Mais de 50% dos alunos da Unifor prestam serviços à sociedade

seg, 8 junho 2026 12:40

Mais de 50% dos alunos da Unifor prestam serviços à sociedade

A extensão universitária e curricularizada aproxima estudantes de diferentes realidades, fortalece comunidades e amplia o alcance social da academia. Ao levar a aprendizagem para os territórios, a Universidade de Fortaleza forma profissionais capazes de aliar excelência técnica, sensibilidade humana e compromisso com a transformação social.


Milhares de estudantes da Unifor aprendem fora dos muros da universidade enquanto desenvolvem soluções para desafios reais da sociedade ao longo de uma formação que conecta conhecimento, cidadania e impacto social (Foto: Arquivo pessoal)
Milhares de estudantes da Unifor aprendem fora dos muros da universidade enquanto desenvolvem soluções para desafios reais da sociedade ao longo de uma formação que conecta conhecimento, cidadania e impacto social (Foto: Arquivo pessoal)

Um Núcleo de Atendimento Médico Integrado oferece diversos serviços de saúde à comunidade. Simulações internacionais colocam estudantes no centro da geopolítica. Formações na área tecnológica promovem inclusão digital enquanto estimulam alunos a praticarem liderança e ensino.

Esses são apenas alguns exemplos das atividades e projetos de extensão nos quais milhares de alunos da Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz, atuam hoje com o objetivo de acessar uma aprendizagem conectada com às demandas dos territórios enquanto devolvem para a sociedade serviços de impacto a partir do conhecimento produzido dentro do campus.

Quem já vivenciou a experiência atesta que a formação universitária ganha novos contornos quando o conhecimento ultrapassa os limites da sala de aula e encontra a concretude e a realidade das ruas. A extensão universitária transforma a cidade em um espaço de aprendizagem, onde estudantes de diferentes áreas colocam em prática saberes acadêmicos ao mesmo tempo em que dialogam com comunidades, instituições, empresas e serviços públicos. 

“A extensão universitária é a confluência entre universidade e sociedade, numa articulação de saberes em que se promove uma relação mutuamente transformadora, dialogando ensino e pesquisa por meio da cultura, da arte, da ciência, da tecnologia e da inovação, buscando o desenvolvimento social e contribuindo com a formação dos alunos de forma engajada, proativa e empreendedora”, resume a vice-reitora de Extensão e Comunidade Universitária, Adriana Helena Moreira.

Se a extensão universitária já era uma prática por meio da oferta opcional de projetos aos alunos, em 2014 o Brasil incluiu no Plano Nacional de Educação (PNE) a chamada curricularização da extensão. As ações de extensão passaram, então, a ser incluídas diretamente no percurso formativo obrigatório dos cursos de graduação, deixando de serem optativas. Agora, os alunos têm 10% da carga horária voltada a ações extensionistas.

“A diferença principal entre as duas está na forma como a atividade é organizada e integrada no percurso do estudante. Embora ambas façam parte do compromisso da universidade com a sociedade, elas funcionam de maneiras diferentes na estrutura do curso”, explica Alexandra Siebra, da Assessoria de Desenvolvimento Curricular da Vice-Reitoria de Ensino de Graduação e Pós-Graduação (VRE).

Ela detalha que a extensão é a ação voltada à sociedade enquanto a curricularização da extensão é a estratégia pedagógica e legal que garante que essa ação faça parte obrigatória da formação de todo estudante e do perfil de todo egresso. São cerca de 46 cursos, 258 disciplinas, 13 mil alunos e 424 docentes envolvidos em atividades de extensão curricularizada.

Na prática, a extensão universitária se consolida como uma experiência capaz de formar profissionais tecnicamente qualificados e socialmente conscientes. Ao atuarem em territórios diversos, os estudantes desenvolvem competências que vão da liderança e da comunicação à empatia e ao compromisso com a transformação social.

É nesse encontro com diferentes realidades que futuros psicólogos, administradores, profissionais da tecnologia, juristas e tantos outros descobrem, na prática, o alcance humano de suas profissões. Vamos conhecer algumas dessas experiências?

Quando a extensão abre novas possibilidades de experiências

Desde que se matriculou em Comércio Exterior na Unifor, a aluna Lara Amorim de Noronha Xavier acredita que a Universidade deve ser vivida na totalidade. “Encaro esse momento como preparação para o mercado de trabalho e para a profissional que desejo ser”, diz. No 5° semestre do curso, ela já contabiliza a participação de várias atividades de extensão, sejam elas de projetos opcionais ou da curricularização.

Lara conta que participou, por exemplo, do Colegiado de Líderes de Comércio Exterior, um projeto voltado à representação estudantil do curso que dá aos alunos a chance de estarem em posição de liderança. Também integrou a Sociedade de Debates Unifor, com aprimoramento da retórica, da oratória e de debate competitivo no modelo parlamentar britânico, participando de competições regionais e nacionais. Além disso, foi membro-fundadora da Liga de Direito Internacional (LDI) e participou do Buddy Program, um programa para acolher estudantes do exterior.

Na extensão curricularizada, a aluna também acumula várias vivências. Lara conta que, na disciplina de Gestão de Pessoas, por exemplo, participou de um projeto junto à Associação VOAR, aplicando um instrumento de avaliação de competências baseado em autoavaliação e avaliação por pares. Já na disciplina de Legislação Aduaneira, ela participou de um projeto de análise da viabilidade de importação de insumos da empresa Natureye, no Unifor Hub.

Outra atividade que Lara participou foi a Simulação da Organização das Nações Unidas (SONU), projeto de extensão da Universidade Federal do Ceará em parceria com a Unifor. Lá, ela foi diretora e secretária acadêmica, participando de eventos promovidos para estudantes do ensino médio e do superior sobre organismos internacionais.

“Atividades desenvolvidas no contexto curricular ou externo à sala de aula impactam, de alguma maneira, a comunidade e geram conexões com outras instituições ou pessoas”, afirma.


“[Na extensão,] tive contato com estudantes de outras realidades e contextos, pude fazer trocas e ver o impacto das nossas ações, seja por meio de uma consultoria ou da promoção de eventos em escolas públicas. Além disso, por meio da extensão, muitas portas se abriram no meu caminho.”Lara Amorim, aluna do curso de Comércio Exterior

Graças à participação em projetos de extensão, surgiram novas oportunidades para Lara, como a chance de ser oficial de ligação do ministro do Trabalho da Noruega, auxiliando em todos os aspectos logísticos e institucionais durante o G20 em 2024.

Ela também teve passagem e hospedagem para Brasília custeadas pela União Europeia para participar de eventos sobre o acordo Mercosul-União Europeia. “A cada passo que eu dava em direção à extensão, mais oportunidades foram surgindo, assim como pude agregar ao meu currículo”, diz a estudante.

Na extensão, a tecnologia vira ferramenta de transformação social

Gabriel Gonçalves Nogueira entende a extensão como uma ponte entre a universidade e a sociedade. Aluno do 8º semestre de Ciência da Computação, ele diz que a extensão permite que os conhecimentos produzidos no ambiente acadêmico sejam aplicados para atender demandas reais da comunidade.

“Para minha formação, a extensão é fundamental porque desenvolve competências técnicas, humanas e sociais, além de reforçar a responsabilidade social do profissional”, acredita.

Por meio de uma professora do curso, o aluno conheceu o projeto ABC da Programação, uma iniciativa para ensinar lógica de programação a alunos do primeiro ano do ensino médio da escola pública Joaquim Nogueira.

“Vi na extensão uma oportunidade de aplicar na prática o que aprendo em sala de aula, ao mesmo tempo em que contribuo para o ensino de alunos que não teriam essa oportunidade tão cedo”, conta Gabriel. No projeto, o aluno participou do planejamento de aulas, elaboração de materiais didáticos e condução de atividades práticas utilizando Python.


“Participar de projetos de extensão me fez perceber que a tecnologia pode ser uma ferramenta de transformação social. Passei a enxergar a profissão não apenas pelo aspecto técnico, mas também pelo impacto positivo que ela pode gerar na vida das pessoas por meio da educação, inclusão digital e compartilhamento de conhecimento.”Gabriel Gonçalves, aluno do curso de Ciência da Computação

Para Gabriel, uma das experiências mais marcantes foi acompanhar a evolução dos alunos durante as aulas. “Muitos tiveram o primeiro contato com programação por meio do projeto e, ao final, já conseguiam desenvolver pequenos programas e compreender conceitos de lógica. Ver o interesse e a confiança deles crescendo foi extremamente gratificante”, diz.

O aluno acredita que a extensão universitária proporciona o desenvolvimento de habilidades que vão além do conhecimento técnico, como:

  • comunicação,
  • liderança,
  • trabalho em equipe,
  • empatia,
  • capacidade de adaptação.

Também contribui para o crescimento pessoal ao permitir contato com diferentes realidades e desafios sociais”, acrescenta Gabriel, que, neste ano, participou pela primeira vez do Encontro de Curricularização da Extensão (ECOE) na Unifor, um evento de troca de conhecimentos que oportuniza aos estudantes e professores apresentarem experiências exitosas de práticas extensionistas.


Gabriel levou, junto a sua equipe, uma formação focada nos princípios da programação para estudantes do 1º ensino médio da escola pública Joaquim Nogueira (Foto: Arquivo pessoal)

Uma aprendizagem mais ampla desde o primeiro semestre

Sara Lemos ainda está no 1º semestre do curso de Direito da Unifor, mas já abraçou a extensão. Atualmente, ela participa da Simulação da Organização das Nações Unidas (SONU), uma organização de simulações vinculada à UFC e já mencionada nesta reportagem.

“Esta tem sido uma excelente experiência de aprendizagem por ser extremamente rica em conhecimento. Na instituição, aprendemos o funcionamento de diversos modelos de simulação, como cortes internacionais, processos legislativos e os clássicos comitês da ONU, além da formatação de documentos originais, por meio de um ensino profundo e detalhado”, detalha a aluna.

Os participantes também elaboram guias de estudos que abrangem os temas dos comitês, o que contribui significativamente para o desenvolvimento em pesquisa e escrita científica. “Graças à SONU, aprofundei minha compreensão sobre as diferentes modalidades de simulação e continuo aprimorando minhas habilidades acadêmicas”, afirma.

Para Sara, participar de projetos de extensão é um meio de os estudantes aprenderem mais sobre seus interesses e os colocarem em prática. “A extensão é importante, pois permite que eu desenvolva e aprimore minhas habilidades e possa aplicar os conhecimentos de forma categórica”, declara.


“Vejo uma oportunidade de aprender muito e adquirir muito conhecimento sobre diversos temas, podendo pesquisar e escrever, além de conhecer muitas pessoas que possuem os mesmos interesses e paixões. Os projetos de extensão são fundamentais para uma aprendizagem mais ampla e uma experiência densa para o currículo, abrindo muitas portas e dando mais oportunidades.”Sara Lemos, aluna do curso de Direito

Conhecimento acadêmico que circula e encontra os saberes populares 

Participar de atividades e extensão é abraçar a ponte entre a universidade e a sociedade, uma possibilidade concreta de romper com uma formação limitada à sala de aula, permitindo que o estudante compreenda, na prática, as demandas reais dos territórios, das instituições e das pessoas.

“A extensão faz com que o conhecimento acadêmico circule, mas também faz com que a universidade aprenda com os saberes populares, comunitários e cotidianos. Existe uma troca muito rica nesse processo”, atesta o aluno do 6º semestre de Psicologia, Gabriel Raulino.

Para ele, esse tipo de atividade ganha uma importância central na formação em psicologia, ao permitir que os alunos desenvolvam uma postura ética, crítica e humanizada diante da profissão.

“É nos territórios e no contato com diferentes públicos que conseguimos perceber a complexidade das questões sociais e subjetivas que atravessam o trabalho da psicologia. Além disso, acredito que a extensão fortalece muito a formação cidadã porque nos convoca a pensar em responsabilidade social, políticas públicas, direitos humanos e compromisso coletivo de maneira concreta, e não apenas teórica”, pontua Gabriel.


Gabriel participa de atividades de extensão durante sua formação em Psicologia na Unifor (Foto: Arquivo pessoal)

Ele faz parte, desde 2025, do grupo Interlocuções, um projeto de extensão universitária cujo foco é desenvolver atividades referendadas dentro do campo de saberes da psicologia social e comunitária.

“Acompanhamos e apoiamos a professora no seu exercício profissional na rede básica de saúde no município de Aquiraz. Além desse território, também fizemos ações na Pastoral do Povo da Rua e na Escola Beneficente de Surf Moura Brasil, sempre a partir de uma psicologia que busca se inserir nos territórios através de uma prática crítica, latino-americana e contextualizada”, explica.

Gabriel também participou da extensão curricularizada na disciplina de Psicologia Organizacional e do Trabalho II, onde desenvolveu com colegas a “Ouvidoria Afetiva”, uma dinâmica composta por um banner, memes e frases. “O objetivo da dinâmica foi possibilitar um espaço de escuta sobre os sentidos do trabalho através de materiais expressivos que facilitassem a participação e a expressão das pessoas”, detalha.

O trabalho foi aplicado no INOVA-S, edição de 2025, e teve uma excelente receptividade por parte do público. O feedback foi tão positivo que o trabalho foi solicitado para ser aplicado em uma formação com os funcionários do Centro de Ciências da Saúde (CCS), além de ser selecionado para o Encontro de Curricularização da Extensão (ECOE) deste ano.

Gabriel também participou de outras atividades extensionistas durante a jornada acadêmica, como o Projeto Jovem Voluntário, onde atuou realizando atividades lúdicas com crianças e adolescentes, dentre outras.


“Acredito que o principal diferencial é que a extensão aproxima o estudante das experiências concretas de atuação profissional ainda durante a graduação. Isso faz com que o aluno desenvolva maior maturidade, segurança e repertório prático antes mesmo de ingressar formalmente no mercado de trabalho. Além disso, participar de projetos de extensão demonstra iniciativa, compromisso social, capacidade de trabalho em equipe e envolvimento ativo com a formação acadêmica.”Gabriel Raulino, aluno do curso de Psicologia

Ações que conectam o conhecimento produzido no campus com a cidade

Em uma era que prioriza o ensino participativo e o papel central do estudante no processo formativo, a extensão universitária emerge como a ferramenta mais legítima para alcançar esses ideais.

“Ela  humaniza o processo educativo ao deslocar o aprendizado para o território das  comunidades. Afinal, a verdadeira formação cidadã demanda mais do que intelecto; exige sentimentos, emoções e o exercício prático do respeito ao próximo, algo que só a convivência e a troca de saberes proporcionadas pela extensão são capazes de cultivar”, afirma a vice-reitora de Extensão e Comunidade Universitária (Virex), Adriana Helena.

Na Unifor, é o setor liderado por ela que define e acompanha os projetos de extensão. “A Virex é o grande coração social e comunitário da Unifor. É através dela que a instituição organiza, apoia e viabiliza a maioria das ações que conectam o conhecimento produzido no campus diretamente com a população de Fortaleza e do Ceará”, explica a vice-reitora.

Na prática, a extensão universitária cumpre uma dupla missão: transformar a cidade por meio do conhecimento e transformar os estudantes em profissionais competentes, éticos e comprometidos com a sociedade. Na Unifor, a extensão universitária desempenha um papel relevante na promoção do esporte, da responsabilidade social e da arte e cultura na sociedade. 

“O esporte é uma das vertentes fundamentais da atuação da Fundação Edson Queiroz. Através de programas e projetos esportivos, a Fundação incentiva a prática esportiva, apoiando a participação em eventos locais, nacionais e internacionais, promove a inclusão social, estimula o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e contribui para a melhoria da qualidade de vida de jovens e adultos”, explica Adriana Helena.

Ela menciona iniciativas como a Escola de Esporte e competições universitárias, além do programa de apoio e incentivo que beneficia cerca de 120 atletas. Além disso, a FEQ desenvolve e apoia projetos sociais voltados para educação, saúde, cultura, meio ambiente e desenvolvimento comunitário.

“Através de parcerias com instituições e organizações locais, a Fundação promove ações que visam reduzir desigualdades, combater a exclusão social e oferecer oportunidades de desenvolvimento para comunidades em situação de vulnerabilidade”, diz Adriana Helena. Um exemplo dessas práticas é a Escola de Aplicação Yolanda Queiroz, que atende gratuitamente 530 crianças.

A vice-reitora de Extensão e Comunidade Universitária reforça que, quando a universidade desenvolve ações de extensão, o conhecimento deixa de ficar restrito aos muros institucionais e passa a gerar impacto social direto.

“Projetos nas áreas de saúde, educação, cultura, meio ambiente, tecnologia, empreendedorismo e direitos humanos contribuem para melhorar a vida das pessoas e fortalecer as comunidades. Ao mesmo tempo, formam profissionais mais conscientes”, salienta.


“A extensão universitária na Unifor funciona como a engrenagem que conecta o conhecimento técnico à sensibilidade humana, garantindo que o estudante desenvolva competências que vão muito além dos livros e das provas. Essa formação completa e o perfil profissional humanizado são construídos através de vivências práticas e intencionais dentro e fora do campus.”Adriana Helena Moreira, vice-reitora de Extensão e Comunidade Universitária

Na curricularização da extensão, Unifor multiplica seu poder como agente social

Ao transformar sua matriz curricular e incluir os componentes curriculares de extensão em todos os cursos, a Unifor multiplicou ainda mais seu poder como agente social. Isso significa que, todas as semanas, milhares de estudantes de Engenharias, Nutrição, Psicologia, Cinema, Administração, Medicina e outros cursos estão espalhados por Fortaleza prestando consultorias, reformando espaços, criando campanhas de saúde e gerando impacto real.


“O papel estrutural da curricularização da extensão na formação de profissionais de excelência realiza-se, inicialmente, pela união entre a validação prática do saber e o desenvolvimento das Competências de Vida da Unifor, sendo elas Cidadania, Cognição, Comunicação e Colaboração. Essa vivência prática consolida um aprendizado profundo e duradouro, impulsionando a flexibilidade e a adaptabilidade individual”Alexandra Siebra, da Assessoria de Desenvolvimento Curricular da VRE

Alexandra Siebra, da Assessoria de Desenvolvimento Curricular da VRE, destaca que a inserção obrigatória dos estudantes no território transforma a cidade em um laboratório vivo de aprendizagem e inovação social.

“Essa vivência em cenários dinâmicos e imprevisíveis impulsiona a excelência técnica, desafiando os estudantes a cocriar soluções inovadoras em equipes interprofissionais e a desenvolver habilidades essenciais como liderança e adaptabilidade. Dessa forma, a instituição assegura um perfil profissional equilibrado, capaz de aliar competência de ponta a uma sólida consciência sobre os impactos sociais, ecológicos e humanos de suas decisões”, sinaliza.

Alexandra reforça que a curricularização da extensão universitária dialoga diretamente com a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ao transformar metas globais em ações locais concretas nos territórios.

“Na Unifor, esse compromisso é institucionalizado pois todas as disciplinas e atividades de extensão devem, obrigatoriamente, sinalizar uma ou mais ODS em seu Instrumento Unificado de Cadastro de Atividade de Extensão”, explica.

A vice-reitora Adriana Helena complementa que se a Agenda 2030 funciona como um plano de ação global para erradicar a pobreza e proteger o planeta, a extensão universitária, de maneira geral, é a principal ferramenta que as universidades possuem para tirar as metas desse plano do papel e aplicá-las nos territórios.

“A extensão é um importante instrumento para a territorialização dos ODS, pois leva as metas globais da Agenda 2030 para a realidade local. Por meio dela, os estudantes têm a oportunidade de compreender os desafios do desenvolvimento sustentável e participar ativamente da construção de soluções inovadoras para suas comunidades”, afirma.

Em nível internacional, o principal termômetro dessa conexão é o ranking THE Impact (da consultoria britânica Times Higher Education), que avalia o impacto das universidades no cumprimento dos ODS. A Unifor é classificada como a melhor universidade particular do Norte e Nordeste nessa classificação, justamente por conseguir cruzar suas ações de extensão com as metas globais da ONU.

 

 


Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, contribuindo para o alcance do ODS 4 – Educação de Qualidade, ODS 10 – Redução das Desigualdades e ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação.

A Universidade de Fortaleza reafirma seu compromisso com a formação integral e a responsabilidade social por meio da extensão universitária e da curricularização da extensão. Ao integrar o conhecimento acadêmico às demandas da sociedade, a instituição transforma a vivência universitária em ações de impacto, preparando profissionais cidadãos capazes de promover transformações reais na comunidade.

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