Render-CE: projeto de impacto social amplia saberes de alunos e artesãs

seg, 5 outubro 2026 08:36

Render-CE: projeto de impacto social amplia saberes de alunos e artesãs

Criado em 2020, projeto de extensão da Universidade de Fortaleza reúne estudantes, professores e artesãos em ações que articulam criação, formação, saúde, comunicação e tecnologia em prol da preservação da cultura e da valorização do artesanato cearense


Em nove edições, o Render-CE percorre territórios cearenses e reúne diferentes áreas do conhecimento em torno do artesanato, da formação acadêmica e da troca com comunidades de artesãos (Foto: Ares Soares)
Em nove edições, o Render-CE percorre territórios cearenses e reúne diferentes áreas do conhecimento em torno do artesanato, da formação acadêmica e da troca com comunidades de artesãos (Foto: Ares Soares)

Em 2020, em meio aos desafios impostos pela pandemia a quem vivia do artesanato, rendeiras de Aquiraz e estudantes da Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz, se aproximaram em torno de um propósito comum: criar novas possibilidades para técnicas e saberes transmitidos entre gerações. A iniciativa, desenvolvida inicialmente com alunos do curso de Design de Moda, deu origem ao Render-CE, projeto de extensão realizado pela Unifor em parceria com a Loja do Bem e o Shopping Iguatemi Bosque. 

Seis anos e nove edições depois, a proposta foi ganhando novos territórios e ampliando seu campo de atuação. Renda de bilro, barro, macramê, cipó, cerâmica, richelieu, crochê, labirinto e renda tenerife estiveram no centro de encontros entre alunos, professores e comunidades artesãs de diferentes municípios cearenses. Ao mesmo tempo, o Render-CE ultrapassou a criação colaborativa de produtos e foi incorporando áreas como arquitetura, comunicação, saúde e tecnologia. 

Para se ter uma ideia, o projeto envolveu 198 alunos, 62 professores e 97 artesãos, de 2024 para cá. “A Unifor abraça esse projeto porque tem consciência da importância cultural que o artesanato representa para o povo cearense e a riqueza do saber popular do artesanato”, afirma a assessora de Apoio ao Discente da Vice-Reitoria de Ensino de Graduação e Pós-Graduação (VRE) da Unifor, Milena Baratta. 

“[A Universidade] tem consciência também que consegue dar visibilidade a mulheres e homens que se dedicam a essa arte, reconhecendo o seu conhecimento e valor, e contribuir com formações, autoestima, saúde e criação colaborativa com os alunos, que trazem uma nova forma de aplicação do artesanato, ressignificando e inovando com elas”, completa a docente.

Este é um encontro que começa ainda no território. Após a definição do município e o contato com a associação de artesãos, uma visita diagnóstica identifica as demandas da comunidade e orienta quais cursos da Unifor participarão das atividades.

Os estudantes selecionados então realizam uma imersão para conhecer o lugar, a técnica artesanal e a realidade de quem a produz. A partir daí, começam as diferentes frentes de trabalho, que incluem criação colaborativa de produtos, mentorias, formações profissionais e ações de saúde. Tudo isso antecede uma exposição, que coroa o encerramento do ciclo. 

Os desdobramentos desse encontro, porém, não se restringem ao que chega à exposição. Em Tauá, a artesã Mary Rodrigues passou a combinar crochê e renda Tenerife em novas peças e conseguiu aumentar a produção e a renda familiar.

Entre os estudantes, experiências iniciadas nas comunidades viram trabalhos de conclusão de curso, produtos, pesquisas e artigos apresentados em eventos científicos. São resultados de um modelo que, hoje, mobiliza diferentes áreas da Universidade diante das necessidades encontradas em cada território.

 

Primeiros passos do projeto

O projeto começou a partir de um problema concreto que chamava atenção entre as rendeiras de bilro da Prainha, em Aquiraz. Com poucos gabaritos disponíveis, os desenhos se repetiam e limitavam a variedade das peças. Era pandemia e havia dificuldades para manter a produção em circulação. 

A empresária Renata Jereissati, então, tomou a iniciativa de aproximar a comunidade da Unifor. A ideia era colocar estudantes do curso de Design de Moda e artesãs lado a lado para ampliar as possibilidades de criação e, ao mesmo tempo, contribuir para que a produção continuasse circulando naquele período.

Dessa aproximação, surgiram 23 peças, entre vestuário e itens de decoração, desenvolvidas conjuntamente por estudantes e rendeiras e depois levadas à exposição no Shopping Iguatemi Bosque.   

Aquela primeira experiência também começou a definir o lugar de cada parceiro e a dar visibilidade à produção artesanal. “Como o shopping Iguatemi tem um fluxo relevante de pessoas, os artesãos têm a possibilidade de visibilidade das suas peças”, pontua o diretor financeiro da holding do Grupo Calila, Nilo Sérgio Holanda Gomes.


“A Loja do Bem e o Shopping Iguatemi entram com o espaço e o apoio logístico e a Unifor entra com a participação dos alunos e professores para um amplo suporte, que vai desde levantar as necessidades da comunidade e dar o apoio necessário até desenvolver novas peças para a coleção já produzida na comunidade.” — Nilo Sérgio Holanda Gomes, diretor financeiro da holding do Grupo Calila

O que começou com um problema específico — diversificar os desenhos produzidos pelas rendeiras — estabeleceu uma dinâmica que ganharia escala nas edições seguintes: conhecer primeiro a realidade de cada território para, a partir dela, construir as ações do projeto.

Um Ceará, diferentes modos de fazer

A cada edição, o contato com as comunidades ia levando a equipe do projeto a perceber novas possibilidades de atuação em formação profissional, gestão, comunicação e saúde, entre outras frentes.

“A ampliação aconteceu de forma natural, à medida que fomos compreendendo que poderíamos contribuir para além da criação colaborativa de produtos”, afirma a professora Milena. Ao mesmo tempo que chegava a outros municípios, o Render-CE incorporava novos cursos e áreas de atuação.

A segunda edição chegou a Moita Redonda e Caponga, em Cascavel, em 2022. Enquanto os estudantes de Moda trabalhavam com barro, macramê e cipó, os de Publicidade e Propaganda criaram a identidade visual do projeto. No ano seguinte, alunos de Arquitetura e Urbanismo entraram no Render-CE com o georreferenciamento das oficinas dos ceramistas de Cascavel.

A participação acadêmica continuou a se diversificar. Em São Gonçalo do Amarante, graduandos de Ciências Contábeis atuaram na precificação dos produtos de crochê, enquanto alunos de Comércio Exterior abordaram tributos relacionados à internacionalização. Na cidade de Aracati, em 2025, dez cursos já participavam das atividades, que incluíam criação, comunicação, orientação jurídica e saúde.

“Esse crescimento do envolvimento dos diversos cursos da Unifor contribuiu para que o Render-CE se tornasse um projeto de extensão completo, com ações em diversas áreas”, resume Milena.


Saberes que se encontram

Com a diversidade de cursos envolvidos no projeto, a participação dos alunos foi ganhando também novas possibilidades. Nas frentes de criação, o trabalho começa pela aproximação com quem domina a técnica artesanal. Os alunos apresentam suas propostas e as próprias artesãs escolhem, por afinidade com o produto, com quem desejam trabalhar. A partir daí, decisões sobre desenho, materiais e viabilidade são tomadas em conjunto, com acompanhamento dos professores e do mentor de cada edição.

“Existe ainda as mentorias com o mentor da edição, que trabalha de forma integrada com alunos e artesãs. Logo, o produto é desenvolvido de forma conjunta do início ao fim”, afirma a professora Milena Baratta.

Na prática, esse processo pode exigir conhecimentos que ultrapassam os limites de um único curso. Foi o que aconteceu na 9ª edição do Render-CE, em Tauá, quando as estudantes de Arquitetura e Urbanismo Ana Beatriz Caraça e Manoela Rucireta trabalharam com a artesã Mary Rodrigues. 

Antes de começar a desenhar o produto, elas conheceram a história das artesãs, observaram diferentes formas de trabalhar a renda tenerife e identificaram as especialidades de cada uma. A criação começa nos encontros seguintes, já com as duplas de estudantes ligadas às artesãs com quem desenvolveriam as peças.

“No primeiro dia oficial, nos reunimos, e cada aluno ficou com uma ou duas artesãs, tendo a oportunidade de conhecer melhor a história de vida e o que inspira cada uma delas”, salienta Manoela.


 “Ter esse contato inicial sem um compromisso tão grande de criação nos proporcionou a experiência de ver várias técnicas de renda e apreciar o talento delas, conhecendo a especialidade de cada uma e a forma que gostavam de produzir sua arte.” — Manoela Rucireta, aluna do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unifor. 

Mary e as duas estudantes desenvolveram um conjunto de porta-copos da coleção “Lírio do Sertão”. “O processo de concepção aconteceu de forma conjunta ainda no nosso primeiro contato com elas em Tauá. Juntas, alunas e artesã, pensamos objetivamente no produto, nos materiais e nas cores que queríamos usar”, relembra Beatriz.

A artesã participou da definição da cor da linha e das dimensões da renda Tenerife. Já Beatriz e Manoela trabalharam no desenho da peça e na utilização de madeira e resina. Durante o desenvolvimento, a combinação desses materiais trouxe uma dificuldade técnica e aproximou o grupo de outra área: alguns estudantes e uma professora do curso de Farmácia contribuíram para a execução das primeiras peças. 

“Elas trouxeram não somente as informações como a professora nos auxiliou nas primeiras peças”, conta Manoela. “Em um panorama geral, todo o processo foi muito colaborativo e intuitivo”, acrescenta Beatriz.

Para Mary, que aprendeu crochê ainda criança com a mãe e a avó e conheceu a renda tenerife décadas depois, o trabalho conjunto também era uma forma de colocar conhecimentos de origens diferentes na mesma peça. A preocupação, segundo ela, era mostrar às estudantes que aquilo que aprendiam na graduação poderia ser combinado a uma técnica manual transmitida entre gerações.

“Tentei passar para as alunas que podemos juntar, em um só projeto, a técnica de evolução do aprendizado delas junto com uma técnica manual aprendida há várias décadas com nossos pais e avós. E que juntos podemos dar continuidade para que essas técnicas não morram e possam ser multiplicadas por novas gerações”, afirma a artesã.

Conforme Beatriz, desenvolver um produto abriu uma possibilidade de atuação até então pouco explorada em sua formação em Arquitetura. A experiência em Tauá exigiu ainda contato direto com as artesãs e com formas de produção que não faziam parte da rotina de sala de aula. “Conhecer e desenvolver o projeto de um produto abriu, mais uma vez, nossos olhos para uma nova possibilidade de atuação do curso”, avalia Beatriz. 


“Na sala de aula ficamos muito fechadas entre nós e o projeto, quase mecanicamente. As atividades, principalmente em Tauá, nos fizeram sair da caixinha. Acreditamos que a experiência aumentou a nossa sensibilidade sobre a riqueza do artesanato do nosso Nordeste e abriu o nosso olhar para as diversas aplicações na arquitetura.” — Ana Beatriz Caraça, aluna do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unifor

Cuidar de quem mantém o fazer

Quando o Render-CE chegou a Aracati, em 2025, o encontro com as artesãs de labirinto acrescentou uma nova frente ao projeto. Pela primeira vez, cursos da área da saúde passaram a participar das atividades. Entre eles estava o Programa de Educação Tutorial (PET) do curso de Medicina, que levou 12 estudantes ao atendimento das artesãs, sob supervisão da professora e endocrinologista Rafaela Correa.

O trabalho começou antes das consultas. Na visita às comunidades, os estudantes foram às casas das artesãs para conhecer sua rotina e identificar dificuldades de acesso aos serviços de saúde. Foi a partir dessa escuta que a equipe definiu as ações que seriam realizadas posteriormente em Fortaleza.

Para Yngrid Matsunobu, estudante do 6º semestre de Medicina e bolsista do PET, que participou das edições de Aracati e Tauá, aquela foi sua primeira experiência de identificação de demandas de saúde dentro de uma comunidade.

Uma das conversas evidenciou a distância que poderia existir entre as artesãs e os serviços de atenção básica. Em Aracati, uma mulher de 54 anos relatou aos estudantes que nunca havia aferido a pressão arterial e não frequentava uma unidade de saúde desde a infância. 

“Para nós, que trabalhamos diariamente nos centros de saúde, isso parece tão distante, pois a maioria dos pacientes que chegam até nós passam por essa triagem, mas ver que isso não é universal foi muito impactante”, conta Yngrid.

Depois da visita, as artesãs foram atendidas no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI), onde passaram por consultas e exames. Houve ainda um retorno para avaliação dos resultados e, quando necessário, encaminhamentos articulados com as gestões municipais para continuidade do acompanhamento.


“Acredito que a inclusão dos cursos da área da saúde são essenciais para o projeto. Porque apesar do foco ser o artesanato e as obras, quem está por trás da arte também precisa de cuidados. O cuidado multiprofissional permite ver o paciente de várias ópticas diferentes, além transformar o foco do tratamento da simples doença para a compreensão integral do ser humano. Nós, do PET Medicina Unifor, acreditamos que a medicina precisa ser centrada no paciente e não na doença.” — Yngrid Matsunobu, aluna do curso de Medicina e bolsista do PET Medicina da Unifor.

Na 9ª edição, em Tauá, o planejamento já reunia Enfermagem, Estética e Cosmética, Farmácia, Fisioterapia, Medicina e Psicologia entre as áreas envolvidas. A atuação passou, portanto, de uma primeira experiência concentrada principalmente na Medicina para diferentes possibilidades de cuidado, definidas de acordo com as demandas identificadas entre as participantes.

Para os estudantes da Unifor, a mudança de cenário também alterou a experiência de formação. Em vez de receber uma demanda pronta no ambiente de atendimento, eles precisaram primeiro ouvir as artesãs dentro do território, compreender as condições em que viviam e, só então, planejar a intervenção.

“Profissionalmente, foi a primeira vez que fiz uma identificação de demandas comunitárias, então isso me ajudou a desenvolver habilidades sociais como empatia, comunicação e escuta ativa”, analisa Yngrid.

Para além da exposição

Quando as peças desenvolvidas em conjunto chegam à exposição no Shopping Iguatemi Bosque, uma etapa do Render-CE se encerra. Mas, para os artesãos, o trabalho pode continuar a partir das referências, contatos e produtos desenvolvidos durante os meses anteriores. Na edição de Tauá, no início de 2026, Mary Rodrigues percebeu esses desdobramentos na própria produção.

Artesã desde a infância, ela aprendeu crochê com a mãe e a avó e passou a trabalhar com a renda tenerife cerca de três anos antes de participar do projeto. A partir do Render-CE, Mary passou a unir as duas técnicas, mistura que aparece hoje em blusas, bandanas e xales produzidos por ela. “A cada peça que eu desenvolvo, vou sempre procurando colocar um ponto diferente, seja no crochê ou na renda tenerife”, conta.

As mudanças chegaram também à comercialização. Mary relata que a divulgação da coleção e a exposição no Iguatemi aumentaram a procura por seu trabalho, inclusive por pessoas que ainda não conheciam suas peças. As encomendas cresceram e, segundo a artesã, o aumento da produção passou a complementar a renda da família.


“A gente teve um ótimo atendimento dos professores da Unifor, com integração e troca de saberes entre os alunos e os artesãos. Foi uma coisa magnífica. O lançamento desse projeto aconteceu no [shopping] Iguatemi, e a gente não esperava tanta divulgação. Tenho recebido mais encomendas e trabalhado para dar conta. Estou criando peças bem mais diferenciadas, com design mais exclusivo, usando as duas técnicas de crochê e tenerife.” — Mary Rodrigues, artesã e participante da 9ª edição do Render-CE. 

Para Nilo Sérgio Holanda Gomes, a presença no shopping amplia justamente essa possibilidade de contato entre artesãos e público. A Loja do Bem dá continuidade a outra parte desse processo ao comercializar produtos selecionados por curadoria, sem cobrança de aluguel ou condomínio e com repasse da maior parte do valor das vendas aos artesãos.

O que permanece quando a edição termina

O encerramento de uma edição também não significa necessariamente o fim do trabalho para os alunos da Unifor. Experiências iniciadas durante o Render-CE já seguiram outros caminhos dentro da Universidade, tornando-se trabalhos de conclusão de curso (TCC), projetos de produto e pesquisas apresentadas em eventos científicos.

Milena Baratta acompanha alguns desses percursos. Uma estudante de Design, Marjorie, levou para o TCC uma experiência iniciada no Render-CE. Outra aluna do mesmo curso, Sofia, desenvolveu uma bolsa que combinava madeira, renda tenerife e crochê e inscreveu o produto em uma premiação de design. Há ainda estudantes de Jornalismo, Medicina, Farmácia e Arquitetura que transformaram atividades realizadas no projeto em trabalhos científicos.

A continuidade aparece também no próprio formato do Render-CE. Depois de nove edições, o crescimento do número de cursos envolvidos levou a coordenação a rever a duração de cada ciclo. A partir da 10ª edição, o projeto passa a ser anual, em vez de realizar duas edições no mesmo ano.

Segundo a professora Milena, a mudança pretende dar mais tempo às diferentes frentes, que hoje envolvem três Centros de Ciências da Unifor e incluem formação, saúde e desenvolvimento de produtos.


“O artesão passa a perceber seu saber e sua produção ocupando novos espaços e sendo reconhecidos. Além disso, o estudante descobre outras formas de produzir conhecimento, pesquisar e criar, bem como a Universidade fortalece sua relação com os territórios, aprendendo com eles ao mesmo tempo em que compartilha o conhecimento acadêmico. São histórias que começam em uma oficina, em uma conversa ou em uma peça artesanal, mas continuam produzindo novos caminhos muito depois de cada edição.” — Milena Baratta, assessora de Apoio ao Discente da VRE da Unifor.

A próxima edição do Render-CE terá como tema “Artesanato que habita”. A proposta, ainda em preparação, volta o olhar para a presença do fazer artesanal nos espaços e objetos do cotidiano. Será mais um capítulo de um percurso que começou, seis anos atrás, diante de uma questão bastante específica: a necessidade de ampliar os desenhos disponíveis para um grupo de rendeiras de bilro da Prainha.

Seis anos depois, mudaram os municípios, as técnicas e as áreas envolvidas, mas as experiências continuam encontrando caminhos depois de cada ciclo, seja na produção dos artesãos ou na formação dos estudantes. Como resume Milena, “o encontro não se encerra no encontro”.

Revista Render-CE

A revista Render-CE nasceu para documentar essa importante atividade de extensão da Unifor, que já contemplou municípios como Maranguape, Aquiraz, Cascavel e São Gonçalo do Amarante. O produto vem de uma parceria com o curso de Jornalismo da Unifor, que desenvolve a publicação.

Os textos destacam como as diversas áreas do saber podem contribuir para manter viva essa importante riqueza do Ceará e evidenciam o impacto das conexões geradas pelo projeto ao promover a valorização do trabalho artesanal e o incentivo à economia local.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Em nove edições, o Render-CE percorre territórios cearenses e reúne diferentes áreas do conhecimento em torno do artesanato, da formação acadêmica e da troca com comunidades de artesãos (Foto: Ares Soares)

Render-CE: projeto de impacto social amplia saberes de alunos e artesãs

Aprovados no vestibular vão iniciar a trajetória acadêmica em fevereiro do ano que vem (Foto: Ares Soares)

Confira o resultado do vestibular 2027.1 da Unifor