qui, 1 outubro 2026 15:53
Unifor recebe mostra que celebra o centenário de Tom Jobim e sua relação com a natureza
A visitação foi liberada nesta quinta-feira,1º, e estará aberta ao público até o dia 9 de outubro

Na manhã desta quinta-feira, 1º, a Universidade de Fortaleza (Unifor), instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz, recebeu a abertura da exposição itinerante Jobim-açu, que celebra o centenário de Tom Jobim (1927-1994). Com entrada gratuita, a mostra permanece na Praça Central, em frente ao Centro de Convivência, até 9 de outubro, convidando o público a conhecer a relação do maestro com a natureza, a música e a cultura brasileira. A exposição destaca a profunda conexão de Jobim com a Mata Atlântica e a maneira como rios, árvores, aves e paisagens brasileiras influenciaram sua obra e seu olhar sobre o país.
Com curadoria do jornalista Hugo Sukman e da cineasta Daniela Thomas, que também assina a direção artística, Jobim-açu transforma um caminhão em uma exposição itinerante e imersiva dedicada ao compositor. O título Jobim-açu dialoga diretamente com a canção ‘Querelas do Brasil’, de Aldir Blanc e Maurício Tapajós. Na letra, Aldir une o sobrenome do compositor ao sufixo tupi açu, que significa "grande". A canção, que celebra a diversidade cultural e natural do país ao mesmo tempo em que denuncia sua destruição, traz Tom como um dos grandes intérpretes da brasilidade e alguém que transformou a fauna, a flora, as águas e as paisagens do Brasil em linguagem musical.
A parte interna da mostra representa um pedaço da Mata Atlântica. (Foto: Ares Soares)
Para abrir cerimônia, os grupos musicais da Unifor (Big Band, Camerata e Coral) prestaram uma homenagem a Tom Jobim com a apresentação de clássicos de sua obra, como Garota de Ipanema e Chega de Saudade, levando ao público um pouco da atmosfera musical que inspira a exposição.
Em discurso durante a cerimônia de abertura, a vice-reitora de Extensão e Comunidade Universitária da Unifor, Adriana Helena Moreira, ressaltou a importância da iniciativa para aproximar cultura, conhecimento e formação. Segundo ela, receber a mostra no campus reforça o compromisso da universidade com ações que promovem o encontro entre arte, educação e sociedade.
“Para nós, da Universidade de Fortaleza, receber uma iniciativa como esta reforça aquilo em que a universidade acredita: a cultura também é conhecimento, é formação, é encontro e é transformação. Neste ano, em razão da proximidade do centenário de Tom Jobim, a exposição percorre diferentes lugares com esse caminhão, proporcionando uma experiência imersiva no universo do artista a partir de uma de suas maiores inspirações: a natureza. Quero agradecer à Universidade de Fortaleza e à Fundação Edson Queiroz por abrirem esse espaço para a exposição. O material educativo também é muito bem elaborado e nos permite vivenciar ainda mais esse universo de Tom Jobim”, anfatizou Adriana
O produtor executivo do projeto Jobim-açu, Oscar Nuñez, explicou a dinâmica da iniciativa, que reúne uma única exposição estruturada em duas partes complementares, integrando diferentes elementos para apresentar ao público o universo e o legado de Tom Jobim.
“A gente tem, do lado externo do caminhão, 20 telas nas quais mostramos algumas imagens trabalhadas em um design diferente, com bastante cor, bem colorido, trazendo a história do Tom Jobim desde o nascimento até o final da carreira. E, dentro do caminhão, a gente trabalha com uma imersão, trazendo uma reflexão mais ecológica sobre a relação do Tom Jobim com a natureza como um todo, mas com a Mata Atlântica em especial, que está muito presente na música dele”, ressaltou Oscar.
Sobre o curador Hugo Sukman
Hugo Sukman é jornalista, escritor e curador, com uma trajetória de mais de quatro décadas dedicada à cultura brasileira. Atuou como repórter, crítico de música e de cinema e colunista em veículos como Jornal do Brasil e O Globo. É um dos curadores do novo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (MIS-RJ), onde desenvolve projetos voltados à preservação e difusão da memória audiovisual e musical do país.
Sobre a curadora e diretora artística Daniela Thomas
Daniela Thomas é cineasta, diretora de arte e cenógrafa, reconhecida por sua atuação no cinema, no teatro e em grandes exposições. Ao longo de sua carreira, construiu uma linguagem visual marcada pelo rigor estético e pela criação de experiências imersivas. Foi diretora de filmes como ‘Terra Estrangeira’ e ‘Linha de Passe’ e assina a produção do longa ‘Ainda Estou Aqui’, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional e do Prêmio Grande Otelo.
Serviço
Jobim-açu
Local: Praça Central, em frente ao Centro de Convivência
Endereço: Av. Washington Soares, 1321 - Edson Queiroz
Período: 1º a 9 de outubro de 2026
Horário: 9 às 19 horas