Internationalization Week 2026 da Unifor debate estratégias de avaliação da internacionalização no ensino superior

seg, 18 maio 2026 17:36

Internationalization Week 2026 da Unifor debate estratégias de avaliação da internacionalização no ensino superior

Palestra destacou indicadores, impactos e diferentes abordagens para fortalecer a internacionalização na graduação e pós-graduação


Doutor em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Antônio Ferreira de Lima Júnior - Foto: Ares Soares
Doutor em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Antônio Ferreira de Lima Júnior - Foto: Ares Soares

Um dos eventos que marcou o primeiro dia da Internationalization Week 2026, nesta edição com o tema “Animal Justice: Building a Better World Interspecies”, foi a palestra “Estratégias de monitoramento e avaliação de indicadores de internacionalização na graduação e pós-graduação”, ministrada pelo Doutor em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), Antônio Ferreira de Lima Júnior.

O momento foi mediado pelo diretor de Pós-Graduação, Prof. Dr. Marcos James Bessa, e contou com a presença da vice-reitora de Ensino, Profa. Dra. Katherinne Maciel; do vice-reitor de Administração, Prof. Dr. José Maria Gondim; da diretora de Relações Internacionais, Profa. Dra. Gina Pompeu, idealizadora e organizadora da Semana da Internacionalização 2026; da diretora do Centro de Ciências da Saúde, Profa. Dra. Lia Brasil; da diretora do Centro de Ciências Jurídicas, Profa. Dra. Juliana Mamede; entre outros representantes do corpo docente e discente da Unifor.

Também estiveram presentes na plateia o reitor da Universidade de Lisboa, Prof. Dr. Luís Manuel dos Anjos Ferreira, e a vice-reitora da mesma instituição e professora catedrática em Gestão, Profa. Dra. Fernanda Maria Duarte Nogueira, convidados da Internationalization Week 2026. Antônio Ferreira de Lima Júnior, que também atua como analista em Ciência e Tecnologia no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), iniciou a palestra analisando o conceito de internacionalização a partir de três pilares principais: intencionalidade, integração e finalidade social.

“O primeiro é a intencionalidade. A internacionalização precisa ser planejada e estratégica. No entanto, pesquisas realizadas anteriormente mostram que, muitas vezes, esse processo ocorre de forma reativa, surgindo a partir de oportunidades pontuais, como a participação de um professor em uma conferência ou o contato com um parceiro de pesquisa, que levam à criação de acordos e cooperações. A internacionalização deve ocorrer de forma transversal, permeando todas as atividades da instituição. Isso significa que ela precisa estar presente não apenas em ações isoladas, mas integrada ao ensino, à pesquisa e à extensão”, enfatizou.

A palestra aconteceu na Videoteca A da Universidade de Fortaleza - Foto: Ares Soares

Por fim, o palestrante abordou a finalidade social do processo. “A internacionalização deve gerar impactos concretos, tanto para a instituição quanto para a sociedade. Isso inclui a melhoria da qualidade da educação, a qualificação de serviços, o aumento de oportunidades e a contribuição para o desenvolvimento local e regional”, concluiu.

Na ocasião, o palestrante também destacou os ganhos estratégicos da internacionalização em diferentes níveis — governamental, institucional e individual —, evidenciando seu potencial de impacto desde a diplomacia científica e o desenvolvimento socioeconômico até a qualificação do ensino e da pesquisa, além da formação de estudantes com visão global e competências alinhadas às demandas contemporâneas.

Ao longo da apresentação, foram apresentados ainda diferentes formatos de internacionalização acadêmico-científica, evidenciando que o processo vai muito além da mobilidade internacional. Entre eles, destacam-se a educação transnacional, o intercâmbio virtual, a internacionalização do currículo, as pesquisas comparadas, as aulas em língua estrangeira e as missões acadêmicas. Também foi enfatizada a importância de monitorar e avaliar essas ações como forma de evidenciar resultados e impacto social, fortalecer institucionalmente as universidades, otimizar recursos e alinhar as iniciativas às políticas públicas e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“A responsabilidade da Universidade de Fortaleza, desde a sua criação, está relacionada à formação de alunos conscientes do papel que exercem no desempenho de suas funções. É pensar globalmente e agir localmente; é receber bem os nossos convidados, conhecê-los melhor e também compreender a realidade de Portugal e das universidades portuguesas. Esse intercâmbio de experiências contribui para que a Unifor seja reconhecida nacional e internacionalmente”, ressaltou a Profa. Dra. Gina Pompeu, diretora da DRI.

Confira a programação da Semana da Internacionalização 

A programação inclui, nesta quarta-feira (20), a Jornada de Diplomacia Científica, que reunirá representantes consulares de diversos países. A palestra de abertura será conduzida pelo embaixador do México no Brasil, Carlos García de Alba, com o tema “Diplomacia Científica e Acadêmica entre o México e o Brasil”.

A edição de 2026 contará ainda com ampla participação internacional, reunindo representantes acadêmicos, diplomáticos e pesquisadores como Kendra Rothbrust de Lima (Áustria), Oscar Aristizabal Ferreira (Colômbia), Vittorio Ghia (Itália), Verena Rothbrust de Lima (Suécia), José Maria McCall Zanocchi (Uruguai), Marlene Pinheiro Gonçalves (Alemanha), Monika da Silva Marte (Suíça), Ricardo Bacelar Paiva (Bélgica), Henrique Colin de Soárez (Finlândia) e Sharna Motlap (Austrália).

As atividades se estendem ao longo da semana em diversos espaços da universidade, com ações que incluem atividades culturais e de bem-estar, exposições, palestras, oficinas, mesas-redondas, workshops, painéis e debates. A programação tem como objetivo promover maior integração entre estudantes, docentes e a comunidade acadêmica internacional. As iniciativas são organizadas por áreas do conhecimento, com atividades distribuídas entre o Centro de Ciências da Saúde (CCS), o Centro de Ciências da Comunicação e Gestão (CCG), o Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), o Centro de Ciências Jurídicas (CCJ) e a Divisão de Pós-Graduação.

> Acesse aqui a programação completa 
 


Esta iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas, contribuindo para o alcance dos ODS 4 – Educação de Qualidade e 17 – Parcerias e Meios de Implementação, além de dialogar com o ODS 9 – Indústria, Inovação e Infraestrutura.

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