seg, 2 março 2026 11:21
Geriatria: somos referência em residência médica
Em um país onde a população idosa cresce em ritmo acelerado e a demanda por geriatras supera a oferta de especialistas, a Universidade de Fortaleza celebra dez anos de um programa pioneiro que une excelência acadêmica, prática interprofissional e compromisso social na formação de médicos geriatras

O cenário é promissor. O mercado para médicos geriatras no Brasil vive um momento de expansão, já que o número de especialistas formados no país não tem conseguido acompanhar a mesma velocidade de envelhecimento da população. Até houve considerável aumento no número de profissionais: de 370% em 14 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Mas a quantidade — além de concentrada na região Sudeste — ainda é insuficiente para suprir a demanda de um país que tem 16% de sua população formada por idosos.
A situação abre oportunidades não apenas na prática clínica, mas também em gestão hospitalar, políticas públicas, ensino, pesquisa e serviços privados voltados ao cuidado domiciliar e institucional. Ciente deste contexto, a Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz, foi pioneira entre as escolas médicas privadas da região Nordeste ao implantar programa próprio de residência médica. Foi assim que nasceu, há dez anos, a Residência Médica em Geriatria, uma formação que preza pela diversidade de cenários e experiências interprofissionais e interdisciplinares.
“O Programa de Residência Médica em Geriatria da Unifor está centrado no desenvolvimento de competências profissionais para o egresso geriatra, aliando seu currículo inovador a uma abordagem metodológica moderna, contando com corpo docente qualificado e infraestrutura compatível com as necessidades educacionais do campo da geriatria”, afirma a coordenadora do curso de Medicina, Carina Bezerra.
Na prática, o egresso da residência é capacitado a realizar prevenção, diagnóstico e tratamento especializado nas questões de saúde da pessoa idosa, compreendendo as peculiaridades do processo de envelhecimento e seu aspecto multidimensional. “O programa permite o desenvolvimento para atuação em diferentes níveis de atenção à saúde da pessoa idosa, como serviço hospitalar, ambulatorial, assistência domiciliar e em instituições de longa permanência para idosos de forma interdisciplinar”, complementa Carina.
Profissionais preparados para atuar nos mais diversos cenários
Existem cerca de 3.000 geriatras em todo Brasil e cerca de 70% destes especialistas estão nas Regiões Sul e Sudeste do país. Segundo a coordenadora da Comissão de Residência Médica da Unifor, Rosina Ribeiro Gabriele, há carência da especialidade e, portanto, muita oportunidade de trabalho.
“O geriatra é um especialista em envelhecimento e na sua complexidade e pode atuar em diversos cenários. Ele deve estar apto a conhecer e compreender o processo de envelhecimento e demonstrar habilidades e atitudes para atuar na promoção, prevenção, manutenção e reabilitação da saúde do idoso”, pontua a médica geriatra.
Conforme a docente, o Programa de Residência Médica em Geriatria da Unifor prepara egressos para assistir uma população complexa, heterogênea, com multimorbidades, sensível ao efeito dos medicamentos, exposta aos riscos da polifarmácia e muito suscetível a estressores que comprometem facilmente suas reservas funcionais.
“Uma formação humanizada, centrada no paciente e desenvolvendo competências profissionais para o trabalho interprofissional numa abordagem multidimensional e individualizada. Características que transformam a avaliação da pessoa idosa num misto de ciência e arte, missão para aqueles que abraçam a especialidade da geriatria”, acrescenta.
Em geral, o Programa tem pré-requisito de dois anos de Residência de Clínica Médica e dois anos de duração. Na prática, ele proporciona vivência interprofissional e compartilhamento de experiências com outras especialidades médicas — como a psiquiatria, neurologia, dermatologia, reumatologia, entre outros —, além de participar de sessões clínicas e atividades pedagógicas como seminários, oficinas, discussão de artigos e conferências.
“Os residentes desenvolvem, em sua formação de especialista, competências para gestão de serviços e docência, ampliando a possibilidade de formar novos especialistas, gestores e professores na área”, salienta Rosina.
Neste processo formativo, os residentes encontram espaços de práticas dentro e fora do campus da Unifor. Para isso, a Universidade tem convênios firmados com as secretarias estadual e municipal da Saúde, além de outras instituições, como o Lar Torres de Melo e a Casa de Nazaré.
“Instituições de longa permanência são cenários de prática potentes, onde é possível desenvolver competências para gerenciar problemas de pacientes complexos, muitas vezes com limitação de recursos e fragilidade na rede de suporte, o que mostra compromisso social e capacidade de transformação diante de grandes desafios”, destaca Rosina.
Mas não é só isso. No programa da Unifor, o médico residente atua diretamente na Rede Temática de Atenção à Saúde de Pessoas com Doenças Crônicas (serviço hospitalar, ambulatorial, assistência domiciliar e em ILPI), na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (reabilitação) e na Rede de Atenção Psicossocial (ambulatórios de psiquiatria geriátrica).
“Os feedbacks e a participação dos residentes no planejamento das atividades tornam o currículo vivo e dinâmico”, pontua Rosina. Eles também contribuem na assistência em importantes equipamentos de saúde do Ceará, como o Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara e o Hospital Universitário do Ceará.
Ao longo dos seus dez anos de existência, o Programa de Residência Médica em Geriatria amadureceu, a equipe se consolidou e foram surgindo novas parcerias em grupos de pesquisa e extensão, como no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC).
“Em nosso 10º aniversário, vamos compartilhar nossa experiência interprofissional em Webconferência do Curso de Aperfeiçoamento em Preceptoria no Contexto das Residências em Saúde do Proadi-SUS – HCOR e Ministério da Saúde”, celebra Rosina. Na última década, o Programa teve papel fundamental na criação do primeiro serviço de Oncogeriatria do Ceará, além de contribuir para o desenvolvimento de protocolos e diversas ações em saúde.
A docente afirma que o Programa de Residência Médica em Geriatria da Unifor veio para fortalecer parcerias institucionais públicas e privadas e oferecer um diferencial competitivo de ensino, pesquisa, assistência e extensão.
Egressos do programa passaram a integrar o corpo docente e a se envolver em diversos projetos de pesquisa e intervenção dentro e fora da Universidade, sempre buscando qualificação e aperfeiçoamento pessoal e profissional. Um exemplo disso é a presença de professores e egressos da Unifor na atual diretoria da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia – Seccional Ceará (SBGG-CE).
“O corpo docente do Programa é altamente qualificado, com especialistas titulados, mestres, doutores e com formação em preceptoria e gestão de programas de residência em saúde. Em cenários diversificados, os residentes são preparados para promover o envelhecimento saudável e a autonomia da pessoa idosa e trabalhar na prevenção, tratamento, reabilitação e cuidados paliativos seja no ambiente hospitalar, ambulatorial, instituições de longa permanência, unidades de transição de cuidados ou no domicílio” — Rosina Ribeiro, coordenadora da Comissão de Residência Médica da Unifor
Da base teórica às práticas, uma formação completa
Em março de 2024, Talita Ximenes iniciou a Residência em Geriatria na Unifor. Ela havia se apaixonado pela especialidade ainda durante o internato, quando teve a oportunidade de acompanhar pacientes da enfermaria de geriatria e de pacientes em cuidados paliativos.
“Foi assim que conheci e me apaixonei pelo programa. Tive a sensação que eu tinha encontrado a ‘minha tribo’: uma medicina voltada para a ciência, mas respeitando a autonomia dos pacientes e dos familiares, com enfoque em fazer o bem e buscando não prolongar o sofrimento”, conta.
Talita acredita que a residência lhe deu mais bagagem teórico-prática e reforçou seu entusiasmo na medicina que acredita, com foco principal no paciente. “Aprendi a respeitar ainda mais a individualidade dele e a enxergar, de forma mais ampla, o contexto em que ele está inserido. Além da vivência prática intensa, o programa contribui muito com a minha formação ao oferecer sólido suporte teórico”, avalia.
Segundo ela, a Universidade disponibiliza acesso a bases de dados científicas, o que fortalece a prática baseada em evidências. “Esse estímulo constante à atualização científica, aliado à supervisão de professores experientes e referências na área, tem moldado minha formação de forma completa. Hoje me sinto mais preparada e, principalmente, mais consciente da responsabilidade e da complexidade que é cuidar do paciente idoso”, declara.
Para a residente, o programa se destaca especialmente por contar com professores experientes na área, muitos deles referências na Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, o que garante não apenas sólida formação técnica, mas também atualização constante e visão crítica da prática geriátrica.
“Além disso, como residentes, atuamos em múltiplos cenários assistenciais, tanto no contexto intra como extra hospitalar, com raciocínios clínicos voltados tanto para rede pública quanto para a iniciativa privada, e ainda contamos com um treinamento específico na assistência ao idoso institucionalizado, com foco em gestão de cuidados, organização de equipes multiprofissionais e tomada de decisão ética em contextos de maior vulnerabilidade”, afirma.
Outro diferencial do programa da Unifor é o contato com os internos da Universidade e o incentivo a desenvolver habilidade de docência, seja administrando aulas e oficinas específicas, seja em momentos de discussão de casos clínicos.
Atualmente, Talita atua no acompanhamento longitudinal de idosos, principalmente por meio de visitas domiciliares, além de prestar assistência a pacientes internados. “Em breve, pretendo iniciar também meus atendimentos ambulatoriais, ampliando minha atuação no cuidado contínuo dos pacientes”, planeja.
“São 10 anos [do Programa de Residência Médica em Geriatria] que temos muito a celebrar: uma trajetória marcada pelo aumento do número de profissionais envolvidos, com os ex-residentes tendo oportunidade de serem absorvidos como docentes, preservando a união, a parceria e o fortalecimento coletivo como essência do programa, motivo de muito orgulho a todos que fazem (ou fizeram, de alguma forma) parte dessa história” — Talita Ximenes, residente em Geriatria na Unifor
Profissionais renomados para uma formação de excelência
Era 2019 quando Wallena Cavalcante decidiu ingressar no Programa de Residência Médica em Geriatria, o qual havia conhecido por meio de colegas da área. “Para mim, mesmo sendo um programa novo, era composto por profissionais já renomados no Estado e no País”, conta.
O caminho da Geriatria nem sempre foi óbvio para ela. Wallena diz que, quando estava na residência de Clínica Médica, não conseguia decidir qual sub especialização seguiria, pois gostava de estudar tudo. “Gostava bastante de algumas partes da neurologia e de cuidados paliativos, e vi que a geriatria englobava tudo isso! Então eu decidi fazer geriatria, porque atenderia todas as minhas vontades e a maneira como eu acho que deveria ser a medicina”, afirma.
Ela avalia que a experiência no programa foi “excelente”, apesar das particularidades impostas pela pandemia durante a sua participação. “Eu acho que minha formação foi excelente. Sinto que minha formação foi completa. Inclusive, na época, tive a oportunidade de passar um mês na Universidade de Brasília (UnB), e o nosso aprendizado não perdia em nada para o deles”, considera.
Para a egressa, a Geriatria muda a visão de qualquer um, porque aponta para onde as nossas ações e as nossas decisões vão nos levar no futuro. Hoje, ela atua no Hospital Universitário do Ceará, no Hospital Universitário Walter Cantídio e no consultório particular, como geriatra. “Ainda atuo como plantonista da UTI do Hospital Estadual Leonardo Da Vinci”, complementa.
“O programa contribuiu de maneira decisiva para como e onde atuo profissionalmente hoje. Os principais diferenciais dele são a maneira como os preceptores interagem com os residentes, além das avaliações realizadas durante a residência, que nos permitem uma auto-avaliação e nos ajuda a progredir bastante” — Wallena Cavalcante, egressa do Programa de Residência Médica em Geriatria da Unifor
Parcerias para diferentes cenários de práticas
Ao longo da última década, o Programa de Residência Médica em Geriatria da Unifor ampliou as parcerias e os espaços de práticas dos alunos. O Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH) é um dos parceiros que recebem residentes de geriatria da Unifor em suas unidades administradas, como o Hospital Universitário do Ceará (HUC) e a Casa de Cuidados do Ceará (CCC).
“O ISGH é uma Organização Social de Saúde que administra estes equipamentos públicos e tem como propósito, além da eficiência e qualidade no atendimento, colaborar ativamente com a formação de novos profissionais de saúde. Acreditamos que nossas unidades são espaços de formação impactados não apenas pelo perfil complexo dos pacientes e estrutura física das unidades, mas também pelo nosso modelo de gestão”, explica a Gerente de Ensino e Pesquisa do ISGH, Fernanda Gadelha Severino.
Fernanda detalha que as unidades geridas pelo ISGH funcionam como o campo de prática essencial para os residentes da Unifor. A jornada do residente ocorre nas seguintes etapas:
Integração e Ambientaçãonicialmente, o residente é integrado à unidade para compreender seu funcionamento, fluxos e o modelo de gestão do ISGH.
- Integração e Ambientação
Inicialmente, o residente é integrado à unidade para compreender seu funcionamento, fluxos e o modelo de gestão do ISGH. - Alinhamento Pedagógico
Para garantir que a prática seja proveitosa, é solicitado o plano de estágio contendo os objetivos de aprendizagem específicos para aquele momento da formação do residente. - Atuação Supervisionada
O residente é direcionado para a assistência direta aos pacientes, sob a supervisão de seus preceptores e trabalhando a sua autonomia de acordo com o seu momento. - Imersão na Rotina Multiprofissional
O residente é inserido na rotina completa da unidade, participando de visitas multiprofissionais, rounds, discussões de casos clínicos, sessões clínicas, entre outras estratégias - Educação Contínua
Além da prática, o residente tem acesso aos treinamentos e capacitações oferecidos pela área de Educação Permanente da unidade de saúde.
Para a gerente, o ISGH preza por um ambiente de aprendizado contínuo nas unidades e a presença dos alunos e residentes os faz melhorar a cada instante. “É uma troca rica, em que provocamos o aluno a buscar as melhores evidências científicas para discutir as práticas já implementadas e a partir dessas trocas propor mudanças, acompanhar desfechos e implementá-las, caso se mostrem mais eficientes. Esses momentos são ricos e fazem com que assistência e ensino se integrem verdadeiramente”, acredita.
Fernanda defende que estas parcerias transformam a formação em algo vivo e integral. Isso porque o residente não apenas aprende técnicas, mas também desenvolve consciência social e sensibilidade humana, atributos que considera indispensáveis para quem vai cuidar de uma população cada vez mais idosa.
“A inserção dos residentes em diferentes cenários de prática proporciona uma compreensão ampliada da rede de atenção à saúde, permitindo-lhes identificar suas inter-relações. Essa vivência impacta diretamente a formação do médico geriatra, ao possibilitar que ele compreenda de forma concreta como os processos se desenvolvem na prática e quais estratégias deve adotar para orientar o paciente de maneira mais eficaz” — Fernanda Gadelha, gerente de Ensino e Pesquisa do ISGH
A gerente de Ensino e Pesquisa do ISGH defende que o cotidiano junto às equipes multiprofissionais sensibiliza o residente para as especificidades e desafios locais dos serviços, estimulando uma reflexão crítica sobre possibilidades de melhoria. “Ao transitar por diferentes instituições, o futuro geriatra adquire a capacidade de reconhecer experiências exitosas e disseminá-las em outros contextos, assumindo o papel de agente multiplicador e ‘semeador de boas práticas’”, anima.
Essa diversidade de experiências, segundo Fernanda, favorece a construção de uma visão sistêmica do cuidado, que se traduz em tomadas de decisão mais conscientes e integradas. “O médico em formação passa a considerar, de forma articulada, as necessidades do paciente, as condições da equipe e os recursos disponíveis na unidade. Dessa forma, sua prática clínica se torna não apenas tecnicamente qualificada, mas também ética, reflexiva e humanizada, atributos indispensáveis para o enfrentamento das complexidades inerentes ao envelhecimento populacional”, propõe.
Para ela, quando a parceria entre a Universidade e instituições de saúde acontece de maneira estruturada, com objetivos definidos e definições de responsabilidades, a sociedade avança na formação profissional mais qualificada, na colaboração para desenvolvimento de pesquisas científicas, na melhoria na qualidade do atendimento, na integração com a comunidade e na inovação e desenvolvimento tecnológico.
Treinamento integrado e interprofissional
A coordenadora do curso de Medicina, Carina Bezerra, salienta que a Universidade de Fortaleza sempre esteve preocupada em formar recursos humanos na área médica para o Sistema Único de Saúde (SUS), seja através do Programa de Residência Médica (PRM) em Geriatria ou de seus demais cursos de pós-graduação.
Ela destaca que a Unifor garante ao egresso do curso de Medicina oportunidades de especialização como continuidade ao seu processo de aprendizado. “Ademais, pode contribuir como indicador indireto da qualidade do curso de Medicina ofertado pela instituição, que já possui maturidade e reputação na região Nordeste e atrai estudantes e docentes para a Unifor, agregando no fomento de pesquisas clínica relacionadas ao envelhecimento e na criação de protocolos assistenciais eficientes em serviços de saúde próprio e conveniados com a universidade”, afirma.
A docente lembra que o envelhecimento da população brasileira é uma realidade demográfica que impulsiona transformações significativas em diversos setores da sociedade, com destaque para a área da saúde. “A geriatria, especialidade médica dedicada ao cuidado de pessoas idosas, emerge como um campo de atuação promissor e de crescente relevância”, analisa.
Ela reforça que o mercado de trabalho para médicos geriatras no Brasil é caracterizado por uma alta demanda e um déficit significativo de profissionais geriatras. No ano passado, o país contava com pouco mais de 3.100 geriatras, segundo a pesquisa Demografia Médica Brasileira 2025 do Conselho Federal de Medicina.
“A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia estima que, para atender à recomendação da Organização Mundial da Saúde de um geriatra para cada mil pessoas idosas, seriam necessários cerca de 34.000 profissionais, evidenciando um déficit de aproximadamente 30.900 geriatras”, explana.
As oportunidades de atuação para médicos geriatras abrangem:
- hospitais,
- clínicas,
- consultórios particulares,
- atendimento domiciliar,
- instituições de longa permanência para idosos.
“O crescente mercado de senior living, que oferece moradias e serviços especializados para esta população, representa um novo e promissor campo de trabalho”, acrescenta Carina.
A docente vê a geriatria como uma das áreas mais promissoras da medicina, configurando como uma escolha estratégica da Universidade iniciar a implantação de programas por esta especialidade, que possui corpo docente qualificado, estrutura de campo de prática próprio e convênios diferenciados que atendem à demanda.
Carina ressalta que o Núcleo de Assistência Médica Integrada (NAMI) da Unifor é um dos campos de prática do PRM em Geriatria e recebe residentes de outros programas parceiros, como os Programas de Residência Médica da Rede da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), a Universidade Federal do Ceará (UFC) e a Unimed.
A formação ainda oferece vivência real em diversos níveis de complexidade do SUS, incluindo hospitais de referência, instituições de longa permanência (Lar Torres de Melo), ambulatórios especializados (NAMI) e unidades de transição (Casa de Cuidados do Ceará).
“A especialidade demanda treinamento integrado e interprofissional, e o Programa se integra a especialidades como psiquiatria, neurologia e reumatologia, além de ter forte atuação em equipes multiprofissionais. O residente se insere na Rede de Atenção Psicossocial e na Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, desenvolvendo um olhar clínico crítico e alinhado às necessidades de saúde da população geriátrica”, complementa.
Para ela, o fato de a Unifor ser pioneira na implantação de programa próprio de residência médica demonstra a maturidade institucional e compromisso com a integração ensino-serviço, com impactos diretos na qualidade da formação médica e na avaliação externa do curso.
“Os egressos concluem suas atividades com competências, habilidades e atitudes de médicos capazes de permitir o crescimento do pensamento geriátrico-gerontológico na rede de atenção à saúde do SUS e saúde suplementar com foco no envelhecimento ativo e pleno” — Carina Bezerra, coordenadora do curso de Medicina da Unifor
Ainda dá tempo de estudar na Unifor em 2026.1
É hora de dar um passo brilhante, num campus que conecta você a vivências globais. Só a Universidade de Fortaleza abre portas para oportunidades exclusivas no mercado, experiências internacionais, incentivo à arte e cultura, fomento ao esporte e construção de uma carreira de sucesso no mundo, por meio do ensino de excelência.
Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o ODS 3 – Saúde e Bem-Estar, o ODS 4 – Educação de Qualidade e o ODS 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico.
A Universidade de Fortaleza reafirma, assim, seu compromisso com a promoção da saúde e da qualidade de vida, com a oferta de educação inclusiva, equitativa e de excelência, e com a formação de profissionais qualificados, preparados para impulsionar o desenvolvimento sustentável, a empregabilidade e o crescimento econômico responsável.