Orgulho Unifor: equipe do Vortex avança em competição internacional de criação de jogos

seg, 6 abril 2026 16:57

Orgulho Unifor: equipe do Vortex avança em competição internacional de criação de jogos

Alunos e egresso do curso de Ciência da Computação são semifinalistas na 10ª edição do GameJamPlus e entram para fase de aceleração com o jogo narrativo “Still Me”


Denominada Gato Alienígena, a equipe é formada por alunos e profissionais do laboratório Vortex da Unifor (Foto: Arquivo pessoal)
Denominada Gato Alienígena, a equipe é formada por alunos e profissionais do laboratório Vortex da Unifor (Foto: Arquivo pessoal)

Alunos e tech lead do laboratório Vortex da Universidade de Fortaleza, instituição mantida pela Fundação Edson Queiroz, avançaram para a fase de aceleração da GameJamPlus, uma das maiores competições internacionais de desenvolvimento de jogos. A equipe está entre os semifinalistas da 10ª edição do evento e integra um seleto grupo de classificados, sendo um dos poucos representantes do Ceará na etapa. O anúncio ocorreu em São Paulo, onde os participantes acompanharam a divulgação dos resultados.

A equipe foi classificada para a semifinal pelo desenvolvimento do jogo narrativo “Still Me”, que acompanha a história de Rafael, um pintor que precisa se adaptar após perder o braço dominante em um acidente. Ao longo da experiência, o jogador vivencia, de forma sensível, os desafios enfrentados pelo protagonista, em uma proposta que busca refletir sobre adaptação, identidade e novos começos.

O time da Unifor, intitulado como Gato Alienígena, responsável pela criação do jogo é formado por Amanda Lira Andrade Botelho, Raquel Albuquerque Quirino, João Igor Vidal de Andrade — todos estudantes e egressos do curso de Ciência da Computação — e Felipe Cassiano, tech lead do Vortex.

Considerada uma das maiores do mundo no segmento, a GameJamPlus é uma competição global de desenvolvimento de jogos digitais que conecta milhares de pessoas em mais de 50 países. O evento reúne estudantes, desenvolvedores e profissionais da área em uma maratona criativa, na qual equipes têm o desafio de criar jogos a partir de temas e problemas propostos. 

A competição acontece em etapas regionais, nacionais e internacionais, e inclui também um processo de aceleração, no qual os projetos recebem mentoria e apoio para se tornarem produtos mais estruturados e com potencial de mercado.

Still Me” aposta na empatia para retratar perda e recomeço 

O jogo “Still Me” acompanha sete dias na vida de Rafael, explorando não apenas os desafios práticos do cotidiano, mas também o processo interno de adaptação e redescoberta do personagem. A narrativa aborda sentimentos como frustração, insegurança e a busca por um novo sentido para a própria identidade após uma mudança significativa.

A proposta vai além da história contada em diálogos. Por meio de minigames e mecânicas interativas, o jogador vivencia as dificuldades do protagonista, sendo incentivado, inclusive, a jogar com a mão não dominante. Essa escolha reforça a imersão e aproxima o público da experiência de Rafael, tornando tarefas simples mais desafiadoras e evidenciando seu processo de adaptação.


“Still Me” acompanha a história de Rafael, um pintor que precisa se adaptar após perder o braço dominante em um acidente (Imagem: Divulgação)

O diferencial do nosso jogo é a transmissão das emoções do protagonista ao jogador. Antes mesmo de começar a jogar, o jogo orienta o uso da mão não dominante, tornando tarefas simples mais difíceis. É esse sentimento que queremos transmitir”, afirma Felipe Cassiano, tech lead da equipe.

Visualmente, o jogo acompanha essa jornada ao iniciar em tons mais neutros e ganhar cores gradualmente, à medida que o protagonista avança em seu processo de aceitação. Com múltiplos finais, a experiência combina narrativa e interatividade para refletir sobre recomeços e novas formas de se expressar.

Experiência prática no desenvolvimento do projeto

A estudante Raquel Albuquerque conta que o primeiro desafio foi o tempo de elaboração do projeto, já que a equipe teve apenas 48 horas para definir a ideia, estruturar a narrativa e desenvolver um protótipo jogável. Nas etapas seguintes, o desafio continuou, exigindo organização e definição de prioridades para conciliar o projeto com a rotina de estudos e trabalho.


“Esse desafio continuou de outra forma: com graduação e estágio, o tempo disponível para polir e expandir o jogo ficava bem limitado. Então, a gente precisou ser muito estratégico na escolha do que entrava ou não entrava na build. —  Raquel Albuquerque, aluna de Ciência da Computação e estagiária do Vortex

O grupo precisou alinhar a evolução do jogo sem perder a coerência da proposta inicial, o que demandou planejamento, comunicação constante e um processo contínuo de ajustes. A utilização do Vortex como ponto de encontro e organização foi fundamental para garantir a sincronia da equipe e o andamento do projeto.

Ambiente acadêmico que impulsiona 

A Universidade de Fortaleza teve papel fundamental no desenvolvimento do projeto, oferecendo suporte desde a divulgação da GameJamPlus até o acompanhamento durante toda a competição. Por meio do Grupo de Aprendizagem e Desenvolvimento de Games e Entretenimento (GADGET) e do laboratório Vortex, os alunos receberam orientação, incentivo e um espaço para estruturar ideias, aprimorar aspectos técnicos e criativos, e apresentar o jogo em atividades dentro da instituição.

A participação na competição internacional reforça a criatividade e a competência dos estudantes, conecta teoria e prática e evidencia o compromisso da Unifor em formar profissionais preparados para atuar com excelência no mercado global de tecnologia e desenvolvimento de jogos. O apoio institucional mostrou como a Universidade transforma conhecimento acadêmico em experiências práticas de alto impacto.

+ SAIBA MAIS | Vortex: surpreenda-se com o nosso laboratório de inovação tecnológica

Do protótipo ao mercado: próximos passos do projeto

Com o avanço na competição, a equipe passa a direcionar o projeto também para possibilidades de inserção no mercado de jogos digitais. A expectativa é aprimorar o jogo durante a fase de aceleração, explorando aspectos técnicos, narrativos e de usabilidade, além de ampliar sua visibilidade no cenário nacional e internacional.

Paralelamente, o grupo pretende dar continuidade ao desenvolvimento do projeto, com foco em um possível lançamento e na participação em outros eventos da área, fortalecendo a presença no mercado independente e consolidando a experiência adquirida ao longo da competição.

 


Esta matéria está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o alcance do ODS 4 – Educação de Qualidade. A Universidade de Fortaleza, assim, reafirma seu compromisso com a democratização do conhecimento e a formação cidadã, promovendo uma aprendizagem inclusiva, equitativa e de excelência que prepare os estudantes para os desafios globais e o desenvolvimento sustentável.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Denominada Gato Alienígena, a equipe é formada por alunos e profissionais do laboratório Vortex da Unifor (Foto: Arquivo pessoal)

Orgulho Unifor: equipe do Vortex avança em competição internacional de criação de jogos

O edital apoia a pesquisa científica e a inovação na Universidade de Fortaleza, por meio do financiamento de projetos de pesquisa (Foto: Ares Soares)

Vice-Reitoria de Pesquisa divulga resultado do Programa de Apoio a Equipes de Pesquisa 2026