Orgulho Unifor: equipes de Gadget e Vortex avançam em mundial de criação de jogos digitais

seg, 6 abril 2026 16:57

Orgulho Unifor: equipes de Gadget e Vortex avançam em mundial de criação de jogos digitais

 Alunos e egressos do curso de Ciência da Computação são semifinalistas na 10ª edição do Game Jam Plus e passam para a fase final


Denominada Gato Alienígena, a equipe é formada por alunos e profissionais do laboratório Vortex da Unifor (Foto: Arquivo pessoal)
Denominada Gato Alienígena, a equipe é formada por alunos e profissionais do laboratório Vortex da Unifor (Foto: Arquivo pessoal)

Alunos, egressos e tech lead do laboratório Vortex e integrantes do Grupo de Aprendizagem e Desenvolvimento de Games, Entretenimento e Tecnologia (GADGET) da Universidade de Fortaleza, mantida pela Fundação Edson Queiroz, avançaram para a fase de aceleração da GameJamPlus, que os levou a mais uma etapa de uma das maiores competições internacionais de desenvolvimento de jogos. As equipes estão entre os finalistas da 10ª edição do evento e integram um seleto grupo de classificados, sendo os representantes do estado Ceará na etapa.

As equipes foram classificadas na etapa de aceleração, que aconteceu em São Paulo, onde estiveram presentes e acompanharam a premiação, e após melhorias e orientações avançaram para a próxima etapa onde podem concorrer aos prêmios da Final Global que acontecerá em Brasília no dia 14 de maio.  

Entre os dois jogos, há o jogo narrativo “Still Me”, que acompanha a história de Rafael, um pintor que precisa se adaptar após perder o braço dominante em um acidente. Ao longo da experiência, o jogador vivencia, de forma sensível, os desafios enfrentados pelo protagonista, em uma proposta que busca refletir sobre adaptação, identidade e novos começos.

O time da Unifor, intitulado como Gato Alienígena, responsável pela criação do jogo é formado por Amanda Lira Andrade Botelho, Raquel Albuquerque Quirino, João Igor Vidal de Andrade — todos alunos e egressos do curso de Ciência da Computação — além de Felipe Cassiano, tech lead do Vortex, mentor e integrante do GADGET.

Já o outro jogo classificado é “Leave us Alone, Charlie!”, um jogo Walking Simulator (com elementos do tipo Party Game), onde foi inspirado no clássico filme de Charlie Chaplin, "Tempos Modernos". Este jogo coloca dois jogadores no papel de operários de fábrica nos anos 1930.

O time denominado Staircase, é formado por Vinícius Lima Campos de Morais, Louise Portela e Guilherme Leocádio, todos egressos do Curso de Ciências da Computação e atualmente atuando como mentores no Grupo Gadget.

Considerada uma das maiores do mundo no segmento, a GameJamPlus é uma competição global de desenvolvimento de jogos digitais que conecta milhares de pessoas em mais de 50 países. O evento reúne estudantes, desenvolvedores e profissionais da área em uma maratona criativa, na qual equipes têm o desafio de criar jogos a partir de temas e problemas propostos.

A competição acontece em etapas regionais, nacionais e internacionais, e inclui também um processo de aceleração, no qual os projetos recebem mentoria e apoio para se tornarem produtos mais estruturados e com potencial de mercado.

Still Me” aposta na empatia para retratar perda e recomeço 

O jogo “Still Me” acompanha sete dias na vida de Rafael, explorando não apenas os desafios práticos do cotidiano, mas também o processo interno de adaptação e redescoberta do personagem. A narrativa aborda sentimentos como frustração, insegurança e a busca por um novo sentido para a própria identidade após uma mudança significativa.


Da esquerda para a direita: Ian Rochlin (Game Jam Plus), Izequiel Norões (professor), João Igor, Raquel, Felipe e Amanda (Gato Alienígena), Guilherme (Staircase) e Pedro Caixa (youtuber e apresentador do evento). (Foto: Arquivo pessoal) 

A proposta vai além da história contada em diálogos. Por meio de minigames e mecânicas interativas, o jogador vivencia as dificuldades do protagonista, sendo incentivado, inclusive, a jogar com a mão não dominante. Essa escolha reforça a imersão e aproxima o público da experiência de Rafael, tornando tarefas simples mais desafiadoras e evidenciando seu processo de adaptação.


“Still Me” acompanha a história de Rafael, um pintor que precisa se adaptar após perder o braço dominante em um acidente (Imagem: Divulgação)

“O diferencial do nosso jogo é a transmissão das emoções do protagonista ao jogador. Antes mesmo de começar a jogar, o jogo orienta o uso da mão não dominante, tornando tarefas simples mais difíceis. É esse sentimento que queremos transmitir”, afirma Felipe Cassiano, tech lead da equipe.

Visualmente, o jogo acompanha essa jornada ao iniciar em tons mais neutros e ganhar cores gradualmente, à medida que o protagonista avança em seu processo de aceitação. Com múltiplos finais, a experiência combina narrativa e interatividade para refletir sobre recomeços e novas formas de se expressar. 

A estudante Raquel Albuquerque conta que o primeiro desafio foi o tempo de elaboração do projeto, já que a equipe teve apenas 48 horas para definir a ideia, estruturar a narrativa e desenvolver um protótipo jogável. Nas etapas seguintes, o desafio continuou, exigindo organização e definição de prioridades para conciliar o projeto com a rotina de estudos e trabalho. 
 


“Esse desafio continuou de outra forma: com graduação e estágio, o tempo disponível para polir e expandir o jogo ficava bem limitado. Então, a gente precisou ser muito estratégico na escolha do que entrava ou não entrava na build. —  Raquel Albuquerque, aluna de Ciência da Computação e estagiária do Vortex

O grupo precisou alinhar a evolução do jogo sem perder a coerência da proposta inicial, o que demandou planejamento, comunicação constante e um processo contínuo de ajustes. A utilização do Vortex como ponto de encontro e organização foi fundamental para garantir a sincronia da equipe e o andamento do projeto.

“Leave us Alone, Charlie!” do Cinema para os Jogos

A inspiração do jogo, o filme Tempos Modernos de Charlie Chaplin, nos leva a um jogo desafiador numa competição local e simultânea entre dois jogadores, ambos devem realizar suas tarefas de forma eficiente para alcançar o melhor desempenho e garantir seus empregos ao final da semana. No entanto, Charlie interfere involuntariamente no ambiente de trabalho, sabotando máquinas, linhas de produção e as ações dos jogadores. 


”Leave us Alone, Charlie!” é um  desafio de sobrevivência que transporta a tensão do cinema para os games ( Fonte: Divulgação / Leave us Alone, Charlie!) 

O desafio está em manter a produtividade, superar o rival e lidar com os eventos caóticos causados por Charlie, equilibrando precisão, agilidade e adaptação em um ambiente dinâmico e imprevisível.

O egresso Guilherme Leocádio, também passou com sua equipe pelo desafio, mas ressalta que a Game Jam plus tem um diferencial de acompanhamento e aprimoramento dos jogos, lembrando também da importância dessa experiência.


Acredito que o apoio da UNIFOR a iniciativas como o Gadget e as Game Jams é um diferencial para quem deseja ingressar na área de desenvolvimento de jogos. A prática constante nesses eventos abre os olhos dos alunos para a real dimensão da indústria. Mais do que dominar ferramentas, eles descobrem onde se encaixam nesse ecossistema e têm a chance de exercitar isso na prática, criando projetos do zero em cada uma dessas frentes.”- Guilherme Leocárdio, egresso do Curso de Computação e integrante do grupo de estudos Gadget.

Ambiente acadêmico que impulsiona 

A Unifor teve papel fundamental no desenvolvimento dos jogos desenvolvidos, oferecendo suporte desde a divulgação da GameJamPlus até o acompanhamento durante toda a competição.

Por meio da organização da sede do evento junto ao GADGET e do laboratório Vortex, os alunos receberam orientação, incentivo e um espaço para estruturar ideias, aprimorar aspectos técnicos e criativos, e apresentar o jogo em atividades dentro da instituição.


Na foto, os professores Izequiel Norões e Juliana Martins, responsáveis pela criação do Gadget, os alunos da equipe Staircase e o aluno Gustavo Mitsuo da organização do Gadget (Foto: Arquivo pessoal)

“A integração dos alunos, e o apoio da instituição para os grupos de estudos e laboratórios na Unifor, são fundamentais para o aprimoramento profissional, diversificando e permitindo a aplicação prática dos alunos em vários segmentos relacionados”, ressalta o professor e doutorando da Unifor, Izequiel Norões. 

A participação na competição internacional reforça a criatividade e a competência dos estudantes, conecta teoria e prática e evidencia o compromisso da Unifor em formar profissionais preparados para atuar com excelência no mercado global de tecnologia e desenvolvimento de jogos. O apoio institucional mostrou como a Universidade transforma conhecimento acadêmico em experiências práticas de alto impacto.

Do protótipo ao mercado: próximos passos do projeto

Com o avanço na competição, a equipe passa a direcionar o projeto também para possibilidades de inserção no mercado de jogos digitais. O aprimoramento dos jogos durante a fase de aceleração, permitiu explorar aspectos técnicos, narrativos e de usabilidade, além de ampliar sua visibilidade no cenário nacional e internacional.

Paralelamente, as equipes pretendem dar continuidade ao desenvolvimento dos seus projetos, com foco em um possível lançamento e na participação em outros eventos da área, fortalecendo a presença no mercado independente e consolidando a experiência adquirida ao longo da competição.
 

 


Esta matéria está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o alcance do ODS 4 – Educação de Qualidade. A Universidade de Fortaleza, assim, reafirma seu compromisso com a democratização do conhecimento e a formação cidadã, promovendo uma aprendizagem inclusiva, equitativa e de excelência que prepare os estudantes para os desafios globais e o desenvolvimento sustentável.


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