Laboratório do Vórtex da Unifor conquista primeiro lugar no Hackathon da FIEC na Feira da Indústria

sex, 13 março 2026 10:22

Laboratório do Vórtex da Unifor conquista primeiro lugar no Hackathon da FIEC na Feira da Indústria

A equipe desenvolveu uma plataforma digital que centraliza e organiza o conhecimento técnico relacionado à manutenção de máquinas industriais


Premiação do primeiro lugar do Hackathon da FIEC (Foto: Arquivo pessoal)
Premiação do primeiro lugar do Hackathon da FIEC (Foto: Arquivo pessoal)

A equipe de desenvolvedores do Vórtex, espaço de inovação do TEC Unifor da Universidade de Fortaleza, vinculada à Fundação Edson Queiroz, conquistou o primeiro lugar do Hackathon da Federação de Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) durante a primeira edição da Feira da Indústria. A equipe foi composta por Gilberto Egypto, mentor da equipe e líder técnico de Desenvolvimento do Laboratório Vórtex; Felipe Gaby Coimbra - Informática Aplicada (Mestrado); Matheus Alves Oliveira - Ciência da Computação; Maria Clara Prado Rodrigues - Análise e Desenvolvimento de Sistemas; Ana Francisca Carvalho - Design; e Calil Camerino Coelho - Engenharia de Controle e Automação

Voltada para inovação, tecnologia e desenvolvimento do setor industrial no Ceará, a feira reuniu empresas, pesquisadores, estudantes e profissionais da área para discutir tendências durante os dias 9 e 10 de março.

Além das exposições e palestras, o momento também promove iniciativas mais práticas, como o Hackathon da FIEC. A ação é uma maratona de inovação em que equipes multidisciplinares trabalham intensamente durante um curto período de tempo.

A dinâmica, com duração de 24 horas, que iniciou na segunda-feira (9), às 13:00 horas e foi apresentada às 17 horas da terça-feira (10), teve o objetivo de desenvolver uma solução tecnológica para três desafios reais da indústria.

O Vórtex participou com uma equipe formada por seis pessoas, com perfis complementares nas áreas de design, desenvolvimento de software, inteligência artificial e engenharia de controle e automação.

O desafio e a solução A.S.S.I.S

Gilberto Egypto, líder técnico de desenvolvimento do Vórtex e mentor do time, conta que entre as opções disponíveis, o escolhido foi o desafio três, relacionado ao desempenho e à qualificação da mão de obra industrial focado na qualificação, padronização de procedimentos e aumento da produtividade do chão de fábrica.

Segundo ele, a solução que foi desenvolvida se chama A.S.S.I.S, que significa Apoio ao Suporte e Soluções Industriais Sistematizadas. Ele explica que a ideia é uma plataforma digital que centraliza e organiza o conhecimento técnico relacionado à manutenção de máquinas industriais. 

“Nesse ambiente ficam reunidos materiais como manuais, diagramas técnicos e também o conhecimento prático acumulado pelos técnicos de manutenção ao longo dos anos. O diferencial da solução é a integração de um agente de inteligência artificial que ajuda no diagnóstico de falhas em maquinários”, esclarece.

Gilberto diz que quando surge um problema, o sistema pode orientar o técnico no processo de identificação da causa da falha, sugerindo possíveis caminhos com base no histórico de manutenção, na documentação técnica e nas experiências registradas por outros profissionais.

Com isso, se torna possível acelerar a resolução de problemas e reduzir significativamente o tempo médio em que uma máquina permanece parada, conhecido na indústria como MTTR. 

“Além de melhorar a eficiência operacional, a plataforma também ajuda a preservar e compartilhar conhecimento dentro da empresa, fundamental para reduzir a dependência de especialistas específicos e fortalecer a qualificação das equipes”, ressalta.

“Participar de iniciativas como o Hackathon da FIEC é muito importante porque aproxima a universidade dos desafios reais da indústria. Esse tipo de experiência permite que estudantes e pesquisadores coloquem em prática conhecimentos que muitas vezes ficam restritos ao ambiente acadêmico” - Gilberto Egypto, líder técnico de desenvolvimento do Laboratório do Vórtex

Calil Coelho, aluno do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unifor, foi um dos estagiários que participou da dinâmica. Ele explica que a proposta surgiu de uma dor identificada pelo time a partir do entendimento da realidade do ambiente industrial: o saber do técnico de manutenção disperso e de difícil acesso.

O estagiário conta que esse problema é ocasionado por dois pontos extremamentes comuns nas indústrias:

-Informações fragmentadas;

-Conhecimento prático concentrado na cabeça de poucos especialistas.

Calil afirma que o grupo conseguiu entregar o que foi planejado, finalizando com um resultado do trabalho em equipe bem executado e da diversidade de habilidades presentes entre os integrantes presentes no time.

De acordo com o estudante, a maior dificuldade da equipe foi adaptar a solução ao verdadeiro usuário, o técnico de manutenção no chão de fábrica. “Chegamos a uma solução eficiente e realista graças a muita pesquisa sobre esse contexto, suas limitações e suas necessidades reais”.

“A tecnologia e inovação , assim como a Unifor, é um mundo vasto, então é importante não ficar preso apenas no que a sala de aula oferece. Trabalhar em projetos pessoais, participar de competições, conhecer pessoas de áreas diferentes é essencial para quem quer se desenvolver na nossa área. O aprendizado que acontece fora da grade curricular muitas vezes é o que mais te define como profissional” - Calil Coelho, aluno do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unifor

Resultados e impactos

Essas conquistas, segundo Gilberto, têm um impacto muito positivo tanto para o Vórtex e universidade, quanto para a formação dos estagiários. Elas validam o trabalho que vem sendo feito dentro do laboratório, mostrando que as equipes do espaço conseguem desenvolver soluções relevantes para problemas reais para a indústria. 

“Para os estagiários, a experiência é ainda mais significativa. Participar de um hackathon exige trabalho em equipe, pensamento estratégico, tomada de decisão rápida e a capacidade de transformar ideias em soluções concretas em pouco tempo”, declara.

Calil diz que um impacto certo em participar desses momentos é o networking. Mas que, além disso, é poder colocar em prática habilidades desenvolvidas ao longo da graduação. 

“Como graduando em Engenharia de Controle e Automação, conquistar uma competição com foco na indústria junto com minha equipe, é o reflexo direto dos anos de estudo na área e isso tem um significado especial”, ressalta.

TEC Unifor

O TEC Unifor é o primeiro parque tecnológico cearense reconhecido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Inaugurado em 2017, impulsiona a inovação e a pesquisa por meio de parcerias com empresas e startups que desenvolvem soluções tecnológicas de impacto para a sociedade. 

As empresas são residentes ou não residentes no campus e contam com incentivos fiscais, apoio de pesquisadores e bolsistas, além de ambiente equipado com tecnologia de última geração, favorecendo o crescimento de seus produtos e negócios.

O espaço conta com recursos provenientes da Fundação Edson Queiroz e da Financiadora de Estudos e Pesquisa (Finep), por meio de duas chamadas públicas: 

- “MCTI/Finep/FNDCT/CT - Verde Amarelo - Parques Tecnológicos / Seleção Pública de Propostas para o Apoio Financeiro a Parques Tecnológicos em Implantação e em Operação”.
- ”MCTI/Finep/FNDCT/CT – Verde Amarelo – Laboratórios Abertos de Prototipagem e Espaços Compartilhados", anunciado em 2022, com apoio financeiro de até 2 milhões de reais em projetos de pesquisa inovadores. 

O parque é ocupado por empresas residentes, Núcleos de pesquisa, Laboratórios, Unifor Hub, Espaço Growth e Auditório do Tec. 
 

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