Entrevista Nota 10: Olívia Bessa e a pesquisa como ferramenta transformadora da educação médica

seg, 20 julho 2026 15:42

Entrevista Nota 10: Olívia Bessa e a pesquisa como ferramenta transformadora da educação médica

A médica pediatra traça um panorama da educação médica no Brasil e explica a relevância da pesquisa científica na área, além de detalhar como a graduação e a pós-graduação da Unifor formam profissionais de excelência


Mestre em Patologia das Doenças Tropicais e doutora em Pediatria, Olívia é especialista em Educação para as Profissões da Saúde e docente do curso de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Unifor (Foto: Ares Soares)
Mestre em Patologia das Doenças Tropicais e doutora em Pediatria, Olívia é especialista em Educação para as Profissões da Saúde e docente do curso de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Unifor (Foto: Ares Soares)

Vital para a manutenção da saúde e do bem-estar da sociedade, o profissional de medicina percorre um longo caminho formativo até conseguir atuar em clínicas, consultórios e diferentes níveis de atenção à saúde. O processo de “construção” desses médicos exige um rigoroso acompanhamento não só no desenvolvimento de habilidades técnicas e interpessoais, mas também na própria forma como o conhecimento é transmitido.

É por essa razão que a pesquisa em educação médica surge como uma ferramenta valiosa para a transformação acadêmica e profissional da medicina. Segundo a médica pediatra Olívia Bessa, diretora da Pós-Graduação em Saúde da Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), esse ramo da ciência busca compreender como a educação médica funciona, para quem, em quais condições e com quais resultados.

“Essa preocupação com o contexto é essencial, porque a aprendizagem ocorre em ambientes complexos, envolvendo estudantes, professores, pacientes, equipes multiprofissionais e diferentes cenários de prática. É justamente essa produção de evidências que permite aperfeiçoar continuamente a formação médica e aproximar cada vez mais o ensino das necessidades da sociedade e do sistema de saúde”, pontua.

Docente do curso de Medicina e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas (PPGCM) da Universidade de Fortaleza — instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz —, ela acredita que, quando a pesquisa retorna para a sala de aula e para os cenários de prática, cria-se um ciclo virtuoso de melhoria contínua.

“A universidade passa a aprender com sua própria experiência e a aperfeiçoar permanentemente a formação médica. Essa é uma das grandes contribuições da pesquisa em educação médica: transformar a prática docente em conhecimento científico e esse conhecimento em inovação educacional”, afirma.

Graduada em Medicina e mestre em Patologia das Doenças Tropicais pela Universidade Federal do Ceará (UFC), Olívia é doutora em Pediatria pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e especialista em Educação para as Profissões da Saúde pela Foundation for Advancement of International Medical Education and Research (FAIMER).

Em sua trajetória, acumula rica experiência na concepção, estruturação e implantação de cursos formativos na área médica em diferentes instituições, como a Residência de Medicina de Família e Comunidade da ESP/CE e a graduação em Medicina da Unifor. Em ambas, foi a primeira coordenadora. Também coordenou o Núcleo de Pesquisa do Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), onde atuou como médica assistente e preceptora de pediatria.

Entre os principais campos de interesse de Olívia estão desenvolvimento docente, gestão acadêmica, desenho curricular, avaliação de estudantes e programas. Hoje foca nas linhas de pesquisa sobre Estudos Clínicos em Ciências Médicas e Educação e Desenvolvimento Profissional em Ciências Médicas.

Na Entrevista Nota 10 desta semana, ela traça um panorama da educação médica no Brasil e explica a relevância da pesquisa científica na área, além de detalhar como a graduação e a pós-graduação da Unifor formam profissionais de excelência.

Leia a entrevista na íntegra a seguir.

Entrevista Nota 10 — A educação médica é um campo de pesquisa relativamente recente se comparado a outras áreas da medicina. Como ela se consolidou como uma área científica e sobre o que ela trata? O que diferencia uma pesquisa em educação médica de outros tipos de pesquisa na medicina?

Olívia Bessa — A educação médica acompanha a formação de médicos há séculos, mas sua consolidação como campo científico é relativamente recente. Durante muito tempo, o ensino foi baseado predominantemente na experiência dos professores, na tradição e em modelos que eram reproduzidos sem que sua efetividade fosse investigada de forma sistemática. Nas últimas décadas, esse cenário mudou significativamente, com a criação de programas de pós-graduação, grupos de pesquisa, periódicos especializados e sociedades científicas dedicadas ao estudo da formação dos profissionais da saúde.

Um marco importante dessa evolução ocorreu em 1999, quando Ronald Harden e colaboradores propuseram o conceito de Best Evidence Medical Education (BEME), defendendo que as decisões sobre ensino deveriam ser fundamentadas nas melhores evidências científicas disponíveis, de forma semelhante ao movimento da Medicina Baseada em Evidências. Essa perspectiva representou uma mudança de paradigma, buscando evidências que realmente produzem os melhores resultados de aprendizagem e desenvolvimento profissional.

Hoje, a educação médica baseada em evidências orienta o planejamento curricular, a escolha das metodologias de ensino, os processos de avaliação, o desenvolvimento docente e a implementação de inovações educacionais. Esse campo investiga como médicos e outros profissionais da saúde aprendem e se desenvolvem ao longo da sua formação, da graduação, residência, pós-graduação até a educação permanente. Abrange temas como currículo, metodologias ativas, avaliação da aprendizagem e dos programas educacionais, formação por competências, desenvolvimento docente, identidade profissional, simulação clínica, inteligência artificial, bem-estar de estudantes e residentes, integração ensino-serviço, diversidade, inclusão e responsabilidade social das escolas médicas, dentre outros.

A principal diferença em relação às demais pesquisas na medicina está no objeto de investigação. Enquanto uma pesquisa clínica procura responder, por exemplo, se um medicamento ou uma intervenção terapêutica é eficaz, a pesquisa em educação médica busca compreender como as pessoas aprendem, quais estratégias favorecem o desenvolvimento de competências e como os diferentes contextos educacionais influenciam esse processo. Para isso, utiliza desenhos metodológicos semelhantes aos da pesquisa clínica: observacionais, experimentais e quase experimentais, além de métodos quantitativos, qualitativos e mistos.

Mais do que perguntar se uma estratégia de ensino funciona, a pesquisa em educação médica procura compreender como ela funciona, para quem, em quais condições e com quais resultados. Essa preocupação com o contexto é essencial, porque a aprendizagem ocorre em ambientes complexos, envolvendo estudantes, professores, pacientes, equipes multiprofissionais e diferentes cenários de prática. É justamente essa produção de evidências que permite aperfeiçoar continuamente a formação médica e aproximar cada vez mais o ensino das necessidades da sociedade e do sistema de saúde.

Entrevista Nota 10 — Quais descobertas recentes na área de educação médica têm potencial para transformar a formação dos futuros médicos? Existe algum consenso científico sobre quais estratégias realmente melhoram a aprendizagem dos estudantes de Medicina?

Olívia Bessa — Acredito que a principal transformação da educação médica contemporânea não seja tecnológica, mas conceitual. O foco deixou de ser a transmissão de conhecimentos para concentrar-se no desenvolvimento de competências necessárias ao exercício profissional. Hoje, espera-se que o estudante de medicina não apenas tenha conhecimento sobre diagnóstico e tratamento de doenças, mas seja capaz de integrar conhecimentos, habilidades e atitudes para resolver problemas complexos, comunicar-se de forma efetiva, trabalhar em equipe, tomar decisões fundamentadas em evidências e oferecer um cuidado seguro, ético e centrado na integralidade da pessoa, considerando aspectos biológicos, sociais, culturais.

Nesse contexto, ganham cada vez mais relevância currículos e abordagens educacionais baseados em competências, simulação clínica, aprendizagem no ambiente de trabalho e avaliação programática. Outro tema que vem transformando rapidamente a educação médica é a inteligência artificial. Seu uso, entretanto, precisa ser crítico, ético e responsável. 

Outro aspecto que considero fundamental é preparar o futuro médico para aprender continuamente ao longo da vida. Vivemos um cenário em que o conhecimento científico se renova em ritmo muito acelerado. Mais do que memorizar informações, o estudante precisa desenvolver autonomia, pensamento crítico, capacidade de buscar, analisar e aplicar evidências científicas ao longo de toda a vida profissional. 

A formação médica não termina com a graduação nem com a residência. O que diferencia um bom profissional é sua capacidade de continuar aprendendo ao longo da vida. Desenvolver essa autonomia, aprender a aprender, é uma das competências mais importantes da educação médica contemporânea, pois prepara o médico para acompanhar a evolução científica, incorporar novas evidências à prática clínica e responder às necessidades de saúde de uma sociedade em constante transformação.

Existe, sim, um consenso científico sobre alguns princípios que favorecem a aprendizagem. Sabemos que os estudantes aprendem melhor quando participam ativamente do processo, resolvem problemas reais, em um contexto, têm oportunidades de prática, recebem feedback frequente e de qualidade, refletem sobre seu desempenho e podem corrigir suas próprias ações. A simulação clínica é um bom exemplo: ela permite desenvolver habilidades técnicas, comunicação, trabalho em equipe e tomada de decisão em ambiente seguro, favorecendo o aprendizado antes do contato com pacientes.

As evidências apontam para alguns princípios que favorecem a aprendizagem. As estratégias mais efetivas são aquelas que promovem a participação ativa do estudante, integram conhecimentos básicos, clínicos e das ciências humanas, articulam teoria e prática desde os primeiros anos da formação e favorecem a aprendizagem em contextos reais de cuidado. Também se destacam as metodologias que valorizam a educação baseada no local de trabalho e a integração ensino-serviço-comunidade, estimulam o raciocínio clínico, a tomada de decisão, o trabalho em equipe, a comunicação e a reflexão crítica sobre a prática. 

Nesse processo, a avaliação formativa e o feedback contínuo desempenham papel essencial, permitindo ao estudante reconhecer suas potencialidades, identificar oportunidades de melhoria e assumir protagonismo em sua aprendizagem. Uma boa metodologia de ensino é aquela que cria oportunidades para que o estudante aprenda de forma significativa, desenvolva autonomia para aprender ao longo da vida e esteja preparado para responder, com competência técnica, ética e humanizada, às necessidades de saúde das pessoas e da sociedade.

Por isso, acredito que a grande inovação não está em adotar uma metodologia específica, mas em construir experiências de aprendizagem coerentes, nas quais objetivos, estratégias educacionais e avaliação estejam alinhados. 

Entrevista Nota 10 — De que forma a pesquisa em educação médica pode contribuir para melhorar a qualidade da assistência prestada aos pacientes e a atuação desses profissionais? É possível afirmar que investir em pesquisa sobre educação médica também é investir na saúde da população?

Olívia Bessa — Sem dúvida. O modelo como formamos os profissionais de saúde influencia diretamente a qualidade do cuidado prestado à população. Uma formação médica de excelência, baseada em evidências e orientada para o desenvolvimento de competências, tende a formar profissionais mais preparados, capazes de responder aos desafios contemporâneos da sociedade e do Sistema Único de Saúde (SUS).

É justamente nesse contexto que a pesquisa em educação médica assume um papel estratégico. Ela permite identificar quais estratégias educacionais promovem os melhores resultados de aprendizagem, quais competências precisam ser fortalecidas, quais fragilidades nos currículos e como os diferentes ambientes de formação influenciam o desenvolvimento profissional. Pode, por exemplo, demonstrar se a simulação melhora o desempenho clínico em situações críticas ou se a inserção precoce dos estudantes nos serviços de saúde amplia a compreensão das necessidades da comunidade.

A literatura demonstra que uma formação de qualidade está associada a profissionais mais competentes, mais seguros e preparados para enfrentar a complexidade do cuidado em saúde. Ao produzir evidências que orientam o aperfeiçoamento dos currículos, das metodologias de ensino, da avaliação e da formação docente, contribuímos para formar profissionais mais qualificados. Esses profissionais, por sua vez, impactam positivamente a qualidade da assistência, o desempenho dos serviços de saúde e, em última instância, os indicadores de saúde da população.

Entrevista Nota 10 — Você atua como docente há quase 30 anos. Como percebe a transformação das práticas em educação médica no Brasil e, especialmente, no Ceará? A pesquisa e as inovações científicas e tecnológicas passaram a ter outro peso no processo de ensino-aprendizagem?

Olívia Bessa — Quando iniciei minha trajetória docente, em 1997, o ensino médico ainda era fortemente centrado no professor, na transmissão de conteúdos e na aprendizagem baseada no ambiente hospitalar. As disciplinas eram frequentemente organizadas de maneira fragmentada e o estudante tinha contato com pacientes nos cenários de prática somente a partir do terceiro ano do curso. 

Ao longo dessas quase três décadas, acompanhei uma mudança muito significativa. O estudante passou a ocupar uma posição central e a formação começou a valorizar as competências inter e intrapessoais, além das competências técnicas-científicas. A integração entre diferentes áreas do conhecimento, a inserção precoce nos cenários de prática, o trabalho em equipe, a formação orientada por competências e o compromisso social da escola médica passaram a ser essenciais na formação médica. 

No Ceará, vivenciamos uma importante expansão das escolas médicas e dos programas de residência. Esse movimento ampliou as oportunidades de formação, mas também trouxe a responsabilidade de assegurar qualidade, infraestrutura, desenvolvimento docente e integração efetiva entre as instituições formadoras e o Sistema Único de Saúde. 

A pesquisa e a tecnologia passaram a ocupar um novo lugar na educação médica. Hoje, contamos com recursos como simulação clínica, pacientes padronizados, ambientes virtuais de aprendizagem, plataformas digitais, avaliação estruturada de habilidades clínicas e, mais recentemente, inteligência artificial.

Paralelamente, a pesquisa em educação médica consolidou um importante movimento em direção à educação baseada em evidências, demonstrando que as decisões sobre currículo, metodologias de ensino, processos de avaliação e desenvolvimento docente devem ser fundamentadas nas melhores evidências científicas disponíveis, e não apenas na tradição ou na experiência individual do professor.

Entrevista Nota 10 — O curso de Medicina da Unifor utiliza o método PBL e apresenta uma matriz curricular 69% prática. De que maneira esses diferenciais transformam a atuação dos futuros profissionais? Qual é a importância de aproximar a pesquisa em educação médica da sala de aula?

Olívia Bessa — Acredito que o grande diferencial do curso de Medicina da Unifor não está apenas na adoção de uma metodologia inovadora como Aprendizagem Baseada em Problemas [PBL, na sigla em inglês] ou na elevada carga horária prática. Está na coerência e na evolução do seu projeto pedagógico. Desde sua criação, o curso foi concebido com metodologias ativas, currículo integrado e inserção precoce nos cenários de prática. Mais recentemente, evoluiu para um currículo orientado por sistemas e serviços de saúde, em sintonia com as principais tendências da educação médica da atualidade e com as novas Diretrizes Curriculares Nacionais.

Essa evolução preserva os princípios do PBL, como o protagonismo do estudante, a aprendizagem baseada em problemas e a integração entre teoria e prática, mas amplia a formação para além da discussão de casos. O estudante passa a aprender inserido nos sistemas e serviços de saúde, acompanhando linhas de cuidado, compreendendo a organização do SUS, os determinantes sociais da saúde e as necessidades reais das pessoas e das comunidades. A formação passa a desenvolver competências para atuar em contextos complexos, trabalhando em equipe, comunicando-se de forma efetiva, tomando decisões fundamentadas em evidências e oferecendo um cuidado centrado na pessoa.

Nesse contexto, a matriz curricular com um grande percentual de atividades práticas representa uma concepção de aprendizagem baseada na experiência, em que o estudante participa, desde os primeiros semestres, de vivências progressivas e supervisionadas nos diferentes cenários e níveis de atenção à saúde. Aprende refletindo sobre sua prática, recebendo feedback e construindo sua identidade profissional em contato permanente com pacientes, famílias, comunidades e equipes multiprofissionais.

Outro aspecto que considero um diferencial da Unifor é o investimento permanente na formação e no desenvolvimento de docentes. As evidências mostram que currículos inovadores dependem de professores preparados para atuar como facilitadores da aprendizagem, oferecer feedback qualificado, avaliar competências e transformar os cenários de prática em ambientes de desenvolvimento profissional. A qualidade da formação está diretamente relacionada à qualidade de quem ensina e acompanha o estudante.

É justamente nesse ponto que a pesquisa em educação médica se torna indispensável. Ela permite avaliar se as estratégias adotadas realmente promovem o desenvolvimento das competências esperadas, identificar oportunidades de aprimoramento e orientar decisões curriculares com base em evidências. Quando a pesquisa retorna para a sala de aula e para os cenários de prática, cria-se um ciclo virtuoso de melhoria contínua. A universidade passa a aprender com sua própria experiência e a aperfeiçoar permanentemente a formação médica. Essa é uma das grandes contribuições da pesquisa em educação médica: transformar a prática docente em conhecimento científico e esse conhecimento em inovação educacional. 

Entrevista Nota 10 — Quais contribuições os estudos desenvolvidos no Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas (PPGCM) da Unifor têm oferecido para a comunidade científica e para a formação de profissionais de saúde? Como o programa se destaca nessa área?

Olívia Bessa — O Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Unifor se destaca por integrar a pesquisa clínica, translacional e o ensino na saúde. Nessa última área, o programa estruturou uma linha de pesquisa específica em Educação e Desenvolvimento Profissional em Ciências Médicas, voltada para o estudo dos processos de ensino-aprendizagem, desenvolvimento docente, planejamento e avaliação curricular, liderança educacional e formação de profissionais de saúde baseada em evidências. Trata-se de um diferencial relevante no cenário nacional, uma vez que ainda são relativamente poucos os programas de pós-graduação que possuem uma linha de pesquisa estruturada e dedicada especificamente à Educação para as Profissões da Saúde.

O PPGCM oferece aos mestrandos uma formação específica na área de educação, por meio de disciplinas que abordam os fundamentos da educação das profissões da saúde, metodologias de ensino-aprendizagem, avaliação e pesquisa em educação. O programa contribui para a formação de profissionais capazes de pesquisar a própria prática, interpretar evidências e liderar processos de mudança. Esse aspecto é especialmente importante, porque muitos pós-graduandos já atuam nos serviços de saúde, universidades e programas de residência. O conhecimento produzido pode alcançar rapidamente a formação de novos profissionais e os cenários de prática assistencial.

As pesquisas desenvolvidas partem de desafios concretos vivenciados na graduação, nos programas de residência e na educação permanente dos profissionais de saúde. São investigados temas como currículo baseado em competências, avaliação da aprendizagem e dos programas educacionais, desenvolvimento docente, simulação clínica, profissionalismo, saúde mental e bem-estar de estudantes e residentes, ambientes educacionais e formação em serviço. O objetivo não é apenas compreender esses fenômenos, mas produzir soluções que possam ser incorporadas às instituições formadoras e aos serviços de saúde.

Outro aspecto que considero especialmente relevante no PPGCM é que ele foi concebido para formar profissionais capazes de buscar, interpretar e aplicar criticamente as melhores evidências na solução de problemas reais, seja na educação ou na assistência e sistemas de saúde. Mais do que formar pesquisadores, o PPGCM busca desenvolver profissionais com pensamento crítico, capacidade de liderança e compromisso com a inovação, preparados para transformar a realidade onde atuam.

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