Ligas acadêmicas: experiências que transformam a formação profissional

seg, 18 maio 2026 11:49

Ligas acadêmicas: experiências que transformam a formação profissional

Em ambulatórios, ações comunitárias, congressos e discussões de casos clínicos, estudantes da Universidade de Fortaleza encontram nas ligas acadêmicas oportunidades de assumir o protagonismo do próprio aprendizado e construir trajetórias profissionais mais completas


Nas ligas acadêmicas da Unifor, alunos aprofundam conhecimentos, vivenciam a prática profissional e desenvolvem competências que vão da pesquisa científica ao cuidado humanizado, fortalecendo a formação em saúde para além da sala de aula (Foto: Ares Soares)
Nas ligas acadêmicas da Unifor, alunos aprofundam conhecimentos, vivenciam a prática profissional e desenvolvem competências que vão da pesquisa científica ao cuidado humanizado, fortalecendo a formação em saúde para além da sala de aula (Foto: Ares Soares)

Nas ligas acadêmicas, eles encontraram uma chance de assumir o protagonismo do próprio aprendizado enquanto aprofundam conhecimentos e descobrem afinidades profissionais. No cotidiano, participam de encontros semanais, estagiam em ambulatórios, integram de ações comunitárias a projetos científicos e se dedicam a discutir casos clínicos em uma experiência que os coloca diante de particularidades da profissão que escolheram e expandem conhecimento.

As 53 ligas acadêmicas reúnem alunos de 13 cursos da área de saúde da Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz, em experiências multidisciplinares que integram ensino, pesquisa e extensão. São entidades estudantis e científicas sem fins lucrativos, que unem o corpo discente a professores e profissionais com o objetivo de complementar sua formação, turbinando tanto o currículo profissional quanto acadêmico.

Ao promover ações educativas, campanhas de saúde, projetos sociais e produção científica, as ligas ampliam horizontes acadêmicos e profissionais, ao mesmo tempo em que contribuem para a construção de profissionais mais críticos, humanizados e preparados para atuar de forma ética e comprometida com a promoção da saúde e da qualidade de vida.

Normalmente, um grupo de alunos inicia o processo de concepção das ideias sobre a liga e convida alunos de outros cursos. Essas iniciativas possuem estatuto e ata de posse, além de serem cadastradas junto à Vice-Reitoria de Extensão e Comunidade Universitária (Virex) da Unifor. Já a entrada dos chamados “ligantes” após a criação formal da liga se dá através de editais de seleção.

“As ligas são multidisciplinares, tendo alunos de mais de um curso. Os estudantes entram em contato com professores orientadores, que juntos definem as modalidades que as ligas atuarão, o público, os ODS (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável), as competências, os objetivos, as ações, a avaliação dos alunos ligantes e os impactos para a comunidade”, explica a assessora de Extensão do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Gleucia Moura.

Segundo a docente, o pensamento formativo das ligas incentiva a autonomia estudantil e o protagonismo acadêmico. Ao ingressarem na iniciativa, os alunos passam a:

  • organizar eventos,
  • desenvolver pesquisas,
  • realizar ações extensionistas,
  • participar ativamente da construção de sua formação.

“Dessa maneira, as ligas acadêmicas se consolidam como importantes instrumentos de formação crítica, científica, ética e social dentro da universidade”, destaca Gleucia.

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Na Unifor, as ligas acadêmicas também desempenham papel importante na curricularização da extensão, integrando atividades extensionistas à formação universitária por meio dos Componentes Curriculares da Extensão. A Universidade incentiva a participação dos discentes por meio de processos seletivos, mostras acadêmicas, eventos científicos e apoio à criação de projetos próprios, fortalecendo uma formação conectada às necessidades da sociedade

Quem já vivenciou a experiência conta, a seguir, como as ligas acadêmicas contribuíram para sua formação acadêmica e profissional.

Imersão de conhecimento e prática 

Mesmo sem referência de nenhum médico na família, Marina Pinheiro Bezerra de Menezes conta que sempre sonhou em estudar Medicina. “Reconheci que é o meu propósito desta vida. A minha maior paixão dentro da medicina sempre foi o contato com o paciente, o poder de curar muito além de uma patologia. Desde cedo, eu entendi que queria ser a pessoa que cuida da história, da dor, do medo e da esperança que o paciente deposita no médico”, compartilha.

Foi esse sentimento que a conduziu para se matricular na graduação da Unifor. Aluna do 6º semestre de Medicina, Marina conta que a Universidade tem lhe mostrado, desde o início, que a formação médica vai muito além da sala de aula

“Ao longo do curso, fui vivenciando isso de forma muito verdadeira, saindo das visitas domiciliares e chegando às consultas reais nos ambulatórios, hospitais e postos de saúde, sempre com uma formação que me aproximou da realidade da medicina de maneira única”, conta.  

Já na Semana de Integração dos Calouros de Medicina (SICMED), a aluna foi apresentada a várias ligas e projetos de extensão, com dinâmicas que demonstram um pouco da realidade de cada especialidade. 

“Junto com meu amor pela medicina, surgiu o meu amor pela ginecologia e obstetrícia e a vontade de cuidar e estar presente em cada fase da vida da mulher. Conheci, desde antes da minha matrícula na universidade, a Liga de Ginecologia, Obstetrícia e do Recém-Nascido da Unifor (LGORN) e já sabia que ali era o meu lugar”, diz a aluna, que hoje é presidente desta liga.

Marina explica que a LGORN é um verdadeiro campo de imersão de conhecimento e prática. “Aqui posso viver, de forma muito mais próxima, aquilo que sempre admirei na ginecologia e obstetrícia: o cuidado com a mulher em todas as suas fases e o aprendizado com profissionais que são referência para nós”, declara.

Na prática, a aluna diz que a Liga permite que ela faça estágios em ambulatório da área, acompanhe cirurgias, participe de aulas internas, discussões de casos e iniciativas científicas que fortalecem sua escolha profissional.

“Cada vivência reforça em mim a certeza de que encontrei um espaço onde posso aprender, crescer e me aproximar da especialidade que tanto me emociona. É muito bonito poder estar em um ambiente em que o conhecimento é compartilhado com tanta dedicação, como na LGORN, juntamente a pessoas de propósito semelhante ao meu”, celebra.


“Participar da Liga é, para mim, uma forma de estar onde eu sempre sonhei estar. Mais do que uma participação acadêmica, é uma vivência que alimenta o meu propósito e reafirma todos os dias o motivo pelo qual escolhi a medicina e essa especialidade tão bela e tão nobre, que é a ginecologia e obstetrícia.”Marina Pinheiro, aluna do curso de Medicina e presidente da LGORN

Marina pontua que, dentro da Liga, o aluno tem a chance de enriquecer o seu currículo de diversas maneiras. No âmbito da pesquisa, por exemplo, há orientação profissional de médicos e pesquisadores da área, com trabalhos reconhecidos em diversos congressos, eventos de iniciação científica e escritas para revistas renomadas.

“Acredito que estando num ambiente com pessoas de propósito alinhados aos seus, tudo se torna mais claro. A Liga é o início da construção do seu futuro como profissional da área, onde você pode fazer conexões duradouras que te acompanharão por todo o seu caminho”, anima Marina.

Ela acredita que, além de todo o conteúdo, as ligas acadêmicas aproximam os alunos da realidade viva da profissão. “Para minha futura atuação profissional, esse diferencial é enorme, porque a Liga me ensina a caminhar com responsabilidade, foco e amor pelo que faço e pelo que quero. Para mim, participar da Liga é como ser moldada pouco a pouco para a medicina que eu desejo viver, uma medicina mais próxima e mais capaz de transformar vidas, unindo teoria, prática e vocação”, sintetiza.

Marina acrescenta que, nas ligas acadêmicas da Unifor, os alunos são estimulados a buscar, desde cedo, sua identidade profissional, ampliando a visão sobre a área escolhida e preparando para o trabalho em equipe — habilidade essencial na prática médica.

Saber se comunicar, respeitar opiniões, e manter uma postura madura diante de desafios faz toda a diferença na minha formação. E é justamente nesses espaços que vamos exercitando, pouco a pouco, a postura que queremos levar para toda a vida profissional”, afirma.

Agora, Marina sonha em estar presente na realização do sonho da maternidade de muitas mulheres, acolher suas dores muitas vezes silenciosas, orientar, cuidar e devolver esperança às pacientes. “Também sonho em participar da formação de novos estudantes e contribuir de alguma forma para uma medicina mais humana”, planeja.

Experiência que ensina a estudar de forma mais aprofundada

Quando Tulio Veras Veloso se matriculou no curso de Medicina da Unifor, estava animado com uma graduação que uniria conhecimento técnico, responsabilidade e contato direto com pessoas. “Escolhi a Unifor pela estrutura, pela qualidade da formação e pelas oportunidades além da sala de aula, como ligas acadêmicas, pesquisa, extensão e projetos de ensino”, recorda.

Antes mesmo de iniciar as aulas, conheceu as ligas acadêmicas na Semana de Integração dos Calouros de Medicina. Ao longo do curso, Tulio decidiu fazer o processo seletivo para a liga de endocrinologia para aprofundar conhecimentos e ter experiências práticas nessa área. Durante três anos, ele participou da LIMEN (Liga de Metabologia, Endocrinologia e Nutrologia), atuando nas frentes de ensino, pesquisa e extensão. Por um ano, ele foi o presidente do grupo.

“A experiência na LIMEN foi uma das mais importantes da minha graduação. A participação envolvia ministrar aulas, discutir casos clínicos, organizar atividades de extensão, [dedicar-se à] produção científica e [realizar] ações voltadas à comunidade”, conta.

O egresso diz que participou de ações sobre tireoide, puberdade precoce e diabetes, além de projetos de pesquisa que resultaram em artigos publicados, inclusive uma metanálise em revista internacional. “Foi uma vivência que exigiu compromisso, trabalho em equipe e responsabilidade”, pontua.

Segundo o egresso, a Liga contribuiu muito para seu currículo, especialmente pelas ações, pesquisas e publicações. “Também me ajudou a aprofundar conhecimentos em endocrinologia, metabolismo, diabetes e doenças da tireoide. Mais do que direcionar para uma área específica, a LIMEN fortaleceu minha formação clínica e despertou ainda mais meu interesse por pesquisa e educação médica”, analisa.


“A liga acadêmica desenvolve habilidades que vão além do conteúdo teórico. Ela estimula estudo ativo, liderança, comunicação, trabalho em equipe e responsabilidade. No meu caso, ter sido presidente da LIMEN foi uma experiência muito importante para amadurecer a capacidade de organizar projetos, tomar decisões e conduzir pessoas em torno de objetivos comuns.”Tulio Veras, egresso do curso de Medicina e ex-presidente da LIMEN

Atualmente, Tulio estuda para concursos na área de perícia médica. Ele conta que até já foi aprovado no concurso da Polícia Federal para o cargo de perito criminal, na área de medicina legal, e ainda aguarda o chamamento. Por esse motivo, segue se preparando para outros concursos.

A liga, segundo o egresso, o ensinou a estudar de forma mais aprofundada, trabalhar em equipe, organizar atividades e comunicar temas médicos de forma clara. “As ações com a comunidade também reforçaram a importância da educação em saúde, da prevenção e do cuidado centrado no paciente”, diz.

Para ele, as ligas acadêmicas ajudam a formar profissionais mais completos, curiosos e comprometidos. “Elas aproximam o aluno da pesquisa, da extensão e da prática em equipe. Na minha visão, esses projetos fazem diferença porque desenvolvem não apenas conhecimento técnico, mas também liderança, responsabilidade social, comunicação e compromisso com uma Medicina de qualidade”, destaca.

O desejo de vivenciar experiências multidisciplinares

A identificação pelo cuidado ao próximo levou Deborah Costa à graduação em Enfermagem. Quando se matriculou na Unifor, a aluna buscava um local comprometido com a qualidade do ensino e com a formação de profissionais preparados para enfrentar os desafios do mercado de trabalho.

Aqui aprendo diariamente que o cuidado vai além da assistência técnica: envolve empatia, escuta, acolhimento e compromisso com o outro”, diz a aluna, que está no 5° semestre do curso.

Ela conta que o corpo docente incentiva frequentemente os alunos a se envolverem nas inúmeras oportunidades que a universidade proporciona para além da sala de aula. Foi assim que ficou sabendo da existência das ligas acadêmicas.

“Passei a acompanhar algumas ligas pelo Instagram e, quando abriu o processo seletivo, decidi me inscrever. Fui aprovada em todas as etapas e atualmente faço parte da LAPS — Liga Acadêmica de Promoção à Saúde, onde também assumo a presidência ao lado da minha amiga Janaína Magalhães”, comemora.

A decisão de participar da liga, segundo conta Deborah, surgiu da vontade de vivenciar experiências multidisciplinares, ampliar conhecimentos, trocar vivências com outros estudantes e desenvolver habilidades que vão além da teoria, como comunicação, liderança, organização e trabalho em equipe.

Ela diz que a experiência tem sido satisfatória e enriquecedora. “Nossa liga realiza encontros semanais às quartas-feiras, às 18h, e organizamos nossas atividades com base no cronograma da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), buscando abordar temas relevantes e atuais dentro da promoção à saúde”, informa.

Além disso, Deborah destaca que os integrantes da liga participam de congressos online por meio de parcerias, o que proporciona oportunidades de submissão de trabalhos com garantia de publicação em anais, além de ações educativas, momentos de discussão sobre temas pertinentes e aulas internas que oferecem embasamento teórico para esses momentos. “A liga proporciona muito aprendizado sobre trabalho em equipe, responsabilidade, planejamento e comunicação”, elenca.

A aluna avalia que a experiência vem contribuindo significativamente para expandir seu currículo e aprofundar conhecimentos que muitas vezes vão além do que é visto em sala de aula. “A participação na liga também me permitiu desenvolver habilidades práticas e interpessoais muito importantes para a atuação profissional”, diz.


“Acredito que um dos principais diferenciais da ligas acadêmica seja o desenvolvimento da liderança, já que essa é uma característica essencial e inerente à enfermagem, sendo fundamental para garantir uma assistência de qualidade e um bom trabalho em equipe. Além disso, as ligas proporcionam autonomia, senso de responsabilidade, organização e pensamento crítico.”Deborah Costa, aluna do curso de Enfermagem e vice-presidente da LAPS

Para a aluna, as ligas acadêmicas ajudam a formar profissionais mais preparados, proativos e conscientes do seu papel na sociedade. Elas estimulam o estudante a sair da zona de conforto e a desenvolver  habilidades que o mercado valoriza, como trabalho em equipe, comunicação e capacidade para resolver problemas.

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Proximidade com a realidade profissional e desenvolvimento de habilidades

Formada em Farmácia pela Unifor em 2025, Lara Raquel Albuquerque conta que conheceu as ligas acadêmicas logo no início da graduação, por meio de colegas e eventos da Universidade.

“Quando entrei na Universidade, a Liga Acadêmica de Cosmetologia (LACOS) estava com as atividades desativadas, e isso despertou em mim e em outros colegas o interesse de reativá-la, principalmente por já ser uma área pela qual eu tinha muita afinidade”, diz a egressa, que sempre viu nas ligas uma oportunidade de aprofundar conhecimentos além da sala de aula e viver experiências mais próximas da prática profissional.

Olhando para aquele período, ela avalia que participar das ligas acadêmicas foi uma das experiências mais marcantes da graduação. “Minha trajetória dentro da liga aconteceu aos poucos: comecei como ligante, depois fui presidente de extensão, secretária, vice-presidente e, posteriormente, presidente da liga. Cada etapa trouxe aprendizados diferentes e me ajudou a desenvolver liderança, responsabilidade, comunicação e trabalho em equipe. Além disso, a liga fortaleceu ainda mais minha afinidade pela cosmetologia”, conta, animada.

Segundo Lara, a experiência nas ligas ampliou muito seus conhecimentos e contribuiu diretamente para seu crescimento acadêmico e profissional. “Foi através dela que consegui aprofundar meu interesse pela cosmetologia e ter mais contato com a prática, eventos científicos e discussões da área”, detalha.

Durante uma das disciplinas de desenvolvimento farmacêutico, Lara conta que também participou do desenvolvimento de um produto utilizando nanotecnologia, participando de todas as etapas do processo, desde a idealização e formulação até o desenvolvimento final.

“Essa experiência despertou ainda mais meu interesse pela área de pesquisa e inovação cosmética. Tudo isso agregou muito ao meu currículo e me ajudou a desenvolver mais segurança profissional”, compartilha.


“As ligas aproximam muito o estudante da realidade profissional e ajudam no desenvolvimento de habilidades que vão além do conteúdo teórico. Elas incentivam autonomia, responsabilidade, trabalho em equipe, liderança e comunicação. Além disso, proporcionam networking, vivência prática e contato mais aprofundado com áreas específicas da profissão, o que acaba fazendo diferença tanto na formação quanto no mercado de trabalho.”Lara Raquel Albuquerque, egressa do curso de Farmácia e ex-presidente da LACOS

Atualmente, Lara segue direcionando sua trajetória profissional para a área farmacêutica, especialmente com foco em cosmetologia, que foi uma afinidade construída e fortalecida durante a graduação e a experiência nas ligas acadêmicas. A egressa acredita que as ligas a ensinaram muito sobre responsabilidade, comunicação, organização e trabalho em equipe.

“Também aprendi a lidar com gestão de pessoas, planejamento de atividades e resolução de problemas, habilidades que são extremamente importantes na atuação profissional. Além disso, o contato constante com estudos, eventos e discussões científicas me ajudou a desenvolver um olhar mais crítico e mais segurança profissional”, resume.

Projetos como as ligas acadêmicas, segundo a egressa, ajudam a formar profissionais mais preparados, participativos e proativos. “São experiências que incentivam o aluno a sair da zona de conforto, buscar conhecimento além da sala de aula e desenvolver habilidades interpessoais muito valorizadas no mercado. Além do aprendizado técnico, existe um crescimento pessoal muito grande durante esse processo”, destaca.

Do conhecimento técnico ao desenvolvimento de competências pessoais

Dentro das ligas acadêmicas, os alunos podem aprender e desenvolver diversos conhecimentos e habilidades que complementam sua formação universitária. Essas iniciativas, segundo a assessora Gleucia Moura, permitem o aprofundamento em áreas específicas da saúde, ampliando o domínio teórico e proporcionando experiências práticas que muitas vezes não são vivenciadas de forma intensa nas disciplinas regulares do curso.

“Os estudantes aprendem a relacionar teoria e prática, desenvolvendo maior capacidade de análise, tomada de decisão e resolução de problemas em situações reais”, afirma. Além do conhecimento técnico-científico, as ligas acadêmicas contribuem para o desenvolvimento de competências pessoais e profissionais, como:

  • liderança,
  • trabalho em equipe,
  • comunicação,
  • organização,
  • responsabilidade,
  • ética.

As ligas acadêmicas também abrem importantes horizontes formativos. Elas permitem que os alunos conheçam diferentes áreas de atuação profissional, auxiliando na descoberta de afinidades e interesses específicos dentro da profissão. 

Gleucia destaca que a Unifor incentiva a participação dos alunos por meio de processos seletivos para ingresso nas ligas, divulgação de projetos extensionistas, realização de mostras acadêmicas e eventos científicos, nos quais os alunos podem apresentar pesquisas, compartilhar experiências e desenvolver ações sociais. “A Universidade também valoriza o protagonismo estudantil, estimulando os alunos a planejarem e executarem projetos próprios, sob orientação docente”, afirma.

A assessora de extensão do CCS ainda diz que as ligas desenvolvem atividades voltadas tanto para o aprofundamento científico quanto para a aproximação com a comunidade, permitindo que os participantes vivenciem experiências relacionadas à realidade profissional e social da área da saúde. 

De acordo com a docente, as ações promovidas pelas ligas contribuem para a disseminação de informações e para a promoção da saúde da população por meio da realização de:

  • campanhas educativas,
  • palestras,
  • feiras de saúde,
  • projetos sociais,
  • atividades preventivas,
  • atendimentos supervisionados.

“Dessa forma, os ligantes conseguem aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, desenvolvendo habilidades técnicas, científicas e humanas essenciais para a formação profissional”, destaca.


“As ligas acadêmicas desempenham um papel fundamental na formação integral dos profissionais da saúde, pois estimulam uma visão mais crítica, ética e humanizada da profissão, aproximando os estudantes das necessidades da comunidade e fortalecendo o compromisso social da Universidade.”Gleucia Moura, docente e assessora de Extensão do Centro de Ciências da Saúde

Gleucia afirma que, de uma forma mais geral, a Unifor se diferencia na oferta de atividades extensionistas por integrar de forma intensa a teoria acadêmica com experiências práticas voltadas às necessidades da comunidade. “Essa integração permite que os alunos desenvolvam conhecimentos técnicos e científicos ao mesmo tempo em que fortalecem a formação humana, ética e social”, declara.

Olhando especificamente para as ligas acadêmicas, elas ajudam os estudantes a integrar teoria e prática, ampliar suas experiências acadêmicas e construir uma formação mais completa e preparada para o mercado de trabalho. E você? Topa mergulhar nesta experiência?

 


Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, contribuindo para o alcance do ODS 3 - Saúde e Bem-Estar, ODS 4 - Educação de Qualidade e ODS 17 - Parcerias e Meios de Implementação.

A Universidade de Fortaleza reafirma seu compromisso com uma formação profissional completa, profunda e humana ao fortalecer o protagonismo estudantil por meio das ligas acadêmicas. Ao integrar ensino, pesquisa e extensão, a instituição transforma o conhecimento em ações de promoção à saúde e impacto social, utilizando a cooperação científica para oferecer soluções que beneficiem diretamente o bem-estar da população.

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