qua, 10 junho 2026 14:10
Unifor reposiciona Moema e transforma mascote em personagem multimídia conectada à nova geração
Resultado de pesquisa, design e estratégia, a nova Moema amplia sua conexão com a comunidade acadêmica

A mascote da Unifor, Moema, foi lançada em 2016 como um alter-ego da Universidade de Fortaleza (Unifor), mantida pela Fundação Edson Queiroz, nas mídias digitais, com a proposta de dinamizar a presença institucional nas redes sociais. A ideia era justamente informar, interagir e comunicar com mais leveza, personalidade e proximidade. A Unifor precisava de algo que conversasse de forma mais direta com seu público, então a Moema veio para humanizar essa relação.
Dez anos depois, a personagem entra em uma nova fase. Em 2026, a Moema passou por um redesign que modernizou completamente sua estética e ampliou sua presença dentro da comunicação institucional, transformando a mascote em uma personagem digital, multimídia e ainda mais conectada às novas gerações.
(Imagem: Divulgação)
“Percebemos uma renovação no perfil dos nossos alunos. Hoje, muitos chegam mais jovens à universidade e estamos cada vez mais próximos também do público do ensino médio. Essa geração ainda se conecta muito com o lúdico, com personagens e experiências mais afetivas. Entendemos que a Moema tinha potencial para ressoar ainda mais nesse novo contexto”, destaca Felipe Ferreira, coordenador de Criação da Unifor.
O redesign foi desenvolvido por Felipe Ferreira, pelo ilustrador Thiago Bruno, e por Janaina Moreira, aluna de Design estagiária de Criação, em parceria com o LAB 365. Segundo Felipe, o laboratório teve um papel estratégico em toda a construção do projeto, contribuindo com pesquisas sobre comportamento digital, linguagem das redes sociais e perfil do público jovem.
(Foto: Divulgação)
“O LAB 365 nos subsidiou com informações muito precisas sobre persona, comportamento e consumo de conteúdo. Isso ajudou bastante na tomada de decisões dessa nova fase”, explica Felipe Ferreira.
A partir dessas análises, a nova Moema ganhou mais expressividade, carisma e dinamismo, com traços alinhados à linguagem visual consumida atualmente nas plataformas digitais. O trabalho começou ainda no fim de 2025 e passou por diversas etapas de pesquisa, escuta interna e um desenvolvimento criativo.
Responsável pela nova identidade visual da personagem, o ilustrador Thiago Bruno buscou construir uma Moema mais viva e próxima do público, reafirmando a proposta de trazer mais personalidade, expressividade e conexão com o público jovem.
Thiago Bruno, ilustrador (Foto: Arquivo Pessoal)
A aluna Janaína Moreira foi responsável por desenvolver as peças visuais que apresentaram oficialmente a nova Moema durante a última Feira de Profissões Unifor. A personagem passou a ocupar diferentes espaços da experiência universitária, desde o ambiente físico do campus até os conteúdos digitais publicados nas redes sociais.
Janaína Moreira, aluna de Design e estagiária de Criação (Foto: Arquivo Pessoal)
Mais do que uma mascote institucional, a Moema agora é definida pela equipe como uma personagem “figital”: física, digital e social ao mesmo tempo. Ela interage presencialmente com estudantes, aparece em conteúdos digitais e cria conexões emocionais com a comunidade acadêmica.
Equipe do LAB 365 (Foto: Arquivo Pessoal)
“As pessoas querem encontrar a Moema, tirar fotos, abraçar, interagir. Isso mostra que ela ultrapassou o papel de mascote e se tornou uma personagem viva dentro do imaginário da nossa comunidade”, afirma Felipe.
O reposicionamento também marca uma mudança estratégica na comunicação da universidade. A ideia é que a personagem deixe de atuar apenas como elemento visual e passe a funcionar como uma verdadeira plataforma de conteúdo voltada para o entretenimento, informação e conexão com futuros universitários.
“O principal movimento foi ampliar a narrativa da personagem. A Moema passa a ter identidade própria, linguagem própria e presença ativa nas redes sociais. Tudo isso para aproximar ainda mais a nova geração da experiência universitária da Unifor através de uma conexão mais afetiva, leve e contemporânea”, conclui Felipe.