angle-left Fundação Edson Queiroz é indicada ao Prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA)

Qui, 4 Abril 2019 14:51

Fundação Edson Queiroz é indicada ao Prêmio da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA)

Premiação é dedicada a instituições, críticos, curadores, artistas e exposições. Os vencedores serão anunciados dia 30 de abril.


A premiação tem como objetivo reconhecer os atores culturais que mais contribuíram para o fomento das artes nacionalmente em 2018. Foto: Ares Soares.
A premiação tem como objetivo reconhecer os atores culturais que mais contribuíram para o fomento das artes nacionalmente em 2018. Foto: Ares Soares.

A Fundação Edson Queiroz está indicada ao Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade como instituição pela programação e atividade no campo da arte. A premiação é uma iniciativa da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) e tem como objetivo reconhecer os atores culturais que mais contribuíram para o fomento das artes nacionalmente em 2018. Anualmente, o Prêmio ABCA contempla dez categorias.

Entre os indicados estão também artistas visuais, curadores, críticos e autores. Os prêmios serão atribuídos pelo resultado da votação de 150 associados, em escala nacional, feita por cédula rubricada com a apuração dos resultados em Assembleia realizada por uma comissão de associados, com a participação da diretoria, no dia 30 de abril. Na ocasião, os nomes dos vencedores serão divulgados.

“A indicação da Fundação Edson Queiroz entre as três instituições que mais contribuíram para a cultura no Brasil em 2018 representa um importante reconhecimento para nossa Instituição, uma vez que a ABCA, criada em 1949, é a mais tradicional associação brasileira da área de profissionais de artes visuais. A indicação é resultado, sobretudo, das exposições que realizamos no Espaço Cultural Unifor e em instituições nacionais e estrangeiras, bem como das publicações que lançamos, especialmente o Catálogo Geral da Coleção Fundação Edson Queiroz. Vale destacar também os frequentes empréstimos de obras de arte da Coleção Fundação Edson Queiroz para exposições dos principais museus brasileiros, o que evidencia a excelência desse acervo”, afirma o vice-reitor de extensão da Unifor, professor Randal Pompeu.

Criado em 1978, o sistema de premiação foi idealizado para destacar exclusivamente as artes visuais. A Associação entrou para a história por sua presença significativa em eventos artísticos da década de 50 e teve papel na resistência ao regime militar, sob a liderança de Mario Pedrosa.

O troféu, criado pela artista Maria Bonomi, será entregue no dia 28 de maio, às 20h, em cerimônia no Teatro SESC Vila Mariana (SP).

Confira a lista de indicados

  • Prêmio Gonzaga Duque (crítico associado pela atuação durante o ano)

Marília Andrés Ribeiro
Mirian de Carvalho
Mônica Zielinsky

  • Prêmio Sérgio Milliet (crítico por pesquisa publicada)

Alexandre Santos, pela publicação A Fotografia como escrita pessoal: Alair Gomes e a melancolia no corpo do outro. Porto Alegre: UFRGS, 2018.

Neide Marcondes e Nara Martins, pela publicação (Des)velar a arte - Arte contemporânea: meandros da interpretação. São Paulo: Altamira, 2018.

Percival Tirapeli, pela publicação Patrimônio Colonial Latino-Americano: urbanismo, arquitetura e arte sacra. São Paulo, SESC, 2018.

  • Prêmio Mario Pedrosa (artista de linguagem contemporânea)

Alfredo Nicolaiewsky
Jonathas de Andrade
Sandra Cinto

  • Prêmio Ciccillo Matarazzo (personalidade atuante no meio artístico)

João Carlos Figueiredo Ferraz
José Olympio da Veiga Pereira
Max Perlingeiro

  • Prêmio Mário de Andrade (crítico de arte pela trajetória - filiado ou não)

Angela Ancora da Luz
João Spinelli
Maria Lúcia Bastos Kern

  • Prêmio Clarival do Prado Valladares (artista pela trajetória)

Bené Fonteles
Claudia Andujar
Daniel Santiago

  • Prêmio Maria Eugênia Franco (curadoria pela exposição)

Cecilia Fajardo-Hill e Andrea Giunta, pela curadoria da mostra Mulheres Radicais: arte latino-americana, 1960-1985, apresentada pela Pinacoteca do Estado de São Paulo, entre 18 de agosto e 19 de novembro de 2018;

Maria Luíza Távora, pela curadoria da mostra FAYGA – Entre Cores e Transparências, apresentada pelo Palácio Itamaraty, entre 19 de dezembro a 03 de março de 2019;

Waltercio Caldas, pela curadoria de Os Aparecimentos – proposta integrante da 33ª. Bienal de São Paulo, apresentada pela Fundação Bienal entre, 07 de setembro e 09 de dezembro de 2018.

  • Prêmio Rodrigo Mello Franco de Andrade (instituição pela programação e atividade no campo da arte)

Fundação Edson Queiroz
Museu de Arte de São Paulo – MASP
Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia – MuBE

  • Prêmio Paulo Mendes de Almeida (melhor exposição)

Histórias Afro-Atlânticas, no Museu de Arte de São Paulo, MASP
Regina Silveira: Exit, no Museu Brasileiro da Escultura e Ecologia, MuBE
Seydou Keïta, no Instituto Moreira Salles, IMS

  • Prêmio Antônio Bento (difusão das artes visuais na mídia)

Mapa das Artes
Revista Select
TV Curta

Sobre a Fundação Edson Queiroz

Como poucas instituições no Brasil fora do eixo Rio-São Paulo, a Fundação Edson Queiroz construiu amplo acervo de arte brasileira, sobretudo do século 20, com obras de artistas do porte de Lygia Clark, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Lasar Segall, Hélio Oiticica, Candido Portinari, Alfredo Volpi, entre outros.

A articulação entre a educação superior e as artes faz parte da essência da Fundação Edson Queiroz, mantenedora da Universidade de Fortaleza (Unifor), onde a comunidade acadêmica convive em harmonia com as artes visuais, o teatro, a música e a dança, por meio da realização de exposições, espetáculos e do apoio permanente a seus grupos de arte – Big Band, Camerata, Cia. de Dança, Coral, Grupo Mirante de Teatro e Grupos Infantis de Sanfona, Flauta, Violino e Piano. Criado em 1988 e instalado no campus da Universidade, o Espaço Cultural Unifor apresenta exposições de grandes artistas internacionais, como Rembrandt, Rubens e Miró, artistas brasileiros e jovens talentos locais.

A Fundação mantém ainda a Biblioteca Acervos Especiais, composta por cerca de 9 mil livros raros, que datam desde o século XV, incluindo parte significativa da coleção que pertencia a Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccilo Matarazzo, aberta à visitação pública sob agendamento.