Cejusc-Unifor: parceria com TJCE promove mediação gratuita para a população e prática cidadã para alunos
seg, 8 junho 2026 16:07
Cejusc-Unifor: parceria com TJCE promove mediação gratuita para a população e prática cidadã para alunos
Projeto em convênio com o Tribunal de Justiça do Ceará une atendimento gratuito à população para reduzir a judicialização e formação humanizada de futuros profissionais do curso de Direito

Resolver conflitos sem precisar enfrentar longos processos judiciais é uma realidade para quem procura o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc-Unifor) da Universidade de Fortaleza, instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz. Fruto de um convênio com o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), o projeto oferece atendimento gratuito à população e aposta na mediação e na conciliação como caminhos para promover o acesso à justiça de forma mais rápida, humanizada e eficiente.
Instalado no Escritório de Prática Jurídica (EPJ) da Unifor, o Cejusc atende principalmente demandas relacionadas ao Direito de Família, como divórcios, pensão alimentícia, guarda de filhos, regulamentação de visitas e partilha de bens. Também são recebidos conflitos envolvendo contratos, cobranças e questões de vizinhança.
Segundo a advogada Mara Lívia Moreira Damasceno, docente do curso de Direito e mediadora judicial do Cejusc-Unifor, o objetivo do serviço é proporcionar soluções construídas pelas próprias partes envolvidas.
“A principal contribuição para o sistema de justiça é o tratamento adequado daquele conflito, o empoderamento das partes, que decidem suas próprias controvérsias, a resolução em tempo razoável e, como consequência, uma menor judicialização”, explica.
Diálogo como ferramenta de transformação
A mediação e a conciliação são formas consensuais de resolução de conflitos que permitem às pessoas encontrar soluções antes que uma situação se transforme em processo judicial. No Cejusc-Unifor, o diálogo é conduzido por professores mediadores, com o acompanhamento de estudantes da graduação em Direito.
Para Mara Lívia, o diferencial desses mecanismos está na possibilidade de preservar relações e construir acordos que atendam às necessidades de todos os envolvidos. Além de evitar disputas prolongadas, o serviço garante agilidade. “Quando um acordo é alcançado, ele é homologado por um juiz e passa a ter validade jurídica”, destaca a professora.
“O potencial da mediação é reorganizar a vida em razão do convívio futuro entre aquelas pessoas que, muitas vezes, são uma família, são vizinhos ou amigos. Em poucos dias, as partes têm acesso à sentença que põe fim ao conflito” — Mara Lívia Damasceno, docente do curso de Direito da Unifor e mediadora judicial do Cejusc-Unifor
O impacto social também é significativo. Como o atendimento é gratuito, pessoas de diferentes condições financeiras podem buscar orientação e soluções para seus problemas sem custos. “Todos podem buscar soluções para seus conflitos gratuitamente. Além disso, também fornecemos orientações e informações sobre direitos e deveres dos cidadãos”, acrescenta.
Formação cidadã além da sala de aula
Além de atender as demandas da comunidade, o Cejusc-Unifor funciona como um importante espaço de aprendizagem prática para os estudantes do curso de Direito. Desde os primeiros semestres, os alunos podem participar das atividades, acompanhando audiências, observando procedimentos de mediação e conhecendo o funcionamento do sistema de justiça na prática.
Para Dimitri Saker, aluno do 4º semestre e voluntário do projeto, a experiência mudou sua percepção sobre a profissão. “Entrei na graduação achando que o bom advogado era aquele combativo, focado em vencer a briga no tribunal, e o Cejusc me provou que o advogado do futuro deve ser um pacificador”, relata.
O contato direto com pessoas em situações delicadas também fortalece competências humanas fundamentais para a carreira jurídica. Para o estudante, uma das principais lições aprendidas no Cejusc foi compreender que o direito está diretamente ligado às experiências humanas.
“Por trás de cada processo existe uma dor humana que os livros de direito não ensinam a resolver. Essa convivência diária com conflitos delicados me ensinou a ouvir além do óbvio para desarmar tensões e, acima de tudo, me fez perceber que a verdadeira cidadania acontece quando devolvemos o protagonismo às pessoas, permitindo que elas construam suas próprias soluções por meio do diálogo.” — Dimitri Saker, aluno do curso de Direito e voluntário no Cejusc-Unifor
Maria Eduarda Saraiva, aluna do 6º semestre, destaca que a vivência no Cejusc-Unifor contribuiu para ampliar sua compreensão sobre o papel social do direito. “Ver realidades distintas e histórias relatadas de formas tão diferentes me mostrou que estou me formando para ajudar pessoas reais e que não adianta ter um bom domínio teórico do direito se nos falta empatia com o próximo”, ressalta.
Segundo ela, as audiências vão muito além da resolução de litígios. “Quando as partes se manifestam, não se trata apenas de um conflito, mas da vida delas. Anos estão sendo contados naquela mesa”, observa.
Justiça, cidadania e humanização
A atuação no Cejusc-Unifor proporciona aos estudantes o desenvolvimento de habilidades que vão além do conhecimento técnico. Escuta ativa, empatia, comunicação clara e responsabilidade social fazem parte do aprendizado diário. “A sensibilidade social é muito fortalecida, pois o contato com diferentes realidades sociais, econômicas e culturais amplia a compreensão sobre os desafios da vida”, destaca a conciliadora judicial Mara Lívia.
Para os estudantes, essa formação humanizada faz diferença não apenas na trajetória acadêmica, mas também na construção de profissionais mais preparados para os desafios contemporâneos.
“O direito sem humanidade é apenas burocracia, e a justiça mais bonita é aquela que se faz olhando nos olhos e acolhendo a realidade de quem mais precisa”, resume Dimitri. Já a aluna Maria Eduarda ressalta a relevância social dos métodos consensuais de resolução de conflitos.
“A população precisa conhecer seus direitos e saber que todos têm voz. A mediação e a conciliação oferecem isso, especialmente considerando que o Poder Judiciário é muito sobrecarregado.” — Maria Eduarda Saraiva, aluna do curso de Direito e voluntária no CEJUSC/Unifor
Ao unir atendimento gratuito à população e formação prática dos estudantes, o Cejusc-Unifor fortalece o acesso à justiça e contribui para a construção de uma cultura de diálogo, consenso e cidadania, mostrando que muitos conflitos podem ser resolvidos de forma mais simples, rápida e humanizada.
Estude Direito na Unifor em 2026.2
Com egressos em cargos de alta relevância no Judiciário, Ministério Público, Defensoria e advocacia, o curso de Direito da Unifor é amplamente reconhecido no Ceará e no Nordeste. Também conta com nota máxima (5) no MEC, consolidando-se como referência nacional em ensino jurídico.
Seu alto índice de aprovação na OAB e em concursos públicos reflete a qualidade da formação. A reputação institucional abre portas, mas é a combinação de técnica, empatia e visão crítica — cultivadas ao longo do curso — que diferencia os profissionais formados na Unifor.
Serviço
Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc-Unifor)
Local: Escritório de Práticas Jurídicas (EPJ), bloco Z - campus da Universidade de Fortaleza
Mais informações: (85) 3477-3332 | (85) 3477-3155 | recepcaoepj@unifor.br
Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o alcance do ODS 4 – Educação de Qualidade e do ODS 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes.
A Universidade de Fortaleza reforça, assim, o compromisso com a formação acadêmica e cidadã dos estudantes de Direito, ao promover oportunidades de aprendizagem prática por meio da extensão universitária, bem como com o fortalecimento do acesso à justiça, da mediação de conflitos e da pacificação social junto à comunidade.