Medicina humanizada e os princípios que nascem na sala de aula

qui, 3 agosto 2023 17:03

Medicina humanizada e os princípios que nascem na sala de aula

Silvia Romero, professora da Universidade de Fortaleza, compartilha experiências sobre a temática imersa na docência 


A humanização da medicina reconhece não apenas as necessidades médicas dos pacientes, mas também as emocionais e psicológicas (Foto: Getty Images)
A humanização da medicina reconhece não apenas as necessidades médicas dos pacientes, mas também as emocionais e psicológicas (Foto: Getty Images)

Com o avanço tecnológico, a automação de processos foi ganhando força em diversos segmentos sociais, incluindo na medicina. Em contrapartida, vem-se observando um movimento de humanização crescente na área, representando uma mudança significativa no paradigma de atendimento à saúde. 

Esse enfoque coloca o paciente no centro do cuidado, reconhecendo não apenas as necessidades médicas, mas também as emocionais e psicológicas. A humanização da medicina não se trata apenas de tratar doenças, mas também de estabelecer uma conexão genuína entre profissionais de saúde e pacientes. A importância do movimento é evidente na melhoria da qualidade de vida das pessoas. 

Assim, esse processo se torna um marco no avanço do campo da saúde, garantindo que a tecnologia e os procedimentos avançados estejam aliados a uma abordagem compassiva e com foco no ser humano. Essa mudança resulta em um sistema de saúde mais completo, empático e eficaz.

Essência na formação 

Para que esse movimento se consolide, é cada vez mais necessário um trabalho de base, no qual, ainda na formação acadêmica, os estudantes entendam a importância da medicina humanizada. Mas, infelizmente, esse não é um processo fácil.

Silvia Romero, docente do curso de Medicina da Universidade de Fortaleza — mantida pela Fundação Edson Queiroz —, destaca que o maior desafio na formação “é trazer o aluno para discussões sociais, de modo que haja o entendimento de vida da nossa população, que pode trazer consequências na saúde”.


Docente de Medicina da Unifor, Silvia Romero reforça a importância de uma formação voltada para a medicina humanizada (Foto: Acervo pessoal)

Apesar desse cenário, práticas e temáticas trabalhadas em sala de aula podem viabilizar essa mudança. Segundo a professora, essa proposta já está inclusa na grade do curso, com aulas reservadas para a discussão de assuntos que englobam os desafios éticos e humanos no exercício da medicina. 

Silvia também ressalta que sua especialidade em Gastroenterologia possibilita essa inserção, pois a área apresenta uma diversidade de doenças funcionais, muitas vezes relacionadas com o estado psicológico/ familiar e social dos pacientes. “Essa experiência pode ser útil em trazer para os alunos todo o processo de ausculta e humanização”, afirma. 

Para o futuro, a docente acredita que o foco do ensino será cada vez mais prático, com foco na empatia, humanismo, discussões sociais e o uso da tecnologia como aliada nesse processo.  

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