seg, 25 maio 2026 15:42
Orgulho Unifor: egressa de Ciência da Computação é destaque internacional na tecnologia
Atuando hoje na Organização dos Estados Americanos, Samantha Rodrigues destaca como a formação na Universidade de Fortaleza abriu caminhos para experiências internacionais e projetos inovadores

A trajetória de Samantha de Carvalho Rodrigues mostra como a tecnologia pode atravessar fronteiras e conectar diferentes culturas. Formada em Ciência da Computação pela Universidade de Fortaleza — instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz —, a egressa trabalha atualmente como arquiteta empresarial na Organização dos Estados Americanos (OEA), nos Estados Unidos, onde participa do desenvolvimento da estratégia de inteligência artificial da organização.
Antes da OEA, Samantha também integrou o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), um dos maiores bancos regionais de desenvolvimento a nível mundial, experiência que marcou o início de sua carreira internacional. Segundo ela, a oportunidade surgiu após ser indicada para uma vaga no time de arquitetura do BID. Depois de participar do processo seletivo, recebeu a aprovação e se mudou para os Estados Unidos com um contrato inicial de três anos.
“Eu nunca tinha pensado em morar nos EUA, e o contrato era de três anos, então pensei: ‘vou ali e já volto’. Mas, quando cheguei aqui, fiquei encantada pela diversidade de projetos que existiam no banco e pelas diferentes áreas que se unem para fazer tudo aquilo dar certo”, afirma a egressa da Unifor.
Após o encerramento do contrato no BID, Samantha buscou novas oportunidades em outras organizações internacionais e conseguiu ingressar na OEA, onde encontra-se atualmente atuando com governança tecnológica e inteligência artificial.
Tecnologia, diversidade e crescimento profissional
Trabalhar em organismos internacionais também proporcionou à Samantha experiências culturais que transformaram sua visão de mundo. Para ela, conviver diariamente com pessoas de diferentes nacionalidades é uma das partes mais enriquecedoras da profissão. “Isso é o que mais amo. A diversidade cultural aqui é muito grande. Cheguei falando quase nada de espanhol e, no fim dos três anos, já estava fluente”, conta.
Ela destaca ainda como as relações construídas ao longo da jornada ajudaram no crescimento pessoal. “A maioria dos meus amigos são latinos e muitos do Equador. Acho muito engraçado que os comportamentos familiares que temos no Brasil são iguais aos deles”, comenta.
Mesmo diante dos desafios de viver em outro país, como a saudade da família e a adaptação ao idioma, Samantha afirma que a experiência valeu a pena. “Depois que você organiza onde viver e começa a caminhar por monumentos que só via em filme, é espetacular”, diz.
O seu interesse pela tecnologia começou ainda antes da graduação, motivado pelo universo dos jogos online. Ela entrou no curso de Ciência da Computação imaginando que seguiria nessa área, mas acabou descobrindo novas possibilidades dentro da profissão. “Entrei pensando: ‘vou construir um jogo desses’. Mas aí descobri o desenvolvimento de sistemas e me apaixonei”, relembra.
Durante a graduação na Unifor, participou do desenvolvimento de um jogo voltado para a recuperação de lesões como LER e epicondilite, projeto realizado ao lado da professora Andréia Formico. A experiência marcou sua formação por unir tecnologia e impacto social. “Eu achei fantástico, porque era um jogo para ajudar na recuperação de lesões super comuns de acontecer”, explica.
Além dos projetos acadêmicos, Samantha destaca que as experiências práticas vividas na Universidade de Fortaleza foram fundamentais para construir sua base profissional. Entre as lembranças mais marcantes está o período no Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (NATI) — hoje Diretoria de Tecnologia (DTec) —, onde realizou o primeiro estágio.
“Foi meu primeiro estágio, onde comecei minha experiência no mercado de trabalho. Aprendi muito com meus colegas e líderes”, afirma. A egressa relembra que, entre toda a equipe de pesquisa, foi a única mulher a integrar o grupo, além de destacar as primeiras descobertas nos laboratórios da Universidade.
“Me lembro que, em um laboratório de introdução à computação com o professor Guido Militão, foi a primeira vez que vi um computador aberto. Depois disso, até fiz um curso de hardware, mas percebi que preferia mesmo o desenvolvimento de software”, conta.
Mulheres na tecnologia
Ao longo da carreira, Samantha também enfrentou desafios relacionados à presença feminina na área da tecnologia. Ela recorda que, no início da graduação, era a única mulher em algumas disciplinas. “Lembro que, na minha primeira aula de Álgebra Linear, eu era a única mulher da sala e foi muito estranho”, comenta.
Apesar disso, ela afirma que encontrou ambientes mais inclusivos nas organizações internacionais em que trabalhou. “No BID, eu era liderada por uma mulher e hoje faço parte do time de Governança da OEA, que é 100% formado por mulheres”, destaca. Ao olhar para a própria trajetória, Samantha resume o papel da Universidade de Fortaleza em sua formação.
“A Unifor representa para mim a fundação da minha carreira. Foi onde aprendi a parte teórica e prática da área de tecnologia, onde fiz amigos que tenho até hoje, onde também aprendi a lidar com pessoas e situações diferentes. Enfim, onde as portas do mundo se abrem pra você” — Samantha Rodrigues, egressa do curso de Ciências da Computação
Hoje, acompanhando o crescimento da inteligência artificial no mercado, Samantha tem direcionado seu interesse para projetos ligados à modernização de sistemas e apoio tecnológico. “A inteligência artificial está em alta, e eu tenho gostado de explorar o que ela pode nos proporcionar, desde melhorias de código até projetos que apoiem a missão da organização”, afirma.
Para estudantes que desejam seguir carreira internacional na tecnologia, ela dá dicas: “Primeiramente, aprender inglês. Acho que é fundamental para você conseguir se expor ao mercado internacional e depois ver sua área de interesse e explorar as opções mundo afora. Para quem não tem a facilidade de mudar de país, poderia explorar os trabalhos remotos, que hoje em dia são bem mais fáceis de encontrar”, aconselha.
Estude Ciência da Computação na Unifor em 2026.2
Estudar Ciência da Computação na Unifor é investir em uma formação voltada para inovação, tecnologia e desenvolvimento de soluções computacionais. O curso prepara os estudantes para criar aplicativos, sistemas e ferramentas de software, além de desenvolver pensamento computacional e habilidades para resolver problemas por meio de soluções algorítmicas.
Ao longo da graduação, os alunos aprendem a atuar em equipes multidisciplinares, desenvolver projetos tecnológicos e contribuir para o avanço científico e tecnológico da área da computação com responsabilidade social e inovação.
Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o alcance do ODS 4 – Educação de Qualidade. A Universidade de Fortaleza, assim, assegura a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.