Quando o amor pelos livros se torna propósito de vida

qui, 12 março 2026 16:20

Quando o amor pelos livros se torna propósito de vida

Neste Dia do Bibliotecário, conheça a história de profissionais que ligam a comunidade acadêmica a um dos mais qualificados acervos do ensino superior no Brasil


Dayanne Gomes, Gabriela Alves e Ana Wanessa, as guardiãs do conhecimento na Unifor (Foto: Clara Soeiro)
Dayanne Gomes, Gabriela Alves e Ana Wanessa, as guardiãs do conhecimento na Unifor (Foto: Clara Soeiro)

Em meio às estantes da Biblioteca da Universidade de Fortaleza (Unifor) — instituição da Fundação Edson Queiroz —, histórias de conhecimento se acumulam em milhares de páginas. Mas, por trás de cada obra organizada, preservada ou indicada a um estudante, existem profissionais que transformaram a paixão pelos livros em uma verdadeira missão.

Na Unifor, o trabalho vai muito além de catalogar títulos ou orientar pesquisas. Trata-se de mediar o encontro entre pessoas e conhecimento, apoiar a formação acadêmica e preservar memórias culturais. É nesse cenário que Dayanne Araújo, Gabriela Alves Gomes e Ana Wanessa Bastos revelam como o amor pelos livros pode se transformar em propósito de vida.

Dayanne Araújo e o papel de capacitar o corpo discente

Desde 2022, Dayanne Araújo integra a equipe da Biblioteca Unifor, com atuação no Setor de Apoio ao Ensino e à Cultura. Para ela, trabalhar na instituição representa a realização de um projeto profissional marcado pelo aprendizado constante e pelo contato direto com a comunidade acadêmica.

No dia a dia, a bibliotecária participa de diversas frentes de atuação: ministra capacitações sobre normas acadêmicas e pesquisa científica, auxilia estudantes na normalização de trabalhos e contribui para a gestão do acervo de periódicos. Também participa da organização de ações culturais ligadas à Coleção Rachel de Queiroz e à Cordelteca Maria das Neves Baptista Pimentel, espaços que valorizam a cultura nordestina.


“Ser bibliotecária é atuar no acesso qualificado à informação. Nosso trabalho envolve orientar as pessoas sobre como pesquisar melhor, quais ferramentas utilizar e como localizar fontes confiáveis”
 — Dayanne Araújo, bibliotecária do Setor de Apoio ao Ensino e à Cultura da Biblioteca Central

Dayanne enche o coração de orgulho ao refletir sobre sua relação com a profissão e escolhe uma palavra que traduz seu modo de atuação. “Se eu tivesse que definir minha relação com a biblioteconomia em uma palavra, seria ‘estratégia’. Grande parte do nosso trabalho está em pensar as melhores formas de acessar, organizar e utilizar a informação”, destaca. 

Gabriela Alves, elo entre o conhecimento e as pessoas

A trajetória de Gabriela Alves na Unifor começou em 2012. Ao longo de mais de uma década de atuação na Universidade, a bibliotecária construiu uma carreira marcada pelo compromisso com a disseminação do conhecimento e com o fortalecimento da pesquisa acadêmica.

Hoje, Gabriela atua no Conselho Superior de Editoração (CSE), setor responsável por apoiar processos editoriais e pela circulação da produção científica. Para ela, trabalhar em um ambiente universitário significa contribuir diretamente para a formação intelectual de estudantes e pesquisadores.

“A nossa profissão é uma ponte entre o conhecimento e as pessoas. É facilitar caminhos para que estudantes, professores e pesquisadores encontrem respostas, desenvolvam ideias e ampliem suas perspectivas de mundo”, explica.

A escolha pela profissão nasceu da relação próxima com os livros e com o universo da educação — área que também dialoga com sua formação em Pedagogia. “Sempre enxerguei nos livros uma porta aberta para novas descobertas, reflexões e aprendizados”, conta.


“Costuma-se dizer que somos guardiãs do conhecimento, mas acredito que nosso papel vai além disso. Também atuamos como mediadoras e incentivadoras da busca pelo saber, orientando estudantes e pesquisadores na procura por informações confiáveis, apresentando novas fontes de pesquisa e estimulando o pensamento crítico" Gabriela Alves, bibliotecária do Conselho Superior de Editoração (CSE)

Ana Wanessa Bastos, a guardiã da memória e dos livros raros

Há quase nove anos na Unifor, Ana Wanessa Bastos construiu uma história marcada pelo cuidado com o patrimônio bibliográfico da instituição. Sua história na universidade começou em 2017, no Setor de Empréstimos da Biblioteca, no qual participou de projetos importantes e acompanhou transformações estruturais do espaço.

Dois anos depois, um novo desafio ampliou sua experiência profissional: atuar na Biblioteca Acervos Especiais, setor dedicado à preservação de obras raras e documentos históricos. Desde então, a bibliotecária se dedica à conservação de materiais bibliográficos e ao trabalho de mediação cultural junto à comunidade acadêmica e ao público visitante.

Além das atividades técnicas de preservação e restauro, Ana Wanessa também participa de visitas guiadas e de projetos culturais, como “Expedições Literárias”, iniciativa que aproxima estudantes e pesquisadores de obras históricas. O contato com livros raros fortalece ainda mais sua relação com a profissão.


“A decisão de me tornar bibliotecária veio de uma paixão por bibliotecas, por livros e pelo conhecimento. Frequentava bibliotecas desde a escola e sempre conversava com as bibliotecárias. Tempos depois, resolvi ser uma delas” Ana Wanessa Bastos, bibliotecária responsável pela Biblioteca Acervos Especiais

Próxima a completar uma década de Unifor, Wanessa diz ter se tornado como uma profissional dinâmica, versátil e especializada. "Além de conservar o conhecimento e desempenhar um papel de guardiã, o bibliotecário organiza, gerencia, seleciona e orienta o uso da informação. O papel central da nossa profissão é mediar o acesso ao conhecimento", conclui.

Mais sobre a Biblioteca Unifor

A Biblioteca Unifor destaca-se como um dos maiores e mais qualificados acervos entre as universidades particulares das regiões Norte e Nordeste. Com uma área de aproximadamente 5 mil m², o espaço oferece ambientes climatizados e áreas com ventilação natural voltadas ao estudo individual e em grupo.

Entre os diferenciais, está a Coleção Rachel de Queiroz, aberta à visitação no primeiro piso da Biblioteca. O acervo reúne cerca de 3.100 itens, entre livros e periódicos que pertenceram à escritora cearense. Outro espaço de destaque é a Cordelteca Maria das Neves Baptista Pimentel, inaugurada em 2019 e dedicada à preservação e valorização da literatura de cordel. 

Além da diversidade de acervos, a Biblioteca Unifor também desenvolve ações voltadas ao apoio acadêmico dos estudantes. Entre elas estão capacitações sobre normas de trabalhos acadêmicos e orientação para pesquisa científica, que auxiliam na elaboração de artigos, monografias e demais produções universitárias.

O espaço conta ainda com ambientes especializados, como a videoteca, ampliando as possibilidades de estudo por meio de diferentes suportes e recursos informacionais.


Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o alcance da ODS 4 – Educação de Qualidade.

A Universidade de Fortaleza, assim, assegura a educação inclusiva e equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.