Impulsionado pela campanha Doe de Coração, Ceará registra o maior número de doadores de medula óssea na região nordeste
seg, 12 janeiro 2026 15:23
Impulsionado pela campanha Doe de Coração, Ceará registra o maior número de doadores de medula óssea na região nordeste
Há mais de duas décadas, a campanha vem mobilizando a população sobre a importância da doação de órgãos e tecidos

Em 2025, o Ceará se destacou na região Nordeste por registrar o maior número de doadores de medula óssea. De acordo com o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), o estado conta com mais de 244 mil pessoas cadastradas no banco de doação.
Esse resultado é impulsionado pela campanha Doe de Coração, promovida pela Fundação Edson Queiroz, que há mais de duas décadas mobiliza a sociedade, esclarece as etapas da doação e incentiva a autorização familiar.
No último ano, a campanha teve como foco a doação de medula óssea, buscando conscientizar tanto a comunidade acadêmica quanto a sociedade sobre a importância desse gesto. Com o tema “Doe medula. Doe vida. Doe de coração”, a força da iniciativa já se reflete nos números apresentados pelo Redome.
A medula óssea é um tecido gelatinoso localizado no interior dos ossos, cuja principal função é produzir os componentes do sangue: glóbulos vermelhos (hemácias), glóbulos brancos (leucócitos) e plaquetas.
Essas células sanguíneas são essenciais para a defesa do organismo, para o transporte de oxigênio às células e para o controle de hemorragias.
Em muitos casos, a doação de medula óssea representa a única chance de cura para pessoas acometidas por doenças graves do sangue, como leucemia e alguns tipos de linfoma.
No entanto, o processo de doação ainda é cercado por desconhecimentos e mitos. Por isso, a Fundação Edson Queiroz tem se dedicado a desmistificar a doação e incentivar que mais pessoas se cadastrem como doadoras, transformando informação em benefício direto para a sociedade.
Entre as ações promovidas na campanha de 2025 para alcançar resultados significativos, destacou-se a parceria da Fundação com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), que incluiu palestras educativas e a presença de uma unidade móvel no campus da Unifor para o cadastro de novos doadores.
O caminho para salvar vidas
No Ceará, o Hemoce é a instituição responsável pelas primeiras etapas do processo de doação, incluindo o cadastro e os testes laboratoriais para selecionar potenciais doadores.
Para se cadastrar, o interessado deve ter entre 18 e 35 anos, estar em boas condições de saúde e não apresentar doenças impeditivas, como câncer, HIV ou hepatites virais. O registro permanece ativo até os 60 anos, e a doação só ocorre caso haja compatibilidade com algum paciente.
Após o cadastro, é coletada uma amostra de 5 ml de sangue para a tipagem genética, cujas informações são incluídas no sistema do Redome. Quando um paciente compatível é identificado, o doador é contatado para avaliação da segurança da doação, garantindo proteção tanto para ele quanto para o paciente.
Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, contribuindo para o alcance dos ODS 3 – Saúde e Bem-Estar, 4 – Educação de Qualidade e 17 – Parcerias e Meios de Implementação.
A Universidade de Fortaleza reafirma seu compromisso com a promoção da saúde e do bem-estar, por meio de ações que incentivam a doação de medula óssea e a conscientização sobre doenças hematológicas graves. A Unifor reforça também seu empenho com a educação de qualidade, ao engajar a comunidade acadêmica e a sociedade em campanhas educativas, e valoriza a construção de parcerias estratégicas que transformam conhecimento em benefícios diretos para a sociedade.