Fortaleza sedia nova edição do festival Pint of Science com participação da Unifor

Fortaleza sedia nova edição do festival Pint of Science com participação da Unifor

O evento tem o objetivo de aproximar a ciência do público, promovendo a divulgação científica fora dos laboratórios e de forma descontraída


A edição em Fortaleza contará com a participação de duas pesquisadoras da Unifor, as docentes  Louhanna Teixeira e Fernanda Maia Carvalho. (Foto: divulgação/Pint of Science)
A edição em Fortaleza contará com a participação de duas pesquisadoras da Unifor, as docentes Louhanna Teixeira e Fernanda Maia Carvalho. (Foto: divulgação/Pint of Science)

Com presença da Universidade de Fortaleza (Unifor), da Fundação Edson Queiroz, o festival Pint of Science Brasil ocorre em Fortaleza de 18 a 20 de maio, com programação gratuita em bares da cidade. A iniciativa reúne pesquisadores e especialistas com o objetivo de aproximar a ciência da sociedade de forma descontraída e acessível.

Os estabelecimentos abrem para o público às 18h, e os bate-papos começam às 19h. A realização é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade de Fortaleza (Unifor), com apoio do Cantinho do Frango e do Hoots Gastropub.

Criado na Inglaterra em 2013, o Pint of Science é um festival internacional de divulgação científica que leva pesquisadores para conversar com o público em bares, cafés e restaurantes. O objetivo é tornar a ciência mais acessível, promovendo debates sobre temas atuais e aproximando pesquisadores da sociedade de forma leve, descontraída e fora do ambiente acadêmico tradicional.

Pint of Science em Fortaleza 

O festival começa no Cantinho do Frango, na segunda-feira (18). Abrindo a noite, às 19h, José Roberto Vieira Junior, pesquisador e chefe de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Agroindústria Tropical, apresenta a palestra “Do Coffea ao café: a ciência por trás da bebida mais amada pelos brasileiros”. O bate-papo mostra curiosidades e descobertas sobre o café, revelando como a bebida vai muito além da xícara e envolve história, economia, genética e ciência.

Às 20h30, o professor Vicente Vieira Faria, docente da Universidade Federal do Ceará (UFC), conduz a palestra “E tem tubarão no Ceará?”. A conversa convida o público a descobrir as espécies que vivem no litoral cearense, desmistificando medos e curiosidades sobre esses animais e destacando a importância deles para o equilíbrio da vida marinha.

Na terça-feira (19), o evento vai para o Hoots Gastropub. Às 19h, Lidriana de Souza Pinheiro, diretora do Instituto de Ciências do Mar (Labomar/UFC), ministra a palestra “O mar está avançando e eu com isso?”. O encontro explica por que a costa muda, o que causa a erosão e os impactos para cidades, turismo e comunidades diante das mudanças climáticas.

A noite também contará, às 20h30, com a participação da professora Fernanda Maia Carvalho, docente da Unifor, que apresenta a palestra “À busca dos biomarcadores: podemos mudar o curso da doença de Parkinson?”. A discussão abordará o papel dos biomarcadores no diagnóstico e prognóstico da doença, além de novidades de pesquisas nacionais e locais.

Encerrando a edição de 2026, na quarta-feira (20) a programação retorna ao Cantinho do Frango. Às 19h, a professora Louhanna Teixeira, docente da Unifor, traz a palestra “OGMs na prática: o que são, o que não são e por que isso importa”, com uma conversa voltada à desmistificação da edição gênica e dos organismos geneticamente modificados, mostrando aplicações presentes no cotidiano.


As professoras da Unifor, Fernanda Maia Carvalho (à esquerda) e Louhanna Teixeira (à direita), são atrações do Pint of Science Fortaleza 2026 (Imagem: Arquivo Pessoal)

Também integra o festival, às 20h30, a professora Clélia Lustosa, docente da UFC, com a palestra “Paris n'Aldeota: O dia em que Fortaleza quis ser francesa para não adoecer”. O bate-papo, que integra as discussões dos 300 anos de Fortaleza, apresentará como as transformações urbanas da capital cearense foram influenciadas pelas ideias médico-higienistas europeias do século XIX.

A programação completa e mais informações estão disponíveis no site oficial do Pint Of Science

História do Pint of Science

Em 2012, dois neurocientistas do Imperial College London, os doutores Michael Motzkin e Praveen Paul, no Reino Unido, organizaram um evento chamado "Meet the Researchers". A ideia era convidar pessoas afetadas por Parkinson, Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas para conhecer o laboratório em que eles trabalhavam e mostrar a estas pessoas as pesquisas que estavam sendo realizadas.

Foi uma experiência tão marcante que eles pensaram, por que não levar os cientistas até as pessoas? E assim nasceu Pint of Science. Em maio de 2013 eles realizaram a primeira edição do festival em apenas três cidades da Inglaterra, e agora, o festival acontece em 26 países. 

Programação

SEGUNDA-FEIRA (18 DE MAIO)

Cantinho do Frango
Abertura: 18h

"Do Coffea ao café: a ciência por trás da bebida mais amada pelos brasileiros" - José Roberto Vieira Junior (Embrapa)
19h

"E tem tubarão no Ceará?" - Vicente Vieira Faria (UFC)
20h30
 

 Hoots Gastropub
Abertura: 18h

"O mar está avançando e eu com isso?" - Lidriana de Souza Pinheiro (Labomar/UFC)
19h

"Abusca dos biomarcadores: podemos mudar o curso da doença de Parkinson?" - Fernanda Martins Maia Carvalho (Unifor)
20h30
 
Cantinho do Frango
Abertura: 18h

"OGMs na prática: o que são, o que não são e por que isso importa" - Louhanna Teixeira (Unifor)
19h

"Paris n'Aldeota: o dia em que Fortaleza quis ser francesa para não adoecer" - Clélia Lustosa (UFC)
20h30

Serviço

Pint of Science Fortaleza 2026
Quando: 18, 19 e 20 de maio
Conferir programação!


Esta matéria está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o alcance dos ODSs 4 – Educação de Qualidade, 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura, 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima, 14 – Vida na Água e 17 – Parcerias e Meios de Implementação.

A Universidade de Fortaleza, assim, fortalece a divulgação científica, amplia o acesso ao conhecimento e incentiva o diálogo entre ciência e sociedade por meio de debates sobre saúde, inovação, sustentabilidade e meio ambiente.