Projeto Educação e Saúde celebra 25 anos levando acolhimento a pacientes renais em Fortaleza

qui, 8 janeiro 2026 15:38

Projeto Educação e Saúde celebra 25 anos levando acolhimento a pacientes renais em Fortaleza

Iniciativa desenvolve jogos e dinâmicas lúdicas para oferecer suporte humanizado a pessoas em tratamento de hemodiálise


Ação no Mondubim: Equipe do projeto Educação e Saúde durante atividade na clínica DaVita. Na foto, os alunos vestem azul, acompanhados pela chefe da Divisão de Responsabilidade Social, Maely Borges (de amarelo), e pela coordenadora da ação, Renata Carneiro (de branco). Foto: Divulgação
Ação no Mondubim: Equipe do projeto Educação e Saúde durante atividade na clínica DaVita. Na foto, os alunos vestem azul, acompanhados pela chefe da Divisão de Responsabilidade Social, Maely Borges (de amarelo), e pela coordenadora da ação, Renata Carneiro (de branco). Foto: Divulgação

A unidade da clínica DaVita no bairro Mondubim, em Fortaleza, foi palco de uma celebração especial: os 25 anos do projeto Educação e Saúde, na manhã do dia 17 de dezembro, A iniciativa integra a Divisão de Responsabilidade Social da Vice-Reitoria de Extensão e Comunidade Universitária (Virex), vinculada à Universidade de Fortaleza, instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz.

Coordenado pela professora Renata Carneiro, o projeto reúne estudantes do Centro de Ciências da Saúde (CCS) no desenvolvimento de atividades lúdicas durante sessões de hemodiálise — tratamento essencial no combate à insuficiência renal. O objetivo é tornar a vida de quem passa por este processo mais leve.

“O projeto leva humanização do cuidado e acolhimento. A gente acolhe eles e minimiza o sofrimento [...] porque muitos não são acolhidos pela sociedade”, explica a professora Renata.

Histórias que se cruzam 

A trajetória do projeto se confunde com a vida de pacientes como Maria Rejania Viana, que trata a doença desde o surgimento da iniciativa, no ano 2000. Natural de Barroquinha, no interior do Ceará, ela recorda o impacto das atividades ao longo dos anos de tratamento: “Já tive aulas de artesanato e pintura; pinto até hoje por conta do que aprendi aqui”.

Para Zilmar Oliveira, outra beneficiária das ações, a presença dos universitários transforma a percepção do tempo durante as sessões. “As horas passam mais rápido. A gente se entretém com o bingo e nem percebe o tempo voar”, relata ela.

Formação Humana 

Para os alunos do CCS, o projeto é um marco importante na construção de uma formação acadêmica, mas também humana. Daniel Barros, aluno de Psicologia na Unifor e um dos integrantes mais antigos, vê na extensão a oportunidade de unir suas duas afinidades: “Eu sempre gostei da psicologia, no sentido da psicologia hospitalar, e também tenho facilidade em lidar com grupos, então foi um somatório interessante.”

Segundo ele, a vivência na clínica o permitiu desenvolver habilidades essenciais para a sua futura profissão, estabelecidas por meio da escuta ativa — que acontece a partir do entendimento das demandas coletivas, expostas pelos pacientes. 

E, a partir desse mergulho no sentimento do outro, Daniel, por muitas vezes, pôde estabelecer a criação de 'espaços seguros' — caracterizados por momentos em que os pacientes se sentem à vontade para compartilhar seus anseios e angústias, atuando, assim, para uma forma de cuidar mais humanizada.


Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo principalmente para o alcance do ODS 3 – Saúde e Bem-Estar e do ODS 4 – Educação de Qualidade, além de dialogar com o ODS 10 – Redução das Desigualdades.

Ao promover acolhimento, cuidado humanizado e ações educativas junto a pacientes renais em tratamento, o projeto integra saúde e educação como instrumentos de inclusão social e melhoria da qualidade de vida, especialmente de públicos em situação de vulnerabilidade.

A Universidade de Fortaleza reafirma, assim, seu compromisso com a promoção da saúde, com a educação inclusiva e com o impacto social positivo, fortalecendo a relação entre universidade, comunidade e políticas de desenvolvimento sustentável.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

A matriz curricular do curso está alinhada às Diretrizes Curriculares Nacionais para os cursos de Medicina de 2025

Coordenação do curso de Medicina da Unifor integra Oficina Nordeste da ABEM do projeto “Rever: Formação Médica para o Brasil”

Mestre em Farmacologia e doutorando em Medicina Translacional, Victor Hugo é docente do curso de Direito e orientador da Liga de Medicina Legal e Direito da Unifor (Foto: Ares Soares)

Entrevista Nota 10: Victor Hugo Alencar e a união entre direito e medicina para solucionar crimes