a maturação da ideia e o desenvolvimento metodológico do projeto. Também contamos com parcerias técnicas para engenharia, design e desenvolvimento tecnológico, fortalecendo o caráter interdisciplinar da iniciativa”, relembra a fisioterapeuta.
Atualmente, a pesquisa está em fase de consolidação tecnológica e expansão das funcionalidades do simulador, incluindo integração com realidade virtual. “Também avançamos nas etapas de validação científica e estruturação do modelo educacional que acompanhará o uso do dispositivo”, acrescenta Verlaine.
Segundo ela, o Nazide Pressus transforma vidas de forma indireta, mas profunda. Isso porque, ao capacitar melhor os profissionais de saúde, há ampliação da qualidade da assistência oferecida às mulheres. “Uma avaliação bem conduzida impacta no diagnóstico, tratamento e qualidade de vida. Quando formamos profissionais mais preparados, impactamos pacientes, famílias e todo o sistema de saúde”, argumenta.
“A ciência organiza o conhecimento, valida métodos e reduz improvisações. Na área da saúde, a capacitação baseada em evidências é essencial para a segurança do paciente. A ciência aplicada permite que o ensino seja estruturado com metodologia, padronização e responsabilidade ética. Tecnologia sem ciência é ferramenta vazia. Ciência aplicada à tecnologia é transformação concreta”, pondera a fisioterapeuta obstétrica.
“A Unifor possui tradição em pesquisa aplicada e estrutura que favorece a inovação tecnológica. O ambiente interdisciplinar e o incentivo à produção científica com impacto social foram fatores decisivos para a escolha [da universidade para desenvolver a pesquisa]. (...) A pesquisa aplicada aproxima o conhecimento acadêmico das necessidades reais da sociedade. Quando a universidade estimula projetos com impacto direto na assistência à saúde, ela cumpre seu papel social.” — Verlaine Alencar, fisioterapeuta obstétrica e mestre em Ciências Médicas pela Unifor
+ SAIBA MAIS | Nazide Pressus: TEC Unifor celebra primeiro projeto do novo laboratório Lapin Bio
Assistentes conversacionais para uma rotina de autocuidado
Diante de um cenário em que muitos pacientes têm dificuldade em manter uma rotina contínua de autocuidado, adesão ao tratamento e acompanhamento da própria saúde, o mestre e doutorando em Informática Aplicada Elioenai Alves decidiu participar de equipes para desenvolver assistentes conversacionais capazes de acompanhar esses pacientes de forma contínua, por um canal acessível e já presente na vida deles, como o WhatsApp.
“O objetivo foi aproximar a tecnologia da realidade das pessoas, criando uma solução que não apenas respondesse perguntas, mas que também acompanhasse, orientasse e ajudasse a manter o paciente engajado em seu tratamento", explica Elioenai.
Foi nesta perspectiva que nasceu a assistente virtual MarIA, desenvolvida em parceria com a operadora de saúde Hapvida, o Centro de Referência em Inteligência Artificial (CRIA) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).
Disponibilizada por meio de um aplicativo e baseada no modelo GPT, MarIA foi criada para apoiar pacientes com Diabetes Mellitus e hipertensão arterial em estado não grave, detectando situações de risco e fornecendo dicas, além de marcar consultas e acionar equipes de emergência. Atualmente, a iniciativa está em fase de implementação prática pelo Hapvida e vem sendo colocada em produção de forma gradual, atendendo mais de 4 mil usuários.
O doutorando também integrou a equipe que desenvolveu IARA, iniciativa que amplia esse modelo para o contexto da saúde pública, em parceria com a Prefeitura Municipal de Fortaleza.
“Ela foi pensada para atender pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) de forma mais abrangente, não se limitando apenas a pessoas com diabetes, mas promovendo engajamento em saúde para diferentes perfis de pacientes. Além disso, a IARA contará com módulos de marcação de consultas online e atendimento remoto com profissionais credenciados”, explica Elioenai. Em fase de implementação, a meta inicial é que IARA comece a atender, nos próximos meses, cerca de mil pacientes.
Elioenai conta que os dois projetos foram viabilizados a partir da combinação entre pesquisa acadêmica, desenvolvimento tecnológico e parcerias institucionais. “Foi um processo de estudo, modelagem, testes, validação e aprimoramento contínuo, sempre buscando transformar conhecimento científico em uma solução prática e aplicável”, pontua.
MarIA e IARA são projetos amplos, desenvolvidos de forma multidisciplinar, com a participação de pesquisadores e profissionais de diferentes áreas do conhecimento, além das equipes técnicas das instituições parceiras, como a Hapvida e a Prefeitura de Fortaleza. “Essa atuação conjunta é essencial para que os projetos tenham consistência técnica, sensibilidade humana e aderência às necessidades reais dos pacientes”, destaca Elioenai.
A Unifor teve um papel essencial no desenvolvimento da MarIA e da IARA ao oferecer o ambiente acadêmico, científico e institucional necessário não apenas para o avanço das pesquisas, mas também para a construção de soluções com aplicação prática por meio do Programa de Pós-Graduação em Informática Aplicada (PPGIA) e do Núcleo de Ciência de Dados e Inteligência Artificial (NCDIA), que reúne professores, alunos e pesquisadores em torno de projetos que conectam inteligência artificial, ciência de dados e impacto social.
O pesquisador afirma que o mestrado e o doutorado em Informática Aplicada da Unifor lhe deram a base técnica e científica necessária para desenvolver pesquisas desse nível de complexidade.
“Foram anos de estudo sobre inteligência artificial, análise de dados, modelagem de soluções e compreensão de como transformar conhecimento em aplicação prática. Ao longo dessa trajetória, pude desenvolver técnicas, treinar modelos, analisar dados e testar abordagens, sempre com foco em gerar soluções que façam sentido no mundo real. Mais do que formação acadêmica, essa jornada me deu maturidade para pesquisar com rigor e, ao mesmo tempo, com propósito social”, celebra.
“A Unifor se destaca justamente por produzir uma ciência conectada com as necessidades da sociedade. É uma universidade que não se limita à produção teórica do conhecimento, mas investe em pesquisa aplicada, inovação e desenvolvimento de soluções concretas para problemas reais. No caso de projetos como MarIA e IARA, isso fica muito claro: a pesquisa acadêmica está sendo transformada em tecnologia capaz de apoiar pacientes, ampliar o cuidado em saúde e melhorar a vida das pessoas” — Elioenai Alves, doutorando em Informática Aplicada na Unifor, com ênfase em Ciência de Dados e Inteligência Artificial
Pesquisas para revolucionar o diagnóstico de doenças críticas
No Núcleo de Biologia Experimental (Nubex) da Unifor, pesquisadores encontram infraestrutura, governança, biossegurança e equipes multidisciplinares para fazer ciência aplicada, com consistência e impacto social. A diretora do setor, Ana Cristina Moreira, destaca que, quando a Unifor investe em ciência de fronteira, ela acelera diagnósticos, orienta decisões clínicas mais precisas e cria caminhos para terapias e tecnologias que realmente chegam à sociedade.
Um exemplo disso são as pesquisas em espectrometria de massas, que têm o objetivo de detectar padrões únicos de proteínas ou a ausência delas, ou mesmo modificações, em pacientes com determinadas condições patológicas, revolucionando o diagnóstico de doenças críticas como câncer e diabetes.
“Para mim, é uma ponte entre o invisível e o mensurável: ela transforma processos biológicos complexos em dados objetivos e rastreáveis, capazes de sustentar desde a descoberta de biomarcadores até estratégias de medicina de precisão”, afirma Ana Cristina.
Ela explica que a espectrometria de massas (EM) é uma técnica analítica de alta precisão que identifica e quantifica moléculas pela sua razão massa/carga, funcionando como uma espécie de “balança molecular” que revela a composição de uma amostra com sensibilidade muito elevada.
A espectrometria permite analisar o conjunto de proteínas presentes em amostras biológicas, tecidos ou outros fluidos biológicos (Foto: Ares Soares)
“Quando conectamos isso à proteômica, entramos em um território extremamente poderoso: conseguimos mapear grandes conjuntos de proteínas, observar modificações, comparar perfis entre indivíduos saudáveis e doentes e identificar padrões associados a mecanismos biológicos”, acrescenta.
Na Unifor, essa perspectiva se expressa de forma muito concreta na linha de prospecção de biomarcadores de doenças por espectrometria de massas, que é uma fronteira avançada da medicina moderna. O objetivo é encontrar assinaturas moleculares — em sangue, saliva, urina ou tecidos, por exemplo — associadas a doenças críticas como câncer, diabetes e doença renal crônica, dentre outras.
“Esse tipo de pesquisa não é apenas descritivo: ele abre caminho para diagnósticos precoces, mais precisos e potencialmente menos invasivos, além de contribuir para personalizar tratamentos e monitorar resposta terapêutica. A relevância disso para a saúde pública é direta. Quando falamos em ‘salvar vidas’, muitas vezes pensamos em um procedimento ou um medicamento, mas existe um estágio anterior decisivo: diagnosticar bem e cedo”, considera Ana Cristina.
Na prática, salienta a docente, o Nubex contribui para a sociedade porque é um núcleo estruturado para operar como uma plataforma de pesquisa aplicada e inovação, integrando graduação e pós-graduação e colocando o conhecimento a serviço de desafios biomédicos, biotecnológicos e sociais. O núcleo opera com uma lógica de colaboração científica e integração com instituições públicas e privadas.
“Isso aparece tanto pela diversidade das linhas [de pesquisa] quanto pelos resultados consolidados. Há projetos em que a ciência impacta diretamente a vida das pessoas ao fortalecer diagnóstico e resposta a doenças relevantes, com destaque para a capacidade do Nubex de conduzir pesquisas e desenvolvimento em áreas estratégicas e, quando necessário, em ambientes de alta biossegurança (NB3 e NBA3), essenciais para estudos em virologia e patógenos de maior risco”, afirma.
“O Nubex reúne plataformas e competências que permitem fazer ciência moderna com qualidade e segurança. Isso inclui plataformas analíticas avançadas, recursos de biologia molecular e bioinformática para interpretar dados complexos, ambientes de biossegurança NB3/NBA3 para pesquisas em patógenos que exigem contenção e protocolos rigorosos, além de modelos experimentais que aumentam a eficiência e a reprodutibilidade dos resultados. Esse conjunto é o que habilita pesquisa translacional — aquela que nasce no laboratório, mas já nasce com o olhar de aplicabilidade” — Ana Cristina Moreira, diretora do Núcleo de Biologia Experimental da Unifor
Na pandemia, o Nubex mostrou, na prática, seu papel social. O Núcleo foi rapidamente mobilizado para atuar no diagnóstico, contribuindo para ampliar a capacidade do Estado do Ceará na realização do diagnóstico molecular da Covid-19.
“Esse é um exemplo prático de que, quando a universidade tem infraestrutura e competências instaladas, ela consegue responder a emergências sanitárias com agilidade e responsabilidade. Em momentos críticos, a ciência deixa de ser bastidor e vira infraestrutura de resposta, sustentando decisões rápidas, seguras e baseadas em evidências para proteger vidas e manter a sociedade funcionando”, destaca Ana Cristina.
Parcerias para potencializar pesquisas
Já dura cerca de 15 anos a parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Unifor para o desenvolvimento de atividades de pesquisa em saúde. Tudo começou com a participação na Rede Nordeste de Formação em Saúde da Família (RENASF), que atua com pesquisa e ensino na área de atenção primária, com várias ações vinculadas ao Ministério da Saúde e à implementação e avaliação de políticas públicas na temática.
Atualmente, vale destacar a parceria com o Nubex para o desenvolvimento de novas abordagens ao diagnóstico ou tratamento de doenças. “Sob a liderança da Dra. Ana Cristina Moreira, Dr. Edson Oliveira e Donat Alexander Chapeaurouge (Fiocruz Ceará), têm sido desenvolvidas pesquisas com técnicas ômicas de alta complexidade para a identificação de biomarcadores úteis ao entendimento de fisiopatologia ou ao diagnóstico de enfermidades como esquizofrenia, endometriose ou tuberculose”, informa a pesquisadora em Saúde Pública e coordenadora da Fiocruz Ceará, Carla Celedonio.
Além disso, o Grupo de Engenharia de Proteínas e Soluções para a Saúde (GEPeSS)/Fiocruz Ceará, liderado por Marcos Lourenzoni, e o Laboratório de Bioquímica e Espectrometria de Massas (LaBEM), liderado por Ana Cristina Moreira, Edson Oliveira, Felipe Sousa e Francelina Silva, têm buscado integrar expertises experimentais, computacionais e biotecnológicas no contexto das ciências ômicas e do desenvolvimento de biofármacos, aplicados ao câncer e a doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.
“A parceria com universidades é importante para fortalecer a formação de recursos humanos de excelência e o ecossistema local de inovação na perspectiva de transformar conhecimento científico em soluções que contribuam para o desenvolvimento regional e para a soberania do país. Além disso, essa parceria pode promover a geração de tecnologias sociais e o amadurecimento de práticas e políticas públicas que melhorem a qualidade de vida do paciente e impactem a sociedade” — Carla Celedonio, pesquisadora em Saúde Pública e coordenadora da Fiocruz Ceará
Carla defende que um ecossistema que integre academia, governo, setor privado, sociedade civil organizada, e que leve em conta o meio ambiente, torna a ciência mais conectada às reais necessidades da sociedade.
“Ao alinhar conhecimento científico com desafios concretos, a pesquisa passa a gerar soluções mais relevantes, aplicáveis e com maior potencial de impacto. Essa interação também amplia o rigor científico, a capacidade de investimento, acelera a inovação e permite a transferência de tecnologia e implementação em larga escala, além de otimizar recursos. Como resultado, promove o desenvolvimento socioeconômico, a sustentabilidade e a melhoria de políticas públicas”, argumenta.
Para ela, ao investir em pesquisa nas diferentes áreas do conhecimento, como saúde, tecnologias, direito e educação, a Unifor se projeta como estratégica para a qualificação de profissionais, geração de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a transformação da realidade social, especialmente no Ceará e na região Nordeste.
Pesquisa transformada em soluções de impacto direto na sociedade
A Universidade de Fortaleza desenvolve pesquisa aplicada de forma muito estruturada e integrada com diferentes instâncias acadêmicas, públicas e privadas. “A Unifor conta com uma Vice‑Reitoria de Pesquisa (VRP) e uma série de laboratórios e núcleos de pesquisa voltados para desenvolver projetos que respondam a desafios reais da sociedade. Nesses locais, docentes e estudantes trabalham juntos na criação de soluções aplicadas”, explica a coordenadora de Pesquisa da VRP, Adriana Rolim.
A Unifor também mantém programas de pesquisa com incentivo à participação de alunas e alunos desde a graduação, por meio de editais de bolsas de iniciação científica e tecnológica em parceria com instituições como o CNPq, a Funcap e a própria Fundação Edson Queiroz. “Isso permite que estudantes se envolvam diretamente em projetos que buscam gerar conhecimento e aplicações práticas”, informa Adriana.
Além disso, a Unifor estabelece parcerias com outras instituições e órgãos públicos para ampliar o alcance e o impacto das suas pesquisas. Neste sentido, Adriana exemplifica que houve cooperações com a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde, para propor um novo tratamento para a sífilis, e com a Escola de Saúde Pública do Ceará, que já colaborou no desenvolvimento de soluções como o capacete Elmo, um equipamento que ajudou pacientes com Covid-19 a respirarem durante a pandemia.
“Tudo isso cria uma estrutura sólida de pesquisa aplicada, com laboratórios, parcerias estratégicas e incentivos que permitem transformar investigação científica em soluções que podem ser utilizadas para melhorar processos, serviços e vidas de pessoas na comunidade e além dela”, afirma a professora.
Mas como essas parcerias funcionam e colaboram com a expansão deste desenvolvimento da ciência aplicada? Elas atuam como uma ponte entre a ciência e a sociedade, pois ao colaborar com instituições de pesquisa, laboratórios, órgãos públicos e empresas, a Unifor consegue transformar resultados acadêmicos em soluções práticas.
“Esses projetos permitem testar, aprimorar e implementar tecnologias, equipamentos e serviços, compartilhando infraestrutura e conhecimento. Dessa forma, a pesquisa aplicada torna-se uma ferramenta real para melhorar processos, promover saúde e até salvar vidas, gerando impacto concreto na comunidade”, diz Adriana.
Cotidianamente, a Universidade de Fortaleza oferece diversos estímulos para a comunidade acadêmica, como bolsas de iniciação científica e tecnológica, programas de fomento a projetos, além de laboratórios equipados, incubadoras e espaços colaborativos onde ideias podem ser desenvolvidas em equipe. Também promove mentorias, bootcamps e hackathons, incentivando o empreendedorismo e a criação de soluções que tenham impacto real na sociedade. Tudo isso cria um ambiente que motiva a comunidade acadêmica a transformar conhecimento em soluções práticas.
“A Unifor se destaca por transformar pesquisa científica em soluções que têm impacto direto na sociedade. Ela combina laboratórios de ponta, grupos de pesquisa especializados, programas que incentivam a participação da comunidade acadêmica para desenvolver projetos aplicáveis. Além disso, mantém parcerias estratégicas com órgãos públicos, empresas e instituições nacionais e internacionais, permitindo que as pesquisas cheguem efetivamente à comunidade. Essa capacidade de unir ciência, prática e compromisso social torna a Universidade de Fortaleza uma referência, promovendo melhorias concretas no bem-estar e na qualidade de vida das pessoas” — Adriana Rolim, coordenadora de Pesquisa da Vice-Reitoria de Pesquisa da Unifor
A docente lembra que a ciência beneficia a sociedade quando gera soluções práticas para problemas reais. “O desenvolvimento de produtos e tecnologias inovadoras, como equipamentos médicos, ferramentas digitais de saúde ou processos, faz com que a pesquisa deixe de ser apenas teórica e passa a impactar diretamente a vida das pessoas. Além disso, esses avanços promovem melhoria na qualidade de vida, segurança, saúde e bem-estar, mostrando que a ciência não é apenas conhecimento, mas uma ferramenta concreta para transformar e salvar vidas”, finaliza.
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