Entrevista Nota 10: Wagner Borges e o Jornalismo Unifor no topo do Norte e Nordeste

seg, 13 julho 2026 16:52

Entrevista Nota 10: Wagner Borges e o Jornalismo Unifor no topo do Norte e Nordeste

Coordenador enfatiza os diferenciais para a formação permanecer há oito anos como a melhor na área entre as instituições privadas do Norte e Nordeste


No cargo de coordenador desde 2010, professor Wagner Borges contribui para a afirmação do curso a nível nacional (Foto: Ares Soares)
No cargo de coordenador desde 2010, professor Wagner Borges contribui para a afirmação do curso a nível nacional (Foto: Ares Soares)

Há oito anos consecutivos, o curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição da Fundação Edson Queiroz, é classificado pelo Ranking Universitário Folha (RUF), do jornal Folha de S.Paulo, como a melhor graduação privada da área nas regiões Norte e Nordeste. O resultado consolida a graduação como uma das principais referências na formação de jornalistas no país.

O reconhecimento é fruto do projeto pedagógico voltado ao ensino, pesquisa, extensão e prática profissional. A formação conta com um corpo docente altamente qualificado e com o Hub News Link, ecossistema que reúne o portal, a TV Unifor, a TV News Link, a Rádio News Link e o Núcleo de Estudos e Pesquisas em Comunicação Empresarial (Nepce).

Outro diferencial é a inserção do curso na rede do Programa de Dupla Titulação Internacional da Unifor, que congrega parcerias com universidades internacionais visando a formação acadêmica no exterior. Somadas à matriz curricular alinhada ao mercado, o programa fortalece a preparação de jornalistas para atuar em diferentes plataformas e cenários da comunicação contemporânea.

Grande parte da história do curso tem a contribuição do professor Wagner Borges, coordenador do curso de Jornalismo da Unifor há 16 anos. Ao longo desse período, participou da modernização da matriz curricular, da expansão dos ambientes de prática e da consolidação do curso como referência nacional. 

Graduado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Wagner Borges é pós-graduado em Gerência de Marketing pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) e bacharel em Direito pela Unifor. Também atua como professor do MBA em Gestão de Assessoria de Comunicação da Universidade.

Nesta Entrevista Nota 10, o professor Wagner Borges apresenta os diferenciais que colocam o Jornalismo Unifor entre os cursos de maior destaque do Brasil. O coordenador aborda a formação empreendedora, a integração entre teoria e prática, a internacionalização e o papel da inovação na formação dos futuros jornalistas.

O docente também comenta os desafios impostos pelas novas tecnologias, especialmente pela inteligência artificial, analisa a percepção do mercado sobre os egressos da Unifor e compartilha as estratégias para ampliar o reconhecimento nacional e internacional do curso.

Leia a entrevista na íntegra a seguir.

Entrevista Nota 10 — A atuação do jornalista se dá em diferentes cenários — por exemplo, veículos de comunicação, assessorias, e setores de comunicação e marketing de grandes empresas. Reflexo de tal contexto, o Jornalismo Unifor possibilita ao corpo discente experiências acadêmicas justamente em campos de atuação distintos. O que o aluno deve fazer desde o início da graduação para vivenciar ao máximo a infraestrutura de ponta do curso e, consequentemente, ser destaque no mercado de trabalho?

Wagner Borges — A principal recomendação aos estudantes do Jornalismo Unifor é que assumam, desde o primeiro semestre, uma postura protagonista em sua formação. Esse compromisso e essa visão resultaram, nos últimos oito anos, no posicionamento do Jornalismo Unifor como o melhor curso privado de Jornalismo do Norte e Nordeste, segundo o Ranking Universitário Folha.

Tanto o curso quanto nossa infraestrutura de laboratórios e o HUB NewsLink foram concebidos para que teoria e prática caminhem juntas, alicerçadas por projetos de pesquisa, extensão, eventos e ambientes reais de aprendizagem. Nossa visão é formar profissionais preparados para resolver problemas complexos e gerar valor ético para a sociedade.

Quem aproveita essas oportunidades, participa de projetos interdisciplinares, busca certificações, estabelece networking e se mantém atualizado sobre as transformações tecnológicas constrói, naturalmente, diferenciais competitivos muito valorizados pelos diversos mercados em que atuamos e também por aqueles que ajudamos a criar. É nesses cenários que nossos estudantes desenvolvem competências técnicas, pensamento crítico e capacidade de liderança, fundamentais para o mundo do trabalho.

Entrevista Nota 10 — Além do foco nos tradicionais veículos de comunicação, como jornal, rádio, televisão e portal, a matriz curricular destaca o jornalismo empreendedor, ou seja, o aluno termina a graduação pronto para montar seu próprio negócio em comunicação. Quais competências os jornalistas empreendedores adquirem na Unifor?

Wagner Borges — Com a chegada do mundo digital e da economia digital, o jornalismo contemporâneo passou a exigir muito mais do que domínio das técnicas de reportagem. Nós nos preparamos para isso e trouxemos essa discussão para dentro da academia em um momento no qual esses fundamentos ainda eram vistos com certa reserva.

Ao chegar à Unifor, defendia que era preciso derrubar paredes e portas também na cabeça dos professores para um novo modelo de negócio, no qual o jornalista pudesse avançar com qualidade sem depender apenas, ou necessariamente, da grande empresa de imprensa e empreender. Isso exige visão estratégica, capacidade de inovar e criar modelos sustentáveis para o jornalismo.

Por isso, estimulamos o empreendedorismo como uma competência essencial. Nessa lógica, nossos estudantes desenvolvem habilidades relacionadas à gestão de projetos, planejamento estratégico, branding, produção de conteúdo multiplataforma, inovação digital, análise de métricas, desenvolvimento de produtos de comunicação e liderança de equipes. Mais do que formar profissionais para ocupar vagas existentes, buscamos formar jornalistas éticos, capazes de criar oportunidades e liderar iniciativas que respondam às novas demandas da sociedade e do mercado.

Entrevista Nota 10 — Não é exagero afirmar que nunca os cursos de comunicação foram tão integrados quanto hoje. Assim, o aluno recebe uma formação que lhe permite atuar, por exemplo, com administração, marketing e publicidade. Como o curso de Jornalismo vê essa sinergia com áreas afins?

Wagner Borges — Os desafios das organizações exigem profissionais capazes de dialogar com diferentes áreas do conhecimento. A comunicação deixou de atuar em compartimentos isolados; ela está irreversivelmente integrada. No jornalismo não foi diferente.

Durante muito tempo, as escolas de comunicação e jornalismo da América Latina estiveram vocacionadas para formar excelentes profissionais para empresas de comunicação. Com a globalização, porém, as organizações passaram a precisar de capital humano para humanizar suas relações de trabalho e fortalecer sua reputação. Nós trouxemos essa discussão para dentro do Jornalismo Unifor e, após muito debate — algo importante e saudável —, transformamos o programa matricial do curso em um projeto pioneiro, inicialmente referência local e, depois, nacional.

Hoje, nossos estudantes compreendem, de forma natural, estratégias de gestão, inovação, comunicação organizacional, ESG, marketing, métricas, governança e transformação digital. Essa formação amplia sua capacidade de atuação em empresas, organizações públicas, terceiro setor e negócios próprios, tornando-os profissionais preparados para ambientes cada vez mais complexos e conectados.

Entrevista Nota 10 — A internacionalização é uma premissa estratégica da Universidade, e o curso de Jornalismo mantém parcerias com instituições de países como Alemanha, China, Estados Unidos e Portugal. Para o jornalista, o quanto uma experiência internacional agrega ao currículo?

Wagner Borges — O curso de Jornalismo da Universidade de Fortaleza mantém um programa de dupla titulação internacional com o Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, além de parcerias para intercâmbio acadêmico com 47 universidades e faculdades de Jornalismo, distribuídas em 15 países. A própria Unifor criou uma Diretoria de Relações Internacionais para ampliar esses horizontes acadêmicos, profissionais e culturais.

Como o jornalista trabalha diariamente com diversidade, diferentes perspectivas e compreensão de fenômenos globais, vivenciar outras realidades fortalece essas competências. As parcerias internacionais permitem aos estudantes contato com diferentes metodologias, tecnologias, modelos de produção jornalística e redes de relacionamento que enriquecem sua trajetória profissional.

Mais do que um diferencial curricular, trata-se de uma experiência que desenvolve visão global, adaptabilidade e capacidade para atuar em um mercado cada vez mais internacionalizado. Para 2027, já estamos em negociação com novas instituições para ampliar os programas de dupla titulação, outro importante diferencial do Jornalismo Unifor.

Entrevista Nota 10 — Com 26 anos de história e os equipamentos de prática do Hub News Link, que abrange portal de notícias, TVs, rádios, e o Nepce (Núcleo de Estudos e Pesquisas em Comunicação Empresarial), a Unifor é referência na formação em Jornalismo. O que se projeta para o futuro pensando em ampliar o reconhecimento nacional e internacional do curso?

Wagner Borges — Considero justo destacar que o curso de Jornalismo da Unifor, quando comparado aos principais cursos de instituições privadas das regiões Sudeste e Sul do Brasil, encontra-se hoje no mesmo patamar de excelência e reconhecimento, tanto pela qualidade da matriz curricular quanto pela qualificação do corpo docente. Soma-se a isso uma infraestrutura moderna e uma capacidade instalada de laboratórios que figuram entre os grandes diferenciais da formação oferecida pela Universidade.

Desde o início da nossa gestão, buscamos posicionar o curso como referência em inovação permanente, qualidade acadêmica e fortalecimento das conexões com a sociedade. Nesse momento, trabalhamos nos detalhes finais de uma nova matriz curricular, prevista para 2027, ampliando ainda mais a integração entre ensino, pesquisa, extensão e mercado.

Também consolidamos o HUB NewsLink como um ecossistema de inovação e experimentação, incorporando inteligência artificial, análise de dados, narrativas imersivas e produção multiplataforma. Nosso objetivo permanece o mesmo: posicionar o Jornalismo Unifor entre as principais referências da formação em Jornalismo e Comunicação no Brasil, com reconhecimento internacional cada vez maior.
Entrevista Nota 10 — A formação em Jornalismo é poliglota digital, isto é, aluno fica capacitado para uma atuação multiplataforma com maestria e, assim, ganha um diferencial competitivo. Dada a sua vasta experiência como coordenador e docente do curso, qual a percepção do mercado de trabalho sobre os jornalistas graduados pela Unifor? 

Wagner Borges — O mercado reconhece nossos egressos pela sólida formação técnica, pela versatilidade e pela capacidade de adaptação às constantes mudanças da profissão. E, quando falo em mercado, refiro-me não apenas ao Ceará. O jornalista formado na Unifor está presente e é respeitado nos grandes veículos, assessorias e organizações do terceiro setor em todo o país, além de descobrir ou inaugurar novos mercados no interior dos estados nordestinos.

São profissionais preparados para atuar em múltiplas plataformas, produzir conteúdo estratégico, trabalhar em equipe e liderar projetos. Outro diferencial bastante percebido é a formação humanística associada ao domínio tecnológico.

O jornalista formado pela Unifor compreende que tecnologia e inovação devem estar sempre a serviço da qualidade da informação, da ética e do compromisso com uma sociedade mais justa e plural. Esse equilíbrio tem sido um dos principais fatores de reconhecimento e empregabilidade, sustentado por indicadores sólidos que muito nos orgulham.

Entrevista Nota 10 — O corpo docente do Jornalismo Unifor é composto por profissionais com ampla trajetória acadêmica e profissional. Quais resultados esse diferencial gera na formação dos alunos?

Wagner Borges — Nosso colegiado docente é integrado por jornalistas, investigadores, cineastas, psicólogos, músicos, publicitários, sociólogos, pedagogos, cientistas de dados, administradores e economistas. Todos são porta-vozes de um compromisso desprovido de preconceitos, cujo propósito é compreender e atuar na complexidade, deixando para trás dogmas que também ajudamos o mercado a abandonar.

Esse corpo docente plural e altamente qualificado representa um diferencial competitivo decisivo para um curso privado de Jornalismo no Brasil. Ao reunir profissionais em atividade e pesquisadores de diferentes áreas, rompemos com modelos tradicionais e oferecemos uma formação verdadeiramente interdisciplinar, alinhada às demandas contemporâneas.

Essa diversidade amplia o repertório técnico e crítico dos estudantes e os prepara para ambientes em constante transformação. O resultado é a formação de egressos versáteis, com pensamento estratégico, domínio tecnológico e sensibilidade social, características essenciais para quem deseja se consolidar profissionalmente.

Entrevista Nota 10 — O mundo vive a era da inteligência artificial. Pelo lado positivo, a IA auxilia principalmente na interpretação de dados, como os alunos veem no Nepce. Já pelo negativo, há o temor de que contribua para a redução de postos de trabalho. De que maneira o curso enxerga o atual cenário e visualiza o futuro?

Wagner Borges — Criamos o Nepce, o primeiro equipamento de um curso privado de Jornalismo no Brasil voltado ao estudo de duas interfaces anunciadas para o futuro da profissão: as métricas e a ética jornalística diante do mundo corporativo e de suas transformações tecnológicas. Nesse núcleo, já discutíamos o crescimento da comunicação empresarial, as métricas necessárias para esse segmento e o perfil do profissional que o mercado passaria a exigir.

A inteligência artificial representa uma das maiores transformações já vividas pelo jornalismo, e enxergamos essa realidade com responsabilidade e senso de oportunidade. A IA não substitui a apuração rigorosa, a contextualização, a interpretação crítica dos fatos nem a tomada de decisões éticas. Ela amplia capacidades, automatiza tarefas e oferece novas possibilidades de análise de dados e produção de conhecimento.

O desafio é preparar nossos futuros profissionais para atuar lado a lado com a inteligência artificial, compreendendo seus limites, seus riscos e seu enorme potencial para fortalecer um jornalismo mais qualificado, inovador e comprometido com o interesse público. Acredito que o futuro pertence aos jornalistas que unem repertório humanístico, pensamento crítico, domínio tecnológico e capacidade permanente de aprender e inovar.

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