seg, 14 setembro 2026 12:01
Educação Física é a bola da vez!
Da gestão esportiva à pesquisa, o curso de Educação Física da Universidade de Fortaleza acompanha as transformações do mercado e prepara profissionais para diferentes áreas por meio de formação científica e vivências práticas, tudo com uma infraestrutura que é referência

A busca por mais qualidade de vida, prevenção em saúde e acompanhamento profissional na prática de exercícios tem ampliado o mercado de trabalho para quem atua com educação física. Além das academias, do treinamento personalizado e do esporte, o profissional hoje encontra espaço em áreas como envelhecimento saudável, preparação física, saúde corporativa, tecnologia aplicada ao exercício, análise de dados, gestão esportiva, pesquisa e atendimento a públicos específicos.
Esse movimento também vem mudando o perfil esperado pelo mercado. O domínio técnico e o conhecimento científico continuam sendo fundamentais, mas já não bastam sozinhos. Comunicação, trabalho em equipe, liderança, iniciativa, capacidade de resolver problemas e adaptação às mudanças da profissão passaram a ter um peso cada vez maior na construção de uma carreira.
Com mais de 50 anos de história, o curso de Educação Física da Universidade de Fortaleza (Unifor), vinculada à Fundação Edson Queiroz, tem acompanhado essas transformações ao aproximar a formação acadêmica da prática profissional.
Em uma estrutura que reúne pista de atletismo, piscinas, ginásio poliesportivo, campos, laboratórios e outros espaços, os alunos vivenciam diferentes conteúdos e modalidades ao longo da graduação, além de participar de monitorias, pesquisas, projetos de extensão, estágios, eventos e atividades extracurriculares.
“Na Unifor, procuramos acompanhar essas transformações sem perder a base científica que sustenta a profissão. A formação precisa preparar o aluno não apenas para executar uma avaliação ou prescrever um treinamento, mas para entender por que está fazendo aquilo, interpretar informações, tomar decisões e se adaptar às mudanças da profissão. Essa capacidade de aprender continuamente talvez seja uma das competências mais importantes para o profissional que estamos formando hoje”, afirma o coordenador do curso, Patrick Simão.
As trajetórias de alunos e egressos que contamos a seguir passam pela gestão esportiva, pesquisa, docência e esporte universitário, mostrando como as experiências vividas durante a graduação ampliam o repertório, aproximam o aluno do mercado e ajudam na construção de uma rede profissional promissora.
Da gestão esportiva à atuação como personal
Era a paixão pelo handebol que brilhava aos olhos de Lícia Lins no início do curso de Educação Física da Unifor. O caminho profissional que de fato seguiria, no entanto, foi sendo transformado ao longo da graduação. Depois de participar de monitoria, projetos e eventos, ela chegou ao estágio na então Divisão de Assuntos Desportivos (DAD). Lá, descobriu a gestão esportiva universitária e permaneceu por dois anos.
A experiência abriu espaço para que fosse efetivada como analista de esportes da própria Universidade, função que exerce hoje. “Sou responsável pela parte burocrática do esporte (benefícios dos atletas, Escola de Esportes, relatórios, solicitações de materiais e serviços via sistema EBS, agenda do chefe do setor etc) e organização dos eventos esportivos internos (Jogos Internos dos alunos e dos funcionários, Corrida de Rua)”, explica a egressa.
Com formação tanto no bacharelado quanto na licenciatura, Lícia atua hoje também como personal e assistente de esportes pela Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU) nos Jogos Universitários Brasileiros. “Sou convocada para ser responsável por modalidades, preparando apresentações das reuniões informativas para os atletas, contato com a arbitragem, separação de material necessário, ou seja, deixar a modalidade pronta para rodar”, complementa.
A egressa conta que, desde criança, é apaixonada por esportes, especialmente o handebol. Foi seu primeiro treinador, aliás, que a fez se apaixonar pela área de educação física. “Ele conseguia transformar vidas por meio do esporte e eu conseguia sentir isso. Então, quando chegou a época do vestibular, eu nunca tive dúvidas de que era Educação Física que eu queria para minha vida”, relembra.
Como os pais haviam se formado pela Unifor e a pesquisa sobre o corpo docente lhe deu boas referências, Lícia diz que não teve dúvidas da universidade que julgou melhor para construir sua vida profissional.
Durante a graduação, ela sempre procurou estar perto dos professores. Foi monitora da disciplina de handebol, auxiliar técnica da seleção masculina de handebol e voluntária no projeto de atendimento de hidroterapia em crianças especiais no Núcleo de Atenção Médica Integrada (NAMI). Estava sempre participando das atividades e eventos propostos pelo curso. Até que surgiu a oportunidade de estágio na DAD, onde ficou por dois anos, até se formar.
“Um dos meus maiores desafios foi quando saí de estagiária para analista de esporte, quando fui efetivada na DAD, porque foi uma mudança bem rápida e tinha que saber liderar, orientar bem os estagiários, lidar diretamente com os técnicos que eram meus professores. Mas, ao mesmo tempo, aprendi muito com todos os docentes”, comenta.
Durante o curso, Lícia se apaixonou pelos bastidores dos eventos esportivos. Em 2014, participou do primeiro evento esportivo e internacional (Pan Americano Juvenil de Handebol Feminino) como voluntária. Logo em seguida, começou também a trabalhar nos eventos institucionais da Unifor.
“E foi então que me apaixonei mais ainda pelo mundo dos eventos, porque aprendi com pessoas que amam o que fazem e conseguem transmitir isso, assim como eu tento fazer em cada evento/entrega minha”, afirma.
Em parceria com o curso de Educação Física da Unifor, Lícia realizou o seu próprio evento: uma competição de crossfit aberta ao público e seletiva regional para o campeonato brasileiro universitário de cross, com o objetivo de dar mais visibilidade ao cross universitário.
“Costumo dizer que sou nascida e criada na Unifor. Se eu sou realizada profissionalmente hoje, devo praticamente tudo que vivi e aprendi na Unifor, com os melhores professores que a graduação em Educação Física pode ter, porque eles conseguiam transmitir a ‘magia’ da profissão para mim.” — Lícia Lins, analista de esporte, personal, CEO do One Cross Competition e egressa do curso de Educação Física da Unifor
Segundo a CEO da One Cross Competition, todas as atividades práticas da graduação contribuíram para que ela aprendesse a manter postura, agir e lidar em cada situação da carreira até hoje. Ela se especializou em gestão de eventos esportivos, mas reforça que a graduação lhe deu uma boa base em todas as áreas que a educação física tem, lhe dando segurança profissional.
Lícia diz que entramos em uma era de geração saúde e fitness. Academias abrem com frequência, crianças são incentivadas a praticar esporte desde cedo e as pessoas começam a entender a importância do profissional de educação física, seja como personal, professor, gestor do esporte ou mesmo atuando em equipes multidisciplinares em hospitais.
“Hoje, para qualquer área que [os alunos] forem, há oportunidades, tem público. Costumo dizer também que não tem concorrência para ninguém. Cada profissional traça o seu perfil, e tem público para todo mundo. Mas é necessário saber aproveitar e, às vezes, até mesmo criar as próprias oportunidades”, sinaliza.
Para ter sucesso na área, ela sugere aos alunos que mantenham proximidade dos professores e aproveitem a estrutura física de alto padrão e parcerias com lugares estratégicos disponibilizadas pela Unifor. “Oportunidades de inserção no mercado de trabalho, ainda na graduação, [são importantes] para uma boa construção de carreira”, aponta.
Um caminho promissor na docência e na pesquisa
A história de Matheus Marques com a educação física começa ainda na escola. O interesse pelo esporte e pelas competições escolares despertou nele o desejo de seguir nessa área. “Desde então, passei a enxergar o esporte não apenas como uma prática, mas também como uma importante ferramenta de inclusão, desenvolvimento e formação do indivíduo”, conta.
Ele conta que, para realizar esse sonho, optou pela Unifor por oferecer uma estrutura de alta qualidade e um corpo docente de excelência. Hoje, Matheus atua na docência e na pesquisa na própria Unifor. “Meu trabalho envolve desde a condução das aulas e o acompanhamento dos alunos da graduação até a participação em diferentes etapas da produção científica, como coleta e análise de dados e elaboração de estudos”, aponta.
Matheus diz que ingressou no curso de Educação Física com o objetivo definido de atuar na área esportiva, mas foi contemplado com uma bolsa de iniciação científica na graduação e decidiu mudar a trajetória. “Essa mudança de rota só foi possível porque a Universidade me proporcionou a oportunidade e o suporte necessários para descobrir e desenvolver esse caminho”, diz.
Durante o curso, Matheus ainda teve experiências com monitoria, grupos de estudo e pesquisa e ligas acadêmicas. “Cada uma delas contribuiu para ampliar minha formação e construir o repertório teórico e prático que me levou ao mestrado, etapa em que pude aprofundar minhas habilidades e conhecimentos em pesquisa. Hoje, no doutorado, sigo buscando representar a educação física com responsabilidade e qualidade. Tenho muito orgulho de poder retornar ao campus como docente”, afirma.
Foi nestas experiências que Matheus descobriu que a educação física também produz conhecimento, investiga problemas relevantes e pode transformar a prática profissional por meio da ciência. “Hoje, procuro representar justamente essa educação física que transforma por meio do conhecimento científico, algo que também considero parte da essência da Unifor: excelência, inovação e compromisso com a formação”, diz.
Para Matheus, a Unifor proporciona uma rede de relações que diferencia muito a experiência do estudante, especialmente com um corpo docente formado por profissionais com diferentes trajetórias e campos de atuação, incluindo esporte de rendimento, exercício físico para grupos especiais, pesquisa científica e gestão.
“Esse contato amplia o repertório do aluno, permite conhecer diferentes possibilidades profissionais e favorece a construção de uma visão mais abrangente sobre a educação física. Para mim, essa convivência foi fundamental para compreender as diferentes possibilidades da profissão e construir minha própria trajetória”, sinaliza.
“A Unifor oferece uma estrutura que permite ao aluno vivenciar diferentes possibilidades de atuação profissional ao longo da graduação. Isso facilita não apenas a identificação com determinada área, mas também a construção de experiências que fazem diferença quando o estudante chega ao mercado de trabalho. Ter contato com diferentes contextos ainda durante a formação permite [ao estudante] sair da Universidade com uma combinação importante de conhecimento teórico e experiência prática, o que contribui para uma atuação profissional mais segura e preparada.” — Matheus Marques, egresso e professor do curso de Educação Física da Unifor
Matheus lembra que o setor vive um momento de ampliação das suas possibilidades de atuação. A busca da sociedade por um estilo de vida mais ativo e saudável coloca o profissional de educação física em uma posição cada vez mais relevante.
“Ao mesmo tempo, a ciência tem ampliado o olhar sobre a educação física como uma área capaz de contribuir para a prevenção e o tratamento de diversas condições de saúde. Isso abre novas possibilidades para o profissional, especialmente na atuação baseada em evidências, na avaliação e prescrição do exercício físico e no desenvolvimento e aplicação de protocolos seguros e eficazes”, defende.
Para quem está começando, diz o egresso e professor, o principal desafio é compreender que a educação física oferece muito mais possibilidades do que aquelas tradicionalmente conhecidas e que a formação continuada será cada vez mais importante para acompanhar essa expansão.
Muitas possibilidades de vivências já na graduação
Fabiano Pooter chegou ao curso de Educação Física da Unifor interessado em aprofundar os conhecimentos sobre voleibol. Mas o contato com a monitoria, os eventos esportivos e outras vivências dentro da Universidade apresentou ao estudante novas possibilidades da profissão e o levou a migrar do bacharelado para a licenciatura. Hoje, no 7º semestre do curso, Fabiano se prepara para um objetivo que nasceu ao longo desse percurso: tornar-se professor.
Fabiano é gaúcho e mora há sete anos no Ceará. Lá, atuava na gerência de uma rede de lojas do ramo moveleiro. Mas como sempre foi praticante de esportes, mantinha o sonho de, um dia, se tornar profissional de educação física. Quando veio para a capital cearense, decidiu realizar este sonho na Unifor.
“Entrei focado em aprender mais sobre voleibol, tanto que, logo no início, passei a ser um dos assistentes da seleção de voleibol da Universidade”, lembra. Mas, ao longo da graduação, ficou impressionado com a quantidade de oportunidades que a Unifor proporciona à sua comunidade acadêmica.
“O convívio com um grande número de profissionais muito bem conceituados nacionalmente, em diversas áreas da saúde, faz com que tenhamos a real noção do que o profissional de educação física pode fazer — e isso não se encontra em lugar nenhum! Então, quando começamos a ter contato com o ensino, a extensão e a pesquisa, eu me deparei com um outro mundo, que até então nem imaginava ter toda essa amplitude”, conta o aluno.
Durante a graduação, ele vivenciou experiências em muitas áreas. Além de assistente da seleção de voleibol da Universidade, realizou diversas monitorias em disciplinas diferentes. É representante dos alunos do curso junto ao colegiado e foi estagiário na Divisão de Assuntos Desportivos (DAD).
Também é voluntário do grupo de trabalho do Healthy Campus da Unifor, é coordenador da categoria PcD na Corrida Unifor e participou de diversos encontros de extensão e iniciação à docência. E atuou na organização dos Jogos Internos da Unifor e do Desafio de Escolas.
Para Fabiano, o corpo docente de excelência e a chance de experimentar muitas áreas são fundamentais para uma formação de excelência, e a Unifor oferta isso ao mesmo tempo em que abre portas para o aluno construir um bom networking.
“Também há o fato de que várias assessorias e profissionais da área buscam realizar atividades dentro do nosso parque desportivo, o que oportuniza novos contatos com o mercado de trabalho”, salienta. Hoje, o aluno diz se sentir preparado para o mercado de trabalho. O sonho agora é conseguir ser professor na própria Unifor um dia.
“As vivências oferecidas aos graduandos durante o curso já proporcionam um grande crescimento, o qual é potencializado quando o estudante busca aproveitar tudo ao máximo. Então, diria que a estrutura, a metodologia e os profissionais oferecidos pela instituição, somados à proatividade e ao empenho do graduando, se transformam na fórmula ideal.” — Fabiano Pooter, aluno de Educação Física
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Estrutura para vivenciar o melhor da Universidade
Há um campo vasto de atuação para os profissionais da Educação Física, das academias à docência, passando pelos eventos esportivos e até pelos hospitais. O coordenador do curso da Unifor, Patrick Simão, pontua que, hoje, há profissionais da área atuando em contextos que, há alguns anos, tinham uma presença muito menor na graduação:
- tecnologia aplicada ao exercício,
- análise de dados de treinamento,
- empreendedorismo,
- gestão de negócios esportivos,
- programas de saúde corporativa,
- treinamento para públicos específicos,
- acompanhamento remoto e utilização de dispositivos vestíveis,
- entre outras possibilidades.
Diante destas mudanças, o mercado valoriza cada vez mais profissionais que saibam se comunicar, criar boas relações, trabalhar em equipe, ter responsabilidade, iniciativa e capacidade de resolver problemas.
“Na nossa área isso é especialmente importante porque trabalhamos diretamente com pessoas. Também considero muito importante a capacidade de transformar conhecimento científico em uma intervenção prática. O profissional precisa saber avaliar, planejar, prescrever, acompanhar resultados e ajustar sua conduta”, afirma.
Nesta perspectiva, uma das preocupações do curso da Unifor é justamente evitar que o aluno passe toda a graduação conhecendo a profissão apenas pela sala de aula. “Nosso objetivo é que o aluno saia da Universidade não apenas com um diploma, mas com experiências, repertório profissional e segurança para iniciar sua trajetória”, afirma Patrick.
A Unifor combina tradição, formação científica e possibilidades de experiência prática. Sua estrutura ampla cria oportunidades importantes para a formação, especialmente com um corpo docente qualificado e envolvido com áreas distintas, como pesquisa, esporte e saúde.
“A aproximação [do aluno] com a prática acontece de forma progressiva durante o curso. O estudante passa por disciplinas práticas, atividades acadêmicas, projetos, eventos, extensão e, posteriormente, pelos estágios curriculares. A própria estrutura da Unifor favorece muito esse processo. Temos espaços esportivos, pista de atletismo, piscinas, ginásios, campos, laboratórios e outros ambientes que permitem vivenciar diferentes conteúdos e modalidades.” — Patrick Simão, coordenador do curso de Educação Física da Unifor
Na Unifor, a construção da carreira começa ainda durante a graduação. Quando o aluno participa de um projeto, de uma pesquisa, de um evento ou de um estágio, ele não está apenas cumprindo uma atividade acadêmica. Ele está conhecendo pessoas, sendo observado profissionalmente e construindo relações.
“Os professores também cumprem um papel importante nesse processo porque muitos possuem uma atuação profissional além da Universidade e mantêm contato com diferentes setores da área. Muitas oportunidades surgem dessas relações construídas ao longo da formação. Por isso, incentivamos o aluno a participar da vida universitária e aproveitar as oportunidades que existem além da sala de aula”, afirma Patrick.
O esporte, por exemplo, faz parte da identidade da Universidade e isso é muito importante para a Educação Física. “Quando o estudante está inserido em um ambiente no qual existem modalidades esportivas, treinamentos, competições e atletas, ele consegue observar na prática muitos conceitos discutidos durante a graduação”, afirma Patrick. Esse ambiente também possibilita aproximar ensino, pesquisa e prática profissional.
Um dos principais diferenciais da Unifor, para o coordenador, é permitir que o aluno viva de fato a graduação. “Ele pode entrar em uma sala de aula, participar de uma atividade em laboratório, envolver-se em pesquisa, atuar em um projeto de extensão, participar de um evento, acompanhar atividades esportivas e estabelecer contato com profissionais de diferentes áreas. Essa diversidade de experiências contribui muito para formar um profissional mais completo e preparado para um mercado que também é cada vez mais diverso”, finaliza.