seg, 4 maio 2026 15:04
Unifor fará plantio de árvores nativas do Nordeste para combater praga do besouro metálico
A retirada das espécies já doentes é essencial para evitar acidentes, com quedas de troncos e galhos

O respeito à Natureza e à diversidade de espécies é percebido facilmente pela comunidade acadêmica, que constata a presença do espaço verde em 250 mil metros só de cobertura vegetal dos 600 mil metros quadrados de área total do Campus.
Pensando no cuidado dessas espécies e na segurança das pessoas, a Universidade de Fortaleza, instituição da Fundação Edson Queiroz, fará a retirada preventiva de 65 árvores contaminadas no campus por um praga de um inseto conhecido como “besouro metálico” (Euchroma gigantea), também chamado de mãe-do-sol, olho-de-sol e vaca-loira.
Segundo a Gerência Geral de Operações (GGO) da Unifor, as árvores suprimidas serão compensadas com o plantio posterior de outras espécies nativas do Nordeste brasileiro, mais resistentes ao besouro metálico.
É importante que tanto alunos, professores, colaboradores e visitantes que circulam no Campus respeitem as placas de sinalização/manutenção e evitem ficar próximos de espécies que serão retiradas ao longo dos próximos dias.
Saiba mais
A espécie do besouro metálico é natural da Amazônia, mas já se espalhou por outros locais do país. Por isso, em Fortaleza, o inseto é considerado invasor. A principal árvore que o inseto ataca é a mungubeira - árvore da Região Norte que é muito plantada na capital cearense, incluindo o Campus da Unifor. Contudo, o inseto já foi encontrado em paineiras, sumaúmas, baobás e chichás.
O besouro deposita as larvas no tronco da árvore - capazes de perfurar a madeira e devorar toda a base dos troncos e raízes, que chegam a perder galhos ou cair por completo. No entanto, o contato com o besouro, as larvas e/ou ovos não faz mal ao ser humano, mas não existem inseticidas para combater a praga.
Conheça sinais que plantas infectadas apresentam:
- As ponteiras apresentam desfolha;
- As folhas da planta danificada ficam menores e amareladas;
- Na base da planta, começa a aparecer gomose, uma secreção que a espécie contaminada desenvolve para se proteger do invasor, com um odor malcheiroso;
- Em estado avançado, há descamação na base da planta. Ou seja, o tronco esfarela e as raízes superficiais quebram facilmente.