Terapia Ocupacional em expansão: mercado aquecido impulsiona oportunidades profissionais
Com áreas em alta, forte demanda social e uma proposta pedagógica conectada ao futuro, o curso de Terapia Ocupacional da Unifor se consolida como diferencial na formação e na inserção no mercado de trabalho
A terapia ocupacional vive um momento de expansão no Brasil. Impulsionada por transformações sociais, envelhecimento populacional, ampliação das políticas públicas de inclusão e novas demandas em saúde mental, educação e assistência social, a profissão tem conquistado maior visibilidade e reconhecimento.
Esse cenário aquece o mercado de trabalho e amplia as possibilidades de atuação para terapeutas ocupacionais, exigindo, ao mesmo tempo, uma formação sólida, crítica e conectada com a realidade contemporânea. Nos últimos anos, a procura por terapeutas ocupacionais cresceu mais de 35% .
Na Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz , a retomada do curso de Terapia Ocupacional chega alinhada a esse contexto. A graduação se apoia em um legado histórico da Unifor, uma proposta pedagógica atualizada e uma infraestrutura robusta, fatores que vêm sendo apontados por docentes e alunos como diferenciais importantes na formação profissional.
Segundo a coordenadora do curso, Elcyana Bezerra, a definição atual da Federação Mundial de Terapeutas Ocupacionais (WFOT) sintetiza bem o papel da profissão: a terapia ocupacional “promove a saúde e o bem-estar ao apoiar a participação em ocupações significativas que as pessoas desejam, precisam ou são esperadas que façam”. A ocupação, entendida como as atividades do cotidiano que dão sentido à vida, é o núcleo da prática profissional, com foco na autonomia, na dignidade e na inclusão social.
Com mais de três décadas de trajetória na área, a coordenadora acompanha de perto a transformação do campo profissional. Ela relembra que iniciou sua carreira em um contexto de escassez de campos de atuação, com mercado restrito, pouca demanda espontânea e escasso conhecimento sobre a terapia ocupacional.
Hoje, o cenário é outro. “A demanda por terapeutas ocupacionais cresceu significativamente, há maior reconhecimento social e institucional dos benefícios da nossa atuação”, afirma Elcyana, destacando o amadurecimento da profissão no Brasil e o fortalecimento de práticas baseadas em evidências e modelos de intervenção próprios, sensíveis às realidades culturais e sociais do país.
Áreas em alta e novas frentes de atuação
A expansão do mercado de trabalho para terapeutas ocupacionais é evidenciada pela variedade de áreas em que podem atuar. No setor público, há muitas oportunidades em campos como saúde mental comunitária, atenção primária, assistência social e envelhecimento.
Há a atuação do terapeuta ocupacional em serviços como o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), as Unidades Básicas de Saúde, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). Instituições de longa permanência para idosos também vêm se tornando cada vez mais essenciais.
De acordo com Elcyana, “as transformações sociais, as políticas públicas inclusivas, o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a valorização da intersetorialidade têm impulsionado a presença do terapeuta ocupacional em diversas esferas”.
Ganham destaque abordagens como a Terapia Ocupacional Social e a Justiça Ocupacional, que ampliam o olhar da profissão para questões de direitos humanos, vulnerabilidade social e participação cidadã. No setor privado, a procura também aumenta, sobretudo nos campos de:
- desenvolvimento infantil,
- neurodesenvolvimento,
- reabilitação física,
- assistência domiciliar,
- cuidados paliativos,
- tecnologia assistiva,
- saúde do trabalhador.
Além disso, novas áreas de atuação também se destacam, como:
- telessaúde,
- acessibilidade digital,
- trabalho em contextos de justiça restaurativa e sistema prisional,
- projetos intersetoriais que conectam saúde, educação, cultura e assistência social.
Formação conectada às demandas do mercado
Em um mercado em constante mudança, a formação do terapeuta ocupacional deve ultrapassar o domínio técnico. Para Elcyana, sobressair-se no mercado de trabalho requer a combinação de conhecimento científico, sensibilidade ética e habilidade para inovar.
“Para se destacar no mercado, o
terapeuta ocupacional precisa ir além das competências técnicas
tradicionais, com uma atuação alinhada à complexidade do
trabalho, às demandas da atenção integral à saúde e às
transformações sociais. O mercado valoriza profissionais que
articulam conhecimento científico, trabalho interdisciplinar,
sensibilidade ética e criatividade” — Elcyana
Bezerra, terapeuta ocupacional e coordenadora do curso de
Terapia Ocupacional da Unifor
Essas competências estão no centro do projeto pedagógico do curso da Unifor. Ao longo de oito semestres, a graduação integra conteúdos das ciências biológicas, da saúde, sociais e da terapia ocupacional. A proposta é formar profissionais generalistas, críticos e reflexivos, preparados para atuar em diferentes contextos ao longo do ciclo de vida.
A formação valoriza metodologias ativas, aprendizagem significativa e a integração entre ensino, pesquisa e extensão. A curricularização da extensão e a inserção precoce dos estudantes em cenários reais de prática fortalecem o vínculo com a comunidade e com o mercado de trabalho. “A proposta valoriza uma formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, comprometida com a transformação social”, destaca Elcyana.
Infraestrutura, práticas e vivências desde os primeiros semestres
Um dos diferenciais apontados por alunos e professores é a infraestrutura da Unifor. Os laboratórios específicos do curso, como o Laboratório de Recursos Terapêuticos Ocupacionais e o Laboratório de Tecnologia Assistiva, permitem que os estudantes experimentem, analisem e adaptem atividades terapêuticas desde os primeiros semestres, desenvolvendo o raciocínio clínico e a tomada de decisão profissional.
Essas experiências se articulam com as práticas desenvolvidas no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI) , onde os alunos vivenciam cenários reais de cuidado multiprofissional. Segundo a coordenação, essa integração garante “uma inserção precoce, qualificada e significativa na prática profissional”, fortalecendo competências técnicas, éticas e criativas.
Além disso, os estudantes têm acesso a projetos institucionais, ligas acadêmicas, monitorias, ações de extensão e programas como o PET-Saúde Digital , desenvolvido em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Fortaleza e a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará. Essas iniciativas ampliam o contato com o mercado e fortalecem a formação baseada em evidências e inovação.
Formação direcionada para o mercado atual
Para os estudantes, o curso tem se mostrado decisivo na construção de trajetórias profissionais mais seguras e conectadas com o mercado. Artur Mouta de Pinho, psicólogo, professor de Teatro e aluno do curso de Terapia Ocupacional , conta que o interesse pela área surgiu a partir de sua experiência profissional em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). “Eu me encantei pelo trabalho delas [terapeutas ocupacionais]. Elas me explicaram o que era terapia ocupacional e me mostraram as possibilidades de atuação”, relata.
Essa vivência prévia no serviço público de saúde contribui para que Artur chegasse ao curso com uma visão mais concreta das demandas sociais e do mercado de trabalho. A escolha pela Unifor, segundo ele, esteve relacionada à credibilidade da instituição, à oferta do curso noturno e à infraestrutura.
“Eu sempre ouvi falar que um dos grandes diferenciais da Unifor era que eles têm muita estrutura e dão muito suporte para os alunos, não só no acadêmico, mas também no profissional”, afirma. Para Artur, o mercado está “extremamente aquecido”, especialmente nas áreas de inclusão, neurodesenvolvimento e gerontologia, o que torna o momento favorável para quem está se formando.
“Vejo que, na Unifor, eles ajudam
você não apenas no sentido acadêmico, mas também no
profissional. Minha expectativa em relação ao curso, em si, é
aprender mais a fundo, entender melhor o que faz e o que é
preciso para ser um terapeuta ocupacional” — Artur
Mouta, psicólogo, professor de teatro e aluno do curso de
Terapia Ocupacional da Unifor
Ao refletir sobre o próprio futuro profissional, Artur enxerga um campo ampliado de possibilidades a partir da vivência que vem construindo na Terapia Ocupacional, especialmente quando compara essa formação com suas outras trajetórias, como ator e professor de teatro. Segundo ele, a profissão possibilita a criação de conexões entre diferentes áreas do conhecimento, unindo arte, educação e cuidado com os alunos: “Eu vejo que há mais possibilidades de uma construção de pontes”, conclui.
Sensibilidade e responsabilidade social
A estudante Andréa Moreno de Carvalho destaca que a Terapia Ocupacional entrou em sua vida de forma pessoal, a partir da experiência com a filha. “Percebi que, principalmente na infância, a T.O. tem um poder enorme de mudar futuros”, afirma. Ao longo do curso, ela passou a compreender a amplitude da profissão, que “abraça o ser humano em todas as suas fases”, sempre com foco na autonomia e na qualidade de vida.
Para Andréa, as atividades práticas e as visitas a espaços como o NAMI são fundamentais para transformar teoria em vivência. “Essas experiências não apenas consolidam o conhecimento adquirido em sala de aula, mas também nos preparam para os desafios e as recompensas da terapia ocupacional”, destaca a aluna.
Integrante do PET-Saúde Digital na Unifor, a estudante vivencia, ainda durante a graduação, experiências que articulam ensino, pesquisa e extensão, aproximando o aprendizado acadêmico da realidade dos serviços de saúde.
A participação no PET permite que Andréa desenvolva competências como trabalho em equipe, pensamento crítico e responsabilidade social, ao mesmo tempo em que fortalece sua formação prática. Para ela, essas experiências complementam o que é aprendido em sala de aula e ampliam a compreensão sobre a atuação do terapeuta ocupacional em diferentes contextos, especialmente na promoção da autonomia e da qualidade de vida.
“Os aprendizados na Unifor estão me
transformando muito, tanto na vida pessoal quanto na
profissional. Pessoalmente, sinto que minha empatia e a
capacidade de olhar para o outro com mais profundidade
aumentaram. Passei a entender a importância da autonomia em cada
detalhe da vida de uma pessoa, e essa visão mais humana se
estende para fora da graduação, ajudando-me a lidar melhor com
os desafios do dia a dia e a valorizar as pequenas
conquistas” — Andréa Moreno, estudante do curso
de Terapia Ocupacional da Unifor
As atividades práticas e as visitas a equipamentos como o Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI) também ocupam papel central na formação dos estudantes. Para Andréa, esse contato direto com a prática profissional contribui para consolidar o aprendizado e preparar os alunos para os desafios cotidianos da profissão, tornando o processo de formação mais dinâmico e conectado com a realidade do mercado.
As trajetórias de Artur e Andréa demonstram como o curso de Terapia Ocupacional da Unifor tem permitido a criação de carreiras mais reflexivas, baseadas na prática e sensíveis às necessidades sociais. A combinação de estrutura institucional, experiências práticas e programas como o PET-Saúde fortalece a capacitação de profissionais prontos para trabalhar em um mercado em crescimento, com sensibilidade, técnica e responsabilidade social.
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O curso de Terapia Ocupacional da Unifor oferece uma formação completa, com infraestrutura moderna, espaços de prática qualificados e metodologias ativas que integram teoria e vivência profissional desde os primeiros semestres. Ao longo da graduação, o estudante desenvolve competências técnicas, olhar crítico e atuação ética, preparando-se para promover autonomia, inclusão e qualidade de vida em diferentes contextos de atuação.
Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o alcance do ODS 4 – Educação de Qualidade e o ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico.
A Universidade de Fortaleza reafirma seu compromisso com a
educação de excelência, o desenvolvimento profissional e o impacto
social positivo, fortalecendo a conexão entre formação acadêmica,
empregabilidade e desenvolvimento sustentável.