Monitoria: ponto de partida para quem quer aprender a ensinar

seg, 4 maio 2026 17:59

Monitoria: ponto de partida para quem quer aprender a ensinar

Na Universidade de Fortaleza, o Programa de Monitoria Acadêmica prepara estudantes para os desafios da docência e do mercado profissional ao integrar prática pedagógica, produção científica e desenvolvimento de competências socioemocionais valorizadas em múltiplas carreiras


A monitoria consolida-se como experiência formativa estratégica ao inserir estudantes no processo de ensino-aprendizagem e desenvolver competências acadêmicas, profissionais e socioemocionais (Foto: Ares Soares / Arte: Luiz Gonzaga)
A monitoria consolida-se como experiência formativa estratégica ao inserir estudantes no processo de ensino-aprendizagem e desenvolver competências acadêmicas, profissionais e socioemocionais (Foto: Ares Soares / Arte: Luiz Gonzaga)

É uma vivência acadêmica ativa. Ao mergulharem no universo da monitoria, alunos passam a atuar como um elo entre professor e colegas de turma, participando diretamente do sistema de ensino-aprendizagem. No processo, aproximam-se do ensino e da ciência ao mesmo tempo em que constroem habilidades de liderança e têm suas vidas transformadas.

Na Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz, o Programa de Monitoria Acadêmica tem se configurado como uma verdadeira porta de entrada para a carreira docente e um diferencial competitivo para o mercado de trabalho.

Na prática, os monitores participam de curadoria do material didático, acompanham outros alunos, contribuem na mediação de discussões e esclarecimento de dúvidas. O contato direto com a dinâmica da aula permite que eles compreendam melhor estratégias didáticas e metodologias de ensino.

“Do ponto de vista acadêmico, a monitoria aprofunda a aprendizagem, pois ensinar implica organizar o pensamento, esclarecer dúvidas e desenvolver uma compreensão mais crítica e estruturada dos temas. Esse processo contribui diretamente para o fortalecimento da autonomia intelectual, da capacidade de argumentação e da maturidade acadêmica, aspectos fundamentais tanto para a continuidade em trajetórias como a pós-graduação quanto para a produção científica”, afirma a assessora de Apoio ao Discente da Vice-Reitoria de Ensino de Graduação e Pós-Graduação (VRE), Milena Baratta.

A docente acrescenta que, no âmbito das competências de vida e soft skills, a monitoria ainda favorece o desenvolvimento da comunicação clara e empática, da escuta ativa e da inteligência emocional, uma vez que o monitor lida com diferentes perfis de alunos, ritmos de aprendizagem e situações de insegurança.

“Além disso, promove habilidades como a liderança, trabalho em equipe, gestão do tempo e adaptabilidade, competências cada vez mais valorizadas no mercado de trabalho contemporâneo”, argumenta.


A monitoria contribui para o aprimoramento da vivência dos estudantes na Universidade, estimulando o processo de ensino-aprendizagem (Foto: Ares Soares)

Se, por um lado, a experiência também contribui para o desenvolvimento do senso de responsabilidade e compromisso, por outro, é também um diferencial para a construção de carreira tanto na academia quanto no mercado de trabalho.

“Para aqueles que desejam seguir a carreira acadêmica, ela funciona como uma iniciação à docência, permitindo o contato com práticas pedagógicas e metodologias de ensino. Já para o mercado profissional, a experiência demonstra proatividade, capacidade de liderança e domínio técnico, características altamente valorizadas por empregadores”, destaca Milena. 

Quem já vivenciou a experiência na monitoria conta, a seguir, como teve a carreira e os estudos impactados por ela. E como a formação completa por meio da experiência lhes renderam transformações pessoais, profissionais e acadêmicas.

Da clínica em nutrição à docência, novas possibilidades

No 5º semestre de Nutrição, a aluna Thaís Holanda diz que, desde que entrou na Universidade de Fortaleza, sabia que não faria apenas o básico para receber o diploma no final do curso. Logo no primeiro semestre, ouviu sobre a possibilidade de ser monitora e já se interessou e se inscreveu.

“Apliquei para a disciplina de núcleo comum que mais gostava na época e vi mais relação com a Nutrição: Dinâmica Celular. No semestre seguinte, tive a cadeira de Nutrição e Metabolismo, à qual desde o início me apeguei e fiquei fascinada com a bioquímica. Busquei cursar o módulo já com o olhar de monitora, posto que veio no 4º semestre, com o fim da monitoria anterior, e a que estou atualmente”, conta.

A aluna diz ter se encontrado dando aula, além de achar gratificante ver a dúvida de um colega se transformando em entendimento. No futuro, Thaís quer seguir na área clínica, mas diz já saber que ela vai ter que dividir espaço com a docência. “A monitoria abriu muito essa perspectiva pra mim. Ainda não sei exatamente como (se como professora universitária, palestrante, ministrando cursos ou até tudo junto), mas tenho certeza de que quero continuar ensinando”, declara.

A aluna avalia que ser monitora tem influenciado na sua formação acadêmica e profissional ao lhe fazer revisar conteúdos com mais profundidade e fixá-los, desenvolver a comunicação e aprender a ter mais responsabilidade e didática no contato com outras pessoas. 

A monitoria tem me ensinado muito a ser mais adaptável. O formato mais tradicional de aula é baseado em explicação com slides, mas, se a pessoa não entende dessa forma, preciso buscar outras estratégias que funcionem para ela. Eu gosto muito de unir ludicidade e criatividade nesse processo. Costumo usar analogias (como comparar a formação do glicogênio à criação de uma empresa), fazer desenhos e, em Dinâmica Celular, já cheguei até a criar uma paródia para ajudar na memorização de conteúdos mais complexos”, conta. Para a aluna, todas essas experiências a ajudarão tanto a ser mais clara com possíveis alunos no futuro quanto a traduzir termos técnicos aos pacientes.

A experiência tem sido tão proveitosa para Thaís que, quando terminou a bolsa institucional remunerada, ela optou por seguir como monitora voluntária. “Vejo a monitoria como uma experiência que conecta muito bem as duas áreas que quero seguir [docência e clínica], contribuindo tanto para a minha formação acadêmica quanto profissional”, explica.

Ela conta que, na experiência da monitoria, os docentes orientadores dão bastante suporte e acompanham de perto o desenvolvimento dos monitores. Além disso, a Unifor estimula a produção científica. Ao final do programa, os monitores precisam desenvolver um artigo sobre alguma estratégia ou material desenvolvido ao longo da monitoria ou até um relato de caso.

“Neste ano, tivemos o bloco ‘Programa do Pesquisador’, que trouxe um passo a passo bem completo sobre como produzir material científico. Achei uma iniciativa muito interessante”, acrescenta a aluna.


“A monitoria me ajudou a ter mais empatia e paciência com a dificuldade do outro. Não importa se estou ensinando para o aluno que entende fácil e só tira nota boa ou para o que diz odiar o conteúdo e não consegue boas notas, tenho que ter a mesma atenção e carinho.”Thaís Holanda, aluna do curso de Nutrição e monitora

Para quem deseja mergulhar neste universo, Thaís sugere que o aluno busque se candidatar a um módulo que goste e que ache que vai contribuir mais para o seu desenvolvimento acadêmico e profissional, seja pela chance de se aprofundar no conteúdo, pelo maior contato com a prática ou até pela proximidade com o professor orientador.

“Também é importante já pensar em como você pode contribuir, especialmente trazendo algum diferencial para os alunos, isso ajuda bastante na hora da entrevista. Além disso, vale a pena já deixar o Currículo Lattes pronto ou atualizado, porque alguns processos seletivos têm prova e outros não, mas a entrevista e a análise de currículo estão sempre presentes”, opina.

Um programa para aperfeiçoar diversas habilidades, da pesquisa à oratória

Bianca Muniz estudava Direito na Unifor quando viu a coordenação do curso divulgando o programa de monitoria. Ela, que havia se matriculado na Universidade justamente pelo leque de oportunidades oferecidas da pesquisa à extensão e intercâmbios, não titubeou em buscar a sua chance.

“Eu me senti atraída pela possibilidade de participar de uma atividade de ensino, ter contato com os professores do curso e a possibilidade de também participar das atividades de pesquisa”, conta. A egressa diz acreditar que, de fato, sua trajetória no Programa de Monitoria Acadêmica se deu de forma bastante rica, já que apresentou trabalho científico em evento e aprendeu a elaborar apresentações e ministrar aulas nos grupos de estudos. 

“A monitoria foi uma escola para mim, pois pretendo ser professora no futuro. Hoje, curso o mestrado acadêmico e entendo que o Programa auxiliou na minha vivência profissional, pois tenho mais confiança para falar em público, por exemplo”, conta Bianca, que terminou a graduação em 2024.

A egressa foi monitora bolsista por dois anos. “Isso me auxiliou bastante a ter uma motivação a mais para persistir nos estudos com foco e disciplina”, avalia. O Programa de Monitoria também a ajudou a iniciar sua trajetória na academia. A partir dele, Bianca conquistou uma bolsa de iniciação científica. “À época, minha orientadora da monitoria me auxiliou a escrever o artigo científico e, após, me convidou para ser sua bolsista”, relembra.

Ao olhar para a experiência, Bianca acredita que a monitoria a tornou mais responsável, mais pontual e também mais confiante para falar em público. “O Programa de Monitoria me auxiliou também a me destacar na pesquisa científica, com a apresentação e publicação de artigos, sempre com auxílio dos professores orientadores e da coordenação”, diz.


“A experiência da monitoria foi essencial para a minha trajetória profissional e pessoal! O projeto é excelente, não apenas para quem quer ser docente, mas para quem gostaria de aperfeiçoar outras habilidades, como a comunicação, oratória, responsabilidade, organização, entre outras.”Bianca Muniz, egressa do curso de Direito

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Aprendizado e desenvolvimento com senso de responsabilidade e confiança

Leonardo Lima tinha o desejo de contribuir com soluções para desafios ambientais que o inquietavam quando se matriculou em Engenharia Ambiental e Sanitária na Unifor. Estava interessado em entender os problemas para construir respostas para eles.

“A Unifor foi uma escolha muito natural para mim pela qualidade da infraestrutura, pelo corpo docente e pela reputação do curso. Ao longo da graduação, essa escolha se confirmou na prática, tanto pela formação técnica quanto pelas oportunidades de desenvolvimento acadêmico e humano que a Universidade proporcionou”, afirma o egresso.

Uma dessas oportunidades foi a monitoria. Leonardo conta que, logo que viu o edital divulgado pela Unifor, se interessou imediatamente. “Vi ali uma oportunidade de ter uma primeira experiência mais ativa dentro do curso. Sempre gostei de trocar conhecimento, trabalhar em grupo e apoiar outras pessoas no processo de aprendizagem”, conta.

Deu certo. Leonardo foi monitor voluntário por três anos, em diferentes disciplinas, e conta que essa experiência teve um papel muito importante na sua formação. Isso porque a monitoria o ajudou a desenvolver competências como:

  • comunicação,
  • pensamento crítico,
  • didática,
  • correção de atividades,
  • aprofundamento técnico dos conteúdos.

“Foi também um espaço de muita aprendizagem sobre colaboração e responsabilidade”, conta. Neste período, o então monitor apresentou diversos artigos e participou de congressos nacionais e internacionais.

A monitoria teve impacto direto na forma como construí minha trajetória profissional. Foi uma experiência que desenvolveu habilidades que carrego até hoje, especialmente comunicação, facilitação, escuta e relação com diferentes perfis de pessoas. Também foi um processo importante para superar o medo de falar em público e ganhar confiança para conduzir apresentações, debates e atividades em grupo”, analisa.

Para o egresso, a monitoria foi um dos primeiros espaços onde começou a desenvolver competências que hoje utiliza na sua atuação profissional na área de financiamento climático e transição climática, trabalhando na interface entre políticas públicas, sustentabilidade e sistema financeiro.

“Meu trabalho envolve apoiar governos estaduais e municipais na estruturação de projetos voltados à ação climática, além de dialogar com instituições financeiras e investidores sobre instrumentos que viabilizem esses investimentos. É uma atuação muito conectada com propósito e com a busca por soluções para desafios socioambientais, algo que, de certa forma, começou ainda na graduação”, explica.


“A monitoria contribuiu para meu desenvolvimento pessoal e profissional, especialmente em confiança, comunicação, senso de responsabilidade e liderança. Também me fez enxergar o aprendizado de forma mais colaborativa e me mostrou o valor de compartilhar conhecimento.”Leonardo Lima, egresso do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária

Durante a experiência como monitor, Leonardo diz que recebeu muito apoio da Unifor, com o corpo docente constantemente incentivando a produzir artigos e participar mais ativamente da vida acadêmica. “Com esse incentivo, tive a oportunidade de apresentar trabalhos científicos em Portugal em duas ocasiões, em 2017 e 2019, experiências muito marcantes para minha formação e que ampliaram minha visão sobre pesquisa e atuação profissional”, avalia.

O egresso estimula que os alunos aproveitem esta oportunidade na Unifor. “A monitoria, seja voluntária ou com bolsa, é uma porta de entrada muito rica para desenvolvimento profissional e pessoal. É um espaço para aprender, construir confiança, criar conexões e começar a se destacar desde a graduação. Muitas vezes é ali que surgem oportunidades e competências que acompanham a carreira inteira”, anima.

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Experiência de transformação pessoal e profissional

Emmanuella Garzone sempre teve interesse em lecionar. Se, no colégio, já dava aulas de reforço para séries anteriores à sua, quando chegou à Unifor percebeu que precisaria se preparar para tentar uma monitoria, já que há critérios como experiência prévia, desempenho acadêmico, nota na disciplina pretendida, além da análise curricular e prova de seleção.

“Por isso, ainda no segundo semestre do curso de Nutrição, busquei agregar pontos ao meu currículo e ganhar experiência. Logo que abriu oportunidade, ingressei como monitora do Projeto Jovem Voluntário, em 2009”, conta. Ela foi se preparando e buscando experiência para, no ano seguinte, ser selecionada como monitora voluntária da disciplina de Imunologia Geral.

Entre 2011 e 2012, Emmanuella participou do Programa de Aluno Voluntário de Iniciação à Pesquisa (PAVIC), uma iniciativa institucional voltada à inserção precoce de estudantes na pesquisa científica, com o objetivo de desenvolver o pensamento crítico e a produção acadêmica. “Nesse período, estive envolvida em diferentes projetos de pesquisa, colaborando na coleta e análise de dados, além de participar de apresentações em fóruns e eventos científicos”, conta.

Emanuella também foi bolsista do Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) e de iniciação científica pela Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap). Ainda foi contemplada com uma bolsa do Programa Santander Top España, que proporcionou uma imersão acadêmica e cultural durante um mês na Espanha, e do programa Ciências sem Fronteiras, financiado pelo CNPq, na modalidade graduação sanduíche. 

“Essas experiências foram fundamentais para a construção da minha trajetória acadêmica e profissional, consolidando meu interesse pela docência, pela pesquisa e pela promoção da saúde com enfoque humanizado, além de fortalecer minha formação em um contexto internacional”, sintetiza a egressa, que hoje mora na Guatemala.

Lá, ela atua com atendimentos online, além de ter ministrado aulas em instituições de ensino superior no país. Também mantém parcerias acadêmicas com professores da Universidad Francisco Marroquín e da Universidade Federal Fluminense (UFF), participando do desenvolvimento de pesquisas na área de nutrição, o que lhe permite manter uma atuação ativa e atualizada no meio científico.

Para Emanuella, as monitorias tiveram um papel fundamental na construção de suas perspectivas de carreira, consolidando, desde cedo, o interesse pela docência e pela atuação acadêmica.

“Ao ser selecionada como monitora de Imunologia Geral, compreendi a monitoria como um verdadeiro processo formativo, que vai além do domínio do conteúdo. A experiência exigiu responsabilidade, organização, comunicação clara e empatia no processo de ensino-aprendizagem, além de fortalecer minha autonomia e senso crítico. Também contribuiu diretamente para o aprofundamento dos meus conhecimentos acadêmicos, uma vez que ensinar demanda compreensão sólida e constante atualização”, explica.

A vivência influenciou significativamente as escolhas posteriores da nutricionista, estimulando seu envolvimento com a pesquisa científica, participação em programas institucionais e busca por oportunidades acadêmicas mais amplas, como as bolsas de iniciação científica e experiências internacionais.

“A monitoria, portanto, não apenas reforçou minha vocação para o ensino, mas também ampliou minha visão sobre a integração entre ensino, pesquisa e extensão, pilares essenciais da formação universitária”, analisa.


“A experiência da monitoria teve um significado muito especial e transformador na minha trajetória. Mais do que uma atividade acadêmica, ela representou o início concreto da minha construção como educadora e profissional da saúde. Foi na monitoria que eu deixei de ser apenas aluna para também assumir um papel ativo no processo de ensino-aprendizagem. Esse momento marcou uma virada importante, pois me permitiu enxergar o conhecimento de uma forma mais profunda — não apenas para aprender, mas para ensinar, compartilhar e impactar outras pessoas.”Emmanuella Garzone, egressa do curso de Nutrição

Uma experiência formativa completa

As experiências de alunos e egressos compartilhadas nesta reportagem mostram como a monitoria possibilita o desenvolvimento de um conjunto amplo de habilidades e conhecimentos, que articulam dimensões técnicas, pessoais e profissionais, reforçando seu papel como experiência formativa completa.

Se, do ponto de vista técnico-acadêmico, o aluno aprofunda significativamente o domínio dos conteúdos da disciplina em que atua, no âmbito pessoal e das soft skills, a monitoria contribui para o desenvolvimento da comunicação clara e empática, da escuta ativa e da inteligência emocional.


“Do ponto de vista profissional, a experiência fortalece competências muito valorizadas no mercado de trabalho, como proatividade, autonomia, capacidade de ensinar e colaborar, além de postura ética e compromisso. A monitoria também desenvolve a habilidade de mediação, essencial em contextos profissionais que exigem articulação entre diferentes atores, como equipes, clientes ou usuários.”Milena Baratta, assessora de Apoio ao Discente da VRE

Na Unifor, a monitoria acadêmica é oferecida de forma ampla, contemplando diversos cursos e disciplinas distribuídas entre os Centros de Ciências da Universidade, conforme informa a assessora de apoio ao discente da VRE, Rafaela Ponte. “Isso significa que estudantes de diferentes áreas — como saúde, tecnologia, direito e gestão — podem participar, de acordo com a oferta prevista em edital a cada período”, detalha.

São dois tipos de monitoria, institucional e voluntária, para abranger diferentes perfis de alunos. “Assim, o Programa se torna mais inclusivo e democrático, ao mesmo tempo em que mantém o caráter formativo da monitoria para todos os participantes”, acrescenta Rafaela.

Tipos de monitoria

  • Monitoria institucional: possui bolsa remunerada como incentivo financeiro e exige uma dedicação maior, geralmente em torno de 12 horas semanais
  • Monitoria voluntária: não possui remuneração, mas garante certificação e experiência acadêmica e tem uma carga horária menor, de 8 horas semanais.

Além de dar apoio ao professor na sala de aula, auxiliar na curadoria de material didático e acompanhamento dos alunos, o monitor costuma atuar na condução de grupos de estudo dirigidos, organizando momentos de revisão de conteúdo, resolução de exercícios e orientação aos colegas. Ele também participa de eventos da Universidade, como encontros acadêmicos, feiras e ações institucionais, ampliando o repertório do aluno e sua integração com a comunidade acadêmica. 

“Essas experiências contribuem para a construção de networking e para uma formação mais ampla. Outro aspecto importante é a formação complementar oferecida aos monitores, como a Jornada da Monitoria, que conta com uma carga horária de 20 horas. Esse conteúdo é organizado em formato EAD, abordando temas como práticas pedagógicas, metodologias de ensino, comunicação científica, e desenvolvimento de competências socioemocionais, fortalecendo ainda mais a atuação do monitor”, informa Milena.

+ LEIA MAIS | Manual Informativo sobre monitoria auxilia estudantes que desejam ingressar no mundo da docência

A Unifor oferece uma estrutura bastante organizada para a monitoria, com diferentes tipos de suporte, incentivos e acompanhamento institucional, o que fortalece a experiência formativa dos alunos. O programa é coordenado pela Vice-Reitoria de Ensino de Graduação e Pós-Graduação (VRE) e conta com supervisores em cada Centro de Ciências, o que garante acompanhamento contínuo das atividades dos monitores e orientação ao longo do processo.

Ele também oferece uma estrutura de formação complementar, que inclui capacitações e incentivo à produção acadêmica, como a elaboração de artigos e participação no evento do Encontro de Iniciação à Docência. “Isso reforça o caráter formativo e aproxima o aluno da iniciação à docência e à pesquisa”, salienta Rafaela.

No Encontro, os monitores são incentivados a sistematizar e apresentar suas vivências. A participação neste evento é, inclusive, obrigatória para aqueles que desejam obter o Certificado de Excelência da monitoria, o que reforça o compromisso com a produção e socialização do conhecimento.


“A monitoria na Unifor tem uma importância estratégica porque atua simultaneamente em duas frentes: a formação qualificada dos alunos monitores e o fortalecimento da própria Universidade como espaço de ensino, pesquisa e aprendizagem colaborativa. (...) A monitoria transforma o aluno em protagonista do seu próprio processo formativo, ao colocá-lo na posição de mediador do conhecimento e não apenas de receptor.”Rafaela Ponte, assessora de Apoio ao Discente da VRE


Esta notícia está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, contribuindo para o alcance do ODS 4 - Educação de Qualidade e do ODS 8 - Trabalho Decente e Crescimento Econômico.

A Universidade de Fortaleza reafirma seu compromisso com a excelência no ensino e com a formação integral ao fortalecer o programa de monitoria acadêmica. Ao incentivar a troca de saberes entre pares e o desenvolvimento de competências pré-profissionais, a instituição transforma a experiência universitária em um caminho de protagonismo e aprendizado colaborativo, preparando os estudantes para os desafios acadêmicos e para o mercado de trabalho.

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