As mãos da professora Cristina Santiago, do CCS, tecem cuidados com o outro e artesanato 

qui, 14 outubro 2021 10:39

As mãos da professora Cristina Santiago, do CCS, tecem cuidados com o outro e artesanato 

A docente é a quarta entrevistada da série Gente que muda o mundo, que está sendo veiculada na semana do Dia do Professor 
 


A fisioterapeuta considera que é importante estar sempre disposta a aprender e a recomeçar, no tricô e na vida (Foto Ares Soares)
A fisioterapeuta considera que é importante estar sempre disposta a aprender e a recomeçar, no tricô e na vida (Foto Ares Soares)

"Educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo"
Paulo Freire

Os movimentos ágeis das agulhas de crochê e os procedimentos delicados da Fisioterapia Dermatofuncional são comandados pelas mesmas mãos, as da docente do Centro de Ciências da Saúde, Cristina Santiago. Graduada em Fisioterapia e mestre em Saúde Coletiva, Cristina tem colorido a vida com as linhas utilizadas em trabalhos manuais. 
 
O que começou como passatempo vem ganhando mais espaço. Transformou-se em loja virtual depois da pandemia de Covid-19. Além de lecionar há 15 anos na Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz, a doutoranda em Saúde Coletiva também adora assistir a séries, viajar, praticar corridas de rua e fazer programações com os dois filhos e o marido.
 
Uma das peças de artesanato exibidas com orgulho pela professora Cristina é um Divino Espírito Santo feito em crochê e madeira. Religiosa, a professora é devota de Nossa Senhora de Fátima e escolheu atuar em uma área na qual o verbo cuidar é fundamental. “O mundo precisa de profissionais mais humanizados!”, defende a docente que tece relações baseadas no diálogo para ensinar e aprender diariamente.
 
A professora e fisioterapeuta é a quarta entrevistada da série Gente que muda o mundo, que marca a semana do Dia do Professor. “Sinto-me motivada intrinsecamente e meus professores e colegas me motivam de forma extrínseca”, conta Cristina Santiago. Docentes entrevistados contam como trabalhar na educação está relacionado às próprias referências de vida e como as inspirações do cotidiano são levadas à sala de aula para envolver e motivar os alunos. Cada professor e professora representa a pluralidade dos cerca de 1.300 profissionais que atuam na Universidade de Fortaleza, avaliada pelo ranking THE como a melhor universidade privada do Brasil. 
  

“Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
se não tocamos o coração das pessoas”

Autoria desconhecida

 
 O que a inspirou a se tornar professora? 
Desde a época da escola (antigo 2º grau), sempre tinha minha casa cheia de amigos para estudar e adorava compartilhar meus conhecimentos. Na universidade essa realidade não foi diferente, sempre adorava estudar em grupo para trocar conhecimentos com meus amigos. Além de me inspirar nos meus grandes mestres, os quais trabalho com alguns deles, ainda hoje. E logo que me formei passei a ser convidada pelos meus professores para ministrar palestras, minicursos, workshops.... e aqui estou!
 



“Adoro também fazer meu crochê que me inspira em "fazer e desmanchar" para cada dia ter um produto melhor para meus clientes. Assim também é a Cristina, fisioterapeuta”, explica a professora

 O que mais gosta de fazer no cotidiano fora da sala de aula e como isso se relaciona com o seu trabalho de educador?
Adoro fazer cursos e me atualizar constantemente. Adoro também fazer meu crochê que me inspira em "fazer e desmanchar" para cada dia ter um produto melhor para meus clientes. Assim também é a Cristina, fisioterapeuta, uma profissional aberta para o novo e sempre disposta a recomeçar para me tornar, a cada dia, uma pessoa e profissional melhor!
 
Por favor, conte para a gente sobre uma aula diferente e empolgante para a turma, na qual trouxe um pouco das suas vivências/ saberes para abordar o conteúdo de forma inovadora.
As ações sociais que realizávamos (em shopping centers, no centro da cidade, dentre outros locais), antes da quarentena, as quais relacionávamos com os conteúdos da nossa disciplina de Fisioterapia Dermatofuncional, pois havia uma preparação prévia. Os estudantes organizavam materiais informativos de promoção à saúde, entravam em contato com as histórias de vida dos pacientes, realizavam atendimentos e após o final dessas atividades nos reuníamos na sala de aula ou no grupo de estudo (Grupo de Fisioterapia Dermatofuncional - Gefidef) para fazer o fechamento da atividade. E dessas ações resultaram muitos trabalhos de relatos de experiência para eventos.
 
O que mais gosta na sua profissão?
A autonomia e a versatilidade, pois ser fisioterapeuta é ser um profissional em constante crescimento e atualização. Por ser uma profissão jovem, apenas 52 anos, dia a dia, ganha espaço no mercado de trabalho com novos métodos, recursos e técnicas, associados a novas áreas de atuação e especialidade, tornando-se um profissional fundamental para recuperação da funcionalidade.
 
Como atuar na educação dialoga com seu desejo de contribuir para um mundo melhor?
Para além da cognição e habilidade, trabalho, na sala de aula e durante as atividades práticas, as competências de vida do novo século, pois considero de fundamental importância para a formação de profissionais, desde os primeiros semestres da sua formação. Essas competências são trabalhadas por meio de dramatização, elaboração de HQ (histórias em quadrinhos), dentre outras e a partir dessas atividades são despertados momentos maravilhosos e de muita reflexão. O mundo precisa de profissionais mais humanizados!
 

Qual é seu maior sonho em relação ao seu trabalho?
Continuar trabalhando na Unifor e ser uma grande pesquisadora, pois adoro estudar e pesquisar, publicar muitos artigos e contribuir com o crescimento da minha profissão, da saúde e da universidade.
 
Conte-me sobre uma aula inesquecível (pode ser do ponto de vista de professor ou de você como aluno que viria a se tornar professor).
Sobre uma aula inesquecível... é aquela aula que faz o estudante sentir vontade de estar ali, dia a dia, estudando aquele determinado assunto, participando ativamente das aulas, sentindo-se motivado sempre. Saio realizada da minha sala de aula virtual ou presencial quando consigo mobilizar, se não todos, mas a maioria dos estudantes durante uma discussão. Como estudante que sou do doutorado, sempre digo que após 11 anos retornei à sala de aula no meu melhor momento, pois embora tenha outras atribuições não procrastino minhas atividades relacionadas à minha nova formação. Sinto-me motivada intrinsecamente e meus professores e colegas me motivam de forma extrínseca.
 
Que professor, autor, personalidade o inspira? Por quê?
Ah, tenho tantas inspirações... a primeira delas é minha mãe (Judite Santiago)! Uma mulher guerreira de uma fortaleza sem tamanho e cheia de vontade de viver e Paulo Freire, que se estivesse vivo na atualidade, estaria completando 100 anos com suas grandes contribuições para a educação, por tornar o estudante ativo no processo ensino aprendizagem, considerando o diálogo peça fundamental para a construção do pensamento crítico.
 
Há alguma frase, verso, música ou citação que tem muito significado para você? Qual?
Sempre trago para minha vida e ao final das disciplinas o poema Saber viver (autoria desconhecida).  

 

Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
Se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar
(autoria desconhecida)
 
 

Como se imagina quando não estiver mais dando aulas?
Meu Deus.... não parei para pensar em um futuro tão distante.... Mas em um futuro mais próximo, penso em continuar pesquisando (está enraizado) e investir na minha segunda atual profissão. Serei uma crocheteira de sucesso, atuando com artesanato e na prevenção de lesões advindas da profissão de artesã. Também tenho alguns projetos em mente relacionados à Fisioterapia, mas ainda tenho que amadurecê-los!

Gente que muda o mundo - diversidade de aprendizados e saberes



 Daniel Camurça, historiador e professor do Centro de Ciências Jurídicas (CCJ). Urbano, ele adora andar pelas ruas, praças e cidades. É fã de séries e animações da cultura pop. Nas horas vagas gosta de cuidar de plantas e animais de estimação. Veja a entrevista completa e o vídeo aqui.

Daniela Araújo Costa (CCT) é graduada em Engenharia Civil e mestre em Administração de Empresas. Começou na docência ministrando aulas de inglês para crianças e preparando adultos para certificações internacionais como testes da Universidade de Cambridge. Desde 2003 atua no ensino superior. Daniela se considera muito comunicativa e “alto astral”. Ler e ver filmes estão entre os principais passatempos. Leia a entrevista na íntegra e veja o vídeo aqui.



O professor do Centro de Ciências da Comunicação e Gestão da Universidade de Fortaleza, Landsberg Costa, destaca “o poder transformador que a educação tem na vida das pessoas e como os professores podem ter o efeito catalisador dessa transformação”. Ele é o terceiro docente da série de entrevistas Gente que muda o mundo. Graduado em Administração de Empresas, Landsberg vibra ao ver os alunos demonstrando desenvoltura e aprendizado durante momentos do cotidiano, como em uma aula de campo.  Veja toda a entrevista aqui.



Os movimentos ágeis das agulhas de crochê e os procedimentos delicados da Fisioterapia Dermatofuncional são comandados pelas mesmas mãos, as da docente do Centro de Ciências da Saúde, Cristina Santiago. Graduada em Fisioterapia e mestre em Saúde Coletiva, Cristina tem colorido a vida com as linhas utilizadas em trabalhos manuais.  Leia a entrevista na íntegra e assista ao vídeo aqui.



A banda Inimputáveis traz no vocal um advogado criminalista. Seja ao cantar as letras de bandas como Charlie Brown Jr,  participar do Tribunal de Júri ou lecionar, o professor Armando da Costa Júnior atua com intensidade. “Por causa dos meus dois metros, as pessoas costumam me chamar de Armandão. Além de professor, sou advogado criminalista. São duas profissões que exerço com enorme paixão”, conta. Veja a entrevista inteira aqui.



O arquiteto e urbanista Pedro Boaventura dá aulas há quase três décadas. Também gosta de desenhar, fazer maquetes e objetos, cuidar das plantas e dedilhar no teclado. Pedro ama ser ponte para o aprendizado e possibilitar que os alunos caminhem em direção à descoberta de talentos e à consolidação de saberes. Leia mais aqui.



As palavras e as imagens perpassam o fazer da professora Mariana Fontenele, do Centro de Ciências da Comunicação e Gestão (CCG), dentro e fora da sala de aula. Com os alunos das graduações em Jornalismo e em Publicidade e Propaganda, a literatura e o cinema também são inspirações para o processo ensino-aprendizagem. Os livros também são uma “paixão” quando Mariana está fora da Universidade de Fortaleza.  Leia toda a entrevista e veja o vídeo aqui.



O olhar atento para a Saúde e para a Educação requer que acolhimento e empatia acompanhem a técnica. É dessa forma que ser enfermeira e ser professora são linhas que se cruzam na trajetória da docente do Centro de Ciências da Saúde da Universidade de Fortaleza, Lívia Andrade. Além de atuar na graduação de Enfermagem, na orientação na Liga de Estudos sobre Violências e Acidentes e na coordenação da Pós-graduação (Lato Sensu), ela também gosta de atividades físicas e de viajar. A entrevista completa está disponível aqui.