O que é STEM? Descubra áreas que unem inovação e empregabilidade

seg, 30 março 2026 12:17

O que é STEM? Descubra áreas que unem inovação e empregabilidade

Cada vez mais presente no debate global, a sigla STEM reúne Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática em uma abordagem interdisciplinar que impulsiona soluções inovadoras. Na Universidade de Fortaleza, essa formação estratégica ganha força com integração entre teoria, prática e demandas reais do mercado.


A Unifor oferece uma trajetória completa nas áreas de STEM, da graduação à pós-graduação, com foco em inovação e aplicabilidade (Imagem: Divulgação)
A Unifor oferece uma trajetória completa nas áreas de STEM, da graduação à pós-graduação, com foco em inovação e aplicabilidade (Imagem: Divulgação)

Nos últimos anos, um termo tem ganhado cada vez mais espaço no debate sobre educação, inovação e mercado de trabalho: STEM. A sigla, formada pelas iniciais em inglês de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, representa um conjunto de áreas estratégicas para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico de países em todo o planeta.

O crescimento da economia digital, o avanço da inteligência artificial, a expansão das energias renováveis e as transformações da indústria têm ampliado a demanda por profissionais com formação sólida nessas áreas — no Brasil e no mundo. É latente a busca por profissionais capazes de integrar conhecimentos técnicos, pensamento analítico e criatividade para desenvolver novas tecnologias, otimizar processos e criar soluções sustentáveis.

Para quem deseja desbravar esse campo em expansão, a formação universitária é um passo decisivo. Na Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição vinculada à Fundação Edson Queiroz, estudantes encontram uma estrutura completa para trilhar essa jornada, da graduação à pós-graduação. Há cursos nas áreas de engenharia, computação e tecnologias emergentes, com forte integração entre teoria e prática, conectando sala de aula a laboratórios, projetos de inovação e demandas reais do mercado.

“A área STEM representa profissões que fazem uso intensivo de ciência e tecnologia e que inclui, naturalmente, as engenharias. A interdisciplinaridade é chave no ramo, uma vez que os profissionais com essa formação devem dominar conhecimentos e ferramentas poderosas para solução de problemas que se aplicam a diversas outras áreas”, explica o responsável pela gestão da prospecção de projetos e empresas e da Propriedade Intelectual junto à Vice-Reitoria de Pesquisa (VRP) da Unifor, Ricardo Colares.

Ele reforça que a interdisciplinaridade é uma condição para que o profissional consiga articular os vários campos do conhecimento e seu potencial de aplicação em problemas reais. “Esses profissionais irão se deparar com problemas em áreas diversas e completamente distintas como a área da saúde e a agricultura, por exemplo”, acrescenta. Mas tudo isso vem de uma mudança relativamente recente no mercado, especialmente relacionada ao desenvolvimento tecnológico.

Ricardo recorda que o mercado para profissionais STEM no Brasil, em um passado recente, estava muito associado às engenharias e à ciência da computação. “Com a evolução e penetração das tecnologias digitais, que possibilitam a captura e armazenagem de dados e disponibilidade dos mesmos em tempo real, observamos a valorização da informação como poder”, diz.

Soma-se a isso o impacto da evolução das tecnologias de Inteligência Artificial (IA) nos últimos anos, o que viabilizou a potencialização do uso dessas informações em níveis nunca vistos antes — e esse movimento segue crescendo. Na prática, a manipulação de dados e informações de forma precisa e sistemática é uma atribuição do profissional STEM.

Ás áreas de IA e ciência de dados são, portanto, as mais promissoras para os profissionais STEM atualmente”, avalia Ricardo. Embora sejam campos diretamente associados à computação, o docente lembra que eles não são restritos a esses profissionais, uma vez que outras formações (como engenharia, física e matemática) também carregam a essência do pensamento crítico e analítico. 

“A própria IA tem base na Matemática, e os fenômenos físicos são os mais complexos e demandadores de inteligência para a análise de dados, juntamente com o ramo das ciências biológicas”, salienta Ricardo.

Nesta perspectiva, muitos estudantes têm procurado a Unifor para se especializar e abrir possibilidades de desbravar este mercado em ascensão. A seguir, alunos e egressos contam como a Universidade tem contribuído para prepará-los para atuar em um cenário cada vez mais orientado pela ciência e pela tecnologia — exatamente o território onde o STEM se consolida.

Visão interdisciplinar e estrutura para desenvolver ciências

Emilly Gadelha Cordeiro conta que sempre teve muito interesse em estar na área da saúde, mas não se identificava totalmente com quase nenhum dos cursos mais populares. “Até conhecer a Biomedicina, que tinha um pouco de cada coisa que eu buscava em outras opções”, conta. Foi então que decidiu se matricular no curso da Unifor, maravilhada pela estrutura e pelos laboratórios disponíveis.

No 3º semestre de Biomedicina, ela tem se dedicado a estudar virologia e biologia molecular. “As duas geralmente são muito associadas, porque, com as técnicas da biologia molecular, é possível realizar o diagnóstico de doenças, o monitoramento da carga viral, o mapeamento genômico e muitas outras aplicações na pesquisa”, explica.

Para a aluna, a graduação em Biomedicina na Unifor possui uma formação muito ampla, apresentando e preparando os alunos para as diversas habilitações que podem exercer como profissionais.

“Vejo a atuação científica como uma oportunidade de aprendizado constante e de aplicar os conhecimentos teóricos da graduação na bancada do laboratório. Antes, eu participava de atividades relacionadas à biologia molecular e à cultura de células. No momento atual, eu venho aprendendo a trabalhar com o Zebrafish”, conta Emilly, que é bolsista do Laboratório de Virologia do Núcleo de Biologia Experimental (Nubex) da Unifor.

A aluna avalia que ter a possibilidade de atuar com pesquisa, por meio de estágios e bolsas, desde a graduação é fundamental para desenvolver habilidades necessárias tanto para o mercado quanto para o meio acadêmico. “Aprendemos como trabalhar em grupo, como nos comunicar com outros profissionais da área e como funciona o processo da metodologia e escrita científica”, pontua.

Nesta perspectiva, a interdisciplinaridade da área STEM também é um ponto forte para o mercado que ela espera desbravar. Isso porque a integração entre Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, segundo ela, é fundamental para a evolução da biomedicina.

“Ela nos estimula a compreender e resolver problemas através da interdisciplinaridade, do pensamento crítico, do conhecimento tecnológico e da análise de dados. Essa integração também é importante para que a gente saiba como colaborar com profissionais de áreas diferentes da nossa”, avalia.

Ela vê o mercado STEM em crescente expansão, principalmente nos últimos anos em que a Inteligência Artificial (IA) e a automação do trabalho começam a aparecer cada vez mais como essenciais no cotidiano de muitos trabalhadores.

Especificamente nas Ciências, Emilly diz que as oportunidades profissionais estão crescendo, especialmente com carreiras de epidemiologista, cientista de dados clínicos e profissionais na área de bioinformática. Há, segundo ela, um déficit entre a demanda desses serviços e a quantidade de profissionais especializados hoje.


“Os principais diferenciais da Unifor na formação em STEM são o foco na aprendizagem prática e a infraestrutura, que conta com muitos laboratórios voltados para biologia e informática. Especificamente em Ciências, a Unifor incentiva bastante a pesquisa com oportunidades de iniciação científica, projetos de extensão, ligas acadêmicas e grupos de estudos.”Emilly Gadelha, aluna do curso de Biomedicina e bolsista do Laboratório de Virologia da Unifor

Integrar conhecimentos de forma prática em Engenharia

O desejo de unir a visão técnica com a de negócios levou Julie Ramalho a se matricular no curso de Engenharia de Produção da Unifor. A egressa conta que, desde sempre, esteve interessada por áreas que envolvessem análise, organização e tomada de decisão. “A Engenharia de Produção foi exatamente o ponto de conexão entre esses dois mundos, permitindo integrar os conhecimentos de forma prática”, afirma.

Julie se preocupou em vivenciar tudo que a atraiu durante a graduação: participou de projetos de extensão, palestras, empresa júnior e aulas práticas. “[Foram] experiências que contribuíram muito para o meu desenvolvimento e entendimento da profissão. Além da formação acadêmica, a Universidade também me proporcionou a construção de grandes amizades e conexões profissionais”, relembra.

A egressa vê a Engenharia de Produção como um mundo de possibilidades. “É sobre transformar ideias em resultados e conectar pessoas, processos e recursos com sensibilidade e estratégia para gerar impacto”, define. Ela endossa que, ao longo da graduação, aprendeu a entender o detalhe sem perder a visão do todo, enxergar oportunidades de melhoria, otimizar com responsabilidade e desenvolver soluções.

Atualmente, Julie atua na gestão comercial da DGB Rolamentos, uma distribuidora de produtos de manutenção industrial e automotiva. No dia a dia, trabalha com análise de dados de vendas, definição de estratégias comerciais, acompanhamento de indicadores e identificação de oportunidades de crescimento. Também participa da estruturação de processos e da melhoria contínua das operações comerciais.

Sua atuação ainda envolve o lado técnico dos produtos e o atendimento a clientes de manutenção industrial e automotiva, o que exige conhecimento de aplicações, desempenho e necessidades específicas de cada operação. “É um trabalho que integra conceitos de STEM na prática, conectando pessoas, processos, análise de dados e conhecimento técnico para gerar resultados”, explica. Ela diz que, nesta jornada profissional, o curso da Unifor contribuiu ao desenvolver não só a base técnica, mas também o pensamento crítico, a análise de dados e a visão estratégica.

Com as mudanças no mercado de trabalho, especialmente nos últimos anos, Julie acredita que a metodologia STEM é uma base importante para desenvolver pensamentos mais estruturados e orientados à solução de problemas.

“A integração dessas áreas [Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática] faz com que a gente não olhe só o problema, mas entenda suas causas e consequências, use dados para tomar decisões e consiga propor soluções mais eficientes e inovadoras. No dia a dia, isso se traduz em melhorar processos, otimizar resultados e tomar decisões assertivas”, explica.

O mercado em STEM tem crescido de forma acelerada, impulsionado pela transformação digital e pelo avanço das tecnologias, que vêm mudando a forma como as empresas operam, tomam decisões e se posicionam. “Esse movimento está diretamente ligado à necessidade de maior eficiência e de uma atuação cada vez mais orientada a dados”, analisa a egressa.

“Atualmente, há uma forte demanda por profissionais capazes de resolver problemas com rapidez, inovação e assertividade, focados na redução de custos e na melhoria de resultados, competências importantes em um cenário cada vez mais tecnológico e voltado ao futuro”, completa.

Neste sentido, Julie acredita que as oportunidades no ramo têm aumentado significativamente, tanto em quantidade quanto em diversidade. “A formação em áreas ligadas ao STEM, como a Engenharia de Produção, permite a atuação em diferentes frentes, desde funções técnicas até funções estratégicas. Essa flexibilidade amplia o número de possibilidades de atuação e reforça o grande potencial de crescimento dessas áreas”, aponta. Segundo ela, profissionais de STEM são cada vez mais buscados por conseguirem unir conhecimento técnico a uma visão estratégica e inovadora.


“A Unifor foi fundamental na minha formação, principalmente ao desenvolver conhecimentos essenciais da Engenharia de Produção, como gestão de processos, análise de indicadores, melhoria contínua e tomada de decisão orientada a dados. Ao longo do curso, tive contato com situações práticas que exigiam não apenas entender os conceitos, mas aplicá-los na resolução de problemas reais, sempre conectando eficiência, estratégia e resultados.”Julie Ramalho, egressa do curso de Engenharia de Produção

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Um mercado em ascensão com tecnologia de ponta 

Marcelo Costa decidiu se especializar em cibersegurança por entender que a proteção de dados e a integridade dos sistemas são o alicerce de qualquer empresa moderna. Foi isso que o levou à Especialização em Segurança Cibernética com foco em DevOps na Unifor, cujo objetivo é capacitar profissionais com conhecimentos teóricos e habilidades práticas em segurança cibernética e desenvolvimento de software seguro.

“Escolhi a Unifor pela tradição e pela infraestrutura de ponta, mas o peso do corpo docente foi decisivo. Como pós-graduando em Cibersegurança, eu buscava uma instituição onde os professores não dominassem apenas a teoria, mas que estivessem na linha de frente do mercado de TI [Tecnologia da Informação]. Esse contato direto com quem vive os desafios reais da defesa digital foi o que me motivou a escolher a Unifor para me capacitar”, afirma o aluno.

Ele avalia que a matriz curricular do curso equilibra muito bem o rigor técnico com a visão estratégica. “Discutimos desde a segurança de perímetros e defesa de redes até a governança de dados, o que me deu uma base sólida para lidar com arquiteturas de TI diversificadas”, conta.

Outro ponto positivo é a interdisciplinaridade característica da metodologia STEM. “Na prática, [STEM] é a base para qualquer inovação. Quando você integra essas áreas, para de apenas usar ferramentas e passa a entender a lógica por trás delas. Isso vira uma chave na hora de resolver problemas complexos”, explica Marcelo.

A área está em alta, conforme aponta o pós-graduando. “Hoje, tecnologia não é mais um luxo, é o coração de qualquer negócio”, diz, justificando que a demanda por quem entende de dados, segurança e sistemas cresce absurdamente a cada ano. “Quem domina essas áreas está conseguindo escolher onde quer atuar”, acredita.

E as oportunidades não param de crescer. “Nunca houve tanta vaga e tanta necessidade de especialistas”, diz o aluno. Isso porque, com o mundo cada vez mais digital, as empresas acordaram para a necessidade de investir pesado em segurança e tecnologia de ponta. 

Hoje, Ricardo atua com foco em infraestrutura de TI e segurança de sistemas. Na prática, seu trabalho envolve o monitoramento de redes e a identificação de falhas em hardware e software, além de atualização dos sistemas vendidos na empresa, que é focada em notas fiscais eletrônicas. O aluno reforça que a Unifor tem lhe dado todas as ferramentas para crescer na área.


“A Unifor me deu o ‘norte’ e as ferramentas. O contato com professores que vivem o mercado e o acesso a laboratórios modernos me ajudaram a transformar o hobby e o estudo em uma carreira sólida. A Universidade ensina a pensar de forma crítica e a nunca parar de aprender.”Marcelo Costa, aluno da Especialização em Segurança Cibernética com foco em DevOps da Unifor

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Dados para soluções assertivas no empreendedorismo 

Thais Chang queria desbravar o mundo digital. Ela se interessava por tecnologia, programação e circuitos eletrônicos, e essas afinidades a levaram a se matricular no curso de Engenharia Eletrônica da Unifor. Paralelamente à graduação, ela seguia fazendo cursos de programação e desbravando a área. 

No entanto, como os pais dela sempre tiveram negócios, depois da graduação ela fez um MBA em Administração de Empresas. Por alguns anos, a egressa viveu o mundo do empreendedorismo e da gestão nos negócios familiares, primeiro no setor gastronômico e depois na venda de tecidos importados da China.

“Isso foi em João Pessoa, na Paraíba. Depois dessa fase, eu decidi que eu tinha caminhado muito, tinha adquirido muita experiência, mas que estava faltando aquela coisa do coração, da afinidade que você tem”, conta.

Thais sempre quis trabalhar com tecnologia e não estava feliz. Via o mundo se converter cada vez mais para o digital enquanto ficava de fora, então decidiu fazer uma transição de carreira. “Decidi voltar para Fortaleza e começar a construir o meu caminho de volta à área de tecnologia”, afirma.

Como já trabalhava com vendas e tinha experiência em gestão e importação de produtos, ela decidiu abrir uma loja digital de produtos eletrônicos em marketplaces como Mercado Livre e Shopee. “Em 2023, eu voltei para Fortaleza, vendi o meu carro, investi em consultorias, em treinamentos e comecei a trabalhar home office”, conta.

Foram três anos aprendendo todo o processo de como montar a loja, vender, melhorar a margem e pensar estratégias de publicidade. “E a coisa foi crescendo. Hoje eu tenho uma loja digital em marketplace que vende em torno de 60 a 70 mil reais por mês. Neste ano, já comecei a contratar outras pessoas porque chegou num ponto em que eu sozinha já não consigo mais”, celebra.

Mas Thaís sabe que ainda está em transição de carreira e, pensando em se especializar mais para trabalhar com tecnologia, decidiu entrar no MBA em Gestão Analítica com Business Intelligence e Big Data da Unifor.

A formação capacita no uso de novas tecnologias na área de negócios para potencializar resultados, além de promover a análise de fatores críticos relacionados à gestão e ao planejamento de negócios vinculados à tecnologia. “Quando eu vi esse curso, eu disse: cara, é a união de tudo que eu gostaria. Gosto muito de trabalhar com programação e sou muito de analisar dados”, celebra.


“Fui muito abraçada pelo curso [de Gestão Analítica com Business Intelligence e Big Data] e pelos professores. Vemos que hoje tudo é sobre dados e não temos mais espaço para achismo. Se você não se basear em dados, em históricos, em fatos, você acaba perdendo dinheiro ou deixando de ganhar. Foi por isso que eu comecei a fazer a pós-graduação. Hoje eu trabalho com análise de dados para otimização de tráfego pago em marketplaces”Thais Chang, egressa de Engenharia Eletrônica e aluna do MBA em Gestão Analítica com Business Intelligence e Big Data

STEM para pesquisar, se profissionalizar e até empreender

A formação profissional STEM é extremamente adequada para atuar no mercado profissional, mas também nas atividades de pesquisa e iniciativas empreendedoras. É o que reforça o responsável pela gestão da prospecção de projetos e empresas e pela Propriedade Intelectual junto à Vice-Reitoria de Pesquisa da Unifor, Ricardo Colares. 

“Na pesquisa, isso acontece por meio da capacidade crítica e analítica em busca de conhecimento novo e no empreendedorismo, uma vez que esses profissionais são moldados para solucionar problemas, transformando soluções relevantes em produtos para o mercado. Tanto é que existe hoje o conceito de startups deep tech, que são empresas nascentes inovadoras (startup) que possuem em seus produtos fortes componentes de ciência e tecnologia e são essencialmente criadas por profissionais STEM”, afirma Ricardo.

O docente diz que a formação de um profissional STEM deve estar pautada na consolidação de conhecimentos básicos e universais e menos na antecipação de particularidades ou aplicações prematuras do conhecimento. “A pós-graduação representa um papel importante no aprofundamento de conhecimento e no aumento da maturidade requerida para um profissional STEM”, sugere.

Nesta perspectiva, a Unifor tem oferecido exatamente tais oportunidades de formação por meio da atualização constante de cursos de pós-graduação lato sensu, contemplando novas tecnologias como IA e Ciências de Dados, e a criação de cursos stricto sensu de caráter multidisciplinar como o Mestrado Profissional em Ciência das Cidades.

A estratégia de ter mais de um diploma em áreas distintas, segundo ele, também vem sendo observada no mercado, onde profissionais de áreas não STEM realizam uma segunda graduação em computação, por exemplo.

Ricardo destaca que a Unifor também tem inserido fortemente nos currículos dos cursos de graduação as atividades extensionistas. “Essa estratégia, juntamente com o programa de iniciação científica, é alinhada à formação de um profissional mais atento ao seu entorno, desenvolvendo habilidade crítica, e à aplicação do conhecimento, quando procuram solucionar problemas reais. Essas atividades mimetizam, com vantagem e de forma superior, uma condição real a ser enfrentada no seu futuro profissional”, declara.


“Acredito que, atualmente, poderíamos redefinir a área de STEM, de forma mais ampla, como a formação de profissionais críticos e analíticos, com habilidade para resolver problemas e atitude para buscar novos conhecimentos, não se limitando, portanto, aos profissionais das áreas de formação que deram origem ao termo”Ricardo Colares, responsável pela gestão da prospecção de projetos e empresas e pela Propriedade Intelectual junto à Vice-Reitoria de Pesquisa da Unifor

Seja como for, se você deseja desbravar o universo STEM e abraçar a interdisciplinaridade para mergulhar nas áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, não faltam opções de cursos de graduação e pós-graduação na Unifor. As portas estão abertas para as mais diversas áreas!