Entrevista Nota 10: Izequiel Norões e o caminho para o sucesso na indústria de jogos

seg, 20 abril 2026 13:14

Entrevista Nota 10: Izequiel Norões e o caminho para o sucesso na indústria de jogos

Presidente da União Cearense de Gamers fala sobre o crescimento da indústria de jogos e ressalta habilidades essenciais para se destacar no mercado, além de comentar a experiência oferecida pelo Grupo de Aprendizagem e Desenvolvimento de Games, Entretenimento e Tecnologia da Unifor


Mestre e doutorando em Informática Aplicada, Izequiel é analista de sistemas na Dataprev, docente do curso de Ciência da Computação na Unifor e cofundador do portal/podcast Quebrando o Controle (Foto: Arquivo pessoal)
Mestre e doutorando em Informática Aplicada, Izequiel é analista de sistemas na Dataprev, docente do curso de Ciência da Computação na Unifor e cofundador do portal/podcast Quebrando o Controle (Foto: Arquivo pessoal)

O que começou como experimento acadêmico hoje se configura como uma das mais vibrantes e complexas indústrias de entretenimento. Os jogos eletrônicos têm ganhado espaço não só nas telas, mas também nos corações e bolsos dos jogadores e das jogadoras ao redor do mundo.

Segundo um relatório da PwC, a expectativa é de que o mercado de games movimente US$213,3 bilhões até o final de 2027. Nesse cenário em franca expansão, borbulham as mais diversas oportunidades de trabalho: de desenvolvimento de jogos, distribuição e marketing a pesquisas tecnológicas, científicas e mercadológicas.

Para Izequiel Norões, responsável pelo Grupo de Aprendizagem e Desenvolvimento de Games, Entretenimento e Tecnologia (GADGET) e docente do curso de Ciência da Computação da Universidade de Fortaleza — instituição da Fundação Edson Queiroz —, a paixão pelos jogos pode ser a porta de entrada, mas é a formação, o desenvolvimento contínuo de habilidades e a visão de mercado que realmente diferenciam um profissional na indústria.

“[A formação sólida em games] é extremamente importante para quem quer se destacar e não ser apenas mais um no mercado. Não se trata apenas de ter um diploma, mas de desenvolver pensamento crítico, base técnica sólida e capacidade de trabalhar de forma estruturada. Isso é o que diferencia um entusiasta de um profissional preparado”, ressalta ele, que também é presidente da União Cearense de Gamers (UCEG).

Profissional multifacetado em Tecnologia da Informação e Games, Izequiel atua como analista de sistemas na Dataprev e pesquisador no GADGET e no Laboratório de Games, Interação e Realidade Virtual (GiraLab) da Unifor. Foi na Unifor, inclusive, que ele construiu sua formação acadêmica: bacharel em Informática, especialista em Gerência Estratégica da Informação, mestre e doutorando em Informática Aplicada.

Apaixonado por tecnologia e videogames, ele ainda é cofundador do portal e podcast Quebrando o Controle. Na Entrevista Nota 10 desta semana, o professor fala sobre o crescimento da indústria de jogos e a importância de uma formação especializada na área, além de comentar sobre o GADGET e as oportunidades oferecidas pela Unifor.

Confira a entrevista na íntegra a seguir.

Entrevista Nota 10  — Como você analisa o atual momento da indústria de games no Brasil, especialmente no Ceará? Existe oportunidade para quem deseja equilibrar a carreira corporativa com o desenvolvimento indie ou científico?

Izequiel Norões — O momento da indústria de games no Brasil é bastante promissor, mas também revela desafios estruturais importantes. Segundo dados da Associação de Desenvolvedores de Games no Brasil (Abragames), o país tem apresentado crescimento consistente no número de estúdios, projetos e profissionais atuando na área, acompanhando uma indústria global que já movimenta mais de 200 bilhões de dólares por ano.

No entanto, ainda existe uma concentração significativa de empresas nas regiões Sudeste e Sul, especialmente em estados como São Paulo e Rio Grande do Sul. Ao mesmo tempo, vemos o surgimento e fortalecimento de novos polos em outras regiões, como Brasília e o Nordeste, o que é um sinal importante de descentralização e amadurecimento do setor.

No Ceará, especificamente, temos observado avanços recentes com iniciativas relevantes. Um exemplo é a criação de um hub de jogos no Instituto Centro de Ensino Tecnológico (Centec), fruto de parcerias entre o governo do Estado, o Sebrae e associações locais de desenvolvedores. Esse tipo de ação é fundamental para fomentar o ecossistema, apoiar novos estúdios e criar oportunidades para profissionais da área.

Por outro lado, ainda estamos em um estágio de consolidação. Precisamos que essas iniciativas se traduzam em resultados concretos — mais empresas estruturadas, mais jogos lançados e maior inserção no mercado nacional e internacional. A expectativa é que, com continuidade e investimento, o Ceará possa se posicionar como um novo polo relevante dentro da indústria brasileira.

Sobre equilibrar carreira corporativa com desenvolvimento indie ou científico, essa é uma realidade cada vez mais viável — e, em muitos casos, estratégica. Muitos profissionais atuam em empresas durante o dia e desenvolvem projetos autorais, acadêmicos ou experimentais em paralelo. Esse equilíbrio permite não apenas estabilidade financeira, mas também liberdade criativa e crescimento técnico.

Além disso, a proximidade com universidades e centros de pesquisa facilita esse trânsito entre mercado e academia, permitindo que ideias inovadoras surjam justamente dessa interseção.

Em resumo, o Brasil vive um momento de expansão, o Ceará começa a se estruturar como parte desse movimento, e há espaço — especialmente para quem busca se qualificar — para construir uma carreira híbrida, que combine mercado, inovação e criação independente.

Entrevista Nota 10  — No mundo dos games, novas tecnologias são celebradas tanto por profissionais da área quanto por jogadores, mas a Inteligência Artificial tem gerado debates intensos. Como pesquisador na área, como você vê o impacto das ferramentas de IA no trabalho dos desenvolvedores de jogos hoje? Ela é uma aliada da produtividade ou uma ameaça ao trabalho criativo?

Izequiel Norões — Hoje vivemos um momento bastante promissor para a indústria de jogos, especialmente no Brasil, que tem apresentado crescimento consistente nos últimos anos. Paralelamente, vemos a expansão da Inteligência Artificial em diversos setores — e nos games isso não é diferente.

Naturalmente, esse avanço vem acompanhado de debates importantes. Há percepções distintas dentro da indústria, incluindo preocupações com mudanças no mercado de trabalho, como os recentes casos de layoffs, que muitos associam, ao menos em parte, à adoção dessas novas tecnologias. É um cenário de transformação que ainda estamos aprendendo a compreender e acompanhar.

Como acontece com toda tecnologia emergente, o caminho passa por entender, experimentar e se adaptar. Em uma pesquisa recente que realizei sobre a indústria nesse contexto, foi possível observar uma combinação clara de entusiasmo com cautela. Por um lado, profissionais reconhecem ganhos relevantes em produtividade (50%) e redução de custos (52,5%). Por outro, surgem preocupações importantes, especialmente relacionadas aos direitos autorais (60%) e ao risco de homogeneização criativa (52,5%).

Diante disso, a IA generativa se consolida como uma ferramenta poderosa de apoio e um catalisador de eficiência no desenvolvimento de jogos. No entanto, sua adoção bem-sucedida depende diretamente de um fator essencial: o controle humano. Validação, direção criativa e julgamento crítico continuam sendo indispensáveis para garantir não apenas qualidade, mas também originalidade e responsabilidade no processo criativo.

Entrevista Nota 10  — Existe o mito de que basta ser um bom jogador para ser um bom desenvolvedor. Qual a real importância de uma formação acadêmica sólida e especializada para quem quer se destacar e não ser apenas “mais um” no mercado? Quais competências e habilidades os contratantes têm buscado no perfil profissional para a área de games?

Izequiel Norões — Esse é um dos mitos mais comuns — e também um dos mais perigosos — dentro da área de games. Ser um bom jogador não é o mesmo que ser um bom desenvolvedor. Jogar é consumir uma experiência; desenvolver jogos é construir essa experiência, e isso envolve um processo complexo, muito próximo do desenvolvimento de software tradicional: exige estudo, disciplina, organização e resolução de problemas. E, na prática, muitas etapas do desenvolvimento estão longe de serem “divertidas” no sentido que o jogador imagina.

Vejo isso com frequência entre alunos de computação, que inicialmente são atraídos pelo fator “fun”, mas, ao longo do tempo, entendem que o diferencial está na capacidade técnica e na persistência. O que sustenta essa jornada, no fim, é a paixão pelos jogos — e eu mesmo sou um exemplo disso. Desde cedo tive esse interesse, e foi essa motivação que me levou à tecnologia. Hoje, tenho a oportunidade de atuar formando profissionais, pesquisando e contribuindo com o fortalecimento do ecossistema de games.

Sobre a formação, ela é extremamente importante para quem quer se destacar e não ser apenas mais um no mercado. Não se trata apenas de ter um diploma, mas de desenvolver pensamento crítico, base técnica sólida e capacidade de trabalhar de forma estruturada. Isso é o que diferencia um entusiasta de um profissional preparado.

Outro ponto essencial é entender que a indústria de jogos é transdisciplinar. Não estamos falando apenas de programadores ou game designers. Existem diversas áreas envolvidas: programação, design, arte, áudio, narrativa, UX, produção, entre outras. Além disso, há também o lado do mercado, que envolve monetização, marketing, distribuição e análise do comportamento do jogador, e o lado da indústria, que diz respeito ao processo produtivo e criativo dos jogos.

Hoje, os contratantes buscam um perfil cada vez mais completo. Algumas competências se destacam:

  • Base técnica sólida (seja em programação, design ou arte)
  • Capacidade de trabalhar em equipe multidisciplinar
  • Pensamento crítico e resolução de problemas
  • Adaptabilidade a novas tecnologias (como IA, por exemplo)
  • Comunicação clara e organização
  • Portfólio prático — projetos reais contam muito mais do que apenas teoria

Em resumo, a paixão pelos jogos pode ser a porta de entrada, mas é a formação, o desenvolvimento contínuo de habilidades e a visão de mercado que realmente diferenciam um profissional na indústria.

Entrevista Nota 10  — Recentemente, a Unifor chegou à semifinal no GameJamPlus, uma das maiores competições internacionais de desenvolvimento de jogos, com dois projetos criados por alunos e egressos. O que esse resultado significa tanto para a instituição quanto para os profissionais formados aqui? Qual a relevância de ter acesso a oportunidades como essa ainda durante a graduação?

Izequiel Norões — Conseguimos classificar duas equipes para a final global da GameJamPlus, que acontecerá em Brasília. Antes disso, passamos pela semifinal em São Paulo — que também funciona como a final brasileira — e garantimos vaga em uma etapa de aceleração, onde os projetos são aprimorados e avaliados tanto por profissionais da indústria quanto pelos próprios participantes.

Esse resultado é extremamente significativo para a instituição e para os profissionais formados aqui. Ele demonstra, na prática, que estamos formando talentos com capacidade de competir em nível internacional, desenvolvendo projetos criativos, relevantes e tecnicamente consistentes.

As equipes são compostas por alunos e egressos integrantes do Grupo de Aprendizagem e Desenvolvimento de Games (GADGET), um grupo de estudos voltado à formação prática no desenvolvimento de jogos, promovendo aprendizado colaborativo e conexão com o mercado.

Os projetos classificados são:

  • Still Me”, um jogo narrativo que acompanha a história de Rafael, um pintor que precisa se adaptar após perder o braço dominante em um acidente. A proposta traz uma experiência sensível sobre adaptação, identidade e recomeços. O time Gato Alienígena é formado por Amanda Lira Andrade Botelho, Raquel Albuquerque Quirino e João Igor Vidal de Andrade, todos estudantes do curso de Ciência da Computação, estagiários do Vortex e integrantes do GADGET; além de Felipe Cassiano, egresso da Unifor, tech lead do Vortex e mentor do GADGET.
  • Leave Us Alone, Charlie!”, um walking simulator com elementos de puzzle, inspirado no clássico Tempos Modernos. O jogo coloca dois jogadores no papel de operários de fábrica nos anos 1930, explorando questões ligadas ao trabalho e à mecanização. O time Staircase é formado por Vinícius Lima Campos de Morais, Louise Portela e Guilherme Leocádio, todos egressos do curso de Ciência da Computação e atualmente mentores no GADGET.

A relevância de oportunidades como essa ainda durante a graduação é enorme. Elas inserem os alunos em um ambiente real de desenvolvimento, com prazos, avaliação externa e contato direto com profissionais da indústria. Isso acelera não apenas o desenvolvimento técnico, mas também o amadurecimento profissional.

Além disso, essas experiências ampliam o networking, aumentam a visibilidade dos projetos e abrem portas concretas no mercado — seja para publicação, parcerias ou inserção profissional.

Em resumo, mais do que uma conquista pontual, esse resultado mostra a força de um ecossistema que integra ensino, prática e mercado, algo essencial para a formação de profissionais na indústria de jogos.

Entrevista Nota 10  — O primeiro desafio de um estudante é, por vezes, o “abismo” entre a teoria da sala de aula e a entrega de um produto final. De que forma a vivência no Grupo de Aprendizagem e Desenvolvimento de Games, Entretenimento e Tecnologia (GADGET) da Unifor ajuda o aluno a construir um portfólio atraente? Como essa experiência prepara os futuros profissionais para os desafios do mercado?

Izequiel Norões — O GADGET é um excelente espaço para a construção da pesquisa, qualificação de talentos e, principalmente, para a criação de experiências práticas que agregam muito valor ao portfólio dos alunos.

Um dos principais diferenciais do grupo é justamente reduzir esse “abismo” entre teoria e prática. No GADGET, os alunos não ficam apenas no campo conceitual — eles vivenciam o desenvolvimento de jogos de forma aplicada, trabalhando em equipe, lidando com prazos, validações e problemas reais que surgem durante a produção.

Além disso, o ambiente do grupo estimula a experimentação e a colaboração multidisciplinar. Os alunos têm a oportunidade de atuar em diferentes funções dentro de um projeto — seja na programação, design, arte ou até mesmo na organização e apresentação dos jogos — o que contribui para a formação de um perfil mais completo e adaptável.

Outro ponto importante é que muitos dos projetos desenvolvidos no GADGET não ficam apenas no ambiente acadêmico. Eles evoluem para participações em eventos, competições e até processos de aceleração, o que fortalece ainda mais o portfólio, trazendo não só projetos finalizados, mas experiências validadas externamente.

Essa vivência prepara os alunos para o mercado porque aproxima muito da realidade da indústria: trabalho em equipe, comunicação, responsabilidade com entregas e capacidade de adaptação. Ou seja, o aluno deixa de ser apenas alguém com conhecimento teórico e passa a se apresentar como um profissional com experiência prática e projetos concretos para demonstrar.

No fim, o GADGET não apenas ensina a desenvolver jogos — ele prepara o aluno para pensar, construir e entregar soluções dentro de um contexto real de mercado.

Entrevista Nota 10  — Além do GADGET, a Unifor ainda conta com diversas iniciativas e projetos, como o GiraLab e o Vortex, voltados para a área de jogos. Qual a importância de produzir pesquisa acadêmica e artigos científicos para o avanço da tecnologia de jogos no Brasil? Como esse ecossistema transforma o estudante em um profissional capaz de inovar e criar novas tecnologias, em vez de apenas replicar fórmulas prontas?

Izequiel Norões — A produção de pesquisa acadêmica é fundamental para o avanço da tecnologia de jogos no Brasil, porque é justamente ela que permite sair do consumo e da reprodução de soluções prontas para a criação de conhecimento original. Sem pesquisa, a indústria evolui de forma limitada; com pesquisa, ela inova, propõe novas abordagens e contribui inclusive em nível internacional.

Nesse contexto, o GiraLab se destaca como uma grande referência dentro da Universidade, sob a liderança da Andreia Formico. Ela é um nome consolidado na área de Computação Gráfica, Realidade Virtual e Jogos Digitais, com uma trajetória marcada pela formação de pesquisadores, publicação de artigos científicos e desenvolvimento de soluções inovadoras aplicadas a jogos e simulações.

Fazer parte desse ambiente, hoje também como orientandor e pesquisador, é uma oportunidade de contribuir diretamente para esse legado. A Unifor tem como um de seus grandes diferenciais justamente o incentivo contínuo à pesquisa acadêmica, criando um espaço onde o aluno não apenas aprende tecnologias, mas questiona, experimenta e propõe novas soluções.

Já o Vortex complementa esse ecossistema de forma muito estratégica. Ele funciona como um espaço de inovação e desenvolvimento tecnológico aplicado, onde professores, alunos e egressos trabalham juntos na criação de soluções reais — não apenas jogos, mas também sistemas, aplicações interativas e projetos que muitas vezes são utilizados dentro da própria Universidade.

Esse conjunto — GADGET, GiraLab, Vortex e, não posso deixar de mencionar, Laboratório de Pesquisa e Inovação em Cidades (Lapin) são todos parceiros — cria um ecossistema completo de formação. O aluno transita entre pesquisa, prática e inovação aplicada. Ele aprende a investigar problemas, validar hipóteses, desenvolver soluções e entregar resultados concretos.

É justamente essa integração que transforma o estudante em um profissional capaz de inovar. Em vez de apenas replicar fórmulas prontas, ele desenvolve pensamento crítico, domínio técnico e autonomia criativa — competências essenciais para quem quer não só participar da indústria de jogos, mas também ajudar a moldar o seu futuro.

 


Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, contribuindo para o alcance do ODS 4 - Educação de Qualidade, ODS 8 - Trabalho Decente e Crescimento Econômico e ODS 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura.

A Universidade de Fortaleza reafirma seu compromisso com a formação de profissionais de excelência para a economia criativa, promovendo o desenvolvimento de competências técnicas e inovadoras exigidas pelo mercado de games. Ao integrar conhecimento acadêmico e prática de mercado, a instituição fomenta a empregabilidade e o empreendedorismo, impulsionando a inovação tecnológica e o crescimento de um setor estratégico para o futuro digital.

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