64% das empresas já reconhecem o ESG como prioridade estratégica

O aumento da proteção do meio ambiente, equidade de gênero, promoção da diversidade, inclusão e redução de emissões de carbono são pilares do Environmental, Social, and Governance (ESG) ou Ambiental, Social e Governança (ASG) em português. 

64% das empresas já reconhecem o ESG como prioridade estratégica, mas apenas 8% o consideram um pilar central do modelo de negócios. A discrepância entre intenção e execução reforça que, embora a pauta esteja consolidada no discurso corporativo, sua aplicação ainda encontra desafios operacionais e culturais.

A proposta do ESG é avaliar o desempenho das organizações não apenas pela ótica do retorno financeiro, mas também a partir do entendimento sobre seus impactos ambientais, sociais e de governança.

De acordo com Adriana Pimenta, psicóloga organizacional e analista da Central de Carreiras e Egressos Unifor , as práticas de ESG fortalecem uma cultura organizacional mais ética, transparente e alinhada às demandas da sociedade. 

“Quando a empresa demonstra um compromisso real com a sustentabilidade, a responsabilidade social e uma boa governança, os colaboradores tendem a desenvolver um maior senso de pertencimento e propósito”, explica Adriana.

ESG: consistência e comprometimento

A institucionalização do ESG nas empresas avança, mas a governança desse tema ainda carece de estrutura consolidada. Apenas 39% das empresas possuem uma área formal dedicada à gestão ESG, e, dentro desse grupo, 34% reportam metas de sustentabilidade ao RH.

Avaliação de materialidade, uma ferramenta essencial para direcionar investimentos e esforços ESG, está presente em apenas 27% das empresas. Entre aquelas que possuem uma estrutura formal ESG, 57% realizam essa avaliação, indicando que há um caminho a ser percorrido para que esse processo se torne um padrão de mercado.