Palestras com artistas marcam a primeira residência artística internacional da Unifor
A Iniciativa ocorre em parceria com a SONY Itália e a STARTS

A Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz, promoverá nos dias 23 e 24 de fevereiro, das 19h às 21h, palestras com os artistas Anthony Tandazo e Mari Nagem, respectivamente. Nas ocasiões, os palestrantes irão comentar sobre as pesquisas realizadas durante a primeira residência artística internacional da Unifor. Os eventos ocorrerão no Auditório da Biblioteca e são abertos ao público externo.
A iniciativa faz parte do projeto “S+T+ARTS Buen-TEK” e é constituída em parceria com a Vice-Reitoria de Pesquisa (VRP), Vice-Reitoria de Extensão e Comunidade Universitária (Virex), SONY Itália e a STARTS.
O projeto visa fomentar produções sobre como o conhecimento indígena e as tecnologias avançadas podem, em conjunto, lidar com os desafios socioambientais e influenciar modos de vida resilientes. Dessa forma, desde fevereiro de 2025, artistas vêm colaborando com pesquisadores, comunidades locais e instituições culturais na América do Sul e na Europa para desenvolver respostas criativas fundamentadas nos princípios do Buen Vivir e do Lo-TEK.
Esses conceitos se referem, respectivamente, a uma filosofia indígena que valoriza o bem-estar coletivo, a reciprocidade e a interconexão entre seres humanos e natureza, e a tecnologias locais e inovações vernaculares que permitem que comunidades vivam de maneira sustentável ao longo de gerações.
“A participação da Unifor é estratégica porque insere a universidade em uma rede internacional que conecta arte, ciência e tecnologia com foco em desafios socioambientais, valorizando também conhecimentos locais e tradicionais. Além disso, a Unifor atua como instituição anfitriã em Fortaleza e desenvolve a residência em parceria com o Sony CSL - Roma, ampliando a cooperação internacional e a visibilidade do ecossistema de pesquisa e inovação da Universidade” — Hygor Piaget Monteiro de Melo, gestor da I residência artística da Unifor e professor do Núcleo de Ciência de Dados e Inteligência Artificial (NCDIA).
Com isso, como instituição anfitriã e parceira do projeto, a Unifor ofereceu acompanhamento e suporte local ao longo do processo para Anthony e Mari, por meio do acesso a conhecimento e infraestrutura científica e tecnológica, com o propósito de contribuir para a pesquisa e desenvolvimento dos trabalhos dos artistas. “No caso das residências em Fortaleza, esse apoio inclui viabilizar o uso de dados e de recursos computacionais e estabelecer uma ponte com o contexto local: território, redes e interlocução”, pontua Melo.
Sobre as palestras
Os eventos marcados para os dias 23 e 24 de fevereiro permitem transformar o trabalho em andamento em uma atividade pública. Dessa forma, os participantes têm a oportunidade de conhecer métodos, decisões e aprendizados do processo criativo, e não apenas o resultado final.
Além disso, as palestras integram as ações de difusão e showcases previstas no programa, ampliando o alcance, a documentação e a circulação dos projetos, inclusive em canais e redes internacionais.
Conheça agora um pouco mais sobre os dois artistas:
Anthony Tandazo
Anthony Tandazo é artista de novas mídias e compositor, nascido na província de Loja, Equador. Iniciou seus estudos em 2021 na Universidade das Artes de Guayaquil, com foco em Criação Musical, onde desenvolveu projetos relacionados a Softwares como Ableton e MAX MSP. Em 2024, Tandazo participou da Minga de Arte e Tecnologia de Guayaquil. Suas pesquisas se concentram nos diversos ritmos andinos do Equador e na implementação de softwares audiovisuais para mesclar ritmos tradicionais com sons contemporâneos.
Na palestra “Diálogos entre Ciência, Tecnologia e Arte: El ritmo que nos conecta”, marcada para o dia 23 de fevereiro, Tandazo apresentará o processo criativo do seu trabalho desenvolvido durante a residência artística. O projeto consistiu em utilizar dados da cidade para criar música e visuais que pudessem interagir com o público, alterando parâmetros e entradas deste projeto de visualização sonora.
Projetados em cada área da cidade de Fortaleza, o som e os visuais foram específicos para cada local, refletindo os dados daquela área ou bairro em particular.
Mari Nagem
Mari Nagem é uma artista interdisciplinar brasileira que estuda a relação entre a cultura digital e a natureza. Ela navega por diferentes mídias, utilizando-se de recursos visuais, como cores luminosas e contornos nítidos, para criar obras que expandem a percepção da sociedade sobre os aspectos críticos da era da informação, como a artificialidade das paisagens e a crise climática. Seu trabalho foi exibido em uma exposição individual na Galeria Lume (São Paulo), em instituições como SESC, MIS-SP, Oi Futuro, Sea Foundation (Holanda), bem como em bienais sul-americanas como a Bienal Sur (Argentina) e a Bienal de Arte Digital (São Paulo), e festivais como Die Digitale Düsseldorf, FILE e Athens Art Festival. Possui mestrado em Belas Artes pela HEAD-Genebra e vive entre Nova York e o Brasil.
Na palestra "Diálogo entre Ciência, Tecnologia e Arte: Direito à Sombra", datada para o dia 24, Nagem comentará sobre o impacto da exposição solar extrema na vida urbana e na saúde pública em Fortaleza. Ela provocará reflexões sobre a acessibilidade da sombra na sociedade e sua ligação com a justiça climática, pontuando como esse frescor urbano é essencial para a resiliência climática. A artista utilizará dados, inteligência artificial e conhecimento comunitário, para comentar sobre os dois resultados alcançados nos seus estudos: Mapeamento de Dados e Protótipo de Centro de Resfriamento.
Serviço
I residência artística internacional da Unifor
Diálogos entre Ciência, Tecnologia e Arte: El ritmo que nos conecta
Data: 23/02
Horário:19h às 21h
Local: Auditório da Biblioteca
Diálogo entre Ciência, Tecnologia e Arte: Direito à Sombra
Data: 24/02
Horário: 19h às 21h
Local: Auditório da Biblioteca
Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo principalmente para o alcance do ODS 4 – Educação de Qualidade, do ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura, do ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis e do ODS 13 – Ação Contra a Mudança Global do Clima. A iniciativa também dialoga com o ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação, ao integrar arte, ciência e tecnologia em um contexto de cooperação internacional e difusão do conhecimento.
A Universidade de Fortaleza reafirma, assim, seu compromisso com a produção e disseminação do conhecimento, com a valorização de saberes locais e tradicionais, e com o fortalecimento de redes internacionais de pesquisa e inovação, contribuindo para a formação crítica, interdisciplinar e socialmente comprometida da comunidade acadêmica e da sociedade.
Serviços
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