Fonoaudiologia da Unifor fortalece formação científica com foco em impacto social

seg, 25 maio 2026 16:36

Fonoaudiologia da Unifor fortalece formação científica com foco em impacto social

Projetos de estudantes de Fonoaudiologia da Unifor mostram como a ciência pode transformar realidades


A proposta foi incentivar os alunos a refletirem sobre a trajetória e desenvolverem investigações capazes de abrir novas frentes de atuação e contribuir para a resolução de desafios na área - Foto: Getty Images
A proposta foi incentivar os alunos a refletirem sobre a trajetória e desenvolverem investigações capazes de abrir novas frentes de atuação e contribuir para a resolução de desafios na área - Foto: Getty Images

“Não há nada mais prático do que uma boa teoria.” A frase do psicólogo alemão Kurt Lewin se aplica às mais diversas áreas ao evidenciar que uma pesquisa consistente, com sólido embasamento teórico, pode gerar impactos reais na vida das pessoas. Alinhado a esse raciocínio, o curso de Fonoaudiologia da Universidade de Fortaleza, instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz, realizou as apresentações dos projetos da disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso I (TCC I). A iniciativa foi promovida em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade.

A proposta foi incentivar os alunos a refletirem sobre a trajetória vivenciada até o 5º semestre e, a partir dessa experiência, desenvolverem investigações capazes de abrir novas frentes de atuação e contribuir para a resolução de desafios na área. O foco esteve na identificação de lacunas na literatura científica, com potencial para gerar conhecimento relevante e aplicável à prática fonoaudiológica.

Para a Profa. Dra. Christina Praça, que esteve à frente das orientações, os critérios para a seleção e construção das pesquisas partiram do interesse dos próprios alunos, que já estão se encaminhando para o final do curso. “A ideia é compreender o que desperta o interesse deles em termos de mercado de trabalho e quais são as dúvidas que carregam ao longo da formação. Como eu sempre ressalto, a pesquisa não se limita à produção de um trabalho científico para publicação ou apresentação. Na verdade, a pesquisa científica existe para transformar realidades”, explica.

Em razão de alguns trabalhos demandarem coorientação, devido às suas especificidades, foram convidados egressos do mestrado e do doutorado da Unifor, além de profissionais da área de Fonoaudiologia.

“Assim, fomos estabelecendo uma rede bastante rica, que contribuiu para que essas pesquisas alcançassem um nível elevado de excelência. E deu muito certo. A defesa dos trabalhos foi espetacular: eles foram muito elogiados e, o melhor, despertaram o interesse de outros alunos em também participarem dos projetos de pesquisa que desenvolvemos”, enfatizou Praça.

Ítalo Bruno do Nascimento, aluno do 5º semestre do curso de Fonoaudiologia, apresentou o projeto intitulado “Nível de conhecimento dos alunos do curso de Fonoaudiologia sobre o letramento científico para a formação profissional”. Para ele, foi uma experiência de grande amadurecimento. “Defender um projeto diante de uma banca de professores que eu admiro tanto foi uma honra”, revela.

Ele destaca que o impacto real da pesquisa está no cuidado que é levado para as pessoas no dia a dia. Bruno também ressalta que, desde o 3º semestre na Unifor, ele e os colegas já vivenciam uma rotina prática e de observação, o que contribuiu para a compreensão de que a vida acadêmica exige tanto base teórica quanto dedicação.

“Quando o estudante desenvolve esse letramento científico, ele ganha autonomia e senso crítico para garantir ainda mais a segurança que o paciente merece e espera. Em vez de apenas repetir o que vê, aprendemos a filtrar esse grande volume de informações que recebemos diariamente, e não são poucas, seja na área de Linguagem, Motricidade Orofacial, Audiologia ou Educacional. Assim, o impacto do trabalho não fica restrito às paredes da Unifor: ele chega ao paciente, à comunidade, melhora a nossa formação e contribui para que nos tornemos fonoaudiólogos mais humanos, seguros e éticos” Ítalo Bruno do Nascimento, aluno do 5º semestre do curso de Fonoaudiologia. Foto: Arquivo Pessoal

Foram apresentados outros temas como uso prolongado de fones de ouvido; arteterapia na Fonoaudiologia; comunicação alternativa e aumentativa para crianças com autismo; tireoidectomia e bandagem elástica funcional; desenvolvimento orofacial e linguagem em bebês pré-termo; atuação do fonoaudiólogo na escola; e formação de fonoaudiólogos para atuação com pessoas com autismo.

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