seg, 6 abril 2026 11:56
Comércio Exterior: 25 anos exportando talentos para o mercado global
Há 25 anos, o curso de Comércio Exterior da Universidade de Fortaleza forma profissionais de excelência para atuar em um mercado cada vez mais estratégico e complexo. Graduação une internacionalização, metodologias ativas e experiências práticas para profissionais aptos a enfrentar os desafios de um mercado global dinâmico.

Nas últimas décadas, o Ceará redesenhou sua presença no comércio exterior e consolidou uma trajetória marcada por expansão, diversificação e ganho de competitividade. Se antes a pauta exportadora se concentrava em produtos básicos, hoje temos uma economia mais industrializada, conectada às dinâmicas globais e sustentada por investimentos estratégicos em infraestrutura e inovação.
Um dos principais vetores dessa transformação é o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que reposicionou o Ceará no mapa logístico internacional. Com rotas diretas para mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia, o equipamento ampliou a capacidade de escoamento da produção local, reduziu custos operacionais e atraiu empreendimentos de grande porte. O resultado é um fluxo crescente de cargas e a consolidação do Estado como hub estratégico no Nordeste.
A evolução deste mercado gerou também uma mudança importante no perfil profissional demandado. Isso porque o mercado passou a exigir não apenas domínio técnico, mas também visão estratégica, capacidade analítica, leitura de cenários globais, gestão de riscos, negociação intercultural e uso intensivo de tecnologia.
Foi este o cenário que levou o curso de Comércio Exterior (Comex) da Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz, a se adaptar para formar profissionais de excelência, prontos para desbravar o mercado. Em 2026, o curso completa 25 anos, tendo como característica central sua evolução contínua.
“Desde a sua criação, passou por diversas atualizações curriculares, sempre alinhadas às transformações do mercado e às melhores práticas nacionais e internacionais. A formação é estruturada com base em competências e centrada no aluno, integrando teoria, prática e internacionalização. Trabalhamos com metodologias ativas, trilhas formativas e experiências que simulam e conectam o estudante a contextos reais de decisão”, explica a coordenadora da graduação, Ana Rita Pinheiro de Freitas.
Nesta jornada formativa, um diferencial importante é o Núcleo de Práticas em Comércio Exterior (Nupex), que permite aos alunos desenvolver projetos reais de internacionalização para empresas.
“Essa vivência prática aproxima a Universidade do mercado e contribui diretamente para a formação de profissionais mais preparados. Já entregamos mais de 80 projetos de internacionalização ao longo dos anos. A Unifor não apenas acompanha o mercado, mas contribui para transformá-lo ao formar profissionais com visão global, capacidade analítica e atuação estratégica”, reforça Ana Rita.
Quem passou pela graduação — em diferentes momentos dos últimos 25 anos — conta a seguir como a formação na Unifor contribuiu para que conseguissem trilhar uma carreira de sucesso na área.
Estímulo à experiência prática desde a graduação
Kildery Páscoa já havia cursado dois semestres de Engenharia Civil por influência do pai, quando decidiu trocar de curso e se matricular na primeira turma de Comércio Exterior da Unifor.
“Na época, a Universidade divulgou a matriz do novo curso de Comex e, ao analisar a grade, foi amor à primeira vista. Resolvi cursar Comex e estou até hoje na área”, conta ele, que atualmente dirige o grupo Core Insurance, uma empresa especializada em seguros corporativos, grandes riscos, gestão de benefícios e logística.
O egresso recorda que, há 25 anos atrás, era tudo novo. “Era algo novo para os alunos e, muitas vezes, também para os professores. Aprendemos juntos, e isso foi determinante para a construção de uma graduação de altíssimo nível e profissionais qualificados. A Unifor se engajou bastante em entregar um curso de qualidade, por mais que fosse novo, em construção”, detalha.
Apesar de ser um mundo de grandes novidades, Kildery relata que começou a experimentar a área ainda durante a graduação, quando montou uma empresa exportadora junto com um colega de turma, a FK COMEX Trading. “Nós achávamos o máximo a possibilidade de negociar com outros mercados e países. Sempre pensávamos na possibilidade dos produtos brasileiros (e em específico dos cearenses) romperem os limites territoriais e chegarem do outro lado do mundo”, lembra.
Eles começaram com essa pequena empresa e conseguiram realizar algumas exportações para Angola, Senegal e Cabo Verde. “Numa dessas exportações, tivemos um problema operacional. Fizemos uma exportação CIF (custo, seguro e frete), porém, por falta de corretores de seguros especialistas em nossa região, realizamos o processo sem contratar o seguro”, conta. A falha gerou um prejuízo que eles tiveram que arcar.
No entanto, este “erro” foi determinante para a carreira do egresso. “A partir dele, eu comecei a estudar o mercado de seguros e resolvi representar uma corretora com foco em seguros de importação e exportação. Posso dizer que ajudei bastante a implementar a cultura de seguros internacionais no nosso Estado, ou talvez em nossa região. Estou nesse mercado até hoje”, celebra.
Kildery diz que o curso de Comércio Exterior da Unifor foi fundamental nesta jornada ao unir teoria e prática e gerar networking, o que fortaleceu sua rotina. “Faço questão de ser participativo sempre que sou convidado a palestrar ou falar para jovens alunos [da Unifor]. Mantenho também boas conversas e trocas de experiências com os professores do curso”, comemora.
“Olhar para trás e perceber que já se passaram 25 anos [desde a criação do curso de Comex da Unifor] é gratificante. Nessas horas, me vejo ainda dentro da Universidade empenhado na época em desenvolver empresa júnior, organizar congressos, palestras e cursos. O Comex do nosso Estado cresceu, o Porto do Pecém é realidade e futuro. E parte de toda essa conquista saiu das mãos de profissionais formados nesses 25 anos.” — Kildery Páscoa, egresso do curso de Comércio Exterior da Unifor
O egresso vê muitas mudanças na área e no curso ao longo das últimas duas décadas. “No início de 2026, participei de uma palestra na Unifor e conheci um curso engajado, bem alto astral. O corpo docente criando meios para estimular a criatividade e competência dos alunos. Professores participativos, novas tecnologias. Posso dizer, com conhecimento de causa, que esses alunos irão para o mercado bem mais preparados. Percebi que o objetivo da Universidade era exatamente unir a teoria à prática, e isso fortalecerá a vivência dos novos profissionais”, analisa.
Para ele, os novos tempos do mercado de Comércio Exterior não admitem mais profissionais que apenas entregam papel. “É necessário uma mente disruptiva para se destacar nessa área”, pontua.
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Da internacionalização às competências técnicas exigidas
Quando Igor Sampaio decidiu se matricular em Comércio Exterior na Unifor, a graduação já era referência na área. Ele conta que, desde o início do curso, teve como objetivo participar do programa de dupla titulação internacional na Alemanha, no Deggendorf Institute of Technology (DIT). “Essa experiência foi uma das mais marcantes da minha carreira e recomendo a todos que desejam ampliar sua visão global e vivenciar o mercado externo”, afirma.
Segundo ele, a experiência no curso foi “excelente”. Isso porque o egresso avalia que a Unifor conta com professores qualificados, disciplinas em inglês que possibilitam a prática do idioma e a interação com alunos estrangeiros, além de programas de intercâmbio e de dupla titulação.
“Outro grande diferencial é o Núcleo de Práticas em Comércio Exterior (Nupex), que permite aplicar, na prática, o conhecimento adquirido em sala de aula”, destaca. Ele aproveitou o que pôde na Unifor para se destacar no mercado de trabalho. Igor diz que, a partir do 5º semestre, começou a se envolver em projetos de pesquisa, monitoria acadêmica e estágio no Nupex. Neste período, atuou na indústria química de produtos para estética automotiva.
“Após alguns anos como gestor de comércio exterior, atuando diretamente em importação e exportação, decidi empreender. Hoje sou Sócio-Diretor da Desbrave Comex, empresa especializada em assessoria de comércio exterior, onde atuo principalmente no desenvolvimento de negócios e no relacionamento com clientes”, conta.
O egresso afirma que a base acadêmica proporcionada pela Unifor foi fundamental para o desenvolvimento de conhecimentos técnicos em comércio exterior, o que hoje constitui um grande diferencial na sua atuação. “O curso oferece uma visão 360° da área, com uma matriz curricular completa e alinhada às demandas do mercado. Não à toa, mantém nota máxima no Ministério da Educação (MEC) há muitos anos”, sintetiza.
“Os 25 anos do curso [de Comex] representam uma trajetória de evolução contínua, marcada pela formação de profissionais que hoje contribuem ativamente para o desenvolvimento do comércio exterior no Ceará e no Brasil. Muitos colegas de turma ocupam posições estratégicas no mercado, reforçando a relevância e a qualidade da formação oferecida pela Unifor.” — Igor Sampaio, egresso do curso de Comércio Exterior da Unifor
Ao longo dos últimos 25 anos, muito mudou no mercado de comércio exterior e nas exigências aos profissionais da área. Igor ressalta que o Ceará, em especial, passou por importantes transformações estruturais. Empresas locais passaram a buscar cada vez mais o mercado internacional, com foco em exportações — como o caso da Vonixx, que foi referência no Nupex em 2016 e hoje exporta para mais de 40 países.
“As importações também ganharam força, com destaque para produtos pautados nas áreas de combustíveis minerais, produtos metalúrgicos, cereais, máquinas, plásticos e produtos químicos. Além disso, o Porto do Pecém consolidou-se como um dos principais hubs logísticos do país, com forte expansão e relevância estratégica para o Nordeste”, complementa o egresso.
E os alunos formados pela Unifor desempenharam um papel importante na evolução deste mercado no Ceará, trazendo mais conhecimento técnico, eficiência e visão estratégica às operações. “Isso ajudou a profissionalizar o mercado, a aumentar a competitividade das empresas e a fortalecer a presença do Estado no comércio internacional”, avalia Igor.
O egresso salienta que o curso da Unifor conta com nota máxima no MEC há mais de 20 anos, possui forte foco prático por meio do Nupex e oferece uma matriz curricular completa, que abrange áreas como administração, economia, direito e logística, além de proporcionar networking com o mercado e com instituições. Também disponibiliza oportunidades de intercâmbio acadêmico e de dupla titulação internacional, bem como a possibilidade de personalizar a formação conforme os interesses do aluno.
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Aproveitar todas as oportunidades da graduação para se inserir no mercado
No 8º semestre do curso de Comércio Exterior da Unifor, Sabrina Martins Guedes conta que a graduação dialoga particularmente com a sua paixão por negócios, cultura e relações comerciais. “Poder ver de perto relações se estreitando através das trocas é valioso. E nada melhor para me engrandecer como pessoa e como profissional do que uma universidade que tem tanto capricho e profissionais dedicados”, diz a aluna.
Ela conta que a graduação tem lhe garantido uma proximidade com o mercado de trabalho real, além de uma parceria genuína com os professores da Unifor. Na Universidade, ela tem se engajado para participar de dezenas de atividades para além da sala de aula, como, por exemplo, o G20 para a Educação em 2024.
“Foi uma oportunidade que não teria se não estivesse na Melhor e se não houvesse o suporte de uma coordenação tão dedicada. Participo anualmente de feiras e eventos ímpares e de renome. Fui capa do anúncio do curso de 2025-2026. E tive uma ótima experiência no Nupex”, elenca a aluna.
Sabrina já tem dado os primeiros passos no mercado, na JM Negócios Internacionais. “Estou atualmente trabalhando na minha segunda empresa de despacho aduaneiro e agenciamento de carga. Sou estagiária bilíngue de comércio exterior com foco no comercial e desconsolidação”, celebra a aluna, que espera que a Universidade siga lhe dando todo o suporte para crescer profissionalmente.
No ramo em que atua, Sabrina diz ver o Ceará ganhando foco e cada vez mais incentivos por parte do mercado global, empresas privadas e instituições. “É muito promissor”, acredita.
Para ela, a Universidade vai muito além da sala de aula ao proporcionar vivências práticas, desafios reais e oportunidades que aproximam os estudantes do mercado de forma concreta.
“Durante esse período, tive contato com áreas essenciais do comércio exterior, como logística internacional, negociações, finanças e prática de importação, o que me permitiu construir uma base sólida e, ao mesmo tempo, entender na prática como as decisões estratégicas impactam as operações globais. Mais do que aprender conceitos, aprendi a pensar de forma crítica, a analisar cenários e a buscar soluções”, aponta.
Além do conhecimento técnico, a aluna afirma que o curso contribuiu para o desenvolvimento de habilidades que ela leva para a vida: comunicação, responsabilidade, adaptação e inteligência cultural. “Algo essencial para quem trabalha em um ambiente globalizado”, acredita.
“[Nos seus 25 anos, o curso de Comércio Exterior da Unifor tem a celebrar] a concentração de uma rede de profissionais motivados a dar o melhor e somente o melhor de si. Grandes personas que são chave para o desenvolvimento do mercado.” — Sabrina Martins, aluna do curso de Comércio Exterior da Unifor
Parcerias para fortalecer o ecossistema do comércio exterior
Diante de tantos avanços ao longo das últimas décadas, atualmente o Comércio Exterior no Ceará precisa ser entendido dentro de uma agenda mais ampla de internacionalização.
“O Estado vem consolidando uma inserção mais qualificada em ambientes internacionais de negócio, com ativos logísticos e industriais que ampliam sua projeção e sua credibilidade, como o Complexo do Pecém, estruturado em joint venture com o Porto de Roterdã, e a ZPE Ceará, primeira zona de processamento de exportação a operar no Brasil”, pontua o presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (ADECE), Igor Maia Gonçalves.
Segundo ele, isso amplia o espaço não apenas para importação e exportação, mas também para:
- logística internacional,
- inteligência de mercado,
- operações aduaneiras,
- compliance,
- desenvolvimento de fornecedores,
- atração de investimento estrangeiro,
- apoio à internacionalização de empresas cearenses.
Igor destaca que o Comércio Exterior deixou de ser visto apenas como uma atividade operacional e passou a ocupar uma posição mais estratégica, diretamente conectada com decisões de investimento, expansão industrial, posicionamento internacional das empresas e desenvolvimento regional.
“No caso do Ceará, esse processo ganhou força com a consolidação de mercados e infraestruturas, com novas agendas ligadas à transição energética e blue economy (economia azul), à indústria e à integração do Estado com cadeias globais de valor, atuando de forma mais visível, mais preparada e mais aderente ao cenário internacional”, acrescenta.
Igor afirma que o curso de Comércio Exterior da Unifor tem um papel muito relevante nesse processo, não apenas pela formação de profissionais alinhados às demandas reais do mercado, mas também por sua contribuição mais ampla ao ambiente de negócios no Ceará.
“É um ator importante na produção de inteligência de mercado, na aproximação entre academia e setor produtivo e na promoção de iniciativas práticas voltadas à internacionalização e ao fortalecimento do comércio exterior no Estado, combinando conhecimento técnico, visão estratégica e inserção institucional”, considera.
Para ele, a própria trajetória do curso demonstra sua vocação para preparar profissionais qualificados e, ao mesmo tempo, participar ativamente da construção de um ambiente de negócios mais conectado à dinâmica internacional.
A Câmara Setorial de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro e a Unifor têm uma parceria institucional consistente e de longa construção. Igor explica que a Universidade sempre teve participação ativa e constante na Câmara, tanto em posições de gestão quanto em iniciativas conjuntas voltadas ao desenvolvimento do comércio exterior e da agenda de internacionalização do Ceará.
Ele lembra que o desenvolvimento da agenda internacional exige articulação em ecossistema, envolvendo governo, setor produtivo, instituições de apoio e academia. Isso dá o tom da importância de parcerias como a que existe com a Unifor.
“A universidade tem um papel central, especialmente quando consegue alinhar formação, produção de conhecimento, inteligência de mercado e experiências práticas. No caso da Unifor, essa contribuição vai além da sala de aula e ajuda a aproximar o debate institucional das demandas concretas do mercado, o que fortalece a qualidade das discussões e das iniciativas desenvolvidas na Câmara Setorial”, declara.
“O destaque [de profissionais formados pela Unifor] se dá pela combinação entre boa formação técnica e vivência prática. O mercado valoriza profissionais que entendam não só a operação, mas também estratégia, negociação, ambiente regulatório, inteligência de mercado e dinâmica internacional dos negócios. A Unifor construiu essa reputação ao longo do tempo com um curso bem avaliado, com núcleo de práticas, com experiências de internacionalização e com uma trajetória de formação conectada ao mercado” — Igor Maia, presidente da Câmara Setorial de Comércio Exterior e Investimento Estrangeiro da ADECE
Possibilidades de atuação amplas em um mercado em expansão
O mercado de comércio exterior segue em expansão, especialmente em regiões estratégicas como o Ceará, mas com um nível maior de complexidade, conforme avalia a coordenadora do curso da Unifor, Ana Rita Pinheiro de Freitas. Ela pontua que as possibilidades de atuação são amplas e incluem áreas como:
- importação,
- exportação,
- logística internacional,
- gestão de cadeias globais de suprimento,
- inteligência de mercado,
- compliance,
- negociação internacional,
- atuação em portos,
- zonas de processamento de exportação,
- empresas multinacionais,
- consultorias.
Além disso, Ana Rita ressalta que novas frentes vêm ganhando destaque, como internacionalização de startups, comércio digital, sustentabilidade, data centers e energias renováveis, o que amplia ainda mais o campo de atuação para profissionais qualificados.
Diante deste mercado de atuação ampla e em constante expansão, a Unifor forma egressos preparados para atuar em um ambiente global, dinâmico e complexo. “Trata-se de um profissional com visão estratégica, pensamento crítico e capacidade de adaptação. Ele domina os fundamentos técnicos do comércio exterior, mas também é capaz de analisar cenários, tomar decisões baseadas em dados, negociar em contextos multiculturais e atuar com responsabilidade ética e visão sustentável, sendo um líder global”, explica Ana Rita.
A docente lembra que, neste processo formativo, a internacionalização é um dos pilares estratégicos da Unifor, sendo relevante especialmente num mercado que exige profissionais com vivência internacional, domínio intercultural e compreensão de diferentes ambientes regulatórios e de negócios.
“Por meio de intercâmbios, disciplinas em língua estrangeira, parcerias com instituições internacionais e experiências multiculturais na graduação, os alunos ampliam sua visão de mundo e desenvolvem competências fundamentais para atuar no cenário global. Para o mercado cearense, isso é extremamente relevante, pois fortalece a formação de profissionais capazes de contribuir para a inserção internacional das empresas e para a competitividade do Estado”, considera Ana Rita. Sem falar na possibilidade de dupla titulação em outros países, que amplia as possibilidades de atuação.
A Unifor também prepara seus alunos para lidar com as instabilidades do mercado global por meio de uma formação que combina base técnica sólida com análise de cenários e pensamento estratégico. “Trabalhamos com situações reais e simuladas que envolvem desafios do comércio internacional, como mudanças regulatórias, barreiras comerciais e instabilidades geopolíticas. O aluno aprende a interpretar o ambiente global, a tomar decisões com base em dados e a desenvolver estratégias para lidar com riscos e incertezas. O objetivo é formar profissionais resilientes e preparados para atuar em um cenário em constante transformação”, sintetiza a docente.
Atualmente, vivemos um momento de reconfiguração do comércio internacional. O cenário global é marcado por tensões geopolíticas, reorganização das cadeias produtivas, digitalização e aumento das exigências regulatórias, especialmente em sustentabilidade.
Ana Rita afirma que isso não reduz as oportunidades, mas torna o ambiente mais complexo e estratégico. “O profissional precisa estar mais preparado para lidar com essas transformações e atuar de forma mais analítica e adaptativa. A conjuntura global é de oportunidades, mas também de forte reconfiguração”, opina.
“[O curso de Comércio Exterior da Unifor tem] uma trajetória que conecta pessoas, mercados e futuro. Ao longo desses 25 anos, professores, estudantes, egressos e parceiros construíram uma história marcada por impacto acadêmico, profissional e social. Celebrar essa trajetória é, também, projetar o futuro — um futuro em que o comércio exterior seguirá sendo estratégico, dinâmico e essencial para o desenvolvimento.” — Ana Rita Pinheiro, coordenadora do curso de Comércio Exterior da Unifor
Esta matéria está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), contribuindo para o alcance dos ODS 4 - Educação de Qualidade, ODS 8 - Trabalho Decente e Crescimento Econômico e ODS 9 - Indústria, Inovação e Infraestrutura.
A Universidade de Fortaleza, assim, reafirma seu compromisso com a excelência acadêmica e a inovação tecnológica, promovendo uma formação que integra o conhecimento científico à prática profissional. Ao fomentar a pesquisa e o empreendedorismo, a instituição prepara talentos para o mercado de trabalho moderno, impulsionando o desenvolvimento industrial sustentável e a geração de valor para a sociedade.