Equipe da Unifor conquista sete prêmios em competição internacional de jogos

qui, 28 maio 2026 15:34

Equipe da Unifor conquista sete prêmios em competição internacional de jogos

Grupo formado por integrantes do Vortex foi destaque na Game Jam + com o jogo “Still Me”, que aborda deficiência e saúde mental 


Competição internacional reuniu participantes de mais de 50 países e é considerada a “Copa do Mundo de Criação de Jogos” (Foto: Ares Soares)
Competição internacional reuniu participantes de mais de 50 países e é considerada a “Copa do Mundo de Criação de Jogos” (Foto: Ares Soares)

A equipe intitulada "Gato Alienígena", formada por integrantes do Vortex, laboratório de formação e inovação da Universidade de Fortaleza, instituição de ensino da Fundação Edson Queiroz, conquistou sete premiações na edição 2025/2026 da Game Jam +, competição internacional de desenvolvimento de jogos conhecida como a “Copa do Mundo de Criação de Jogos”. A premiação ocorreu no último dia 14 de maio, em Brasília.

O grupo foi formado pelos alunos do curso de Ciências da Computação e estagiários do Vortex: João Igor Vidal, Amanda Lira e Raquel Albuquerque. Além do egresso do curso e agora tech lead no laboratório da Universidade, Felipe Cassiano Barbosa.

A equipe foi reconhecida internacionalmente ao conquistar o primeiro lugar mundial nas categorias “Diverse by Design”, destinada a equipes com pelo menos 40% de integrantes pertencentes a grupos minoritários; “Campus Mode”, voltada para equipes formadas majoritariamente por estudantes universitários; e “Melhor Jogo por Estado – Ceará”.

Além disso, o grupo alcançou o segundo lugar mundial nas categorias “Ready to Launch”, que avalia o nível de preparação do jogo para lançamento no mercado; “Melhor Narrativa”; e “Melhor Jogo de PC”.

No cenário nacional, a equipe também garantiu o segundo lugar na categoria “Melhor Jogo do Brasil”.
 

Desenvolvimento e reconhecimento internacional

A Game Jam + reúne participantes de mais de 50 países e possui duração de sete meses, passando por etapas de idealização, incubação, aceleração e final internacional. Durante as primeiras 48 horas de competição, as equipes precisam criar um protótipo jogável e apresentar um pitch do projeto. Ao longo do processo, os participantes recebem mentorias e passam por avaliações eliminatórias até a etapa final.

Para o professor da Unifor e coordenador do Vortex, Joel Sotero, o desempenho da equipe demonstra o potencial criativo e técnico dos estudantes. “A Game Jam + é uma competição internacional, com equipes de diversos países, e chegar à final com esse desempenho mostra a qualidade técnica, criativa e narrativa do trabalho desenvolvido pela equipe Gato Alienígena”, afirma.

Segundo Joel, a conquista também reforça o papel da universidade na formação prática e interdisciplinar dos alunos. “Premiações como essa mostram que a universidade não apenas forma profissionais tecnicamente qualificados, mas também pessoas capazes de propor soluções criativas, sensíveis e socialmente relevantes."

Jogo produzido pela equipe, Still Me (Foto: Reprodução)

Do Vortex para o cenário global dos games

Para Felipe Barbosa, egresso de Ciência da Computação e responsável pelo desenvolvimento técnico do jogo, a trajetória até a final foi marcada por surpresa e superação. “Não esperávamos chegar tão longe, e ir até a final ganhando sete prêmios é um sentimento novo, único”, afirma o hoje tech lead do Vortex.

Além da programação do jogo, o projeto também contou com o trabalho do aluno de Computação, João Igor Vidal, responsável pela parte audiovisual, pitches e trilha sonora do jogo. Segundo ele, o reconhecimento foi ainda mais significativo pela recepção do público à narrativa do Still Me. 

“Recebemos muitos feedbacks de pessoas que se identificaram com o Rafael. Uma mulher trans entrou em contato conosco dizendo que também passou por um momento de perda de identidade e recuperação”, comenta João Igor.

Também aluna do curso, Raquel Albuquerque, atuou como game designer e diretora do projeto, sendo responsável pela construção da narrativa, das mecânicas e da experiência do jogador. Ela também trabalhou na produção artística do jogo ao lado da equipe de pixel art.

Para ela, o reconhecimento conquistado pela equipe representa um avanço importante para o cenário de desenvolvimento de jogos no Ceará. “Ver um jogo feito por uma equipe do Ceará sendo reconhecido nacionalmente desse jeito dá uma sensação muito forte de que a gente está sendo visto”, afirma. 

Já a aluna de Computação, Amanda Lira, foi responsável pela direção artística do projeto, criando personagens, pixel arts, animações e ilustrações utilizadas na divulgação do jogo. Para ela, a premiação representa reconhecimento em um mercado ainda em crescimento no Brasil. “Esse tipo de visibilidade e reconhecimento nos traz esperança e mostra que talvez o sonho não seja algo tão distante da realidade”, afirma.

Formação e impacto social

Além das premiações, os integrantes destacam a experiência de networking proporcionada pela competição, que aproximou os participantes de estúdios, investidores e profissionais da indústria de jogos digitais. 

Para Joel Sotero, experiências como a Game Jam + permitem que os alunos desenvolvam não apenas habilidades técnicas, mas também competências ligadas à criatividade, trabalho em equipe e visão de mercado. “O Still Me mostra como os jogos podem ir além do entretenimento e se tornar também uma ferramenta de sensibilização, expressão artística e impacto social”, conclui o professor.

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