Missão Internacional de Arquitetura e Urbanismo: uma experiência que expande perspectivas

qua, 22 abril 2026 10:11

Missão Internacional de Arquitetura e Urbanismo: uma experiência que expande perspectivas

Neste ano, a iniciativa ocorrerá na Itália, entre os dias 4 e 13 de setembro
 


Participar de uma missão acadêmica internacional é uma experiência enriquecedora para qualquer aluno, pois possibilita vivenciar ensinamentos e práticas que vão além da sala de aula (Foto: Ares Soares)
Participar de uma missão acadêmica internacional é uma experiência enriquecedora para qualquer aluno, pois possibilita vivenciar ensinamentos e práticas que vão além da sala de aula (Foto: Ares Soares)

Ampliar o repertório cultural e técnico é um passo essencial para o desenvolvimento em diversas áreas, especialmente na formação profissional. Nesse contexto, a Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz, promove missões internacionais voltadas aos seus alunos, com o objetivo de aprimorar a formação acadêmica por meio de experiências que complementam os conteúdos trabalhados em sala de aula.

Nesse cenário, a 3ª Missão Internacional de Arquitetura e Urbanismo – Itália 2026 tem previsão de ocorrer no mês de setembro. A iniciativa é promovida pela Vice-Reitoria de Ensino de Graduação e Pós-Graduação (VRE), pelo curso de Arquitetura e Urbanismo e pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI).

Voltada a estudantes de todos os semestres, a programação acadêmica internacional prevê visitas às cidades de Milão, Ivrea e Turim, reunindo experiências em instituições e espaços reconhecidos por sua relevância acadêmica e cultural.

O embarque está marcado para o dia 4 de setembro, com início das atividades em Milão. Na cidade italiana, os participantes irão percorrer o circuito “Milano dal Medioevo a città globale”, que retrata um dos processos urbanos mais emblemáticos da Europa: a transformação de uma cidade medieval murada em um importante polo financeiro, cultural e arquitetônico de alcance global.

O roteiro inclui ainda visitas ao Consulado do Brasil em Milão e à Alta Scuola Politecnica Torino-Milano — iniciativa conjunta do Politecnico di Torino e do Politecnico di Milano, instituições de referência europeia nas áreas de engenharia, arquitetura e design.

A programação se estende também às cidades de Ivrea e Turim. Em Ivrea, os estudantes participam do circuito “Ivrea / UNESCO Italian Industrial City of the 20th Century by Adriano Olivetti”, enquanto em Turim o destaque é o percurso “Torino città contemporanea”, voltado à compreensão da cidade sob a ótica da contemporaneidade.

No retorno ao Brasil, o grupo fará uma parada em Lisboa, onde está prevista a realização do circuito “Lisboa Pombalina: Iluminista e Moderna”. O encerramento da missão está programado para o dia 13 de setembro.

A experiência sob a perspectiva de quem já participou

Participar de uma missão acadêmica internacional é uma experiência enriquecedora para qualquer aluno, pois possibilita vivenciar ensinamentos e práticas que vão além da sala de aula, por meio de um contato mais próximo com os objetos de estudo.

Amanda Mesquita, aluna do 7º semestre do curso de Arquitetura e Urbanismo, é um exemplo de estudante que evidencia a importância desse tipo de vivência para sua trajetória acadêmica e profissional.

Ela participou da 2ª edição da iniciativa, realizada na República Tcheca, e ressalta como a experiência foi educativa e valiosa, contribuindo para o aprimoramento de seu conhecimento técnico.

“(...) visualizar pessoalmente as edificações nas quais vimos em sala de aula traz uma materialização daquilo e entendemos melhor como funciona aquela construção “vivendo” ela. Além disso, fomos muito bem recebidos em Praga pelo professor Marco Maio e pela faculdade de Praga”, enfatiza.


Amanda Mesquita durante a 2ª Missão Internacional de Arquitetura e Urbanismo, realizada na República Tcheca. (Foto: Arquivo Pessoal)

Além do aprendizado técnico, as missões internacionais também proporcionaram momentos únicos ao integrar arquitetura e história, como destaca Amanda:

“O que mais me marcou foi ver a Vila Tugendhat, em Brno, projetada por Mies van der Rohe, um arquiteto muito famoso da arquitetura modernista. Ela me marcou porque, além de ser um marco arquitetônico, também é um marco histórico, já que a dona da casa era judia e construiu a residência atrás da casa dos pais para morar com o esposo. Conseguimos perceber o contraste entre as edificações, assim como entre as pessoas daquela época”, relata a estudante.

Greta, proprietária da residência, foi obrigada a abandoná-la ao ser perseguida por sua origem judaica. O episódio confere ao imóvel um significado que vai além de sua relevância arquitetônica, evocando também a memória de um período histórico marcado por perseguições e deslocamentos forçados, quando muitas pessoas precisaram deixar seus lares diante do medo e da violência.

A estudante também compartilha que a missão proporcionou um novo olhar sobre a prática da arquitetura, influenciando inclusive decisões posteriores, como o intercâmbio realizado na Alemanha, com apoio da Unifor.

“Após essa viagem, fiz um intercâmbio pela Unifor na Alemanha, no qual estudei mais sobre paisagismo e tive contato com outras culturas. Até hoje, mantenho contato com muitos amigos que fiz durante o intercâmbio, o que, de certa forma, contribuiu para a construção de um networking”, sublinha Amanda.

Além disso, a futura arquiteta destaca os diferenciais que a missão agrega à formação dos participantes:

“Uma experiência em um local novo demonstra que você está aberto a novos desafios e à aquisição de novos conhecimentos. Assim, uma viagem como essa só tem a agregar, permitindo o aprimoramento a partir do contato com técnicas de outros contextos e da construção de novos vínculos profissionais”, destaca a estudante. 

Outro estudante que também participou da mesma missão foi Artur Gadelha, aluno do 8º semestre de Arquitetura e Urbanismo. Em sua primeira viagem internacional, ele ressaltou a importância do apoio da Unifor para tornar a experiência proveitosa, além da oportunidade de visitar lugares que antes conhecia apenas por livros e slides.

Ele menciona como esse tipo de vivência contribuiu para a ampliação de seu repertório na área, a partir do contato com novas arquiteturas, tecnologias e diferentes condições climáticas.

“Ao visualizar a forma como outras culturas vêem a arquitetura, isso nos dá uma abertura e amplia o olhar para outros estilos, além de formas de construção”, salienta.


Artur Gadelha durante a 2ª Missão Internacional de Arquitetura e Urbanismo, realizada na República Tcheca. (Foto: Arquivo Pessoal) 

Artur também aconselha os interessados em participar da Missão Itália, destacando a riqueza da experiência e o desenvolvimento de um pensamento mais crítico sobre a arquitetura.

“Ter a oportunidade de estar com culturas diferentes, novas arquiteturas e novos ambientes, com profissionais da área experientes, e de participar de reuniões com a embaixada, vai além do networking”, reitera.

 

Serviço 

Unifor realiza 3ª Missão Internacional de Arquitetura e Urbanismo – Itália 2026
Período da viagem: 4 a 13 de setembro de 2026
Mais informações: Anna Waleria Sampaio – (85) 98760-7207 – @travel.intercambio – www.travelintercambio.com.br – Av. Santos Dumont, 2789, sala 506
Clique aqui para realizar a inscrição

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