Doe de Coração 2026 chama atenção para o papel da família na doação de órgãos

ter, 1 setembro 2026 11:18

Doe de Coração 2026 chama atenção para o papel da família na doação de órgãos

Fundação Edson Queiroz lançou nesta terça (1º) a 24ª edição da campanha, em solenidade na Biblioteca Unifor


Representante da Central de Transplantes do Ceará, a enfermeira Mônica Maria Paiva discursou sobre a importância do diálogo familiar para a doação de órgãos (Foto: Ares Soares)
Representante da Central de Transplantes do Ceará, a enfermeira Mônica Maria Paiva discursou sobre a importância do diálogo familiar para a doação de órgãos (Foto: Ares Soares)

A Fundação Edson Queiroz — mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor) — iniciou, nesta terça-feira (1º), a campanha Doe de Coração 2026, iniciativa que há 24 anos estimula a doação de órgãos e tecidos no Ceará. O evento, realizado no auditório da Biblioteca Unifor, reuniu gestores, professores, alunos, colaboradores, representantes da saúde, transplantados e convidados.

O público foi recepcionado com apresentação do Coral Unifor, que entoou a música-tema da campanha, “Doador”, de Edinho Vilas Boas e Xico Torres. Em seguida, foram apresentados os integrantes da mesa de abertura do evento:

  • Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação Edson Queiroz;
  • Randal Martins Pompeu, reitor da Unifor; 
  • Mônica Maria Paiva, enfermeira do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC/UFC) e da Central de Transplantes do Ceará;
  • Lia Brasil, diretora do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Unifor; 
  • Lourrany Borges Costa, coordenador da Doe de Coração 2026; 
  • Hélio Rôla, médico e artista visual responsável pela identidade visual da edição.


Da esquerda para a direita: Hélio Rôla (artista visual da Doe de Coração 2026), Lia Brasil (diretora do CCS da Unifor), Randal Pompeu (reitor da Unifor), Lenise Queiroz Rocha (presidente da Fundação Edson Queiroz), Mônica Maria Paiva (enfermeira do Hospital Universitário Walter Cantídio - HUWC/UFC - e da Central de Transplantes do Ceará) e Lourrany Borges Costa (coordenador da Doe de Coração 2026)

Assista ao vídeo abaixo:

Uma campanha que começa pela conversa com a família

Em seu discurso, a presidente Lenise Queiroz Rocha destacou o trabalho conjunto das equipes envolvidas na campanha e ressaltou a participação de Hélio Rôla, cuja trajetória como médico e artista estabelece uma conexão entre saúde e arte. A presidente também agradeceu aos profissionais da saúde, hospitais, Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), Central Estadual de Transplantes do Ceará, instituições parceiras, professores e estudantes da Unifor.


"Que o mês de setembro seja um mês de conscientização, mas também de esperança. Que possamos transformar informação em diálogo e em decisão. Agradeço profundamente a todos que fazem parte desta história. E que possamos, juntos, continuar espalhando uma mensagem que cabe em poucas palavras, mas carrega um significado imenso: Doe de Coração." — Lenise Queiroz Rocha, presidente da Fundação Edson Queiroz

O coordenador da Doe de Coração 2026 e professor de Medicina, Lourrany Borges Costa, destacou que a mobilização em torno da doação começa antes mesmo da decisão de doar. Para ele, o diálogo familiar é fundamental, já que, no Brasil, a autorização para a doação de órgãos cabe à família do potencial doador.


"Você já conversou com sua família sobre a possibilidade de doar seus órgãos? Parece uma atitude pequena, mas não é. No Brasil, não existe carteira de doador. Quem autoriza a doação é sempre a família. E hoje, quase metade das famílias abordadas no nosso país diz não. Não por convicção contrária, mas porque nunca soube o que a pessoa amada desejava. É por isso que a campanha existe, para haver uma conversa entre os familiares sobre esse assunto." — Lourrany Borges Costa, médico, coordenador da Doe de Coração 2026 e professor do curso de Medicina da Unifor

A programação também contou com a participação de Mônica Maria Paiva Lima, enfermeira do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC/UFC) e da Central de Transplantes do Ceará. Em sua fala, ela abordou a evolução da estrutura de transplantes no Estado e destacou a atuação conjunta de hospitais, equipes de saúde, associações de pacientes e instituições de ensino.


“Quando uma família é preparada para compreender a doação de órgãos, principalmente por meio de ações realizadas em escolas e universidades, ela chega a esse momento com mais informação e consciência. Isso faz toda a diferença quando ocorre uma situação de morte encefálica e a família precisa tomar uma decisão tão importante.” — Mônica Maria Paiva, enfermeira do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC/UFC) e da Central de Transplantes do Ceará

Durante a abertura da Doe de Coração 2026, a organização internacional World Marrow Donor Association (WMDA) homenageou a Fundação Edson Queiroz pelo compromisso e pela contribuição para o fortalecimento da doação e do transplante de medula óssea. Na ocasião, a WMDA esteve representada pelo historiador Adauto Júnior e pelo presidente do Fortaleza Esporte Clube, José Rolim Machado, responsáveis pela entrega da honraria à presidente da FEQ, Lenise Queiroz Rocha, e ao reitor da Unifor, professor Randal Martins Pompeu.


Da esquerda para a direita: José Rolim Machado (presidente do Fortaleza E.C), Lenise Queiroz Rocha (presidente da Fundação Edson Queiroz), Randal Pompeu (reitor da Unifor) e Adauto Júnior (representante da WMDA)

Identidade visual pelo talento do artista Hélio Rôla

A edição 2026 da Doe de Coração conta com o protagonismo do artista cearense, Hélio Rôla, que assina a identidade visual da campanha. Médico de formação e artista com trajetória reconhecida, ele desenvolveu a marca a partir de uma analogia própria entre arte, ciência e vida.

“Como tenho desenhado muitas florestas ultimamente, percebi que a ideia de conexão, da vegetação e desse circuito autônomo da vida poderia dialogar com a campanha. Quando recortei o formato do coração e o inseri no desenho, vi que essa conexão acontecia naturalmente." — Hélio Rôla, médico e artista visual da Doe de Coração 2026

Mais sobre a Doe de Coração 2026

Ao longo de setembro, a Doe de Coração 2026 contará com jornadas médicas, ações de cadastro de medula óssea e doação de sangue, atividades de conscientização na Unifor e em hospitais, além de iniciativas em espaços públicos de Fortaleza. A programação amplia o acesso à informação e estimula o diálogo sobre a doação de órgãos, sangue e medula óssea.

Fotos: Ares Soares

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