seg, 6 julho 2026 14:40
Egresso de Engenharia de Produção constrói carreira de destaque no setor têxtil
Em um mercado que demanda profissionais versáteis, digitais e orientados por dados, Lucas André Pereira encontrou na Unifor as ferramentas para se destacar e hoje, como especialista em supply chain, transforma projeções em estratégias

Desde os tempos de colégio, Lucas André Pereira Braga sabia que seu gosto pelas ciências exatas o levaria invariavelmente ao mundo das engenharias. Fascinado pela possibilidade de resolver problemas e pela natureza generalista da Engenharia de Produção, encontrou na profissão um caminho que unia raciocínio lógico, análise de dados e a oportunidade de transitar por diferentes áreas do conhecimento.
“A Engenharia de Produção te permite conversar com todas as engenharias, com todos os profissionais”, diz, animado. Esse desejo de dialogar com as mais diversas áreas, além de interagir com profissionais técnicos à alta gestão, o levou a se matricular no curso da Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz.
Lucas começou a estudar na Unifor em 2016, em uma escolha que hoje considera estratégica. Depois de uma vivência acadêmica mais voltada à pesquisa ao cursar Engenharia de Alimentos em uma universidade pública federal, o futuro engenheiro buscava uma formação mais conectada ao mercado de trabalho, que lhe permitisse aplicar rapidamente os conhecimentos em situações reais.
Encontrou no curso de Engenharia de Produção da Unifor justamente uma proposta alinhada a esse objetivo: professores com sólida experiência profissional, colegas já inseridos em grandes empresas e uma formação direcionada às demandas do mercado. Com menos de um ano de graduação, Lucas já estava estagiando na área.
A partir daí, a trajetória do egresso ficou marcada por uma ascensão consistente. Com cerca de seis anos de experiência no setor de confecções, Lucas construiu carreira em empresas como o Grupo Guararapes e, hoje, atua no Grupo Diamantes como especialista em supply chain, termo em inglês relacionado à cadeia de suprimentos. Desde que ingressou na empresa, em 2020, acumulou promoções sucessivas, passando de analista a especialista em poucos anos.
Falando de forma bem prática, o trabalho dele consiste em transformar projeções de vendas em planos de produção, coordenando a compra de insumos, a capacidade fabril e a distribuição de produtos para dezenas de pontos de venda. É uma atuação que exige visão sistêmica, tomada de decisões baseada em dados e a capacidade de integrar diferentes áreas de uma organização — competências que ele atribui, em grande medida, à formação em Engenharia de Produção da Unifor.
O egresso destaca que a escola que o formou promove uma formação plena, e não restrita ao viés industrial mecânico, oferecendo disciplinas de programação, gestão, controle estatístico e ferramentas aplicadas ao cotidiano das empresas. A vivência com professores e colegas que já atuam no mercado também é apontada como ponto forte para ampliar o repertório profissional e fortalecer redes de contatos.
O Unifor Notícias Mobile apresenta uma série de histórias de egressos que estão conquistando espaços de destaque no mercado e levando a marca da formação da Unifor para diferentes regiões do Brasil e do mundo. A seguir, a trajetória de Lucas mostra como uma formação completa pode fazer a diferença na hora de transformar conhecimento em resultados e de construir uma carreira de crescimento contínuo.
Pontes com o mercado para turbinar experiências
Quando estava analisando qual carreira profissional deveria seguir, Lucas se deu conta que seria uma escolha muito fácil. O jovem estudante gostava de dados e fatos, e estava disposto a atuar em uma área generalista, que lhe desse um amplo leque de possibilidades. Escolheu a Engenharia de Produção ciente de que poderia atuar em muitas áreas e deveria desenvolver habilidades para tratar com os mais diversos profissionais.
“Então, foi muito fácil também escolher por esse âmbito. Eu sempre gostei de tudo, né? As pessoas dizem que eu sou meio ‘cultura inútil’. Mas não, não acho. Eu acho que isso gera conexões que a gente consegue conversar e abstrair muitas situações e resolver problemas, que basicamente é o cerne da engenharia.” — Lucas André Pereira, egresso de Engenharia de Produção e especialista em supply chain no Grupo Diamantes
Consciente da escolha do curso, era hora de decidir a universidade. Como a mãe já havia trabalhado muitos anos no Grupo Edson Queiroz, Lucas sabia que a Unifor poderia ser uma boa oportunidade. Os amigos que já cursavam graduação na universidade também comentavam sobre as pontes que existia com o mercado de trabalho, e Lucas tinha pressa em colocar em prática os conhecimentos ainda durante o curso.
“A Unifor é um local muito rico para isso, com um curso mais voltado ao mercado de trabalho. É uma coisa bem mais direcionada”, analisa. A experiência confirmou. Ele mal havia concluído o primeiro semestre quando conseguiu o primeiro estágio na área. Durante a graduação, o aluno tinha acesso a diversos laboratórios e também trocava constantemente informações com docentes que tinham experiência de mercado.
“Meu objetivo era entrar no mercado de trabalho, conhecer pessoas novas e me envolver com a área que eu quisesse trabalhar: se eu ia trabalhar mais com a parte técnica, por exemplo, de usinagem, ou se eu ia mais para a parte de gestão e generalista, que é o que eu trabalho hoje. Estou sendo treinado para ser um gestor de fato e, para mim, a Unifor serviu muito para isso”, explica o egresso.
Uma experiência marcante em tal perspectiva foi a possibilidade de atuar em uma empresa júnior do curso, a EPRO Consultoria, que visa aprimorar a vivência empresarial de alunos ainda na graduação, a fim de agregar experiências práticas relacionadas à sua futura profissão, por meio de prestação de serviços para micro e pequenas empresas, com preço abaixo do mercado.
“A Unifor é o ambiente perfeito para o desenvolvimento profissional de quem quer entrar no mercado”, resume Lucas. Isso porque, além de uma formação de excelência e de pontes constantes com empresas e profissionais da área, a parte burocrática em torno dos estágios é agilizada.
“O curso de Engenharia de Produção da Unifor te prepara para o mercado. O grande diferencial é esse. Óbvio que o nível de ensino da Unifor é muito bom e você também não fecha as portas para a academia. De lá, saem grandes professores também. Mas acredito que o grande diferencial é ter um curso muito atualizado para o mercado de trabalho, algo que te prepara desde a estrutura até a carga horária compatível com essa experiência de mercado”, afirma o egresso.
Uma trajetória de ascensão constante
Há cerca de seis anos, Lucas ingressou de fato no mercado de trabalho, mais propriamente atuando com confecção, seja na indústria ou no comercial. “Minha função era justamente conectar esses dois lados. Eu não trabalhava na ponta, eu trabalhava na gestão da demanda, na definição”, afirma o egresso.
Na prática, ele participava da definição de quais categorias a empresa ia investir com base em dados estatísticos. “Então eu trabalhei desde o planejamento industrial ao planejamento de vendas da empresa. Minha trajetória profissional é baseada no planejamento e também na parte de gestão de reuniões”, detalha.
Lucas começou no Grupo Guararapes, ligado às lojas Riachuelo em Fortaleza, e hoje atua no Grupo Diamantes, empresa cearense de produção têxtil de moda feminina e infantil. Iniciou a trajetória na empresa no final de 2020 e, de lá para cá, vem acumulando uma série de promoções. Começou como analista júnior, depois virou analista pleno. Dois anos depois, tornou-se analista sênior e hoje atua como especialista.
“Tudo é muito baseado nos conhecimentos que eu levei da academia”, acredita Lucas. Isso porque o trabalho de conclusão de curso (TCC) do egresso já abordava uma reestruturação da empresa, que teve os estoques zerados durante a pandemia. “Nosso principal desafio era garantir a disponibilidade dos produtos nas lojas, otimizando ao máximo os recursos disponíveis. Foi um trabalho estratégico de reorganização operacional e comercial, fundamental para retomarmos a trajetória de crescimento da empresa", afirma.
A estabilização funcionou. Agora, Lucas atua como especialista em supply chain. Ele trabalha projetando as capacidades fabris. “A diretoria em que eu estou alocado trabalha com a compra de matéria-prima, a confecção dos produtos e também a parte de logística, tanto de trazer a matéria-prima dos centros de distribuições aqui de Fortaleza para os nossos parques-fabris quanto também para levar também esses produtos para as nossas lojas”, explica o egresso.
O Grupo Diamantes conta com cerca de 50 pontos de venda. Atualmente, Lucas é responsável por transformar o planejamento comercial elaborado com um ano de antecedência em estratégias de distribuição, direcionando os produtos mais adequados para cada loja a fim de maximizar os resultados.
“Então a gente estima as capacidades, o tanto que a gente vai fornecer para o comercial para saber se vai conseguir atender à venda que está projetada. Pego o plano de vendas e o converto em um plano de otimização da produção. Compramos os insumos, produzimos e distribuímos o produto acabado para os 50 pontos de venda”, conta.
Conhecimento holístico e novas tecnologias são diferenciais
As experiências exitosas contribuem para que Lucas siga vendo na área de formação as mesmas possibilidades de quando se matriculou no curso. “A Engenharia de Produção te permite conversar desde um coordenador de mecânica, desde um mecânico industrial lá dentro da fábrica, até falar de finanças com o CEO da empresa. No curso, a gente tem disciplina de engenharia econômica. Então, é uma engenharia realmente muito ampla e isso é algo muito rico”, explica.
O egresso reconhece que o engenheiro de produção não vai ser especialista 100% nas áreas citadas, mas vai conseguir sempre opinar e ajudar. Ser um facilitador. “Isso gera perfis de líderes e perfis de gestão, então a gente consegue fazer desde o gerenciamento da rotina, que é algo que nós aprendemos no curso, até trazer ferramentas da qualidade", afirma.
As novas tecnologias, segundo Lucas, têm mudado a forma de atuação e facilitado o trabalho dos engenheiros de produção. “Trabalhamos com muitas coisas, como se fosse uma gestão voltada para dados, então com as novas tecnologias, com as novas ferramentas de programação e principalmente as IAs, a gente consegue otimizar muito o nosso tempo, que já é extremamente difuso com várias funções nas organizações”, avalia.
De fato, a transformação digital chegou às linhas de produção e, com ela, a demanda por engenheiros capazes de dominar áreas como internet das coisas (IoT), inteligência artificial (IA), Big Data e análise de dados vem crescendo. Essas tecnologias são aplicadas diretamente em linhas de produção para otimizar processos, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade. O engenheiro de produção está agora no centro das decisões estratégicas e da integração entre tecnologia, gestão e eficiência operacional.
Para se destacar no mercado, Lucas avalia que é crucial adquirir um conhecimento holístico. “No curso, a gente aprende de tudo. Desde conhecimentos estatísticos a métodos de gestão. Vai desde o trato com números ao trato humano, então são essas habilidades inerentes que a gente tem que ter capacidade de gestão, conhecimento holístico e conhecimento de fatos e dados”, analisa.
Profissionais versáteis e capazes de integrar pessoas e processos
O engenheiro de produção vê um mercado positivo no Ceará e no Brasil e acredita que os profissionais que desejam desbravá-lo precisam focar no dinamismo, algo que ele considera inerente à formação. “Você vai ter que conversar realmente com todo mundo. Vai ter que entender de dados, saber algo de programação em algum momento, manejar bem tabelas, usar o Power BI. Vai ter que conversar com muita gente. Não sou programador, mas preciso dialogar com programadores e desenvolvedores da empresa”, argumenta.
Para ele, o curso da Unifor dá todas as ferramentas para que futuros engenheiros de produção se destaquem em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo. A Universidade oferece, por exemplo, disciplinas de programação, gestão e ferramentas aplicáveis no mercado de trabalho. “É realmente um curso extremamente direcionado, porque o mercado hoje está exigindo esse profissional. O curso da Unifor é atualizado nesse aspecto, pela própria essência dele”, afirma.
O fato é que o mercado passou a exigir engenheiros digitais, sistêmicos e orientados a dados, e isso impacta bastante o currículo universitário, a metodologia, os professores e a relação com empresas. A atenção a todas essas mudanças faz com que a Unifor oferte uma formação de excelência para a área, com um corpo docente qualificado e alinhado ao mercado, além de infraestrutura de ponta.
Na Universidade, os alunos dispõem de experiências baseadas em estudos de casos reais abordados pelos professores, além de laboratórios com experimentos que simulam e otimizam processos de bens e serviços. O resultado é o perfil profissional do egresso em Engenharia de Produção como um engenheiro de sistemas produtivos complexos, capaz de integrar pessoas, processos, tecnologia e dados para gerar eficiência, valor e sustentabilidade.
“Conheci professores e profissionais incríveis, que estão em uma carreira excelente e que servem de espelho. Na Unifor, você vê os processos da própria universidade fluindo, uma coisa organizada. Aprendi do trato humano à formação técnica de qualidade.” - Lucas André Pereira, egresso de Engenharia de Produção e especialista em supply chain no Grupo Diamantes
Para quem está começando o curso e dando os primeiros passos na carreira de engenheiro de produção, Lucas aconselha apostar no dinamismo e aprender ao máximo de áreas que se aproximam com a que você deseja seguir. Aprenda algo de programação, explore ferramentas aplicáveis no mercado de trabalho, domine tabelas e dados, aprenda mais sobre comunicação.
“Nossa graduação é um curso de dados, é um curso de exatas, então o conhecimento matemático está lá, mas a forma como passar esse conhecimento é relevante. É um curso voltado para a gestão. Imagine que você vai liderar equipes de todos os perfis e precisa ter uma linguagem que vai se adequando conforme esses perfis de pessoas que você vai lidando”, explica.
Depois de uma trajetória exitosa pela parte técnica de desenvolvimento de projetos e de relatórios, Lucas está empenhado em participar de reuniões estratégicas da empresa. “Meu sonho mesmo é atingir realmente um cargo de gestão maior, uma diretoria ou uma gerência. Estes são meus objetivos: gerir equipes para poder inspirar e levar o resultado com outras pessoas”, finaliza.