Instituições cearenses celebram legado do capacete Elmo em solenidade no Museu da Indústria

qui, 14 maio 2026 16:02

Instituições cearenses celebram legado do capacete Elmo em solenidade no Museu da Indústria

Evento ressaltou a participação da Unifor, Esmaltec, FIEC, Funcap, SESA, Senai e UFC no projeto que salvou milhares de vidas na pandemia de Covid-19


O Elmo se transformou em símbolo da capacidade de articulação e inovação do Ceará em um momento crítico da história mundial
O Elmo se transformou em símbolo da capacidade de articulação e inovação do Ceará em um momento crítico da história mundial

Em um momento marcado pela memória, pela ciência e pelo compromisso coletivo com a vida, representantes das instituições responsáveis pela criação do Capacete Elmo se reuniram, nesta terça-feira (12), no Museu da Indústria, no Centro de Fortaleza, para celebrar um dos capítulos mais emblemáticos da história recente do Ceará. O encontro reuniu pesquisadores, técnicos, docentes, profissionais da saúde e lideranças que participaram diretamente do desenvolvimento da tecnologia criada durante a pandemia de Covid-19 e que se tornou símbolo de inovação e cooperação entre diferentes setores da sociedade cearense.

Participaram da criação do capacete Elmo profissionais da Universidade de Fortaleza (Unifor), Esmaltec, empresa do Grupo Edson Queiroz, Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap), Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), Senai Ceará e Universidade Federal do Ceará (UFC). Juntas, as instituições formaram força-tarefa inédita, unindo academia, indústria, pesquisa e gestão pública em torno de um propósito comum: salvar vidas em meio à maior crise sanitária do século.

Desenvolvido nos primeiros meses da pandemia, quando o mundo enfrentava escassez de respiradores mecânicos e o colapso dos sistemas de saúde, o capacete Elmo surgiu como alternativa não invasiva de suporte respiratório para pacientes com insuficiência respiratória aguda causada pela Covid-19. A tecnologia cearense ganhou reconhecimento nacional e internacional pela eficácia no tratamento e pela contribuição na redução de intubações.

Mais do que um equipamento médico, o Elmo se transformou em símbolo da capacidade de articulação e inovação do Ceará em um momento crítico da história mundial. O projeto nasceu da união de competências técnicas e científicas, acelerada pelo senso de urgência imposto pela pandemia.

O reitor da Unifor, professor Randal Pompeu, presente à solenidade, destacou o caráter coletivo e humano da iniciativa. “O capacete Elmo representa o que o Ceará tem de melhor: a capacidade de unir instituições públicas e privadas, pesquisadores, profissionais da saúde e indústria em torno de um bem comum. Foi uma força-tarefa construída com generosidade, competência e compromisso social, colocando o conhecimento e a inovação a serviço da vida”, ressaltou.

A participação da Unifor no projeto envolveu pesquisadores, professores e técnicos de diferentes áreas, reforçando o papel da universidade no desenvolvimento de soluções inovadoras para desafios sociais e de saúde pública. A atuação integrada com a indústria cearense e órgãos públicos foi decisiva para que o equipamento fosse desenvolvido em tempo recorde e chegasse aos hospitais durante o período mais crítico da pandemia.

A Esmaltec, do Grupo Edson Queiroz, também teve papel fundamental no processo, contribuindo com expertise industrial e capacidade produtiva para a fabricação do equipamento. Ao lado de instituições como FIEC e Senai Ceará, a indústria local mostrou sua força ao adaptar estruturas e conhecimentos técnicos em prol de uma causa humanitária.

Já a Funcap e a Secretaria da Saúde do Ceará atuaram no apoio institucional, científico e operacional da iniciativa, enquanto pesquisadores da UFC contribuíram diretamente para o desenvolvimento, validação e estudos científicos relacionados ao dispositivo.

Durante o evento, foi lançada oficialmente uma fundação de estudos do aparelho respiratório, instituição sem fins lucrativos. A fundação nasce com o objetivo de atuar em quatro pilares principais: pesquisa, inovação, ensino e memória, promovendo ações voltadas ao desenvolvimento científico e tecnológico na área da saúde respiratória.
 

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