Dia do Estudante: saiba como alunos da Unifor transformam suas trajetórias com a iniciação científica
seg, 10 agosto 2026 16:50
Dia do Estudante: saiba como alunos da Unifor transformam suas trajetórias com a iniciação científica
Conheça a trajetória acadêmica de estudantes que ganharam outras visões e habilidades por meio da dedicação à pesquisa

O que é ser estudante? Para alguns, é desafiar o novo todo dia, para outros, é mudar a realidade através do aprendizado ou ainda assumir uma responsabilidade contínua com a busca pelo conhecimento. Por mais pessoal que seja, a preocupação com o próximo e o desejo de mudar paradigmas através do saber e da ciência é o norte comum de quem entra na sala de aula.
Em celebração ao Dia do Estudante (11 de agosto), a Universidade de Fortaleza (Unifor), da Fundação Edson Queiroz, enaltece todos que dedicam o tempo à busca pelo conhecimento e à produção científica. Para isso, o jornal Unifor Notícias Mobile conversou com alunos de diferentes cursos para conhecer suas trajetórias acadêmicas.
A importância da produção científica na formação do estudante
A Unifor, como princípio basilar da sua filosofia, incentiva a pesquisa científica de diferentes formas, como bolsas, editais e grupos de pesquisa para alunos, professores e pesquisadores.
Um exemplo disso é Ana Letícia Guimarães Fernandes, aluna do curso de Administração, que possui um projeto de pesquisa custeado pela bolsa de iniciação científica da Fundação Edson Queiroz.
“Como bolsista, enxergo essa oportunidade como um voto de confiança. Existe uma professora extremamente capacitada que acreditou no meu potencial e me deu a oportunidade de crescer dentro da pesquisa. Por isso, sinto a responsabilidade de dar sempre o meu melhor, retribuindo essa confiança com dedicação, compromisso e vontade de aprender”, diz Ana Letícia sobre a importância da pesquisa científica.
A bolsista ainda destaca como é importante valorizar estudantes que produzem pesquisas. Segundo ela, ao investir em alunos, não é oferecido apenas ajuda financeira, mas sim recursos para desenvolver ideias, conhecimento, inovação e na formação contínua de futuros profissionais e pesquisadores.
“A iniciação científica transformou a minha forma de estudar e de enxergar o conhecimento. Passei a buscar informações em fontes confiáveis, desenvolver um pensamento mais crítico e construir argumentos com muito mais embasamento. Mudou a maneira como eu vejo o mundo e, principalmente, como eu vejo a mim mesma.” — Ana Letícia Guimarães, aluna do curso de Administração e bolsista de iniciação científica
“Para quem deseja seguir a carreira acadêmica: não tenha medo de se desafiar. Muitas vezes, o maior obstáculo não está na dificuldade do caminho, mas nos limites que nós mesmos criamos”, aconselha Ana Letícia.
Com uma trajetória similar na Ciência da Computação, João Victor Lopes de Carvalho também é bolsista de iniciação científica. O discente conta que enxerga a produção científica como o verdadeiro motor de avanço da sociedade, uma vez que o conhecimento é construído de forma colaborativa e cumulativa.
“A pesquisa científica exige muita dedicação, resiliência e esforço constante, e nem sempre é um caminho fácil. Por isso, a valorização dos estudantes é essencial para gerar motivação e perseverança”, diz.
O futuro cientista da computação conta que a iniciação científica transformou suas motivações e direcionou sua área de estudo. Pessoalmente, mudou sua visão de futuro e o tipo de conteúdo consumido no dia a dia, tendo um olhar mais analítico.
“Não tenham medo de dar o primeiro passo e deixem de lado qualquer preconceito de que a pesquisa é algo inatingível ou monótono. Quando nos permitimos vivenciar a iniciação científica de fato, descobrimos um ambiente extremamente enriquecedor e dinâmico.” — João Victor Lopes, aluno do curso de Ciência da Computação e bolsista de iniciação científica
Mariana Jales, estudante de Medicina, faz parte do Programa Aluno(a) Voluntário(a) de Iniciação Científica (PAVICT) e atua em estudos com zebrafish no Núcleo de Biologia Experimental (Nubex) da Unifor.
“No início, eu tinha uma postura mais passiva, focada apenas em absorver o conteúdo das disciplinas. Com a iniciação científica, passei a me envolver mais ativamente, questionando e tentando entender como o raciocínio de algum assunto é construído”, diz a integrante do Nubex, enfatizando o poder transformador da pesquisa.
Mariana diz que, desde que entrou no meio acadêmico de produção científica, tornou-se mais responsável, disciplinada e confiante consigo mesma, contribuindo para seu crescimento pessoal.
“Se você também quer seguir a carreira acadêmica, seja persistente, demonstre interesse e compromisso, se aproxime dos professores que mais admira e que tenham programas de pesquisa que lhe interessam”, aconselha.
“Sinto que a Unifor contribuiu bastante para minha formação, não só pela estrutura e pelas oportunidades que ela oferece, mas também por estimular o protagonismo estudantil e o interesse pela pesquisa.” — Mariana Jales, aluna do curso de Medicina e bolsista de iniciação científica
Nice Sales, estudante de Direito e bolsista de iniciação científica, acredita que o conhecimento científico transforma qualquer pessoa que tenha a oportunidade de ter contato com ele, podendo impactar até mesmo estruturas sociais e aquilo que acreditamos.
“Acredito que a pesquisa proporciona uma visão mais aprofundada dos problemas estruturais, desperta o pensamento analítico e crítico e, principalmente, a criatividade. Investir na pesquisa e em alunos que possuem esse interesse e esse brilho nos olhos é investir em soluções criativas para diversas questões que parecem não ter saída, além de contribuir para a diversidade e para a ampliação do conhecimento”, explica Nice.
Nice hoje se vê como uma aluna que possui uma base muito sólida das habilidades, conhecimentos e entendimento da pesquisa como forma de transformação social. “Se você for curioso, quiser exercer sua criatividade e refletir um pouco mais sobre temas que você acha que precisam ser debatidos, vá fundo na iniciação científica”, sugere a aluna.
“A pesquisa faz com que você reflita mais sobre as coisas, não busque respostas prontas e sempre investigue um pouco mais antes de tomar qualquer decisão.” — Nice Sales, aluna do curso de Direito e bolsista de iniciação científica
Pesquisa é na Unifor
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