De Filha Para Mãe: Descubra o carinho da aluna Marília Serpa com sua mãe Fernanda

seg, 3 maio 2021 10:53

De Filha Para Mãe: Descubra o carinho da aluna Marília Serpa com sua mãe Fernanda

Campanha para o Dia das Mães da Universidade de Fortaleza conta histórias sobre filhas que passaram a cuidar de suas mães durante a pandemia.


Marília Serpa [à direita] revela ter uma relação de “melhores amigas” com sua mãe, Fernanda Serpa [à esquerda]. (Foto: Acervo pessoal)
Marília Serpa [à direita] revela ter uma relação de “melhores amigas” com sua mãe, Fernanda Serpa [à esquerda]. (Foto: Acervo pessoal)

No próximo dia 9 de maio de 2021, comemora-se o Dia das Mães e a Universidade de Fortaleza, da Fundação Edson Queiroz, celebra esse momento com a campanha digital “De Filha Para Mãe”.

Durante essa semana que antecede a data, a Unifor irá publicar uma série de entrevistas sobre filhas que estão se dedicando ao cuidado com suas mães neste período de pandemia. As histórias compartilham os desafios e tesouros encontrados pelo percurso de zelo construído em tal configuração familiar, além de mostrar o carinho necessário para fortalecer esse laço afetivo no cotidiano dentro de casa.

Abrindo a sequência de crônicas, trazemos a experiência de Marília Serpa, 25 anos, aluna do curso de Jornalismo e estagiária. Ela passou a cuidar de sua mãe, Fernanda Serpa, durante o isolamento, e encontrou nele um modo de fortalecer ainda mais a amizade entre as duas. Confira o relato.

Amizade e cuidado

Marília revela que a proximidade com sua mãe Fernanda sempre foi muito forte, sendo ambas muito ligadas uma com a outra e fazendo praticamente tudo juntas. “Ela é a minha parceira e eu sou a dela. Apesar de eu ter, sim, amigas da mesma faixa etária que eu, minha mãe é a minha melhor amiga”, afirma a estudante.

Com a chegada da pandemia, Marília conta que passou a ser ainda mais cuidadosa do que já era com Fernanda, principalmente após seu pai testar positivo para Covid-19 recentemente. Apesar de chegar a ficar debilitado, ele foi cuidado em casa pela filha com o auxílio das prescrições médicas. “Em contrapartida, eu precisava cuidar dela [mãe] também. Mas, nesse caso, era ficando o mais longe possível para que, caso eu estivesse contaminada de forma assintomática, não corresse o risco dela se contaminar também”, relembra ela.

Tendo ambos de seus pais são idosos, a estudante compartilha que qualquer sinal dos sintomas suspeitos do novo coronavírus já a deixava deveras preocupada. “A vida dela [Fernanda] sempre teve valor imensurável para mim e eu sempre fui uma filha atenciosa, mas diante de tudo o que estamos passando com relação à pandemia, isso se intensificou bem mais. É como se eu tivesse passado a ser a mãe, já que gente mais velha, na maioria dos casos, tende a ser mais teimosa”, comenta a aluna, com bom humor.


Fernanda e Marília Serpa antes da pandemia. (Foto: Arquivo Pessoal)

Essa dinâmica de cuidado, somada ao período de isolamento em casa, fez com que Marília e Fernanda se aproximassem ainda mais. A futura jornalista explica que “desapegou” bastante das redes sociais durante a pandemia, o que a fez criar uma nova proximidade com sua família: “O dia todo em casa é com ela, desde a hora que a gente acorda até a hora que a gente vai dormir, já que tudo está sendo feito por meio remoto”.

“Óbvio que nem todos os dias são flores. Há desentendimentos normais entre mãe e filha, mas eu percebi que nos moldamos para adaptar nossa relação durante esse longo tempo de confinamento. Passamos a ver mais séries e filmes juntas, pedir comidas que a gente gosta, inventar comidas novas e também conversar mais”, conclui Marília.

 

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